Aeroblog
WELCOME ABOARD Para você que é da aviação ou ainda não, porém é fanático por este mundo, postaremos aqui diariamente algumas notícias sobre este maravilhoso universo da aviação.Este Blog é fruto de coletâneas diárias de análise e pesquisas de notícias na mídia impressa e eletrônica através de clippings , Acompanhem !!!! SE O SEU ASSUNTO É HOSPEDAGEM CLIQUE NO LOGO DA POUSADA SE O SEU ASSUNTO É HOSPEDAGEM CLIQUE NO LOGO DA POUSADA
segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010
Companhia aérea israelense El Al quer voar para o Brasil em maio de 2010
Aeroblog
Embraer pode lançar novo E-Jet

Segundo o vice-presidente executivo da Embraer, Mauro Kern, a empresa deve anunciar em um prazo de 12 a 18 meses um novo avião, que será maior que o E-195. É possível que ele seja mais um integrante da família E-Jet, até mesmo derivado do E-195, o que agilizaria o desenvolvimento e certificação do modelo.
PF aponta superfaturamento de quase R$ 1 bilhão em dez aeroportos, diz jornal

Infraero diz que colabora com investigação e que gestão é transparente.
Reportagem do jornal "O Estado de S. Paulo" deste domingo (31) cita relatório da Polícia Federal sobre a operação "Caixa Preta" que aponta superfaturamento de R$ 991,8 milhões nas obras de dez aeroportos administrados pela Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero): Corumbá, Congonhas, Guarulhos, Brasília, Goiânia, Cuiabá, Macapá, Uberlândia, Vitória e Santos Dumont.
Segundo o jornal, todas as obras foram contratadas durante o primeiro mandato do governo Luiz Inácio Lula da Silva, entre 2003 e 2006. O texto cita que os desvios teriam sido arquitetados pela cúpula da estatal na administração Carlos Wilson, que presidiu a Infraero naquele período.
Ex-deputado, ex-senador e ex-governador de Pernambuco (1990), Carlos Wilson foi filiado à antiga Arena, ao PMDB, ao PSDB, ao PTB e, por último, ao PT. Ele morreu em abril de 2009, aos 59 anos, vítima de câncer.
A reportagem diz que o relatório da PF detalha, em 188 páginas, a operação de um "um seleto e ajustado grupo" de 18 empreiteiras. Segundo o jornal, 52 pessoas, entre ex-dirigentes e funcionários da Infraero, empresários, projetistas e fiscais são acusados dos seguintes crimes: formação de quadrilha, peculato (crime contra a administração pública), corrupção ativa e passiva, crimes contra a ordem econômica e fraude em licitações.
Entre as irregularidades apontadas pela polícia no inquérito, de acordo com o texto, estão manobras da direção da estatal, como a contratação de uma mesma empresa para executar diferentes obras no aeroporto, formação de cartel entre as empresas para prejudicar concorrentes e mudanças de regras durante a licitação.
O jornal cita uma manifestação da Infraero em que a estatal diz que colabora com as investigações por ser interessada na apuração dos fatos e afirma ser gerida com transparência.
G1
Passageiros indisciplinados ameaçam tripulação com faca
Na terça-feira (26) passada, o Boeing 757-204, prefixo LY-FLG, da Scat Air, realizando o voo DV-458 de Utapao, na Tailândia, para Almaty, no Cazaquistão, com 231 passageiros e nove tripulantes, estava em rota, quando uma passageira não satisfeita com o serviço a bordo tornou-se agressiva.Três homens que a acompanhavam juntaram-se ao tumulto. Um deles puxou uma faca e ameaçou os passageiros e a tripulação.
Os outros passageiros e a tripulação foram capazes de subjugar os quatro.
O voo prosseguiu para Almaty onde pousou em segurança.
A polícia levou os quatro passageiros desordeiros em custódia. O Procuradoria de Alamay está prepararando as acusações contra os quatro.
Mulher se muda para aeroporto de Porto Alegre após ter apartamento interditado
AVIÃO DA TAM MERCOSUL FAZ POUSO DE EMERGÊNCIA NO PARAGUAI
Ao fundo, semiencoberto, se observa o avião da TAM que ontem a noite fez uma aterrissagem de emergência no Aeroporto Silvio PettirossiO comandante do Airbus A320, Eladio Paredes, reportou - pouco depois das 23:00 (hora local) - a torre de controle um Alerta 2 ao constatar problemas hidráulicos no sistema de aterrissagem. A aeronave levava a bordo 85 passageiros e oito tripulantes.
Imediatamente, se ativou na pista o Centro de Operações de Emergência (COE) e afortunadamente o avião comercial pode aterrissar sem maiores inconvenientes.
“Quando o comandante reportou o Alerta 2, imediatamente ativamos o Centro de Operações de Emergência. O avião pousou e parou na cabeceira da pista e, por precaução, foi retirado do local por um rebocador até o local de desembarque. Muitos passageiros nem se deram conta”, informou Isabelino Sosa, diretor de segurança da Dinac (Direção Nacional de Aviação Civil), entidade responsável pela operação dos aeroportos civis do Paraguai.
A antiga Transporte Aéreo del Mercosur, hoje TAM Airlines, é subsidiária da TAM do Brasil.
IFR Online
Voe num caça MiG-29 por caridade
Se pagar cerca de US$ 200.000 para ir ver o espaço a bordo de uma espaçonave da Virgin Galactic é muito caro para você, existe uma outra opção mais barata, e ainda você estará fazendo uma caridade.
A Charitybuzz, a qual levanta fundos para entidades sem fins lucrativos através de leilões na internet,está aceitando lances para um passeio na borda do espaço e com direito a acrobacias de tirar o folêgo a bordo de um caça MiG-29 da Base Aérea de Sokol. O leilão irá beneficiar a Let ‘em Play, uma organização de caridade que investe na participação de jovens nos esportes, entretenimento e programas educativos.
“Você gostaria de ver algo que somente pouquíssimas pessoas no mundo tiveram a chance de ver, o ponto onde começa o espaço,” a descrição do leilão oferece:
Isso é onde o azul da nossa atmosfera terrestre se encontra com o escuro do espaço, a estratosfera. Você pode voar no MiG-29 para esse lugar, num dos caças mais famoso e impressionantes de todos caças da Rússia. Após você retornar para altitudes “normais”, você poderá efetuar muitas das acrobacias que esse lendário caça consegue fazer ou o que seu corpo conseguir aguentar! Manobras como voo invertido, hammerhead, snaproll, looping, passagens baixas e outras, serão feitas.
… Você estará em constante comunicação com o piloto e poderá modificar o programa ou os tipos de acrobacias. A força G durantes as manobras podem variar entre 3G e 7G.
O pacote ainda inclui uma inspeção pré-voo do jato junto com o piloto, que irá explicar o funcionamento dos displays no cockpit e toda instrumentação, e uma visita ao Museu de Aviação da Fábrica da Sokol.
