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terça-feira, 21 de julho de 2009

B-2 Spirit comemora 20 anos de seu primeiro voo

A Northrop Grumman Corporation celebrou nesta sexta-feira (17) o 20º aniversário do primeiro voo feito pelo bombardeiro estratégico stealth Northrop Grumman B-2 Spirit. O evento ocorreu na sede da Northrop Grumman em Palmdale, Califórnia, ocasião em que o B-2 Spirit of New York realizou um voo de demonstração diante de mais de mil funcionários da empresa e militares da Força Aérea dos Estados Unidos (USAF).

O B-2 decolou pela primeira vez no dia 17 de julho de 1989. Após um prolongado programa de ensaios e atrasos ocasionados por problemas políticos e financeiros, o bombardeiro entrou em serviço em abril de 1997. Dos 132 inicialmente planejados, apenas 21 aparelhos foram produzidos. Sua estréia em combate deu-se em 1999, ocasião em que foi usado em operações de bombardeiro na Guerra de Kosovo, território pertencente à antiga Iugoslávia.

A aeronave atuou também em missões sobre o Afeganistão e Iraque. Um dado de destaque da maioria dessas missões fica por conta de que esses bombardeiros partiam de sua base nos Estados Unidos e permaneciam durante horas em voo, recebendo combustível de aviões reabastecedores por diversas vezes para o cumprimento da missão antes de retornar à base de origem.

Esta a única aeronave existente atualmente que combina características stealth, performance de longo alcance e capacidade de lançamento de uma variada gama de armas de precisão. Segundo a USAF, o B-2 é um bombardeiro capaz de penetrar em um espaço aéreo guardado por sofisticados sistemas de defesa anti-aérea e atacar alvos fortemente defendidos.

A USAF possui hoje uma frota de 20 dessas aeronaves, sendo 19 operacionais e uma usada para ensaios de voo. Os B-2 operacionais estão reunidos na

509ª Ala de Bombardeiros, sediada na Base Aérea de Whiteman, estado do Missouri.

A Northrop Grumman realiza manutenção periódica programada na frota de B-2 da USAF em Palmdale e mantém um permanente programa de

modernização dessas aeronaves com a finalidade de mantê-las atualizadas em função da evolução da tecnologia dos sistemas de combate.

Os custos do programa de desenvolvimento e construção do B-2 foram elevadíssimos e estima-se que cada aeronave, considerando-se o montante gasto no projeto, o pequeno numero de exemplares construídos, logística e ensaios, tenha saído por cerca de US$ 2,1 bilhões.

Tecnologia e defesa

Aviadora militar é a primeira a pilotar aeronave SC-105 Amazonas

na frente do aviãoO Esquadrão Pelicano (2º/10º GAV), unidade da Força Aérea Brasileira (FAB) especializada em busca e salvameno, iniciou (17 de junho) a formação da primeira aviadora militar para missões a bordo de aeronave SC-105 Amazonas. O treinamento da 2º Tenente-Aviadora Márica Regina Laffratta ocorre em Campo Grande (MS).

A oficial é piloto básico em busca e salvamento, e possui atualmente mais de 500 horas nas aeronaves SC-95B Bandeirante e helicóptero H-1H. Chegou ao Esquadrão Pelicano em 2008, após ter concluído o Curso de Emprego Operacional de helicópteros no Esquadrão Gavião, em Natal-RN.

Fonte: 2º/10º GAV

ANR

EMBRAER LEVA DOIS DE SEUS MAIS NOVOS JATOS EXECUTIVOS PARA OSHKOSH



Um jato Phenom 100 e um modelo do Phenom 300 serão expostos na EAA AirVenture 2009

São José dos Campos, 20 de julho de 2009 – A Embraer estará presente pelo quarto ano
consecutivo na AirVenture, exposição aeronáutica promovida pela Experimental Aircraft
Association (EAA) em Oshkosh, Estado de Wisconsin, Estados Unidos. O evento anual, em
sua 57ª edição, é um dos mais famosos encontros internacionais para entusiastas da aviação
(www.AirVenture.org) e será realizado de 27 de julho a 2 de agosto, das 9 às 17 horas. Um
jato Phenom 100, da categoria entry level, será exibido pela primeira vez na exposição, assim
como um modelo em tamanho real do jato Phenom 300, da categoria light, no novo endereço
da Empresa: Static número 347, AeroShell Square.

