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segunda-feira, 12 de março de 2012

TV francesa culpa pilotos do AF 447 em reconstituição


Três meses antes da publicação do relatório final da investigação sobre as causas do acidente com o voo Rio-Paris, no dia 1º de junho de 2009, o canal France 3 deve divulgar, no dia 14 de março, uma reportagem com a reconstituição tridimensional dos últimos minutos de voo, com a ajuda de atores, e que culpa os pilotos. IntituladaVol AF 447 Rio/Paris: les raisons d'un crash (Voo AF 447 Rio/Paris: as razões do acidente, numa tradução livre), a reconstituição, à que a AFP teve acesso, usa os atores para transformar em imagens a ação dos pilotos durante os quatro últimos minutos e 22 segundos na cabine do avião, antes do Airbus A330 se chocar com o Atlântico.

Apresenta a tese de que as reações deles levaram ao acidente no qual 228 pessoas morreram. Essa reconstituição, que joga com o emocional e com o sensacional, foi "uma escolha editorial assumida", explicou à AFP Jean-François Gringoire, redator-chefe. "Evidentemente, o caráter emocional não é neutro, uma vez que não se trata de um relato de um passeio no campo, mas dos quatro últimos minutos de um avião de carreira que está prestes a cair", comentou.

Mas defendeu esse formato adaptado à reportagem televisual, usada há tempos pelas mídias anglo-saxônicas. "A dimensão emocional torna-se mais forte se der para visualizar com os autores", destacou. Os jornalistas encarregados da enquete, Fabrice Amedeo e Véronique Préault, afirmam "ter rigorosamente reconstituído" o que aconteceu antes do acidente, mas a reportagem leva indiscutivelmente o espectador à convicção de um erro na pilotagem.

A hipótese de resfriamento das sondas de velocidade Pitot foi logo descartada para se focalizar nas manobras do copiloto e dos comandos, que não cessam de puxar o manche em vez de empurrá-lo. O alarme que se ouve soar 74 vezes em 54 segundos, não é em nenhum momento mencionados no interior da cabine, deixando uma impressão de caos e incompreensão da situação.

Ouvido sobre a reportagem, o porta-voz da Air France respondeu à AFP: "o relatório definitivo ainda não foi publicado. Vamos esperar esclarecimentos suplementares sem os quais é impossível tirar conclusões definitivas"."É por esse motivo que a Air France não deseja se somar a esta 'contrainvestigação' que se faz com elementos parciais. (...) os métodos nos aparecem extremamente contestáveis e deslocados em relação à memória das vítimas", acrescentou.

Por sua vez, o pessoal do Birô de Investigações e Análises (BEA), encarregado da investigação técnica, que não viu a reportagem, não fez comentários, lembrando que o relatório definitivo deverá ser publicado "durante o mês de junho". Em seu relatório interino do final de julho de 2011, o BEA destacou uma série de falhas dos pilotos. A Air France e a Airbus são questionadas nesse dossiê por homicídios involuntários.

O acidente do AF 447

O voo AF 447 da Air France saiu do Rio de Janeiro com 228 pessoas a bordo no dia 31 de maio de 2009, às 19h (horário de Brasília), e deveria chegar ao aeroporto Roissy - Charles de Gaulle de Paris no dia 1º às 11h10 locais (6h10 de Brasília). Às 22h33 (horário de Brasília) o voo fez o último contato via rádio. A Air France informou que o Airbus entrou em uma zona de tempestade às 2h GMT (23h de Brasília) e enviou uma mensagem automática de falha no circuito elétrico às 2h14 GMT (23h14 de Brasília). Depois disso, não houve mais qualquer tipo de contato e o avião desapareceu em meio ao oceano.

Os primeiros fragmentos dos destroços foram encontrados cerca de uma semana depois pelas equipes de busca do País. Naquela ocasião, foram resgatados apenas 50 corpos, sendo 20 deles de brasileiros. As caixas-pretas da aeronave só foram achadas em maio de 2011, em uma nova fase de buscas coordenada pelo Escritório de Investigações e Análises (BEA) da França, que localizou a 3,9 mil m no fundo do mar a maior parte da fuselagem do Airbus e corpos de passageiros em quantidade não informada.