Ia esquecendo o valor: os lances iniciam em US$26.000.
Cavok
Maior feira de aviação da Ásia exibe novo avião da Airbus
| Airbus exibe em Cingapura seu novo cargueiro de médio porte A330-200F |
Mesmo ainda sentindo os efeitos da crise global, o mercado de aviação volta os olhos para o primeiro grande evento do setor de 2010, o Singapore Airshow. A feira que abre as portas para o público a partir de amanhã em Cingapura conta com o novo cargueiro de médio porte da Airbus, que promete mais eficiência ao transporte de cargas.
O A330-200F foi construído com base na aeronave de passageiros A330 e realizou seu primeiro voo em novembro de 2009. Com a primeira entrega prevista para o segundo semestre deste ano, o cargueiro já tem 67 pedidos firmes.
Além da novidade da Airbus, a feira de Cingapura tem estandes de 800 empresas, de 40 países, em um espaço 50% maior que em 2009. Os organizadores apostam no fato de que o mercado asiático é visto como um dos mais promissores do setor.
Terra
Começa nessa terça julgamento pelo acidente do Concorde da Air France
Maioria das famílias aceitou as indenizações das companhias aéreas.
O julgamento pelo acidente do Concorde da Air France começa nesta terça-feira (2) na França, quase dez anos depois que o avião supersônico caiu minutos após decolar do aeroporto Roissy-Charles de Gaulle, em um desastre aéreo no qual 113 pessoas morreram.
No banco dos réus estarão cinco pessoas, além da companhia aérea Continental Airlines, proprietária de um avião que, minutos antes do acidente, tinha perdido uma lâmina de titânio na pista. O julgamento ocorrerá no Tribunal Correcional de Pontoise, nos arredores de Paris. Os réus são acusados de "homicídios involuntários" em um julgamento que está programado para durar quatro meses.O Concorde decolou em 25 de julho de 2000 com destino a Nova York e com 100 passageiros a bordo, a maioria deles alemães, além de nove membros da tripulação.
Logo após a decolagem, foi constatado um incêndio em uma de suas asas e, minutos depois, o aparelho supersônico caiu sobre um hotel da cidade de Gonesse, vizinha ao aeroporto. Todos os ocupantes do avião morreram, além de quatro pessoas que estavam em terra.
Dezoito meses de pesquisas dirigidas pelo Escritório de Investigação e Análise (BEA) concluíram que o acidente ocorreu porque o avião atropelou durante a manobra de decolagem a lâmina metálica de 4,5 quilogramas de peso perdida minutos antes por um DC-10 da Continental Airlines.
Um dos pneus do Concorde explodiu e seus restos perfuraram um de seus depósitos, que pegou fogo.O avião voou durante vários minutos em chamas em uma asa. No entanto, os pilotos, que pretenderam fazer uma aterrissagem de emergência no aeroporto vizinho de Le Bourget, perderam o controle.
Após oito meses de instrução, o caso chega aos tribunais com uma acusação contra a Continental Airlines e contra cinco pessoas físicas.A linha de defesa adotada pela Continental será de desvincular o acidente do atropelo da lâmina metálica.
Os advogados da companhia aérea se sustentam nos testemunhos que asseguram ter visto chamas no avião um minuto antes de passar pela área onde estava a lâmina metálica perdida pelo DC-10.Eles afirmam que a investigação não foi feita de forma completa e sustentam que o Concorde tinha uma falha.
Entre os acusadores, estarão 24 famílias das vítimas, já que a maioria preferiu aceitar as altas indenizações oferecidas pela Air France e, em menor medida, pela Continental Airlines.G1
Adiada decolagem de avião no norte da Colômbia por ameaça de bomba
As autoridades aeronáuticas colombianas adiaram neste domingo a decolagem de um avião da companhia aérea local Aerorepública que cobria a rota Barranquilla (norte) a Bogotá, depois de receber um alerta sobre uma bomba a bordo.
"Recebemos a informação através de um telefonema anônimo dirigido à torre de controle do aeroporto Ernesto Cortizos. Em seguida, fizemos uma inspeção minuciosa na aeronave, depois de esvaziá-la, não encontrando nenhum tipo de explosivo", afirmou o general Jorge Gutiérrez, comandante da polícia local.O avião levava 99 passageiros e cinco tripulantes a bordo.
g1
Avião da Guicango faz aterragem de emergência
| Avião da Guicango faz aterragem de emergência | |
Luanda – Um avião de marca Yak-40, pertencente a companhia de aviação privada angolana Guicango, efectuou ao meio da tarde de domingo, uma aterragem de emergência “de barriga” no Aeroporto de Luanda, sem contudo causar vítimas aos passageiros e a tripulação segundo constatou a Angop no local.
A aeronave, com a matrícula D-2 FES, era proveniente da província de Cabinda e transportava 34 passageiros e três tripulantes de nacionalidade russa, país de fabrico do aparelho que por volta das 15h13 horas locais enfrentou problemas mecânicos para tirar os trens e os pneus para efectuar um contacto normal com a pista.
De acordo com o director operacional do Aeroporto Internacional 4 de Fevereiro, engenheiro Costa Lima, o incidente deveu-se a problemas de ordem mecânica, visto que a tripulação ao aproximar-se da pista reportou a torre de controlo uma situação de emergência devido a existência de anomalias na retirada dos trens de aterragens.
A referida aeronave, informou, efectuou um aterragem “de barriga” de cerca de 250 metros da cabeceira da pista 2-5 até a sua imobilização no local onde os bombeiros e outros serviços de emergência aeroportuária aguardavam pelo aparelho.
Neste momento o avião encontra-se paralisado no referido local, foi retirada a sua bateria para evitar qualquer problema eléctrico e, a qualquer momento, será removida do local contanto a direcção do aeroporto com a colaboração da Ghassit, empresa de assistência as aeronaves em terra, e a Força Aérea Nacional (FAN).
O engenheiro que reconfirmou que todos os elementos que viajaram na aeronave encontram-se de saúde sem nenhum tipo de problemas, acrescentou que neste momento a pista esta inoperante e a qualquer instantes a mesma volta a receber aviões, uma vez que o Instituto Nacional de Aviação Civil (Inavic) esta já também a fazer o seu trabalho e nada impede que ela seja reaberta, sublinhou.
Falando a Angop depois do incidente, Roberto Daniel, um dos passageiros a bordo da aeronave, deu a conhecer que o aparelho começou a enfrentar problemas mecânicos ainda na pista do aeroporto de Cabinda, onde os tripulantes procuraram melhorar a avaria realizando alguns exercícios de reparação durante cerca de 30 minutos.
Depois dessa operação, a tripulação conseguiu colocar a aeronave no ar mas, “mesmo assim, para nós que já estamos habituados a viajar de avião comecei a desconfiar e disse ao meu colega de cadeira que este aparelho não está bom”.
