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segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Comissária: colapso da Varig foi mais fácil que estresse na Gol



Um problema no sistema de gerenciamento de escala da companhia aérea Gol fez o Brasil relembrar, entre segunda e terça-feira, o caos aéreo instalado nos aeroportos em meados de 2006. A falha impediu que tripulações que haviam atingido o limite de trabalho seguissem viagem, afetando os voos programados. Mas as reclamações não se limitam apenas aos passageiros nas salas de embarque. Uma comissária que atua na Gol desde 2007 disse ao Terra que o volume de trabalho se tornou insustentável após o problema, sofrendo mais estresse que durante o colapso da Varig, sua antiga companhia.

"Era mais fácil trabalhar sem receber salário do que receber direitinho e trabalhar dessa forma", disse a comissária, que não quis se identificar. Ela afirma que os colegas estão sobrecarregados com o número de horas de voo e que muitos pediram demissão, ou licença médica, piorando a situação.

"Após a implantação do sistema, as escalas começaram a ficar confusas e as horas de trabalho aumentaram. As pessoas começaram a ficar sobrecarregadas, nervosas, e muita gente começou a se afastar (...). A nova escala não respeita as folgas, nem o descanso, a gente sai de casa e não sabe onde vai dormir, nem quando vai voltar. Em um dia, minha escala chegou a mudar três vezes."

Em reunião com a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), a Gol admitiu a falha no software NetLine/Crew como a causa dos problemas. A fabricante do sistema, a companhia alemã Lufthansa, disse, no entanto, que a aérea brasileira não comunicou problemas e que o programa foi elaborado com base na legislação trabalhista brasileira.

A lei nº 7.183, de 1984, que regulamenta a profissão do aeronauta, estabelece que a jornada de trabalho, contada entre a hora da apresentação do tripulante e encerrada 30 minutos após a parada final dos motores, não pode exceder 11 horas diárias, 85 mensais, 230 trimestrais ou 850 anuais para tripulações simples.

Os atrasos começaram a ser registrados no fim de semana, em pleno fim das férias escolares. Só na segunda-feira, dos 818 voos domésticos programados, 430 tiveram atrasos superiores a 30 minutos, além de 102 cancelamentos.

Gol diz que trabalha dentro da lei
Em nota divulgada na terça-feira, a Gol afirmou que o seu quadro de 5 mil tripulantes tem a carga horária de trabalho de acordo com a legislação vigente do setor. A companhia estabeleceu um plano de ação para evitar os atrasos e cancelamentos, deslocando cinco aeronaves Boeing 767, utilizados em fretamentos, para aumentar a capacidade de acomodação de passageiros.

terra

AEROPORTO DE RESENDE - Trip anuncia início de voos comerciais

Data do início de voos a partir de Resende deve ser anunciada na quinta

Resende

Executivos da Trip Linhas Aéreas, sexta no ranking das empresas aéreas que atuam no Brasil, vão apresentar em Resende, na próxima quinta-feira, os planos da empresa apara operar linhas aéreas a partir do município. A apresentação da Trip tem como objetivo preparar agentes de viagem, empresários, executivos e autoridades da região para o início dos voos, que deve acontecer em breve. "Os executivos da Trip devem anunciar, na quinta-feira, o dia em que começarão a operar na cidade", disse o secretário de Indústria, Tecnologia e Serviços de Resende, Edgar Moreira Gomes.


De acordo com Edgar, a Trip está interessada em operar, usando um aparelho ATR-4, com capacidade para 50 passageiros, uma linha que vai incluir Resende. O percurso será Curitiba - São Paulo (Guarulhos) - Resende - Rio (Santos Dumont) - Belo Horizonte - Brasília, com retorno. Assim, o passageiro poderá ir de Resende para essas cidades sem trocar de avião e alcançará outros destinos no país através de conexões da empresa.

Anac aponta Trip como empresa que mais cresce

A empresa que vai começar a operar em Resende é a que mais cresce no Brasil, segundo a Anac (Agência Nacional de Aviação Civil). Segundonota publicada pela agência, "descontado o percentual da Puma Air - que passou a operar com aeronaves maiores somente neste ano - a Trip foi a empresa aérea brasileira com o maior percentual de crescimento no mês passado, com aumento de 129,25% da demanda".


No segmento doméstico, a TAM segue líder com participação de 42,91% e ampliou sua diferença em relação à sua principal concorrente, a Gol/Varig, que fechou o mês de junho com 39,11% do mercado. No comparativo com junho de 2009, a TAM obteve crescimento de 11,95%, enquanto a Gol/Varig avançou 8,29% no mesmo período.
Já a Webjet manteve a terceira posição, com 6,15% de participação em junho, à frente da Azul, com 5,68%. Em seguida estão a Avianca (2,74%) e a Trip (2,37%).


A companhia nacional com melhor índice de ocupação foi a Azul, com 84,20%. A ocupação nos voos domésticos registrou um pequeno recuo, de 65,44% em junho de 2009 para 64,53% no mês passado. No entanto, no mercado internacional, o índice de assentos ocupados passou de 65,47% em junho do ano passado para 76,14% em junho de 2010.