Após o acidente, dados preliminares das investigações indicaram um congelamento das sondas Pitot, responsáveis pela medição da velocidade da aeronave, como principal hipótese para a causa do acidente. No final de maio de 2011, um relatório do BEA confirmou que os pilotos tiveram de lidar com indicações de velocidades incoerentes no painel da aeronave. Especialistas acreditam que a pane pode ter sido mal interpretada pelo sistema do Airbus e pela tripulação. O avião despencou a uma velocidade de 200 km/h, em uma queda que durou três minutos e meio. Em julho de 2009, a fabricante anunciou que recomendou às companhias aéreas que trocassem pelo menos dois dos três sensores - até então feitos pela francesa Thales - por equipamentos fabricados pela americana Goodrich. Na época da troca, a Thales não quis se manifestar.

jornal do Brasil

GPS automotivo em um avião



business travel

Latino quase 'morre de medo' dentro de avião

Latino faz tratamento contra fobia em aviões. Neste domingo,ele entrou em pânicoLatino faz tratamento contra fobia em aviões. Neste domingo,ele entrou em pânico.Cantor embarcou neste domingo para show em Sergipe e a aeronave da TAM apresentou defeito em uma turbina

Há quase quatro meses, o cantor Latino resolveu fazer um tratamento psicológico contra a sua fobia em aviões. A terapia, no geral, surtiu efeito. Porém, quando o músico se encontra em situações como a deste domingo, em que ele estava de saída do Rio de Janeiro rumo à Sergipe e a aeronave da TAM apresentou defeito em uma das turbinas, ele fica em pânico e regride.

No Twitter, o artista descreveu a sua agonia. “Tentamos levantar voo e a turbina esquerda acusou uma pane!! Jesussss!!”, escreveu. E completou: “Logo agora que eu estava num tratamento psicológico.” Ainda no microblog contou aos fãs que duas pessoas passaram mal no voo e que 30% dos passageiros cogitaram deixar a aeronave. “Da classe executiva do vôo eu ainda consegui filmar alguns dos passageiros passando mal e toda confusão. Vou postar pra vcs + tarde. Q Medo!”, disse na rede social. Neste domingo, às 20h, ele iria se apresentar num festival na cidade de Itabaiana, em Sergipe. O grupo Parangolé também estava previsto para o evento.

O episódio de tensão, no entanto, não foi o único a preocupar Latino neste mês. “Na semana passada, em Macapá, ficamos quase 12 horas parados no aeroporto por causa de uma queda de sistema”, contou Paulo Lopes, empresário do artista, ao Diário. E, mesmo em solo, o cantor ficou preocupado. “Ele começa a ficar inseguro, com medo, é complicadíssimo”, completou Paulo.

No próximo final de semana, Latino chega a São Paulo faz um show fechado e no domingo voa para o Rio de Janeiro, onde se apresenta em um Festival de Verão em São João da Barra

rede bom dia

Comissária desata aos gritos e impede avião de descolar


Colegas tentaram acalmá-la, mas esta continuava a gritar que o aparelho ia sofrer um acidente e a referir o atentados do 11 de Setembro.

Uma hospedeira de bordo impediu na sexta-feira um avião da American Airlines de descolar de Dallas, quando repentinamente começou a gritar, referindo os atentados do 11 de Setembro e um alegado acidente que a aeronave iria sofrer.

De acordo com os passageiros citados pelo jornal «Chicago Tribune», a hospedeira estava a dar instruções relativas à segurança antes da descolagem da aeronave em direção a Chicago, quando começou de repente a falar de forma incoerente, explicando que o avião deveria regressar à sua porta de embarque devido a problemas técnicos.