Por sua vez, Arlindo Miranda apela as autoridades de direito para controlar e fiscalizar bem o funcionamento desse tipo de aviões antigos para que situações piores não aconteçam, como o caso de acidentes onde há mortes.
“Deus estava connosco e estes pilotos são mesmo experientes senão o avião já podia cair há muito tempo e podia acontecer o pior”, desabafou o viajante enfurecido.
Angola press
Avião é desviado nos EUA por falso alarme de suposto terrorista

Washington, 29 jan (EFE).- Um voo que ia para Bogotá foi desviado para a Flórida perante a possibilidade de que um dos passageiros fosse um suposto terrorista, o que resultou em um falso alarme, informaram meios de imprensa americanos.
O avião tinha partido do aeroporto de Newark, em Nova Jersey, e foi desviado para Jacksonville, na Flórida, onde aterrissou, segundo informou hoje a rede "CNN".Após chegar, as autoridades constataram que o passageiro em questão não estava na base de dados que o Governo dos Estados Unidos tem sobre supostos terroristas.
As companhias aéreas e as forças de segurança americanas aumentaram suas precauções após constatar que o nome do nigeriano Umar Farouk Abdulmutallab, que tentou explodir um avião que ia aterrissar em Detroit no dia de Natal, estava incluído na base de dados de supostos terroristas, mas não na lista de pessoas que não podem viajar para os EUA.Por enquanto se desconhece que companhia aérea, cujo voo se dirigia à capital colombiana, foi afetada por este incidente.
EFE
"Quero deixar a presidência com a TAP já privatizada"
Na semana em que foi travada uma greve e revelada uma conversa muito polémica entre nove pilotos da TAP, o presidente da companhia aceitou falar sobre tudo o que envolve a empresa. Tudo, não... Quase tudo: o tema do terrorismo na aviação é tabu e só o comenta pela rama. No resto, é mais liberal e bem-disposto do que o que a sua imagem sisuda deixa prever.
"O voo Lisboa-Porto não é rentável para a TAP. Com o TGV reduzia-se o défice"
Ser piloto ajuda a evitar os poços de ar na gestão do presidente da TAP?
É verdade, e até já disse que por ser piloto não tomaria atitudes extremamente graves porque sabia como utilizar o radar para evitar as zonas da nuvens que não se deve atravessar. Costumo contornar os problemas e chegar ao outro lado como se atravessasse pelo meio da tempestade. É melhor conversar!
Mesmo num tempo de crise, em que os gestores fazem grandes cortes?
É muito mais fácil efectuar grandes cortes se forem consensuais do que contra a vontade de todos. A TAP precisa de muita motivação neste momento para se entender, o que é justo e não tem outra forma de se fazer para avançar.
No início da sua gestão fez o contrário: cortes radicais. O que mudou?
Na altura era imprescindível, porque a TAP era uma empresa completamente desajustada dos padrões europeus. Mas hoje está num nível de eficiência, porque se reduziu essa quantidade de pessoal e, também, pelo crescimento tido sem aumento de funcionários. A empresa está muito bem no panorama da competitividade, por ter custos adequados, ser moderna e possuir um bom produto.
Melhorar a eficiência foi à custa de aumentar a carga horária dos pilotos e do pessoal de cabina?
Não, isso é uma coisa do passado e que se relaciona com um movimento da Portugália - de pilotos que não tinham a regulamentação de trabalho aprovada. Mas também não era bem assim, porque a empresa seguia as mesmas normas da TAP. Temos regras muito semelhantes às europeias e algumas até mais rígidas no que respeita às horas de voo dos pilotos e pessoal de bordo.
Recusa que a eficiência seja obtida à custa dos funcionários?
As normas de limitação de tempo de trabalho são as seguidas pelo INAC, um pouco mais conservadoras do que a média europeia geral, sendo as normas por que se rege a TAP ainda mais conservadoras. É claro que é um tema sindical favorito, mas já não tem cabimento.
Este é um ano em que todos os sindicatos anunciam greves e protestos. A TAP está fora desse contexto?
Infelizmente, tivemos movimentos sindicais e paralisações difíceis de entender em tempos críticos. Como foi o caso de 2008, um ano muito difícil devido ao preço do combustível, e 2009, pela situação financeira e económica global. Foram crises sem igual desde que existe transporte aéreo e, principalmente, desde a II Guerra Mundial.
Havia uma justificação política?
Não consegui compreender as razões, mas todas as hipóteses são possíveis. A recuperação da empresa ao longo dos últimos anos foi muito baseada no entendimento com os sindicatos, mas esse recrudescimento nos dois últimos anos não era bom para a empresa. Este ano, é preciso recuperar a situação líquida e mostrar que há saúde novamente. Se surgirem movimentos sindicais desse tipo, aí será preocupante.
Esta semana, os pilotos decidiram não fazer greve. Como interpreta?
Desde que cheguei à TAP que sempre houve bom diálogo com os pilotos e eles sabem que podem contar comigo. Não só porque me habituei a respeitá-los nas empresas onde trabalhei mas porque eu próprio sou de uma família de pilotos. Assim, não me admira que em confronto com os motivos indicados para uma eventual greve tenha vindo ao de cima o sentido de responsabilidade dos pilotos da TAP.
O SPAC [Sindicato dos Pilotos da Aviação Civil] falou, para justificar as ameaças dos últimos dias, em "manifestações gratuitas de poder". Que significado dá à expressão?
Analisando as questões divulgadas pelo sindicato e as posições da TAP, apenas se encontra a intenção de melhorar as condições de funcionamento da empresa, com rigor, equidade e bom senso. Por outro lado, sempre defendi que os problemas da TAP se resolvem no seu seio, com respeito, diálogo e boa vontade, e não transferindo para a opinião pública, desgastando a nossa imagem e a dos profissionais.
O último ano de lucro foi 2007. Em 2008, o prejuízo foi de 285 milhões.
A história da TAP, desde que sou presidente [2000], tem uma série de programas de reestruturação que conseguiram manter uma história de lucratividade razoável, embora percentualmente muito pequena. A principal razão de ausência de um lucro melhor é a falta de capitalização adequada. Temos um nível de capital próprio muito pequeno em relação ao de terceiros (bancos), que usamos. Que, por ser tão alto, elimina resultados positivos. Se estivéssemos com a capitalização adequada em 2000, quase não teríamos sentido a crise de 2008 e entraríamos em 2009 numa situação que nos deixaria mais capitalizados que ao início.
A crise teria sido benéfica?
Benéfica, não, mas como tínhamos crescido muito em capital próprio a queda não teria sido tão sentida. Em sete anos, só o pagamento de juros (por não haver capitalização adequada) é de 270 milhões de euros, que saíram dos cofres da empresa. 2008 foi um tsunami nas contas, mas a exploração actual pode chegar perto do equilíbrio e ficar bem melhor que a indústria em geral.