Entre as companhias brasileiras que operam rotas internacionais, a TAM mantém a liderança, com 86,67%, seguida pela Gol/Varig, com 13,45% de participação. As duas empresas tiveram elevação superior a 20% da demanda por voos internacionais no mês passado, comparado ao mesmo mês de 2009.

diário do vale

fim da Varig fez pilotos migrarem e gerou déficit


Os recentes atrasos e cancelamentos nos voos da Gol teriam sido ocasionados por falhas no sistema de escala. De acordo com funcionários da companhia, a carga de trabalho aumentou de maneira preocupante, colocando em risco até a segurança dos voos. Para o pesquisador da área de transportes do Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós Graduação em Engenharia (Coppe/UFRJ) Elton Fernandes, após o colapso da Varig, em 2007, muitos profissionais brasileiros migraram para o mercado estrangeiro, gerando um déficit no País.

Os riscos à segurança ocasionados pelo cansaço não são um problema específico do Brasil. Pilotos americanos relatam incidentes após 14 horas de voo, e tripulantes de companhias do Oriente Médio afirmam que enfrentam uma carga horária até 55 horas maior do que a estabelecida pela legislação brasileira.

A lei nº 7.183, de 1984, que regulamenta a profissão do aeronauta, estabelece que a jornada de trabalho, contada entre a hora da apresentação do tripulante e encerrada 30 minutos após a parada final dos motores, não pode exceder 11 horas diárias, 85 mensais, 230 trimestrais ou 850 anuais para tripulações simples.

De acordo com os funcionários da Gol, o sistema de escalas comprado da empresa da companhia aérea Lufthansa, implantado em julho, não estava de acordo com a legislação brasileira. Os tripulantes reclamaram de excesso de horas de voos, trocas frequentes de diárias de escalas e acúmulo de funções. Uma comissária de bordo da empresa diz que eles passaram a ser responsáveis pela limpeza das aeronaves após as viagens. Em nota divulgada na terça-feira, a Gol afirmou que o seu quadro de 5 mil tripulantes tem a carga horária de trabalho de acordo com a legislação vigente do setor.

O diretor de Segurança de Voo do Sindicato Nacional dos Aeronautas, Carlos Camacho, afirma que, após a adoção do novo sistema de escalas da Gol, o Crew Link, o número de denúncias contra a segurança ou contra a legislação trabalhista subiu 400%. "A média era de 85 denúncias por mês, no entanto, no mês de julho, em virtude de uma mudança nos regimes de escalas, esse número subiu para 345. Deste total, 95% eram referentes às práticas adotadas pela Gol".

A Gol alegou à Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) que houve falha no software, no entanto, a fabricante do programa disse que obedeceu os parâmetros estabelecidos pela companhia aérea e que a Gol não relatou problemas.

Para Camacho, as excessivas horas de voo representam um risco de segurança, principalmente para aqueles que trabalham no período noturno - entre 23h e 6h. "Ao enfrentar seguidas escalas nesses horários, a segurança é colocada em risco. Os hotéis brasileiros não estão preparados para receber um trabalhador que dorme de dia. Após 18 horas sem sono, a pessoa apresenta os mesmos sintomas de alguém que ingeriu duas ou três doses de whisky", disse Camacho.

Déficit de profissionais
De acordo com o pesquisador do Coppe/UFRJ, as queixas dos tripulantes podem ser um reflexo da falta de profissionais no mercado de trabalho. "Os pilotos ou vêm da aeronáutica, ou passam por uma formação que é cara e longa. Com o colapso da Varig, muitos profissionais foram atraídos por ofertas na Ásia e no Oriente Médio. Muita gente foi embora, até mesmo, porque os brasileiros têm se adaptado muito bem ao exterior", disse.

Para ele, até então, as empresas negociavam com esses profissionais de forma muito "confortável", mas com o aumento da demanda no mercado brasileiro, e também no resto do mundo, esse quadro pode ter se revertido. "Sei que o Oriente Médio não tem tradição em formar esses profissionais", disse, afirmando que a Emirates Airlines tem cooptado profissionais no Brasil.

Carga menor que no Exterior
Apesar das reclamações dos aeronautas da Gol, o limite máximo de 85 horas de voo por mês, nos casos de aviões a jato, ainda é menor do que o enfrentado pelos colegas que atuam no exterior. Nos Emirados Árabes, por exemplo, esse teto varia entre 120 e 140 horas por mês, segundo afirma o comissário da Emirate Airlines, que vive em Dubai, Daubert Voltz.

De acordo com outra comissária de voo da empresa árabe, Henriette Rainho, no Brasil, os colegas brasileiros são pressionados pelas empresas para ultrapassar os limites que voo para evitar cancelamentos. "O mesmo acontece com manutenção da aeronave, o que acaba sendo uma falta grave. Eles fazem voos mais curtos, mas com vários pousos e decolagens por dia", disse.

De acordo com ela, o Brasil tem fama de ser mais flexível com os funcionários na troca de escalas, e as empresas são conhecidas por "atuar por baixo dos panos" no que diz respeito à legislação. "A própria empresa aciona um funcionário em dia de folga ou coloca tripulantes que deveriam estar de reserva (substitutos) em alguma tripulação pra trabalhar, debaixo dos panos", disse. No entanto, para ela, algumas dessas mudanças são em benefício da própria tripulação. "Se o último trecho de um voo é Rio - São Paulo, um tripulante carioca pode ficar no Rio e ser substituído por alguém que vai assumir, como extra, em São Paulo."

Fadiga é um problema mundial
A fadiga é um problema recorrente na aviação internacional. A Nasa, responsável nos EUA pelo espaço e aeronáutica, possui o Sistema de Relatórios de Segurança, que reúne relatos anônimos de pilotos sobre e incidentes provocados pelo cansaço após horas de voo.