Os restantes membros da tripulação interromperam-na, procurando tranquilizar os passageiros, garantindo que o aparelho não sofria nenhum problema técnico e que iria descolar.
tvi24

Família expulsa de avião após birra de filha de 2 anos



Uma família americana que regressava a casa num avião da JetBlue foi expulsa momentos antes da decolagem porque a filha de dois anos fez uma birra e recusou sentar-se na cadeira do avião, escreve a BBC.

O casal e as duas filhas, de dois e três anos, estavam no avião à espera de seguir viagem quando estivessem todos sentados. Foi com esforço que os pais conseguiram sentar a bebé e atar-lhe o cinto de segurança.Porém, o comandante recusou levar a família e ordenou que saíssem.

Esta situação acabou por prejudicar a família com uma despesa de 2 mil dólares com hotel e novos bilhetes aéreos.

A família está indignada: «Não estávamos bêbados, agressivos ou a gritar. Estávamos apenas com problemas com nossas crianças», disse o pai à Fox News.

A Jet Blue informou que tinha a bordo pessoas que «não estavam a agir de acordo com as instruções da tripulação. O comandante decidiu pela saída destes clientes de forma a garantir a segurança de todos os outros passageiros a bordo».

SOL

Carreira nas alturas: seja um piloto de aeronaves

O aumento da oferta (13,8% entre janeiro e setembro de 2011) e da demanda por voos domésticos (18,52%) explica porque a formação de pilotos de aeronaves no Brasil passa por um momento muito promissor no País. A Agência Nacional da Aviação Civil (Anac) registra cerca de 60 mil pilotos em diferentes habilitações, além de mais de 160 aeroclubes distribuídos por todo o País, centenas de escolas de aviação e dezenas de empresas aéreas.

Segundo a Organização Internacional de Aviação Civil (Icao) no Brasil, a demanda é tanta que companhias estão contratando pilotos recém-formados e ex-integrantes da Força Aérea Brasileira (FAB).

João Paulo Santos

O aluno Bruno Santana (de óculos) recebe instruções de Kleber da Silva sobre a mecânica do avião

Em Maringá, além da Escola de Aviação Civil (Aeroclube), o Centro Universitário de Maringá (Cesumar) e uma outra instituição privada disponibilizam o curso para formação de pilotos.

O instrutor de pilotagem Kleber Ribeiro da Silva explica que para se tornar um profissional da aviação é preciso, além de frequentar o curso teórico, muitas horas de voo na bagagem. Não é um processo fácil, o candidato precisa ter muita dedicação, disciplina e, claro, sentir prazer.

"As pessoas tem a ideia errada do que é ser piloto e enxergam apenas os lados positivos e glamourosos da carreira, por isso muitos desistem na metade do caminho".

Ribeiro diz que o candidato a piloto de aeronave tem de ter no mínimo 17 anos e o primeiro grau completo. "A primeira etapa é a realização do curso para piloto privado. Nesta fase são três meses de aulas teóricas e 35 horas de voo. E se desejar, em seguida, ele pode fazer o curso de piloto comercial, em que são necessários mais três meses de aulas e 150 horas de voo. Depois de concluído, o piloto pode ingressar no mercado de trabalho".

De acordo com os dados da Anac, em 2010, foi registrado um crescimento de 100% no número de habilitações para pilotos privados e de 75% nas habilitações de piloto comercial, em comparação a 2009. Com relação aos valores, o instrutor diz que as aulas teóricas para piloto privado custam em média R$ 1.800 e para comercial, R$ 2 mil.

"As horas de voo podem variar entre R$ 275 e R$ 350, cada, dependendo do modelo do avião". As aulas teóricas podem ser realizadas de segunda a sexta-feira, das 19 às 22h30, período em é ministradas as disciplinas de regulamentos de tráfego aéreo, meteorologia, navegação, teoria de voo e conhecimentos técnicos, além de motor e estrutura da aeronave.


Demanda

A participação das companhias de menor porte no mercado doméstico também aumentou em janeiro de 2012, na comparação com o mesmo mês do ano anterior. E, pela quantidade de licenças concedidas só no primeiro semestre de 2011, este ano deve superar o anterior.