“A estréia do Phenom 100 nesta edição da EAA AirVenture é muito significativa, uma vez
que o primeiro vôo da aeronave ocorreu há apenas dois anos, simultaneamente à Oshkosh
2007”, disse Ernest Edwards, Diretor de Marketing e Vendas da Embraer para os Estados
Unidos, Canadá, México e Caribe – Aviação Executiva. “O Phenom 100 foi certificado
conforme o planejado e atendeu, ou excedeu, muitas das metas de projeto, tornando-se a
mais rápida aeronave, com o mais longo alcance e a maior cabine em sua categoria.”

A Embraer promoverá uma coletiva de imprensa na quarta-feira, dia 29 de julho, às 11 horas, no
Centro de Imprensa da EAA, localizada ao norte do edifício da Federal Aviation Administration
(FAA). Ernie Edwards apresentará as últimas conquistas do portfólio expandido de jatos executivos da Empresa, composto pelo Phenom 100, Phenom 300, Legacy 450, Legacy 500, Legacy 600 e Lineage 1000, das categorias entry level, light, midlight, midsize, super midsize e ultra-large.

As entregas do Phenom 100 começaram em dezembro de 2008, com um retorno muito
positivo dos clientes. A certificação e entrada e operação do Phenom 300 estão programadas
para o final deste ano. Os novos Legacy 500 e Legacy 450 deverão iniciar operações no
segundo semestre de 2012 e 2013, respectivamente. O Legacy 600 entrou em serviço em 2002
e atualmente conta com mais de 170 jatos em 26 países. O primeiro Lineage 1000, maior
aeronave do portfólio, foi entregue em maio passado.

Para mais informações sobre os jatos executivos da Embraer, visite www.EmbraerExecutiveJets.com.br.

EMBRAER

Vistos americanos

Com a nova temporada de férias e o momento favorável para viagens aos Estados Unidos, estimuladas por mais ligações aéreas, muitas promoções e ofertas no mercado, cresceu a demanda de pedidos de vistos nas unidades consulares do governo norte-americano no Brasil. Estima-se que o aumento da demanda aqui no Nordeste chegou a 40 por cento em relação ao ano passado. Saiba como e onde agendar entrevistas para obter o visto americano. A Schultz Vistos (www.vistos.com.br), com 23 anos de experiência, é uma empresa que dá assessoria nos pedidos de vistos para os Estados Unidos, e é credenciada junto ao consulado americano. Segundo a Schultz, entre os tipos mais comuns estão os Vistos B-1 (Negócios) e Vistos B-2 (Turismo). Para obter um visto, o requerente deve ter um endereço fixo no país de residência, o qual deve estar apto a comprovar um período específico da viagem, cuja duração deve ser limitada e estar, também, garantidamente, engajado em atividades legítimas de negócios ou turismo. Além disso, deve mostrar fortes vínculos sócio-econômicos com o Brasil e que pretende retornar ao país após sua viagem.

Agendamento - É obrigatório para quem solicita um visto, e pode ser feito pelo telefone (21) 4004-4950 ou via internet (www.visto-eua.com.br), mediante pagamento prévio de uma taxa no valor de R$38,00. O visto americano tem validade por cinco anos.

Documentação - São os seguintes documentos para o visto americano: Formulários DS 156, na versão eletrônica, e DS 157; passaporte válido; uma foto 5x5 cm com fundo branco e tirada há menos de seis meses; taxa de solicitação de visto de U$ 131, paga em qualquer agência do Citybank; documentos que comprovem a situação sócio-econômica do requerente no Brasil. Para vistos de negócios, há uma taxa de emissão do visto de US$ 60 (que pode ser paga em dólares ou em reais ou com cartão de crédito internacional). O pagamento deverá ser efetuado na hora da entrevista no consulado americano. Todos os passaportes são enviados pelo correio, geralmente dentro de sete dias úteis.