De acordo com o último relatório publicado em janeiro deste ano, pilotos descrevem os efeitos do cansaço, após muitas horas de voo e frequentes mudanças de turnos. São incidentes de erro na determinação de rota, e outros procedimentos, além de vários outros relatos de excessivas horas de voo, descanso precário, e mudanças em escalas.

De acordo com o relato de um dos pilotos, após quase 20 horas acordado, e trabalhando por 14 horas, ele notou os efeitos do cansaço ao protagonizar pequenos erros, na hora do pouso, que culminaram com a aeronave saindo da pista.

"A empresa continua a operar com o mínimo de funcionários, em turnos alternados para cobrir múltiplos turnos. Muitos pilotos reclamam que a fadiga compromete a segurança, mas a companhia segue ignorando, e alega que os pilotos estão apenas cansados", disse.

terra

Fisiologia do Voo: Hiperventilação

Continuando com os posts sobre a fisiologia humana em ambiente de voo, o vídeo que se segue trata da hiperventilação. Para quem não está familiarizado com o assunto, a hiperventilação nada mais é do que o acúmulo excessivo de oxigênio na circulação sanguínea (e obviamente diminuição do dióxodo de carbono), o que acarreta alguns efeitos que podem influenciar negativamente a segurança dos aviadores e demais ocupantes a bordo.

Alguns dos sintomas deste fenômeno podem ser a sensação de estar flutuando, tontura, vertigem, dores no peito, formigamento ou adormecimento em vários locais do corpo, como a ponta dos dedos em volta da boca, taquicardia, palpitações, visão borrada, sensação de falta de ar, disfagia, náuseas, dor abdominal, distensão abdominal, dores musculares, tremores, tetania, ansiedade, medo, fadiga, exaustão, sonolência, fraqueza.

Tudo isso é discutido de forma bastante didática no vídeo que possui cerca de 6 minutos de duração (em inglês).


Popout
losa

Anac divulga números errados da Gol


Companhia aumentou tripulação para 70 e não 170, conforme o anunciado.

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) divulgou números errados sobre o crescimento da tripulação da Gol. A companhia aérea aumentou em 70 o número de pilotos (comandantes e copilotos) na sua operação no mês de julho e não em 170 como anunciou a presidente da agência, Solange Vieira.

A Gol disse que houve um erro de comunicação. Os números não foram colhidos por inspetores da Anac, mas passados pela direção da Gol para a direção da Anac por telefone. Na conversa, os números foram anotados errados.

Os dados errados foram divulgados pela presidente Solange Vieira em coletiva de imprensa e depois em um comunicado por escrito. A Anac divulgou que a companhia teria aumentado a tripulação em 42 comandantes e 128 copilotos. Mas, em realidade, foram apenas 28 copilotos.

bem paraná

Águia entra em motor de avião no Alasca


Uma águia foi sugada para dentro do motor esquerdo de um avião da Alaska Airlines quando a aeronave decolava na cidade de Sitka, no Alasca, rumo a Seattle. Nenhum dos 134 passageiros e cinco tripulantes ficou ferido. O motor desligou-se automaticamente e o avião parou a 915 metros do fim da pista de decolagem, que possui 1.980 metros e termina na água.

O avião taxiou de volta para o terminal com o outro motor que ainda funcionava. A companhia enviou um avião substituto para que o voo pudesse ocorrer ainda hoje. Enquanto isso, mecânicos inspecionavam o Boeing 737-400 para verificar os estragos.

estadão

Aéreas nacionais perdem espaço para estrangeiras



RIO - O crescimento vigoroso do setor aéreo no País tem estimulado o apetite das companhias estrangeiras pelo mercado brasileiro, aponta um levantamento feito pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). Das 58 novas rotas internacionais autorizadas este ano, apenas 11 foram alocadas para as companhias nacionais TAM e Gol. Enquanto as empresas brasileiras expandiram em 43% suas operações para o exterior desde 2003, as estrangeiras cresceram 76,9%.

As empresas nacionais têm perdido participação principalmente nas ligações de longo curso, como para os Estados Unidos e a Europa?, diz Elton Fernandes, professor da Coppe/UFRJ e presidente da Sociedade Brasileira de Pesquisa em Transporte Aéreo (SBTA). No início da década, existia um equilíbrio. As companhias brasileiras detinham cerca de 50% do mercado internacional, com liderança da Varig, antes do seu colapso?, explica o pesquisador.

O avanço das estrangeiras é reflexo de uma política de abertura do mercado adotada pela Anac nos últimos anos, que inclui a instituição da liberdade tarifária e os acordos bilaterais, que permitem a operação de voos internacionais. O Brasil possui acordos com 78 países, dos quais 40 foram negociados a partir de 2008. O foco é a livre determinação, pelos países signatários, do número de voos e a escolha de rotas e cidades de destino.

Segundo a presidente da Anac, Solange Vieira, essa é uma forma de expandir a aviação internacional. ?Hoje os aeroportos de São Paulo e do Rio de Janeiro estão relativamente saturados. A tendência, para que este mercado cresça, é a distribuição de voos para outros aeroportos. Há alguns anos, praticamente só havia voos internacionais partindo dessas duas capitais?, diz. Exemplo disso é a American Airlines, que até 2008 voava apenas para Rio e São Paulo. Desde então, passou a ter voos para Belo Horizonte, Salvador e Recife. Hoje, a portuguesa TAP tem voos partindo de oito capitais brasileiras: Belo Horizonte, Brasília, Fortaleza, Natal, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo.