Hoje, são mais de 3.097 pilotos comerciais aptos para comandar as 1.518 aeronaves registrados no País – média de dois pilotos por unidade. O número é pequeno se considerado que empresas aéreas empregam até 14 pilotos por aeronave.

Para o ex-aluno e futuro piloto Bruno Ricardo Lopes Santana, de 22 anos, além de boas oportunidades no mercado de trabalho, o gosto pela aviação corre nas veias. "Desde pequeno tenho o sonho de ser piloto de aeronaves e na minha família tenho dois tios que são minhas inspiração".

Conforme a Organização Internacional de Aviação Civil (Icao), até 2030 serão necessários mais de 517 mil novos pilotos no mundo.


Rapidez nos processos

Desde o ano passado, a Anac adotou ferramentas para facilitar os processos de emissão de licenças, expedição de habilitações, controle de horas voadas pelos pilotos, revalidação de licenças de aeronaves, dentre outros procedimentos.

A sistematização digital proporciona o aumento da segurança do usuário, da velocidade e da transparência dos processos.

Candidatos a piloto ou interessados em trabalhar na aviação civil devem obter o Código Anac pelo site www.anac.gov.br. A partir daí, o envio de todos os documentos pode ser feito eletronicamente, por meio da internet, meio pelo qual também é possível acompanhar o andamento do processo.

Todo piloto, comissário, mecânico de voo e de manutenção aeronáutica necessita obter Licenças e Certificados de Habilitação Técnica específicos, para poder atuar na respectiva atividade, no âmbito da aviação civil. Para isso, são elaboradas provas que avaliam o conhecimento dos profissionais, com o objetivo de certificá-los para o mercado.


ÁREAS EM EXPANSÃO

  • Comissário de bordo - é o profissional que atua a bordo da aeronave, zelando pela segurança e conforto dos passageiros. A categoria está incluída no grupo designado como ‘pessoa da cabine’ ou até mesmo ‘tripulação’.

  • Despachante operacional de voo - é o responsável pelo planejamento e acompanhamento dos voos (controle operacional) em empresas aéreas.
  • Mecânico de manutenção - é o profissional capacitado para a manutenção de aviões, helicópteros, planadores ou outras aeronaves, podendo executar ou supervisionar tarefas como reparos, modificações, recondicionamento e manutenção preventiva.
  • Mecânico de voo - auxilia o comandante a bordo da aeronave na cabine de pilotagem, encarregado da operação e controle de diversos sistemas conforme descritos nos manuais técnicos.

O DIARIO.COM

sexta-feira, 9 de março de 2012

LAN espera completar fusão com TAM até maio

'Entre o fim de abril e o início de maio, esperamos a conclusão da operação', indicou gerente-geral da LAN em declarações à imprensa após um evento da companhia aérea.

Avião da LAN

Em janeiro, as duas empresas consideraram que as sinergias derivadas da fusão lhes permitiria melhorar seu resultado operacional entre US$ 600 e US$ 700 milhões

Santiago do Chile - A companhia aérea LAN espera concretizar em abril ou maio a troca de ações que selará a fusão com a brasileira TAM, anunciou nesta quarta-feira Ignacio Cueto, gerente-geral da empresa chilena.

'Entre o fim de abril e o início de maio, esperamos a conclusão da operação', indicou Cueto em declarações à imprensa após um evento da companhia aérea.

A fusão, já autorizada pelos organismos reguladores do Brasil e do Chile, criará a Latam, a maior linha aérea da América Latina e uma das dez maiores do mundo, com um valor de mercado de US$ 12,14 bilhões.

Cueto fixou para o início de abril a abertura da OPA (Oferta Pública de Aquisição de Ações) que precederá à integração das duas companhias aéreas, mas alertou que ainda estão à espera de trâmites pendentes no organismo controlador dos Estados Unidos e na Corte Suprema do Chile.

O máximo tribunal chileno deve se pronunciar sobre objeções apresentadas pela LAN contra três medidas de mitigação estabelecidas pelo Tribunal de Defesa da Livre Concorrência (TDLC) como condições para aprovar a fusão.