Serviço de entrega - O pagamento deste serviço deverá ser efetuado após a entrevista e varia de acordo com o endereço de entrega.

O Povo ONLINE

Anac avalia selo que informe sobre distância entre poltronas



A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) quer implementar nos aviões selo que indique dimensões das poltronas e distância entre fileiras.

O superintendente de Segurança Operacional da Anac, Carlos Pelegrino, informa que as empresas são livres para definir tamanhos, desde que a configuração final obedeça a regras internacionais de segurança.

Em casos de emergência, a aeronave tem de ser abandonada por todos em até 90 segundos.

Correio do Povo / RS

Azul foca em nicho mal explorado e no preço

A Azul Linhas Aéreas Inteligentes, criada por David Neeleman, chegou à terceira posição no ranking das companhias aéreas brasileiras em seis meses de operação.

A companhia, porém, garante que não se preocupa em competir com as líderes TAM Linhas Aéreas e Gol Transportes Aéreos, e sim em buscar nichos mal explorados da aviação civil nacional. Ao partir do Aeroporto de Viracopos, em Campinas (SP), sem passar pelos aeroportos saturados do País, a Azul pretende transportar cerca de sete milhões de passageiros, distribuídos entre 78 aeronaves.

Para falar das estratégias de crescimento da Azul, que hoje detém a maior taxa de ocupação do mercado (80%), o programa "Panorama do Brasil" recebeu Pedro Janot, presidente da companhia, que teve passagem pelo Grupo Pão de Açúcar e agora se dedica à aviação civil. Janot foi entrevistado pelo jornalista Roberto Müller, pela editora de Serviços e Comércio do DCI, Camila Abud, e por Milton Paes, da rádio Nova Brasil FM. Veja trechos da entrevista.

Roberto Müller: Conte a estratégia da Azul, inventada pelo visionário David Neeleman, que criou três companhias aéreas. O que fez vocês entrarem no mercado brasileiro, sendo competitivos com voos no interior e rotas ponta a ponta?

Pedro Janot: David é brasileiro, nascido em São Paulo, e foi isso que garantiu a ele o direito de trazer capital para abrir uma companhia no Brasil. Ele saiu daqui com sete anos, foi para os Estados Unidos porque ele é da Igreja Mórmon, então teve de voltar ao Brasil, onde por dois anos fez aqueles serviços voluntários no nordeste, nas regiões metropolitanas de Recife, ou seja, um apaixonado pelo Brasil que quis trazer ao País esse conceito. Claro que a negócios, mas também como uma forma de retribuir o que o Brasil deu a ele e à família dele. O pai dele foi representante, como jornalista, da agência de notícias norte-americana UPI [United Press International], nos anos 50. David viu, ao trazer o projeto ao Brasil, a conjunção de um mercado fechado, na mão de duas companhias de alta rentabilidade.

Roberto Müller: De alta rentabilidade mesmo na crise?

Pedro Janot: O histórico dos últimos dez anos, da existência da Gol, no início de 2000, e do crescimento da TAM nesse período, é de companhias altamente rentáveis para os padrões da aviação mundial. Essa concentração na mão de duas empresas deixou de servir a uma série de cidades. Por exemplo, a TAM, quando não detinha 50% do mercado, ela atendia 100 localidades. Esta TAM que está aí hoje, diante de um novo modelo de negócios, atende aproximadamente 60 cidades. Se você levar em conta que o Brasil nos últimos anos cresceu a uma média de 4%, o serviço aéreo nas cidades encolheu. Ou seja, há uma oportunidade aí. Agora, a verdade é que a oportunidade não está inserida no modelo atual de aviação, que é um sistema de baldeação.

Camila Abud: São as escalas, não é?

Pedro Janot: Para ir ao nordeste, há escalas em quatro aeroportos: Brasília, Guarulhos, Galeão e Congonhas. Então qualquer movimento que uma pessoa do sul tenha de fazer passa por estes aeroportos para ser distribuído.

Roberto Müller: Vocês só saem de Viracopos?