O Estado de S. Paulo.

Avião bate em casa na Pensilvânia e mata 2

Autoridades do oeste da Pensilvânia disseram que dois corpos foram removidos dos destroços de um avião bimotor que colidiu com uma casa e quase atingiu um homem que dormia no sofá com seu cão.

O porta-voz do distrito de Westmoreland, Dan Stevens, disse que os corpos foram encontrados após os destroços do avião terem sido removidos da casa em Bell Township, localizada numa região rural do distrito a cerca de 145 quilômetros a nordeste de Pittsburgh.

Segundo Stevens, oficiais acreditam que apenas duas pessoas estavam a bordo do avião. O responsável pelas investigações de homicídios do distrito informou que ainda não identificou as vítimas.

A Administração Federal de Aviação disse que o BE58 Beech Baron decolou de um aeroporto regional em Latrobe, Pensilvânia, às 9h08 deste sábado, 7, e caiu 11 minutos depois, incendiando a casa.

estadao

Embraer apresenta pela 1ª vez o Legacy 650 ao público

A Embraer exibe o jato executivo Legacy 650, pela primeira vez, na 7ª edição da Latin American Business Conference and Exhibition(Labace), que acontece de 12 a 14 de agosto, no Aeroporto de Congonhas (CGH), em São Paulo.

O evento marca a estreia do Legacy 650, que será apresentado oficialmente ao público no dia de abertura da feira, próxima quinta-feira (12), às 13h.

Credito: Divulgação “Estamos muito satisfeitos com a estréia do Legacy 650 em um evento de aviação executiva tão importante. A certificação do Legacy 650 está cada vez mais próxima e o avião cumprirá todas as metas do projeto”, afirmou Luís Carlos Affonso, Vice-Presidente Executivo da Embraer para o Mercado de Aviação Executiva.

O Legacy 650 foi lançado em outubro de 2009 na 62ª Convenção e Encontro Anual da Associação Nacional de Aviação Executiva (National Business Aviation Association – (NBAA) dos EUA, em Orlando, Estado da Flórida, e está em fase final de desenvolvimento.

A aeronave será exibida na LABACE juntamente com o Phenom 100 e o Phenom 300, das categorias entry level e light, e os visitantes terão a oportunidade de conhecer o confortável interior destes jatos que são os melhores em suas categorias.
vnews

Anac gastou apenas 1/3 do orçamento previsto para fiscalização


A Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) usou até agora apenas um terço do orçamento previsto neste ano para a regulação e fiscalização da aviação civil. Segundo dados da ONG Contas Abertas, a agência desembolsou R$ 11,4 milhões dos R$ 34 milhões destinados a "garantir o funcionamento da aviação civil dentro de padrões internacionais de qualidade e segurança".

Em 2009, o mesmo aconteceu com as verbas para regulação e fiscalização da aviação. Dos R$ 30,5 milhões previstos, R$ 18,8 milhões foram desembolsados pela Anac, o equivalente a 62% do total. Já em 2008, com orçamento menor, o uso foi de 72% --R$ 14 milhões do total de R$ 19,7 milhões autorizados.

Segundo a Contas Abertas, a agência atribuiu a baixa taxa de execução desse ano ao contingenciamento, que é o controle governamental sobre o orçamento público para evitar desequilíbrio financeiro. Em 2010, segundo a agência, R$ 10 milhões foram contingenciados, deixando R$ 24 milhões disponíveis para uso. Assim, nos sete primeiros meses de 2010 a Anac teria gastado 47,5% do orçamento total.

Um contingenciamento de R$ 10 milhões foi também o argumento usado pela Anac para explicar os 62% em 2009. Assim, o percentual de gasto teria sido, na verdade, de 98% do valor autorizado.

EXPLICAÇÕES

A Anac está sendo muito pressionada desde que começaram os atrasos da companhia aérea Gol, na última semana. Na segunda-feira (2), a Infraero afirmou que os atrasos da Gol haviam sido provocados pela "implantação de um novo sistema de escalas, o que ocasionou a falta de tripulantes" --informação confirmada pelo Sindicato Nacional dos Aeronautas. Já a Gol disse que o problema fora agravado pelo tráfego aéreo intenso.

correio do estado

Avião cai no jardim de casa na Austrália


Uma mulher que pilotava um pequeno avião e o único passageiro sairam ilesos após a queda da aeronave no quintal de uma casa neste sábado (7) em Melbourne, na Austrália.

O acidente ocorreu quando o avião se preparava para pousar. As imagens de uma emissora de televisão mostram os pedaços da aeronave próximos a uma piscina no jardim.

A piloto de 28 anos e o passageiro estavam em uma missão de fotografia aérea e saíram ilesos do acidente.

g1

Justiça: aéreas têm de avisar atraso 2h antes


A Justiça Federal de São Paulo determinou na sexta-feira que as companhias aéreas passem a cumprir de imediato uma decisão judicial, do fim de 2008, que obriga as empresas a informar atrasos e cancelamentos de voo com duas horas de antecedência. A multa é de R$ 50 mil por dia para a empresa que descumprir.

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) informou que ainda não foi notificada da decisão judicial.

No começo da semana passada, vários voos da companhia aérea Gol atrasaram em razão de um erro no software usado para fazer a escala de trabalho dos tripulantes.