Em janeiro, as duas empresas consideraram que as sinergias derivadas da fusão lhes permitiria melhorar seu resultado operacional entre US$ 600 milhões e US$ 700 milhões.

A companhia chilena, que tem filiais na Argentina, Peru, Equador e Colômbia, tem atualmente um plano de ampliação de sua frota até 2014 - de 149 para 194 aviões - com um investimento de US$ 4,731 bilhões.

exame

Antonio Banderas tem a carteira roubada em aeroporto

Antonio Banderas tem a carteira roubada em aeroporto - Ag.News

O incidente aconteceu durante um tumulto com fãs no aeroporto de Budapeste


Antonio Banderas foi assediado pelos fãs quando chegou ao aeroporto Franz Litzt, em Budapeste, na Hungria, no início desta semana e, após entrar em seu carro, descobriu que sua carteira havia desaparecido.

De acordo com o jornal austríaco, The Times, a polícia local acredita que ladrões se aproveitaram do caos da multidão para roubar o ator. Não está claro quanto dinheiro foi roubado ainda, nem se documentos importantes foram também furtados.

Antonio não é a única celebridade alvo de ladrões recentemente. Em setembro, John Travolta teve seu Mercedes vintage roubado quando ele visitou uma concessionária de Jaguar, em Santa Monica.

O veículo de 1970 foi parcialmente recuperado em janeiro, após policiais encontrarem "partes".

"Ele não foi recuperado na totalidade. Foi em partes. Temos inúmeras peças recuperadas, mas não o carro inteiro”, revelou o sargento Richard Lewis, que estava investigando o roubo.

Falando no ano passado, John - que é também um piloto qualificado - admitiu que estava contente por seu jato particular não ter sido roubado no lugar.

"Eu estava procurando por Jaguares e deixei meu carro estacionado ao lado. Em 8 a 10 minutos mais tarde, meu carro tinha desaparecido. E é como aquele filme 'Gone in 60 Seconds', como alguém pode explicar isso? Mas pelo menos não foi meu avião, embora isso pode ser mais fácil de ser localizado", brincou o galã.

o fuxico

Saiba como é a vida de uma comandante de avião

Foto: Divulgação / TAM

"Se tiver de escolher entre ser comandante ou mãe, prefiro ser comandante", diz Karina Buchalla

Apaixonada por aviação desde criança, Karina Buchalla sempre soube que queria viver nas alturas. Mas para chegar a ser comandante em uma grande companhia aérea, foi necessária boa dose de perseverança. Aos 32 anos, Karina conta que teve de vencer preconceitos no início de sua carreira para conquistar seu espaço na aviação.

“Já sofri muito preconceito em companhias menores. Demorei muito para conseguir emprego, trabalhava de graça em aviações pequenas porque ninguém queria me dar emprego”, diz Karina. “Algumas empresas menores não aceitavam mulheres com medo de que poderiam engravidar, por exemplo.”

SAIBA MAIS: Participação feminina cresce na aviação brasileira

Mas desistir não estava nos planos de Karina, que cresceu admirando a profissão do pai, hoje um comandante aposentado. “Desde pequena sempre me senti melhor dentro de avião que em qualquer outro lugar. Sabia que era isso que eu queria”, conta.

Ela começou na aviação quando tinha 16 anos, voando em aviões particulares e taxi aéreo. Já sua carreira comercial foi construída na TAM, empresa onde atua há quase dois anos como comandante em voos nacionais. Ao todo, Karina tem quase oito anos de TAM.

“Nunca tive nenhum caso de preconceito na TAM”, diz a comandante. “Às vezes você sente que é um pouco mais observada pelos próprios colegas por ser mulher”, afirma. “Mas sempre fui muito bem recebida, voei com muitos comandantes experientes que me ensinaram muita coisa. Depende da cabeça de cada um.”

Dos passageiros, ela conta que recebe mais elogios que críticas. “A maioria sai me cumprimentando. Alguns confessam no fim do voo: ‘entrei no avião com medo, mas gostei. Voo com mulher é mais cuidadoso’”, diz.