Pedro Janot: Exatamente. Com esse modelo de operação, usamos esses quatro aeroportos. Destes quatro, o único que tem alguma infraestrutura disponível, tecnicamente falando, não politicamente, é o de Congonhas. Guarulhos, Galeão e Brasília estão com sua capacidade operacional no limite extremo. Ou seja, em São Paulo, que é o maior estado brasileiro, só tem um aeroporto disponível de fato que é Viaracopos. Então, nosso plano nunca passou por Guarulhos, Congonhas ou Galeão. O desenho foi apoiado em Viracopos, o segundo mercado brasileiro. Temos estudos que mostram a renda entre a Grande Sorocaba e a Grande Campinas, com 6,5 milhões de habitantes. A renda per capita é a segunda maior do Brasil. Tinha, em dezembro de 2008, cerca de 18 voos para quatro destinos. Com a entrada da Azul, essa região se beneficiou, sendo hoje Viracopos conectado a 14 destinos, e no dia 10 de agosto, quando abrirmos a nossa rota, quatro vezes por dia para Belo Horizonte. Só a Azul estará fazendo 40 saídas diárias a 14 destinos desde Viracopos.

Roberto Müller: Quando você fala quatro vezes por dia a belo Horizonte, são duas idas e duas voltas?

Pedro Janot: Não, quatro idas e quatro voltas. Vamos oferecer acesso à região para os executivos que saem na primeira hora da manhã, sem escala. Um voo às onze horas da manhã para quem tiver compromisso naquela cidade. No meio da tarde, às 15h. À noite, às 19h, para o executivo de Belo Horizonte que venha trabalhar em São Paulo, no interior ou na capital, volte para casa e jante com a família. De qualquer forma, dá para ir e voltar no mesmo dia. E você não precisa ir só no horário da ponta, você tem uma opção intermediária.

Camila Abud: Tem uma história na Azul, de que em seis meses de operação no mercado doméstico brasileiro já virou a terceira maior companhia do País, em tão pouco tempo. Como vocês alcançaram isso e quais são os planos para este ano? Parece que vocês têm um número menor de aeronaves do que a empresa que vocês ultrapassaram. Pedro Janot: Cabe aqui colocar uma coisa muito importante: para nós, sermos terceiro ou quarto lugar não tem a menor importância ou significado estratégico. Tem obviamente o emocional: quem não gosta de ouvir seu nome em uma placa mais alta? Nossa equipe está muito feliz em se encontrar em terceiro, mas estrategicamente não faz o menor sentido. Para nós, o que interessa é sermos os melhores nas rotas que fazemos, e isso já somos.

Roberto Müller: Melhores e mais baratos?

Pedro Janot: Eu diria estar entre o melhores, onde o mais barato está entre um dos quesitos, onde agrego o melhor produto, pelo melhor serviço, a um melhor preço.

Camila Abud: Vocês estão com uma ocupação de quanto? Quantas aeronaves vocês têm?

Pedro Janot: Estamos hoje com 11 aeronaves, vamos receber nossa 12ª aeronave. No mês de maio, nossa taxa de ocupação foi de 79%, quer dizer, beirando os 80%, a mais alta do mercado. Enquanto a nossa ocupação sobe, a do mercado desce. Quer dizer, estamos entrando em um momento de crise aguda, mas andando muito bem.

Camila Abud: Você acha que é por causa das rotas ou das tarifas? Explique o porquê disso.