A Anac já anunciou que vai multar a companhia em R$ 2 milhões por conta dos atrasos e cancelamentos registrados da última semana.
destak

Avião do governo do Brasil vai buscar Lugo para tratamento de saúde

Presidente Lula e o presidente do Paraguai, Fernando Lugo, durante encontro na cidade de Ponta Porã, em Mato Grosso do Sul

Presidente Lula e o presidente do Paraguai, Fernando
Lugo, durante encontro na cidade de Ponta Porã, em
Mato Grosso do Sul (Foto: Ricardo Stuckert / PR)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva ofereceu o avião presidencial para trazer o presidente do Paraguai, Fernando Lugo, para o Brasil na próxima terça-feira (10). Lugo foi diagnosticado com câncer linfático e fará todo o tratamento de saúde no Brasil.

Lula também ofertou ao colega paraguaio toda a estrutura logística necessária o tratamento da doença. As informações foram confirmadas neste sábado (7) pela assessoria internacional da Presidência da República brasileira.

O presidente do Paraguai deve viajar nesta terça-feira para o Brasil. Fernando Lugo irá direto para São Paulo, onde fará uma série de exames no Hospital Sírio-Libanês.

“O presidente Lugo conta com o apoio do governo brasileiro”, informou a assessoria da Presidência da República do Paraguai.

No último dia 4, o presidente paraguaio foi submetido a uma cirurgia de emergência para a retirada de um gânglio na virilha. Apesar do diagnóstico e da última cirurgia, ele passa bem e não sente dores, de acordo com sua assessoria.

O câncer foi descoberto após um check-up de rotina. Segundo os médicos, um nódulo foi encontrado na virilha do presidente. Eles ressaltaram que a doença é curável. A previsão é de que Lugo fique dois dias em São Paulo para definir o tratamento a que será submetido. O médico Alfredo Boccia, que também acompanha o presidente, afirmou que ele poderá continuar no cargo, exercendo normalmente as atividades. A expectativa é de que o tratamento dure seis meses.

g1

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

NOTA DA DIRETORIA DO SNA AOS TRIPULANTES DA GOL/VRG



Neste momento, deve ser do conhecimento de todos os funcionários da GOL/VRG que um movimento espontâneo nasceu no seio do grupo por ocasião do início da implantação do sistema NetLine Crew da Escala de Tripulantes.

Tripulantes solicitaram uma reunião com o presidente do SNA, que foi realizada hoje, dia 05/08, e foi de altíssimo nível. Houve um número expressivo de aeronautas presentes e foram discutidas questões pontuais de interesse do grupo de aeronautas da empresa.

A preocupação com um possível movimento no dia 13 de agosto que pudesse vir a causar alguma forma de insegurança entre os usuários foi dissipada.

Estamos com nossas atenções voltadas em atender à chamada da Procuradora Regional do Trabalho da Segunda Região (SP), Dra Laura Martins Maia de Andrade, que notifica o SNA a comparecer à PRT-SP para “audiência de mediação”, designada para o dia 09 de agosto de 2010, às 13 horas com a participação do Sindicato Nacional dos Aeronautas, dos Aeroviários e Gol Linhas Aéreas Inteligentes S.A, em razão de notícia(s) veiculada(s) na mídia sobre uma iminente paralisação no próximo dia 13. Clique aqui para ler a notificação.

A principio, temos como indicativo de data para assembleia o dia 13 de agosto, às 13 horas, quando daremos continuidade às negociações que devem se iniciar na própria PRT.

Tomamos a liberdade de convidar os presentes hoje no SNA para comparecerem e assistirem aos trabalhos na respectiva reunião. Sendo pública, todos os aeronautas da GOL e demais companhias ficam, desde já, também convidados a participar.





É o que temos para o momento.

SNA

FAA rebaixou a Segurança aérea Mexicana



A Federal Aviation Administration (FAA) rebaixou o rating do México quanto a segurança aérea de 1 para 2, segundo a Reuters.

O downgrade , significa que as autoridades da aviação ficaram aquém de conhecimentos técnicos, pessoal, manutenção de registos ou procedimentos de inspecção", segundo aReuters.

A classificação na Categoria 1 significa que a regulamentação da aviação de uma nação se encaixa dentro dos padrões estabelecidos pela International Civil Aviation Organization.

O que isso quer dizer?

O rebaixamento afeta principalmente novos serviços entre os E.U. e México, ou seja, as companhias aéreas não podem lançar novos serviços entre cidades e acordos de codeshare são proibidos enquanto o México continuar a ser um país de categoria 2.

Cabe ressaltar que a medida da FAA não implica em qualquer diminuição na segurança da aviação civil no México.

As companhias aéreas do México, são seguras e continuaram a oferecer serviço de alta qualidade, comparável aos mais altos padrões internacionais

Reuters


JetBlue Airways - segurança acima de tudo - Um novo perfil para contratação de Comissários de Bordo


A JetBlue está ignorando as mulheres boni
tas que normalmente trafegam pelos corredores do avião, trazendo a mão amendoim e club soda.

Um novo olhar, para um perfil de recrutamento para comissárias(os) de bordo para a Jetblue e trazer para a empresa e principalmente à bordo profissionais que tenham realizado serviços anteriores em que primam em seus currículos e treinamentos às situações de emergência.

Por isso, a companhia de baixo custo está a recrutando ex-policiais e ex- bombeiros e ex salva-vidas de acordo com o Wall Street Journal.

A companhia informa que cerca de 10 por cento de seus 2.400 tripulantes possuem experiência de resposta a emergências.