Que é o contrário da maior parte das empresas aéreas…
Fizemos um grande trabalho de ajuste de linhas porque acompanhámos a possibilidade de crescimento no mercado. Crescemos 120% em oito anos e o mercado acompanhou quase ao mesmo nível até 2008. Reduzimos a oferta, voámos menos com os aviões e cortou-se custos.
O seu mandato vai até 2012. Para deixar a empresa saneada, precisa que aconteça a privatização?
A empresa precisa de ser capitalizada, não há dúvida, mas não vou dizer "é fundamental para a sobrevivência da TAP".
Refere-se à privatização da TAP?
Não, à questão da capitalização. É claro que não podemos viver com situação líquida negativa e que, ao nível europeu, a forma de capitalizar mais directa, objectiva e clara é a privatização. A minha vontade, obviamente que isso é vontade porque a decisão é do Governo, é deixar a empresa já privatizada.
A vontade do Governo é privatizar?
Durante um certo tempo trabalhei bastante para a privatização a pedido do Governo. Interrompeu-se o processo na crise de 2001 e, quando se pensava reiniciar esse trabalho em 2007, veio a de 2008 e em 2009 tivemos de parar. Tudo depende de um desejo do Governo, pois estamos prontos para trabalhar na direcção que for indicada.
Na sua perspectiva, a privatização da TAP contribuiria para diminuir o défice das contas nacionais?
Isso exige uma boa análise e uma boa resposta... Privatizar uma empresa que precisa de ser capitalizada nem sempre resolve (ou ajuda) o problema do défice. A maioria do capital virá para a empresa, mas creio que pode ser importante na redução da exposição em termos de endividamento.
Como é que o anterior e o actual ministro vêem a situação da TAP?
É melhor perguntar-lhes! Só posso dizer que temos tido um bom acompanhamento. O anterior ministro [Mário Lino] deu sempre um grande apoio, ajudou na abertura de novas rotas quando era necessário a intervenção política e noutras acções importantes. E o novo ministro [António Mendonça] já entrou com um conhecimento muito claro da importância da TAP.
Quando o ministro diz que o TGV é a melhor forma de se chegar à "praia de Madrid", não é privilegiar a TAP?
Sem dúvida que está, e dou como exemplo a ligação aérea com o Porto. Para a TAP, não é um voo rentável - é muito curto para o ser - mas é fundamental para fazer a interligação entre as duas bases dos nossos passageiros. Se tivermos o TGV para ajudar nessas ligações, vai ser excelente. Veja-se que este voo não é rentável, mas na ligação com Madrid deve trazer um novo mercado, o do executivo que precisa de velocidade, porque é uma distância maior. O TGV pode trazer o lazer e aumentará o volume do mercado. Eu não tenho medo do TGV, pelo contrário: acho que Portugal precisa dele.
Com o TGV Lisboa-Porto, o voo da TAP será desnecessário?
Será sempre necessário, até porque não controlamos o horário do TGV directamente e há certos voos em que existem picos de ligação que os exigem. Na Alemanha, são muito claras as ligações entre o TGV e a Lufthansa, que ajustaram horários.
O TGV permitiria reduzir o défice?
Sim, reduziria o défice, sem dúvida.
E reduziria o número de voos Lisboa-Porto?
Provavelmente, depende da preferência do mercado e do ajustamento necessário. O voo Lisboa-Porto não vai deixar de existir, mas o perfil mudará e será de menos perdas. A sinergia que se ganha será boa para as duas partes: TAP e TGV.
Entre as grandes obras anunciadas, o novo aeroporto é bom para a TAP?
É fundamental, porque na Portela não dá para crescer mais. No início, desconsiderei qualquer discussão sobre o novo aeroporto e até dizia "primeiro, vamos trabalhar neste, que precisa de ser ajustado a uma nova época da TAP". Agora, que chegámos a um número razoável de mangas para aviões de longo curso que permite distribuir o tráfego dos aviões de médio curso, a situação muda bastante. Houve uma concertação entre a TAP, a ANA, a Groundforce e o SEF que estabilizou o aeroporto, mas que também o deixou no limite. Quando precisarmos de uma pista ou de estacionamento para aviões, não há por onde crescer.
É o caso do novo A380, por exemplo?
Acredito que até possam aterrar em Lisboa, mas não chegam à manga. E desembarcar um avião daqueles é complicado. A verdade é que o aeroporto é necessário.
Mesmo com os investimentos constantes feitos na gare da Portela?
Esse investimento é para suportar os sete anos que temos pela frente. Historicamente, o transporte aéreo cresce o dobro do PIB e em sete anos serão trinta e muitos por cento.
Acredita que o transporte aéreo vai ultrapassar tão rápido esta crise?
O que se sabe é que, mesmo com a crise e a queda do crescimento, adiante recupera-se. Além de que a população está em crescendo.
Em 2000, nem queria pensar no novo aeroporto, porque era na Ota.
Não. Não discuti isso, porque não queria sair do tema da melhoria do aeroporto. O meu medo é que se falasse mais em vez de se investir.
Portanto, para usar as palavras do antigo ministro que o tutelava, manter aeroporto em Lisboa "jamais"?
O aeroporto em Lisboa não deve coexistir com o novo. Foi um erro que aconteceu em várias cidades do mundo mas para o nosso volume de tráfego não dá. No caso da TAP, operamos numa placa giratória e precisamos de ter os aviões a chegar e a partir do mesmo lugar. Nem podemos concorrer com empresas que operem na Portela.
Os terrenos da Portela serão para urbanização e capitalização da TAP?
Em princípio, sim. Já fazem parte do património da TAP. Serão usados como recursos e não como capital.
Defende como estratégia o domínio do Atlântico sul. É por isso que tenta a parceria com empresas de Angola (TAAG) e Brasil (TAM)?
Essa tese não é minha, mas é importante saber-se que a TAP já tem o domínio do tráfego entre o Brasil e a Europa - até recebemos o prémio de empresa que melhor serve a América do Sul. O que confirma que a estratégia, em conjunto com a Star Alliance e a TAM, já existe e é forte. À época falou-se de integração das três empresas, mas só se disse que seria interessante, nunca se falou em avançar. Até porque envolve a TAM, que é cotada em mercado, e essas discussões estratégicas levam anos. A verdade é, por um lado, que não está em discussão e, por outro, que o Brasil é o nosso maior mercado.
A preferência é pela TAM?
Sim, e já existe um acordo entre empresas por via da Star Alliance.
Não seria preciso uma parceria mais efectiva com a TAAG e a TAM?
O maior ganho que se tem numa parceria dessas é a sinergia comercial e essa já temos com a TAM, que traz um grande ganho. O restante, o tempo o dirá, se houver possibilidade para acontecer. Mas não é assunto para agora, porque as empresas estão em fase de recuperação dos próprios mercados.