“Fico muito satisfeita quando o passageiro sai feliz da vida. O piloto é vaidoso, a gente gosta de fazer o melhor sempre. Um pouso suave faz bem para o ego”, conta a comandante.

Karina diz que nunca teve problema mais sério em voo, apenas alguns incidentes como turbulências mais fortes.

Pelo Brasil e pelo mundo

Antes de ser promovida a comandante, Karina foi copilota em voos nacionais e internacionais da companhia e voou Fokker-100, que tinha capacidade para 108 pessoas, além de Airbus modelos 319 (144 assentos), 320 (até 174 assentos) e 330 (até 213 assentos).

Enquanto era copilota de voos internacionais, Karina fez faculdade de aviação civil na Academia de Serviços da TAM, que oferece o curso em parceria com uma universidade. “A vida na internacional é um pouco mais tranquila, nessa época tinha uma vida mais social”, diz.

Como o piloto pode voar no máximo 85 horas por mês, ela conta que cerca de três viagens internacionais de ida e volta para Paris, por exemplo, já são suficientes para ficar próximo do limite. “Você tem um intervalo um pouco maior entre um voo e outro”, conta Karina.

De volta aos voos nacionais, agora como comandante, é preciso um pouco mais de jogo de cintura para conciliar vida pessoal com o trabalho. “Como as etapas são curtas, é mais cansativo. Você fica em geral seis dias voando de norte a sul do País, de Foz do Iguaçu a Manaus”, conta. Além disso, também é preciso dedicar tempo a cursos de aperfeiçoamento e exames.

Descanso e vida em família

O segredo para conseguir cumprir com as exigências da profissão, segundo Karina, é equilibrar bem as atividades. “Priorizo o descanso, alimentação adequada e procuro fazer academia, para estar com a saúde em dia e também para desestressar”, diz. “Pilotar é uma responsabilidade grande e por isso temos de estar bem descansados”, afirma. “Por isso também voamos sempre em dois, comandante e copiloto.”

Com uma profissão que exige tanta dedicação, Karina conta que ainda pensa como vai fazer para ter filhos. “Tem que ser uma coisa muito estruturada e planejada”, diz. “Eu não quero largar a carreira, de maneira nenhuma, sempre esteve em primeiro lugar. Se eu tiver de escolher entre ser comandante ou ser mãe, prefiro ser comandante”, afirma Karina, recém-casada com um comandante da TAM.

Nas conversas em família, é impossível escapar dos temas ligados à aviação. Além do pai e do marido, o irmão mais velho de Karina trabalha como copiloto. “Minha mãe já acostumou, não tem jeito. É muito gostoso, porque hoje a baixinha é toda orgulhosa de mim.”

ig

Aeroméxico anuncia acordo de code share com Avianca e Taca



As companhias assinaram um acordo comercial que permite a oferta de mais destinos na região da América Latina.

Avianca e Taca, companhias controladas pela AviancaTaca Holding S.A., anunciam a assinatura de um contrato comercial com a Aeroméxico, a companhia aérea do México no mundo, para explorar oportunidades de complementação das redes de rotas, o que representa um marco nas relações comerciais entre as empresas. Com o acordo, as companhias iniciam uma nova etapa que as permitirá oferecer a seus viajantes maiores opções de serviço, mais frequencias de voos, assim como um maior número de alternativas para viajar na região.

Os representantes das companhias aéreas trabalharão a partir de agora em uma agenda comum, visando estabelecer os mecanismos para o desenvolvimento do acordo de code share que será implementado por etapas. Além disso, as empresas explorarão o fortalecimento de sua aliança por meio da cooperação entre os programas de lealdade.

O início da operação em code share entre Avianca e Aeroméxico está previsto para o primeiro semestre de 2012, com benefícios para o mercado Colombia-México. No segundo semestre do ano, serão incluídas as rotas dos mercados da América do Sul, Central e México, através do code share com a Taca.