Desde o seu lançamento há 10 anos, a companhia sediada em Nova York contratou centenas de policiais de Nova York e bombeiros, a maioria deles aposentados, para as suas fileiras de bordo.

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Leonard Spivey em sua festa de aposentadoria do Fire Department NY em fevereiro de 1995.

A primeira classe dos comissários de bordo da jetBlue incluiu um bombeiro aposentado, Leonard Spivey, que se tornou o modelo para a companhia aérea e ainda está voando hoje aos 70 anos.

Os bombeiros e policiais vêm de carreiras, onde também se trata com o público e , eles estão acostumados a trabalhar nos feriados e sabem como lidar com pessoas em situações estressantes.
Vicky Stennes, vice-presidente da JetBlue disse que experiência a bordo mudou e observa que a cabine de avião mudou consideravelmente após os ataques terroristas de 2001, colocando mais pressão sobre os assistentes de vôo.
As tarefas diárias de um serviço de bordo servindo cafés e refrigerantes, recolhendo lixo na cabine não é um ajuste difícil, porque os bombeiros têm que limpar o quartel, fazer café, lavar a louça, limpar as ferramentas de caminhões e fazer camas o tempo todo, diz ele.

MIDSEATjump2
Scott McCartney/The Wall Street Journal McCartney Scott / The Wall Street Journal
Mr. Spivey trabalhando como comissário de bordo na JetBlue.

Mr. Spivey, que é No. 1 na lista de antiguidade da JetBlue para assistentes de vôo, mora na Flórida e trabalha fora de Nova York, passando noites com seus filhos crescidos na área de Nova York, quando ele precisa.Ele diz que sente falta da camaradagem dos bombeiros.

E compensa?

Para policiais e bombeiros veteranos, que geralmente podem se aposentar após 20 anos de serviço e recebem pensões anuais de metade do seu salário anual, uma segunda carreira como um assistente de vôo oferece todos os tipos de benefícios, incluindopasses livres ou com grandes descontos em vôos.

Wall Street Journal

65 anos do ataque atômico a Hiroshima


No dia 6 de agosto de 1945, a Força Aérea Estratégica dos EUA com base nas Ilhas Marianas, realizou uma “missão especial” sobre o Japão, com um bombardeiro B-29. Algum tempo antes, o Japão decidiu simplesmente ignorar o ultimato lançado pelo Presidente Harry Truman, no final da Conferência de Potsdam.

Em 14 de agosto de 1945, após dois dias de debate acalorado, o governo japonês finalmente aceitou os termos da “Declaração de Potsdam”, e se rendeu. O Imperador Hirohito anunciou no rádio que iria pessoalmente pôr fim “aos infortúnios e sofrimentos do seu povo.” Os bombardeios atômicos de Hiroshima e Nagasaki (no dia 9 de agosto), colocaram um fim definitivo à Segunda Guerra Mundial.

Popout

poder aéreo

Avião no ar

Ernesto Paglia e avião

Realmente competir com a Globo fica difícil. A última novidade da emissora foi o projeto “JN no Ar”, pelo qual o jornalista Ernesto Paglia, junto com uma equipe de oito pessoas, visitará cidades escolhidas pelos telespectadores e mostrará, nas cinco semanas antes das eleições, a sua realidade. Ele voará em um avião Falcon 2000.

O destino será escolhido ao vivo na bancada do JN através de um sorteio, auditado pela Price Waterhouse. Os apresentadores vão sortear um município de cada Estado. Participarão do sorteio 400 cidades brasileiras com mais de 40 mil habitantes ou, dependendo do tamanho do Estado, de cidade menores. A equipe ainda terá um avião menor do tipo Caravan, capaz de aterrissar em aeroportos de menor porte.
zapeando

Acidente com avião bimotor em Santarém

Um bimotor, modelo Sêneca II, fez um pouso forçado, próximo à comunidade de Poço Branco, em Santarém, na manhã de hoje (6).

De prefixo PT-RMX, a aeronave estava sendo pilotada por Paulo Marinho. Que vinha da cidade de Altamira.

5 pessoas estavam a bordo do bimotor, de propriedade da Piquiatuba Táxi Aéreo, com sede em Santarém.

Ningém ficou ferido.

Problemas mecânicos impediram do piloto pousar no aeródromo da empresa. Com bastante perícia, ele fez um pouso forçado numa área de plantação de soja.

jesocarneiro

TAP atinge valor recorde ao transportar 5 milhões de passageiros até Julho

A TAP, com ajuda do desempenho verificado no mês de Julho, chegou ao número de 5 milhões de passageiros transportados, nos primeiros sete meses do ano, mais 5,9% do que o registado no homólogo.
Só no último fim-de-semana, a TAP transportou 36.738 passageiros, batendo assim o recorde de passageiros transportados num único dia. Este número contribuiu para atingir um total de 940.710 passageiros no mês de Julho, refere a companhia aérea no mesmo documento.

No acumulado, a TAP referiu que o valor alcançado dos 5 milhões de passageiros é superior não só ao verificado em 2009, como em 2008, ano em que, até agora, a TAP transportou maior número de passageiros.

“A TAP não teve em 2010 qualquer aumento da sua frota, pelo que, com o aumento de tráfego verificado, foi possível atingir 80% de taxa de ocupação em Julho e um acumulado de 72,6% no ano, contra 73,3% e 65,9% em 2009, respectivamente”, concluiu a empresa.