Mas a Iberia e a British Airways aliaram-se recentemente?
Nós já o fizemos com a Portugália, e foi extremamente importante pelos fortes ganhos que tivemos e estamos a ter.
Os ganhos são maiores que o pesadelo que a Portugália lhe traz?
A Portugália trouxe problemas no início por causa da negociação com os pilotos, mas está numa fase muito diferente e boa. À época, é verdade que dava muito mais trabalho que o tamanho proporcional valeria, mas hoje é uma empresa que tem mantido um bom nível de receita e é uma boa parcela de contribuição para a TAP.
Evita falar em fusões porquê?
Não afirmaria que é a única solução para a TAP, nem diria que é a mais adequada. A TAP tem várias opções à escolha, mas, até pela sua posição geográfica, pode não fazer sentido um parceiro desse género. Até pode ser que exista um, mas não o temos em vista nem ninguém nos procurou também.
Em tempos defendeu a compra da Varig pela TAP...
Sim. Era uma oportunidade.
Oportunidade perdida ou ganha?
Tínhamos ali uma boa oportunidade, enquanto a Varig estava com aquela dimensão. Que não era tão grande como no passado, nem tão pequena como ficou. Houve uma janela de oportunidade que poderia ter trazido muitos benefícios num trabalho conjunto. No momento em que a situação da Varig começou a degradar-se rapidamente, perdemos o interesse.
O mercado da TAP que mais cresce é o africano. É a grande aposta?
É o nosso grande foco e onde operamos para nove destinos, praticamente o mesmo número que o Brasil. São dois mercados para criar novos destinos e uma oportunidade estratégica para a TAP.
Enquanto a linha para os EUA falhou nos objectivos comerciais!
Os Estados Unidos têm grandes variações e a linha sofreu muito com o 11 de Setembro de 2001 e com esta crise. Agora, volta à normalidade e a ser uma boa rota.
A questão do terrorismo também gerou problemas nessa rota?
Como membro do conselho da IATA [Associação Internacional do Transporte Aéreo] preocupa-me muito essa questão no transporte aéreo. É óbvio que existem zonas com mais risco do que Portugal, mas isso não evita todo um trabalho para preservar, treinar e evitar tensões realizado pela companhia. Houve recentemente uma reunião na IATA com a secretária da Agência de Segurança Americana para coordenar as acções dos Estados Unidos com as empresas aéreas e fazer com que os cuidados a ter com os passageiros não sejam exagerados…
Como acontece nos EUA?
Exactamente, como acontece nos EUA. Mas, por outro lado, quer-se que sejam eficientes e efectivos, porque é nosso objectivo constante evitar esse tipo de situações.
A TAP não é prioritária para atentados terroristas?
De determinados assuntos, o melhor é não falar.
A TAP voltou a usar facas e garfos metálicos. Não é perigoso?
Foi provado que esse uso era inócuo porque o tipo de faca ou de garfo que existe a bordo não serve como arma, enquanto existe uma série de outras coisas que podem ser utilizadas com esse fim. É um perigo adoptar reacções radicais que não têm eficiência e só trazem problemas. E é esse o cuidado que temos tido com as agências de segurança, de modo a que o que for feito seja eficiente e que proporcione maior segurança.
As medidas radicais dos Estados Unidos não eliminam o perigo?
Às vezes são necessárias para países como os Estados Unidos, muito expostos a este tipo de situações. Há necessidade de ter respostas radicais, mas muitas vezes elas têm muito mais a ver com uma necessidade política. De qualquer modo, é difícil julgar o que é uma situação e o que é outra porque a verdade é que nesse ponto os Estados Unidos vivem um dia-a- -dia extremamente enervante, que se reflecte no passageiro.
No próximo ano, faz meio século que um Super Constellation da TAP foi desviado para acção política...
E o comandante ainda está vivo. Outros tempos.
As low cost têm perseguido a TAP. São responsáveis pela grande redução das receitas?
Também. No início não acreditava que fosse um mercado tão grande e que surgissem tantas low cost a operar em Portugal, umas 30 empresas quase. É claro que existe aí um mercado, que é variável e com rotas que se iniciam e param. A TAP teve de competir nas tarifas e mudar o sistema tarifário para permitir usar os lugares que não preencheríamos de outra forma. A grande vantagem que trouxeram foi terem criado um novo mercado, com origem na Internet, que nos beneficiou, porque o cliente pesquisa os preços das low cost e descobre que a TAP tem uma tarifa extremamente interessante e acaba por voar connosco.
É por isso que em alguns voos da TAP nem existe espaço para os passageiros porem as pernas?
Não alterámos o espaço para o passageiro e, em média, a TAP tem mais conforto do que a maioria das empresas. O que aconteceu foi que alguns aviões não vieram com a especificação própria da TAP por terem sido adquiridos em leasing.
A TAP também vai criar lugares de pé nos seus aviões?
Com certeza que não! Isso nem é verdade, é puro trabalho de marketing.
É só marketing?
O fabricante já disse que não consegue fazer isso.
A redução de custos também está a passar por assegurar o preço do combustível por antecipação?
Até metade deste ano já temos garantido 60% do fornecimento a um bom preço.
Já não será presidente da TAP quando acabar o petróleo...
Ninguém sabe o futuro, não é?
Mas por sua vontade não será?
Não, não.
Se for, é por vontade do Governo?
Claro.
Como é que vai ser o futuro da aviação sem o petróleo?
Já há substitutos e tem-se trabalhado bastante nisso. São combustíveis derivados de algas marinhas e que até têm um detalhe interessante, porque podem criar-se algas num ambiente onde é injectado o CO2 para elas consumirem. Até já se fizeram voos com uma mistura desse óleo de algas, e dizem que o avião ganhou um pouco de eficiência. Mas há outras hipóteses, como uma fruta - a játrofa - que há no Brasil e pode plantar-se em África e noutros lugares, que não é comestível e pode ser utilizada como combustível.
Como é que vê a aviação daqui a 20 ou 30 anos. Muito diferente?
A visão não é minha, mas da IATA. Nos próximos 12 anos vai substituir-se uma boa parte do consumo do actual combustível - entre 15 e 20% - por outro, e em 2050 os aviões já não consumirão petróleo. Além disso, está a desenvolver-se outro tipo de motores - de explosão iónica, por exemplo - que podem voar sem criarem tantos problemas de contaminação. Mas aí já é um salto tecnológico a que não assistirei.
Como é que a TAP combate a poluição atmosférica?
A aviação é dos meios de transporte que menos contribuem para a poluição e os aviões são responsáveis apenas por 2% da emissão de carbono enquanto os transportes terrestre representam 18%. Ou seja, a aviação tem muito pouca responsabilidade na poluição! Apesar desta situação, o transporte aéreo tem como meta não aumentar o nível de poluição até 2020 e, mais do que isso, eliminá-la até 2050. Nenhuma indústria tem isso.