Pedro Janot: É um conjunto. Tem um dado superimportante que eu quero dar, que é o seguinte: a Azul não veio ao Brasil para roubar clientes da TAM e da Gol. A intenção é ativar mercados. Por que TAM e Gol oferecem o mesmo produto, com aviões de 180 lugares, voando para as mesmas localidades e passando pelos mesmos pontos de baldeação, o que desencadeia a disputa direta. A Azul não está nesse jogo, porque o modelo é diferente. São aviões Embraer 106 e 118 lugares, novos, de fábrica. Esses aviões são um sucesso mundial. Até 2010, a Embraer vai ter colocado, dessa linha 190 e 195, em torno de 800 aviões no mundo inteiro: na Ásia, no Oriente, nos Estados Unidos e na Europa. Então esse avião, com essa capacidade, tem um conforto espetacular, é uma aeronave com altíssima tecnologia e baixíssima emissão de CO2 graças à última geração de motores, com quase nenhum ruído. Não há a poltrona do meio. Quando você entra o avião e ele não está cheio, o que sobra é a poltrona do meio. Também há os bancos mais largos, com cinco centímetros de espaço entre os ombros, ou seja, você não viaja batendo o ombro com o do vizinho, como, por exemplo, no meu caso que tenho 1,88 metro de altura.

Milton Paes: Com esse espaçamento, que se dá também em relação à poltrona que fica à frente daquela em que você está sentado, você pode cruzar as pernas?

Pedro Janot: Esse aí é o Espaço Azul, onde eu, que sou alto, viajo com as pernas cruzadas; mesmo que abaixe, meu joelho não vai bater, e eu não sou pequeno. Nós temos 18 assentos no Espaço Azul, que em relação às outras companhias ele livra o seu joelho em 15 centímetros. Nas outras categorias, a normal do avião, nós temos 80 assentos que livram o seu joelho em sete centímetros. Além de tudo isso, o desenho do banco permite que você coloque os seus pés embaixo da poltrona sem encontrar nenhuma ferragem, ou seja, mesmo fora do Espaço Azul você consegue viajar assim.

Roberto Müller: As pessoas podem pensar em como vocês conseguem essa mágica. Será que há algum problema? Como é feita a manutenção desses aviões? É importante você colocar como vocês conseguem fazer isso, preservando a segurança do passageiro.

Pedro Janot: Segurança é um assunto supersério na Azul. Em nossa companhia, além de toda segurança que está dentro do próprio avião da Embraer, que são os aviões dos próximos 20 anos, investimos em equipamento especiais, na verdade, um para o piloto e outro para o co-piloto. Não sei se vocês já viram, em filmes, aquele aparelho dos caças em que aparecem vários números verdinhos. Nós temos em nossos aviões esse equipamento, que veio da Força Aérea para a aviação civil. O que ele traz? Ele traz os instrumentos que estão no painel para sua visão, então o tempo inteiro os dois pilotos têm facilidades, como, por exemplo, na hora do pouso, estão os dois pilotos olhando para fora, enquanto em uma aeronave normal tem um piloto olhando para a pista e o outro cantando os instrumentos; mas em nossos aviões não, temos os dois olhando os relógios e todos os equipamentos que fazem o pouso ser seguro e controlado. Isso amplia demais a segurança do nosso voo. Somente a Azul tem esse equipamento no Brasil, e também é uma das poucas no mundo que o têm. Outra coisa, o nosso projeto de capacitação está trazendo profissionais de fora da mais alta categoria, além de estarmos operando aviões novos de fábrica, portanto, nossa manutenção acontece durante a vida do avião e o nosso suporte -e isso é extremamente importante na Embraer- torna essa operação mais ágil. A segurança está acima de qualquer coisa nessa companhia. E a mágica começa no próprio avião, quer dizer, o próprio avião se desloca de um ponto a outro mais barato, em torno de 40% menos custo do que Airbus e Boeing, entre as categorias que são operadas no Brasil. Seu ponto de equilíbrio se dá com um pouco mais da metade, entre 55% e 60% dos assentos ocupados. Sendo assim, conseguimos nos deslocar de um ponto a outro com imensa ocupação, o que, no final, faz com que o produto se torne mais rentável - e isto, em um momento de crise, nos permite dar tarifas mais econômicas para o cliente.

Roberto Müller: Já que o objetivo da Azul não é alcançar o terceiro lugar, eu pergunto: aonde a Azul quer chegar?

Pedro Janot: A companhia quer em 2013 transportar em torno de sete milhões de passageiros, distribuídos por 78 aeronaves, e ser reconhecida como a melhor companhia brasileira. Também quer ser uma das companhias mais rentáveis da aviação mundial. Nós temos projeto, fator humano e tecnologia para conseguir isso.