A companhia aérea de bandeira ainda não agendou a apresentação dos seus resultados semestrais. O certo é que a tarifa média na indústria de aviação tem vindo a cair.
negócios online

EUA: Avião desviado por passageiro que fumava



Um voo da companhia aérea American Airlines que partira de Nova Iorque para Los Angeles, na Califórnia, esta quarta-feira, foi desviado para o Novo México devido a um passageiro estar fumando a bordo. O homem foi detido.

De acordo com a CNN, os 168 passageiros foram retirados do avião mas, mais tarde, regressaram ao seu voo para Los Angeles sem a companhia do passageiro fumante.
correio da manhã

Bagdá volta à rota de voos internacionais


Bagdá está voltando às rotas de voos internacionais depois de 20 anos de violência, num momento em que a perspectiva de negócios multibilionários no setor petrolífero do Iraque atrai os viajantes empresariais.

Passaram-se os dias dos pousos apavorantes e imprevisíveis -- conhecidos como espirais da morte --, graças à redução da violência que chegou ao ápice na guerra sectária de 2006 e 2007, apesar de explosões e ataques suicida ainda acontecerem com frequência no país.

Diversas companhias aéreas internacionais iniciaram ou anunciaram planos de abrir rotas para Bagdá nos últimos meses. As empresas estão retornando ao Iraque sete anos depois da invasão liderada pelos Estados Unidos, atraídos pelos contratos de petróleo e projetos de infraestrutura.

Por enquanto, 12 companhias, principalmente árabes, ligam Bagdá ao Líbano, Síria, Turquia, Bahrein, Jordânia e Irã e outros países da região, segundo autoridades aeroportuárias.

Os mais recentes destinos são Jidá, na Arábia Saudita e Abu Dhabi, capital dos Emirados Árabes Unidos.

A Lufthansa pretende iniciar voos da Alemanha a partir do dia 30 de setembro, enquanto autoridades também estão negociando com a Austrian Airlines, a Emirates, de Dubai, e uma companhia aérea francesa, disse Adnan Blebil, chefe da autoridade de aviação civil do Iraque.

ESTADÃO

APÓS REUNIÃO COM SINDICATO, TRIPULANTES DA GOL TROCAM GREVE DO DIA 13POR ASSEMBLÉIA


200Image via Wikipedia
Tripulantes da companhia aérea Gol se reuniram na tarde desta quinta-feira (5) com representantes do Sindicato Nacional dos Aeronautas (SNA), em São Paulo, para tratar das insatisfações dos trabalhadores com a empresa. No encontro, os funcionários decidiram trocar a greve que havia sido anunciada para o dia 13 de agosto por uma assembleia da categoria, segundo Carlos Camacho, diretor do SNA.

A paralisação foi convocada por tripulantes anônimos em um blog criado por funcionários insatisfeitos com o novo modelo de escala de trabalho implementado pela Gol. Na convocatória para a paralisação, além de reivindicar uma escala “mais humana”, os trabalhadores exigiam aumento salarial de 25% para toda a categoria, planos de saúde e previdência privada, além da implementação de um plano de carreira para todos os funcionários.

Até então, os trabalhadores, que não são sindicalizados, ainda não haviam se reunido com o sindicato e tentavam se mobilizar por meio do blog e de listas de emails. Após o encontro com o SNA --no qual participaram mais de 100 trabalhadores, segundo Camacho-- ficou decido que as reivindicações seriam discutidas e redefinidas na assembleia do dia 13. Antes, na segunda-feira (9), tripulantes, sindicato e a Gol se reunirão na Procuradoria Regional do Trabalho.

No início da semana, um alto índice de atrasos e cancelamentos em voos da Gol prejudicou o funcionamento dos aeroportos e atrapalhou a vida dos passageiros em todo o país. A situação só começou a normalizar a partir de ontem.

Nova escala gerou caos aéreo
Em reunião convocada pela Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) na terça-feira, a Gol assumiu que problemas em um novo software para planejamento das escalas dos funcionários --implantado no início de julho-- gerou "dados incorretos que culminaram no planejamento inadequado da malha aérea e da jornada de trabalho dos tripulantes”.

Após se reunir com o Sindicato Nacional dos Aeronautas (SNA), a Gol aceitou reformular as escalas para impedir que os tripulantes continuassem trabalhando mais do que o permitido. Com menos mão-de-obra, a Gol não conseguiu dar conta de todos os voos que estavam programados, o que acabou resultando no caos sentido por passageiros em vários aeroportos do Brasil.

Segundo tripulantes da companhia, há muito tempo os funcionários estão sendo submetidos a condições de trabalhos inadequadas, em desacordo com a legislação trabalhista que regulamenta a categoria. De acordo com eles, em julho ocorreu um agravamento da situação, após o problema com a nova escala, que é operada por computadores e foi instalada em substituição ao modelo anterior, controlado manualmente.

“O sistema novo não computa algumas variáveis presentes na legislação brasileira. Ele não considera os atrasos e os cancelamentos de voos, nem fechamento de aeroportos por conta do mau tempo, por exemplo”, diz uma chefe de cabine de 30 anos, que trabalha na Gol há sete e preferiu não se identificar com medo de sofrer retaliações pela empresa.

“Essa falha gerou um ‘efeito dominó', que refletiu em toda malha aeroviária. Os tripulantes que já haviam trabalhado mais do que o permitido tiveram que parar. Aí começou o assédio moral e as ameaças da empresa para obrigar os funcionários a trabalhar e a desrespeitar a legislação”, afirma.