E qual o papel da TAP?
Temos sido pioneiros nesse esforço. Além do tratamento de efluentes industriais, temos estado a optimizar o consumo do combustível ao limite, o que economiza também a produção de CO2. Aliás, saímos na frente da grande maioria das empresas e fomos a primeira a adoptar no sistema de reserva um procedimento - desenvolvido em conjunto com a IATA - que permite ao passageiro compensar a sua pegada de CO2 num voo que venha a fazer na TAP. É um procedimento que tem tido um nível de utilização muito alto e que até nos fez receber um prémio da UNESCO pela nossa atitude perante o ambiente.
DN Economia
O fim dos dias de piloto de Santos Dumont
Santos Dumont em 1907: carreira do inventor na pilotagem foi marcada por diversas quedas, e seu último voo no comando de um manche foi justamente em um Demoiselle
Quando abandonou a pilotagem, Santos Dumont já havia construído e testado mais de 25 inventos, sofrendo incontáveis acidentes – até hoje não se sabe o número exato. Sabe-se, porém, que ele vinha caindo desde 1898: primeiro com os balões livres e depois com os dirigíveis. Destruiu sua maior invenção, o 14-Bis, e caiu diversas outras vezes com os seus Demoiselles. Um dos acidentes mais conhecidos aconteceu em Paris, em agosto de 1901, com o dirigível n.º 5: o balão se deformou por perda de pressão interna e a hélice cortou alguns cabos que sustentavam a quilha onde Santos Dumont estava, junto com o motor. Houve uma explosão e, por sorte, os cabos caíram e se enroscaram no telhado do Hotel Trocadero, o que amorteceu a queda. “Ele ficou pendurado na lateral do prédio. A explosão foi tão forte que foi ouvida pelos bombeiros de um dos quartéis de Paris. Eles correram para o local e conseguiram salvá-lo, em uma operação delicada”, conta Barros. Desta vez o inventor saiu ileso e, logo após ser resgatado, concedeu entrevista aos repórteres.
Hedeson Alves/Gazeta do Povo
Hedeson Alves/Gazeta do Povo
Museu da Tuiuti tem modelos dos aviões de Santos Dumont
O 14-Bis divide espaço com documentos e instrumentos de aviação
Curiosidades
Coisas que nem todos sabem sobre o “pai da aviação”:
Excentricidade
Santos Dumont costumava atrelar avestruzes à charrete, como se fossem cavalos, para passear pelas ruas de Paris. Seu cão se chamava Sableur Du Diable (“estripador do diabo”).
Aviões do futuro
O inventor imaginava que os aviões seriam como “automóveis aéreos” e cada pessoa teria um para ir ao trabalho. Ele não ficou contente com os rumos que a aviação tomou, principalmente quando as aeronaves foram usadas em guerras.
Acidentes
Ele sempre fizera questão de experimentar seus inventos, pois temia arriscar a vida dos outros.
Superstição
Santos Dumont só entrava nos lugares com o pé direito. Voava com uma meia enrolada no pescoço, debaixo do colarinho. Era a meia da sra. Lewtellier – considerada por ele uma mulher de muita sorte.
Assinatura
O “pai da aviação” assinava “Santos=Dumont” para dizer que respeitava igualmente sua origem brasileira e francesa.
Atestado de óbito está em Curitiba
O Museu Aeroespacial Reitor Sydnei Lima Santos, em Curitiba, conserva o atestado original de óbito de Santos Dumont. Além disso, tem cerca de 3 mil itens sobre aviação, incluindo maquetes do Demoiselle, instrumentos de navegação, antigas bombas e instrumentos para tirar fotos aéreas.
O museu serve de fonte de pesquisa principalmente aos alunos da Faculdade de Ciências Aeronáuticas da Universidade Tuiuti do Paraná (Facaero). As visitas podem ser agendadas pelo telefone (41) 3331-8080 ou pelo e-mail luiz.galetto@utp.br. O museu fica aberto ao público externo sempre às terças e quintas-feiras, das 14 às 17 horas. A entrada é gratuita.
O registro do primeiro acidente aconteceu três anos antes, em 1898, quando o balão que ele pilotava foi arrastado pelo vento e arremessado nas árvores do Jardim da Aclimação, no Bois de Boulogne, em Paris. Dumont fazia manobras a 400 metros de altura, com o dirigível n.º 1. Quando ele iniciou a descida, uma das válvulas que mantinham a pressão do balão apresentou defeito e o invólucro se deformou. Ele começou a cair e o perigo, além da queda em si, era de que o gás se inflamasse em contato com o motor e a gasolina. “Santos Dumont, com enorme presença de espírito, viu uns garotos brincando e pediu para que eles puxassem a corda-guia do n.º 1, fazendo com que o dirigível avançasse contra o vento. Isto amorteceu a queda”, explica Barros.
Dois dias depois, Santos Dumont caiu de novo com o n.º 1. No ano seguinte, acidentou-se com o segundo dirigível. Depois veio o incidente no Hotel Trocadero. Naquele mesmo ano (1901), ele caiu outras tantas vezes com o n.º 6. Caiu também quando levantou voo com um balão livre e foi pego de surpresa por uma tempestade. Sem controle, ele foi atirado no solo e se feriu. Em 1906, machucou-se quando fazia um voo no balão Deux Ameriques, e desta vez os ferimentos foram mais graves.
14-Bis
O 14-Bis, sua maior criação, levantou voo em 1906 e, um ano depois, caiu e ficou destruído em Saint-Cyr. Santos Dumont não quis recuperá-lo. Apesar disso, foi o 14-Bis que lhe deu o título de “pai da aviação”. “Santos Dumont foi o primeiro a resolver o problema de como uma máquina mais pesada que o ar poderia elevar-se do solo sem ajuda externa”, afirma a professora Claudia Fay, da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS) e especialista em aviação civil. É verdade que os irmãos Orville e Wilbur Wright conseguiram realizar, em 1903, voos com o Flyer, mas este precisava da ação do vento para levantar voo. Por isso, Santos Dumont saiu na frente, em 1906, quando fez uma demonstração oficial de que o avião poderia sair do chão sem vento. A aeronave, inicialmente, voou por uma distância de 15 metros a uma altura de 3 metros, e voltou a voar 220 metros em 21,5 segundos no dia 12 de novembro do mesmo ano.
Depois de se acidentar com o 14-Bis, Santos Dumont percebeu que ele não era um avião prático. Em 1907 idealizou, então, seu invento de número 19, o Demoiselle. Foi com os Demoiselles (19 e 20) que o inventor se acidentou diversas outras vezes até desistir de pilotar. Depois disso, ele voltou a voar apenas como passageiro, no Brasil e nos Estados Unidos, em 1916. “Sua última vez foi na França, em 1922. Mas, se o compararmos a outros inventores da mesma geração, a história não é muito diferente. Os colegas de Santos Dumont se transformaram em empresários da aeronáutica, não em pilotos. Piloto era coisa para gente nova, que gostava de correr riscos”, afirma Barros.