A execução dos acordos está sujeita às aprovações das autoridades aeronáuticas.

Benefícios para os viajantes da Avianca, Taca e Aeroméxico -Ao escolher voos em code share Avianca e/ou Taca – Aeroméxico, os passageiros se beneficiarão de maior agilidade no processo de viagem, com um único bilhete aéreo e apenas um ponto de contato até seu destino final, e também, em uma etapa posterior, o acúmulo e resgate de milhas para seus passageiros.

Perfil - Avianca e Taca, junto a outras companhias aéreas regionais, estão integradas através da companhia matriz AviancaTaca Holding S.A., e oferecem serviços aéreos em vários países da América Latina, Estados Unidos e Europa. Com uma moderna frota de mais de 150 aeronaves de curto, médio e longo alcance e uma equipe excepcional integrada por mais de 17 000 colaboradores, Avianca e Taca servem de forma direta mais de 100 destinos em 25 países, que conectam a mais de 750 destinos no mundo através de suas companhias aéreas parceiras ao redor do mundo. Com mais de 4 milhões de membros em seu programa de fidelidade, seu modelo de operações multi-hub oferece ao passageiro múltiplas opções de voos através de seus centros de operações em Bogotá, Colômbia, San Salvador, El Salvador, Lima, Peru e San José, na Costa Rica. O grupo de companias aéreas oferece ainda um vasto portfólio de produtos e serviços aeronáuticos, entre os quais se contam serviços aéreos de carga, correio, assistência aeronáutica especializada e planos turísticos. Depois de receber os mais prestigiosos reconhecimentos pelo rigor e qualidade de seus serviços em terra e ar, Avianca e Taca continuam trabalhando na busca e captura de sinergias para beneficiar seus clientes. [www.taca.com ou www.avianca.com].

O Grupo Aeroméxico, S.A.B. de C.V., é uma sociedade controladora, cujas subsidiárias dedicam-se à aviação comercial no México e à promoção de programas de fidelidade de passageiros. Ele conta com uma frota de aviões Boeing 777, 767, 737 e Embraer 145 e 190 de última geração. Este ano, anunciou um importante plano de expansão para adquirir 20 aviões nos próximos 24 meses.

O principal centro de operações (hub) do Grupo Aeroméxico está localizado no Terminal 2 do Aeroporto Internacional da Cidade do México. A empresa opera mais de 550 voos diários a distintas cidades do México, Estados Unidos, Canadá, América do Sul e Central, bem como para Europa e Ásia.

A Aeroméxico é membro fundador da aliança global SkyTeam, que inclui quinze empresas aéreas: Aeroflot, Air Europa, Air France, Alitalia, China Airlines, China Eastern, China Southern, CSA Czech Airlines, Delta Air Lines, KLM Royal Dutch Airlines, Kenya Airways, Korean Air, TAROM Romanian Air Transport e Vietnam Airlines. A SkyTeam oferece aos passageiros de cada uma das companhias aéreas parceiras uma extensa rede global com mais destinos, mais frequências e mais conectividade. Os passageiros podem acumular e resgatar milhas com os diferentes programas de fidelidade das empresas parceiras e têm acesso a 465 salas VIP em todo o mundo. A SkyTeam oferece aos seus 474 milhões de passageiros anuais mais de 14.000 voos diários a 926 destinos em 173 países. [ www.skyteam.com

portal brasil

TAM é condenada a pagar R$ 5 mil para passageiro que teve a bagagem extraviada


A juíza Maria de Fátima Pereira Jayne, titular da 20ª Vara Cível do Fórum Clóvis Beviláqua, determinou que a TAM Linhas Aéreas pague indenização moral de R$ 5 mil ao passageiro F.A.A.. Ele teve a bagagem extraviada durante voo entre Fortaleza e Curitiba.

O passageiro assegurou, nos autos, que no dia 8 de junho de 2007 embarcou no referido voo, mas, quando chegou, a bagagem não foi localizada. A vítima afirmou ter procurado solucionar o problema junto à companhia área, mas não obteve informação.