Além disso, a chefe de cabine afirma que a categoria sofreu uma defasagem salarial de 50% nos últimos 10 anos, o que está fazendo com que muitas pessoas desistam da função. “No início da década um tripulante da Varig recebia R$ 40 por hora de voo, em média. Hoje é de R$ 22. Nossa função é estressante. Tripulante fica cinco, seis dias fora de casa, trabalha dia e noite, não pode frequentar nenhuma atividade fixa, vive por escala”, diz.

Por conta do problema, um copiloto de 31 anos baseado em São Paulo, funcionário da Gol desde 2005, disse que ele mesmo e vários colegas já pegaram no sono durante viagens. “Eu já dormi algumas vezes em voo. Estamos bem sobrecarregados mesmo, e está complicado de manter a cabeça no que estamos fazendo. Precisamos de tranquilidade e de uma jornada decente, mas o que acontece é que somos explorados ao máximo”, disse o tripulante, que preferiu não se identificar para não sofrer retaliações da empresa.

Um outro copiloto que também não quis se identificar afirmou que quando não há uma jornada de trabalho regular não é “incomum piloto e copilotos dormirem em pleno voo”. “Pedimos para o chefe de cabine ir de meia em meia hora checar se há alguém acordado. É um risco enorme, e tudo isso foi muito agravado em julho”, diz o funcionário, de 30 anos, há quatro na Gol.

Brechas na lei trabalhista
De acordo com a Lei do Aeronauta (Lei 7.183/84), por questões de segurança operacional, um tripulante de avião a jato não pode exceder 85 horas de voo por mês, 230 horas por trimestre e 850 horas por ano. O texto também impede que a tripulação que cumpriu três horas de jornada entre 23h e 6h viaje na madrugada do dia seguinte.

Há três brechas na lei, segundo aeronautas entrevistados pela reportagem. Para Carlos Camacho, algumas empresas aproveitam uma falha no texto da regulamentação da categoria e obrigam os tripulantes a trabalhar durante várias madrugadas seguidas.

“As empresas se apropriaram de uma falha na regulamentação que permite uma interpretação segundo a qual só não podem ser escalados na madrugada seguinte os tripulantes que voltaram à sua base. O problema é que muitas vezes os trabalhadores viajam de madrugada, mas não voltam para sua base, vão para outras cidades”, diz. “Mas o que está em questão é a condição física do ser humano, e não a cidade para onde o tripulante vai”, afirma.

O copiloto de 30 anos que falou com a reportagem disse as empresas encontraram um outro “buraco” na lei. “Se o tripulante chegar na base entre 23h e 6h, não pode ser acionado para voar na noite seguinte. Mas se ele decolar 22h e pousar 6h05, por exemplo, as empresas dizem que não há problema nenhum e esfregam a lei na nossa cara. A regra foi mal escrita”, diz o tripulante.

“Buracos negros”
Uma outra chefe de cabine, que possui 31 anos e está há seis na Gol, afirma que além do excesso de trabalho, os tripulantes estão sujeitos a riscos decorrentes da falta de infraestrutura adequada no espaço aéreo brasileiro.

“Existem ‘buracos negros’ no Norte e Nordeste do país, nos quais não há comunicação entre piloto e torre”, diz. “Uma vez, saindo de Fortaleza para Natal, desviamos de um tucano (aeronave de pequeno porte) a um pouco mais de 100 metros. Uma amiga que tripulava no dia 1º de agosto num voo do Recife para Campinas contou que a aeronave quase colidiu com um avião cargueiro, que teve que arremeter o pouso para não ter colisão. Infelizmente só dão importância para isso quando aconteceu um acidente”, conta.

Outro lado
Por meio da sua assessoria de imprensa, a Gol negou que desrespeita a legislação trabalhista e obriga os funcionários a trabalhar mais. A companhia disse que os problemas com atrasos e cancelamentos foram causados justamente porque o limite de horas trabalhadas pelos tripulantes foi respeitado. A Gol afirmou ainda que o problema com a escala foi resolvido.
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Estopim de atrasos, escala da Gol ainda tem erros, dizem trabalhadores


Estopim dos atrasos e cancelamentos dos voos da Gol desde o fim de semana passado, o sistema de escalas de trabalho implantado pela empresa continua apresentando erros e impondo uma carga excessiva aos trabalhadores, de acordo com o Sindicato Nacional dos Aeronautas (SNA) e funcionários ouvidos pelo G1.

Na avaliação dos trabalhadores, caso não haja mudanças no sistema, uma nova onda de atrasos e cancelamentos pode ocorrer no fim deste mês, uma vez que muitos tripulantes podem voltar estourar o limite de horas mensais trabalhadas.

O SNA diz que já recebeu denúncias de que a situação não melhorou.
desástres aéreos

ITA - Menos restrições



O Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) acabou com uma série de restrições aos interessados em prestar vestibular na instituição.
As mudanças foram recomendadas pelo Ministério Público Federal (MPF) em 2009. A partir deste ano, pessoas maiores de 23 anos, solteiros e arrimo de família poderão participar da seleção para as vagas civis.
Em relação às vagas militares, apenas menores de 23 podem concorrer.

Outra novidade foi o lançamento do Programa de Isenção de Taxa de Inscrição.

Segundo o procurador Fernando Lacerda Dias, autor da recomendação, cerca de 50 pessoas economicamente carentes podem se inscrever gratuitamente para o vestibular deste ano.
AEROMAGAZINE