Morte
Quando parou de pilotar, talvez Santos Dumont já estivesse com sintomas de bipolaridade, conforme lembra Barros. Ele alternava certa euforia com momentos de depressão. “Já se levantou a hipótese de ele estar com sintomas de uma esclerose múltipla, mas eu acho, atualmente, pouco provável”, diz.
Já em 1920 ele procurou auxílio em algumas clínicas de repouso na Suíça e na França, passou por uma consulta no Brasil e manifestou declarações confusas. “Lendo suas entrevistas desde 1898, quando iniciou o seu trabalho no campo da aeronáutica, percebo sempre uma certa dualidade. Ele era visionário, mas muitas vezes torcia a verdade. Descrevia um acidente em mínimos detalhes, mas, ao mesmo tempo, falava de feitos que estão longe de poderem ser realizados. Atravessar o Atlântico em um dirigível, em 1902, por exemplo, é puro devaneio”, conclui Barros.
Santos Dumont morreu em 1932. “Nem família, nem governo comentaram muito”, lembra Claudia. Talvez porque foi ele quem tirou a própria vida, durante uma grande depressão, trancado em um banheiro.
Gazeta do PovoGreve dos pilotos da SATA Internacional atrasou seis dos 10 voos
sábado, 30 de janeiro de 2010
Pousada em Congonhas
sexta-feira, 29 de janeiro de 2010
Morgan Freeman deixa a Espanha pilotando seu avião particular

Madri, 29 jan (EFE).- O ator americano Morgan Freeman se despediu nesta sexta-feira de Madri, onde esteve vários dias promovendo seu último filme - 'Invictus' -, pilotando seu avião particular rumo a Londres.
Freeman interpreta seu amigo Nelson Mandela no filme de Clint Eastwood e após a promoção na Espanha, deixou Madri do aeroporto de Torrejón de Ardoz.
O ator realizará em seu próprio avião todas as viagens da breve viagem promocional europeia iniciada na Espanha, informou hoje a distribuidora do filme, Warner Bros. Pictures.
O avião é um SJ30 comprado recentemente da Emivest Aerospace em Dubai (Emirados Árabes Unidos) e exibe na cauda o anagrama do Ground Zero, o bar de blues que o ator possui em Clarksdale (Mississipi, EUA), sua cidade natal e residência habitual.
epa
Site oferece o mesmo voo que resultou no desastre de "Lost"
Quem fizer uma busca de voos no site "Kayak" e colocar o aeroporto de Sydney (SYD) como origem e o aeroporto de Los Angeles (LAX) como chegada no dia 22 de setembro de 2010 encontrará o resultado que você confere abaixo:
Sim, um voo sem escalas de Sydney para Los Angeles no dia 22/09/2010, exatos 6 anos depois do voo que resultou no desastre aéreo na ilha de "Lost". Algum interessado em reservar este voo da Oceanic?
POP News
IATA encerra escritório em Portugal

A associação internacional de companhias aéreas vai fechar o seu escritório em Portugal a partir de Fevereiro. Numa informação enviada às agências inseridas no BSP (Billing and Settlement Plan), a que o Turisver.com teve acesso, a IATA comunica o encerramento do seu escritório em Portugal. A justificação é a de a indústria aérea estar a enfrentar "uma das maiores crises de sempre", lê-se na informação enviada às agências. Um facto que "em conjunto com a crise financeira global, obriga a que a IATA reveja a sua estratégia". A IATA informa que os seus funcionários locais irão manter-se em funções, podendo a associação ser contactada através do seu Service Centre na internet, em www.iata.org/europe/cs.
Turisver
Anac adia para quarta audiência que redistribuirá slots em Congonhas

SÃO PAULO - A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) informou nesta tarde uma mudança na data da redistribuição de horários de pouso e decolagem (slots) no Aeroporto de Congonhas. A audiência seria realizada nesta segunda-feira, mas foi adiada para quarta-feira (3/02), às 14 horas, na sede da Anac, em Brasília.
A troca foi necessária porque duas companhias que não foram habilitadas, a Trip e a Pantanal, têm até as 18 horas de segunda-feira para recorrer. Caso isso aconteça, pode haver novo adiamento, pois a diretoria da agência teria de votar o recurso.
Trip e Pantanal não conseguiram se habilitar porque não obtiveram índice de regularidade e pontualidade nos voos, de 80%. Também não apresentaram comprovação de patrimônio líquido positivo.
Azul, Gol, NHT, OceanAir, TAM e Webjet estão habilitadas para participar da redistribuição de 412 slots em Congonhas.
O GLOBO
Empresa aérea condenada por completo descaso com passageiros de Turvo

Um casal de Turvo, no Sul do Estado, será indenizado em R$ 20 mil pela VRG Linhas Aéreas, razão social da nova Varig, por transtornos sofridos durante viagem internacional realizado em maio de 2008 para Montevidéu, no Uruguai.
A decisão, unânime, foi da 3ª Câmara de Direito Civil do Tribunal de Justiça, que majorou o valor da indenização, anteriormente arbitrada em R$ 10 mil. O advogado Geraldo Machado Cota Júnior e sua esposa estavam em férias na capital uruguaia, com passagem de retorno marcada para o dia 5 de maio de 2008.
Por motivos climáticos (neblina), não foi possível a decolagem no horário previsto. Todos os passageiros do vôo foram relocados para um hotel. E começou então o suplício, segundo os autores da ação.
O estabelecimento era de péssima qualidade, sem condições mínimas de habitabilidade, com mofo e inclusive teias de aranha. No café da manhã, os produtos servidos estavam fora do prazo de validade. A empresa também não se ofereceu ao pagamento de alimentação durante o período do atraso.
A VRG, em sua defesa, limitou-se a culpar o imprevisível tempo como força maior e negou qualquer responsabilidade sobre os fatos. Para o relator da matéria, desembargador Marcus Túlio Sartorato, a empresa aérea agravou a situação com o deslocamento dos passageiros para um hotel sem condições de habitação.
Segundo o magistrado, a situação é rotineira nos aeroportos brasileiros e internacionais, cuja responsabilidade, em grande parte dos casos, é atribuída exclusivamente à desorganização das empresas aéreas, que privilegiam o lucro em detrimento à boa prestação do serviço ao consumidor, como nos tradicionais casos de "overbooking".
"Cumpre registrar, ainda, que o fechamento de aeroportos em virtude da má condição climática não se reveste de tamanha excepcionalidade a ponto de justificar os descasos costumeiramente perpetrados pelas empresas aéreas em face de seus usuários", disse Sartorato.