Roberto Müller: Vocês descobriram um nicho muito importante para dar partida, ali no aeroporto de Viracopos e na região de alta renda per capita que você descreveu. Quem é o seu passageiro?

Pedro Janot: Tem uma coisa importante: cerca de 70% dos viajantes são homens de negócios, e 30% são de pessoas que viajam a lazer, que engloba tudo aquilo que não é negócio. Nos Estados Unidos se dá o oposto: 70% de viajantes a lazer e o restante, a negócios. Enquanto um americano voa quatro vezes por ano, um brasileiro voa uma vez a cada quatro anos. No Brasil, o potencial de desenvolvimento de mercado não-executivo, voltado ao lazer, é muito grande. Então o nosso projeto não vem para roubar passageiros da concorrência, mas isso naturalmente vai acontecer porque vou ter um serviço na porta de Viracopos e as pessoas que moram nesse entorno o vão usar. Mas não é este o objetivo, o objetivo é criar uma condição tarifária e de produto que permita que as pessoas que estão em casa possam voar. Hoje, no Brasil, são feitos 100 milhões de viagens por ano em ônibus interestaduais: essas pessoas não viajam de avião porque as tarifas são caras. Então há esse mercado a ser explorado.

Roberto Müller: As empresas brasileiras estão fazendo economia por causa da crise e os executivos detestam fazer baldeação. Vocês estão oferecendo, a quem mora no Estado de São Paulo, uma distância de tempo parecida para quem mora na capital, sem escala, a preço menor, porque não é para executivo?

Pedro Janot: Ela também é para os executivos, já que o produto é confortável, pontual, ponto a ponto, então ele é um produto para executivos. Na realidade ele é transversal, com qualidade. Tanto pode carregar um altíssimo executivo, como presidentes de empresas, como eu mesmo já falei com vários que elogiaram o produto. A esses clientes, nós damos velocidade de check-in, simplicidade na reserva via internet, pontualidade, conforto a bordo e bom atendimento. E ainda, a quem mora em São Paulo, nós oferecemos um transfer gratuito em que você pode ir operando seu laptop porque ele tem conexão com wi-fi, água gelada, e, para quem não quiser trabalhar, sempre temos um DVD onde estará passando um show musical ou uma programação especial. Como em uma hora, ou pouco mais, você está em São Paulo, o que significa isso? Que apesar de a distância até Viracopos ser de 100 quilômetros, partindo da Barra Funda, do Shopping Eldorado, ou do Shopping Tamboré, em Alphaville, o acesso a essas áreas é sempre de baixo engarrafamento. É um tempo que você domina. Em contrapartida, para ir até Guarulhos você pode gastar uma, duas ou até três horas. E até Viracopos, não: cinquenta e cinco minutos, no máximo uma hora e dez minutos. Esse é o grande charme do produto para quem mora em São Paulo e região metropolitana. Para quem mora em Sorocaba e Campinas é óbvio: um produto desse, com qualidade e preço, tem, portanto, altíssimo valor agregado.

Milton Paes: Em uma conversa recente, em Campinas, uma coisa me chamou a atenção: a possibilidade de proporcionar isso a pessoas que nunca voaram, fazer com que percebam que elas têm condições de voar pelo menos uma vez na vida. Você tem essa questão do contato com os passageiros que não se vê em nenhuma companhia aérea. Vocês fazem uma pesquisa de satisfação junto às pessoas que usam a Azul? Pegando esse gancho, a estratégia é justamente essa? Fazer com que o cliente da Azul se sinta como se estivesse na casa dele?

Pedro Janot: Há várias nuances, especialmente essa de eu e os outros diretores estarmos a bordo. Tudo converge à questão de a empresa estar voltada ao cliente. O que é muito comum, as empresas terem seus valores pregados na parede, mas fica todo mundo no gabinete, operando a internet e o telefone. Então a nossa estratégia é estar junto do cliente, porque ouvindo diretamente dele o que ele quer pode-se reagir. Você pode corrigir os erros que está fazendo, o que te permite corrigir rapidamente, e permite ouvir, dos próprios clientes, coisas que você não iria saber se estivesse no escritório.