Ele registrou ocorrência no Relatório de Irregularidade de Bagagem (RIB) e, no dia seguinte, recebeu, no hotel onde estava hospedado, uma mala que não lhe pertencia. Além de devolvê-la, registrou queixa na Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).

Ainda segundo F.A.A., somente no dia 9 de junho daquele ano, após formalizar queixa, a mala foi devolvida. Ele alegou que, por conta do problema, teve que comprar roupas, materiais de higiene pessoal e medicamento para hipertensão.

Objetivando reparação, ajuizou ação pedindo a condenação da empresa ao pagamento de indenização por danos morais e materiais. A TAM, na contestação, defendeu que atua com extrema responsabilidade ao transportar a bagagem dos passageiros e, quando ocorrer extravio ou violação, deve-se formalizar relatório (RIB).

Argumentou que, no caso de F.A.A, a mala foi restituída após período inferior a um dia, além de ter oferecido a quantia de R$ 100,00, que foi recusada. A empresa expôs também que os gastos realizados pelo cliente não podem ser qualificados como emergenciais, não havendo obrigação de reparar os danos materiais. Também argumentou que o caso se caracterizou como mero aborrecimento.

Na sentença, a juíza destacou que o fato de a TAM ter oferecido R$ 100,00 comprova reconhecimento da culpa pelo extravio da bagagem. A magistrada ressaltou que a responsabilidade civil do transportador aéreo tem natureza objetiva, sendo “suficiente apenas a comprovação do fato danoso ocorrido para gerar o dever do fornecedor de indenizá-lo material e moralmente.” A decisão foi publicada no Diário da Justiça Eletrônico dessa quarta-feira (07/03).

Fonte: TJ/Ce

Avião espacial já está voando há um ano

O avião espacial secreto da aeronáutica americana, X-37B, fica mais misterioso a cada dia. Criado para ficar nove meses em órbita na Terra, a segunda cópia do avião, conhecido como Veículo Orbital de Teste 2, já está no espaço há um ano – e continua forte.

Existe apenas um problema. Nós ainda não sabemos exatamente para que o avião de quase 10 metros de comprimento está lá.

Desde que a nave foi lançada, em abril de 2010, a aeronáutica insistiu que o X-37 é um programa puramente científico. Mas analistas comentam que a nave espacial, que é lançada para o espaço como um foguete, mas retorna à Terra como um avião, é capaz de muito mais. Ela poderia ser um espião em órbita – em essência, um satélite mais manuseável. Ou poderia ser usada contra satélites inimigos.

Com um valor estimado em um bilhão de dólares (R$ 1,75 bi), a nave poderia até enviar suprimentos para Estação Espacial Internacional. Em outubro, o responsável pelo programa, Art Grantz, propôs construir um modelo ainda maior, o X-37C, que poderia carregar astronautas para a estação e preencher o espaço deixado pela NASA.

Apesar de improvável, o X-37B poderia funcionar até como bombardeiro orbital. “Você poderia colocar munições ali”, comenta Eric Sterner, analista do Instituto Marshall.

O último rumor foi de que o tempo estendido da nave em órbita é para realizar passagens próximas à Estação Espacial Chinesa, que está em órbita desde setembro, mas ainda sem astronautas a bordo. Alguns analistas comentam que o caminho do X-37 quase atravessa o da estação. Outros afirmam que ambos iriam se cruzar a uma velocidade milhares de metros por segundo, tornando a espionagem impossível. “Se os Estados Unidos realmente quisessem observar a estação de Tiangong, existem formas mais suficientes de fazer isso sem precisar do X-37B”, comenta Brian Weeden, da Fundação pela Segurança Mundial.

Alguns acreditam que o avião espacial vai criar uma nova linha de financiamento governamental, preservando-se mesmo enquanto outros sistemas espaciais são desativados. A aeronáutica está dando um grande incentivo para que os cortes de orçamento não sejam tão fundos. A eficiência do X-37 mostra que sua performance foi muito além do antecipado. [GizModo]

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