Para o relator, a empresa deve, sim, ressarcir as despesas com alimentação realizadas pelos passageiros, bem como indenizá-los por danos morais, para compensar o abalo experimentado pelos autores, e não voltar a reiterar a conduta lesiva.
Rádio Criciuma
Passaredo participa do evento

A Passaredo Linhas Aéreas participa entre nos dias 3 e 4 de fevereiro, do 16º Workshop CVC, que acontece no Expo Center Norte em São Paulo e espera receber cerca de 10 mil agentes de viagem de todo o Brasil. O evento, que irá trazer para os agentes novidades no setor turístico e de negócios, será uma oportunidade para a empresa apresentar em seu estande suas opções de rotas e de parceiras para os agentes de viagens, destacando a parceria que a Passaredo tem com a própria CVC desde o ano passado, com a saída de vôos fretados do interior de São Paulo para o nordeste brasileiro. "Na feira teremos a oportunidade de apresentar aos agentes de viagem nosso trabalho, nossas rotas e principalmente nossos novos projetos de expansão da Companhia. Esperamos que com isso possamos firmar ainda mais nosso compromisso com os nossos parceiros e nossos passageiros", afirma o Comandante Felício, presidente da Passaredo Linhas Aéreas. A parceria entre Passaredo e CVC O acordo entre as duas empresas surgiu no final do último ano e tinha previsão de terminar em fevereiro, porém com o grande sucesso, este prazo foi prorrogado até o final deste ano. A parceria disponibiliza voos fretados ligando diretamente as cidades de Ribeirão Preto, Bauru e São José do Rio Preto ao nordeste brasileiro. As viagens realizadas pelos jatos ERJ145, saem de Ribeirão Preto e São José do Rio Preto para Maceió (AL), Salvador (BA), Natal (RN), Fortaleza (CE) e para Porto Seguro (BA), que também tem saida de Bauru. Mercado e eventos |
Como lidar com o jet lag
A gravura mostra, de forma jocosa-caricata, como pode ficar o rosto de um viajante após uma longa viagem de avião, com as diferenças de horários: confuso, cansado, tonto, insone (ou com sono, dependendo da diferença de horário entre o local de partida e o de chegada). - Foto: ANDRÉ KANO
Muitos sabem o que significa a expressão "jet lag". Muitos, não. Como a usei na matéria que escrevi sobre a discrepância entre o tratamento de saúde (atendimento) dado a Lula e a carência de atendimento ao nosso povo em geral, achei por bem postar esta matéria, cujo texto é de Vera Saldanha. Os que estiverem interessados em saber, é só lê-la. Está muito bem redigida, aconselha, inclusive em como enfrentá-lo (em caso de alguns estiverem pensando em cruzar os ares para terras distantes)... A propósito: o site é de Portugal, daí a diferença ortográfica, que tem encontrado resistência por parte do povo que não deseja a mudança.
A rapidez com que os aviões nos transportam à roda do globo terrestre troca completamente as voltas ao nosso organismo. Saiba como minimizar o desconforto
O termo jet lag designa o estado de desequilíbrio entre o ritmo biológico do organismo humano e os indicadores externos ambientais que normalmente lhes servem de referência, causado pelas viagens de avião que cruzam o globo terrestre em direção a este ou a oeste. Como a luz do Sol é a referência mais importante de todas, não é de estranhar que o nosso "relógio biológico" se desoriente quando atravessamos rapidamente vários fusos horários e alteramos a sequência habitual do dia e da noite, dos períodos de atividade e de sono. A duração do voo pode influenciar o grau de cansaço, mas é menos relevante: por exemplo, atravessar os EUA de leste a oeste (três fusos horários) causa mais jet-lag do que um voo de norte para sul com a mesma duração.
Desconforto
Quanto maior é a diferença horária entre o local de partida e o de chegada, mais acentuado é o jet-lag e mais tempo é preciso para acertar o nosso organismo com o hora do destino: em média, cerca de um dia de recuperação por cada hora de diferença. Verifica-se, ainda, que voar para leste causa um jet-lag mais intenso do que no sentido inverso, embora não se conheça, ao certo, a causa. A desorientação gerada pelo jet-lag pode manifestar-se de várias formas. Os sintomas mais comuns são distúrbios de sono, insônia, cansaço, irritação, dores de cabeça, problemas de estômago e intestinais, diminuição do rendimento físico e mental. Mas podem surgir, também, diarréia, enjoos, taquicardia, desorientação, perdas de memórias e até acne.
O mal-estar é geral e afeta os planos físico, mental e emocional. O grau é variável e depende de cada pessoa, do seu estado geral, dos sintomas manifesta, da duração e da frequência dos voos.
Quem é afetado
Os passageiros sofrem mais do que as tripulações dos aviões, que já estão habituadas aos fatores que o originam e, além disso, movimentam-se mais durante os voos. Por outro lado, as pessoas que têm uma rotina de vida muito rígida são as que sofrem mais com o jet lag. Ao que parece, quem tem um dia-a-dia variado e imprevisível consegue ajustar mais facilmente os seus ritmos biológicos às mudanças. As pessoas que dormem bem e as crianças muito pequenas também têm, geralmente, menos problemas em adaptar-se a novos padrões.
O jet lag pode afetar qualquer um de nós. Mas convêm lembrar que todos os nossos ciclos internos são programáveis, como os computadores, e por isso podemos sempre melhorar a resistência e a capacidade de adaptação do organismo. Um bom estado geral de saúde é fundamental. E os truques que aqui lhe sugerimos também podem ajudar.
Medidas de prevenção
Antes do voo:
- Evite fazer refeições pesadas; durma bem na noite anterior
- Se o destino tem mais de 5 horas de diferença horária, comece a alterar progressivamente os seus horários nesse sentido uns dias antes
- Faça exercício nos dias anteriores e caminhe no aeroporto
- Evite consumir café, chá, bebidas gasosas e álcool
Durante o voo:
- Use roupas largas e sapatos confortáveis
- Acerte o quanto antes o relógio para a hora do destino
- Faça uma refeição leve. Beba água frequentemente
- Evite consumir café, chá, bebidas gasosas e álcool
- Não fique de pernas cruzadas
- Tente dormir
- De duas em duas horas, levante-se, estique os braços e as pernas e ande um pouco
À chegada:
- Faça uma caminhada no aeroporto
- Assim que puder, ponha as pernas para cima
- Tome uma ducha revigorante
- Passe o máximo de tempo possível no exterior, ou pelo menos em locais com janelas, para se habituar às novas condições de luz
- Deite-se só quando chegar a noite, mesmo que esteja muito cansado, para acertar o sono
- Em trabalho, organize a agenda para nunca ir diretamente do aeroporto para uma reunião importante
- Programe as atividades mais exigentes para as horas em que estará mais enérgico: à noite, se voou para leste, de manhã, se voou para oeste
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