DCI

Empresas suspendem voos internacionais




Um misto de crise internacional com os efeitos da gripe A (H1N1) impôs às principais companhias aéreas estrangeiras mudanças em seus planejamentos de voo entre o Nordeste e a Europa e Estados Unidos.

Elas anunciaram suspensões ou alterações temporárias de seus voos. O cálculo é um só: pelo menos nos próximos meses, a ocupação dos aviões não compensa manter o planejamento original das rotas. No Recife, a mudança mais drástica veio da americana Delta Airlines, que suspenderá por dois curtos períodos, ainda este ano, a ligação que faz entre o Recife e Atlanta, nos EUA.

A Delta iniciou seus voos para o Nordeste com uma operação triangular, que colocava Recife e Fortaleza em uma rota conjunta rumo a Atlanta. Eram quatro frequências (quantidade semanal de voos). Mas os destinos nordestinos foram desmembrados e cada capital passou a contar com três voos diretos para os Estados Unidos.

Em um comunicado oficial encaminhado ontem à reportagem, a Delta informa que, “por motivo de sazonalidade”, a rota Recife-Atlanta será parada a partir de 2 de setembro, com retomada programada para o período de 6 e 19 de outubro e, após nova parada, um reinício “definitivo” do dia 15 de novembro em diante. A rota Fortaleza-Atlanta obedecerá um planejamento praticamente idêntico, com a diferença de que o período da retomada curta será de 6 a 18 de outubro.

A mudança foi informada, em outro comunicado, aos governos do Rio Grande do Norte e Pernambuco, em um texto assinado pelo diretor Regional e de Assuntos Governamentais da empresa no Brasil, Luiz Henrique Moz Teixeira. No comunicado do executivo, a companhia justifica as mudanças como fruto da pressão de uma alta do querosene de aviação, que teria subido mais de 20% no acumulado do ano, além da queda da demanda dos passageiros em suas operações internacionais por causa da gripe A (H1N1).

Também em nota, ao JC, a Secretaria de Turismo (Setur) confirmou a notificação da Delta. “A retomada das operações (da companhia) será em novembro, considerado período de alta estação. A empresa também declarou acreditar no potencial do mercado do Estado e que a suspensão temporária do voo não implicará na redução de pessoal ou no fechamento de escritórios”, informa a Setur.

Além da Delta, a portuguesa TAP já havia anunciado um plano para contenção de despesas, que incluía a redução, também na baixa temporada, de uma das frequências de seu voo diário Recife-Lisboa, que terá temporariamente seis partidas semanais.


Jornal do Commercio - PE

Avião colide com ave e Tom Jobim tem rápida interdição

RIO DE JANEIRO - Uma aeronave da empresa aérea Delta se chocou com um pássaro na manhã desta terça-feira no Aeroporto Internacional Antonio Carlos Jobim (Galeão), no Rio de Janeiro, quando se preparava para pousar, vindo dos Estados Unidos.

Segundo a Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero), após o impacto, a pista foi interditada por alguns minutos, por volta das 8 horas, para que os técnicos vistoriassem o local e recolhessem a ave, mas nada foi encontrado.

O avião pousou normalmente e ninguém ficou ferido. A pista já foi liberada e o aeroporto funciona normalmente.

último segundo

EUA condenam ex-funcionário da Boeing por espionar para a China

Um engenheiro aposentado que trabalhou para a Boeing foi condenado nesta quinta-feira por passar para o governo chinês segredos sobre aeronaves e lançamentos espaciais americanos, no primeiro julgamento de espionagem econômica nos Estados Unidos desde que a lei sobre o tema foi aprovada, em 2006. Chinês naturalizado americano, Dongfan "Greg" Chung, 73, pode ser sentenciado a até 90 anos de prisão.

Chung, que mora no condado de Orange, na Califórnia trabalhava desde 1973 na Rockwell International, unidade de defesa e espaço que em 1996 foi adquirida pela Boeing e foi condenado após três semanas de julgamento por conspirar para cometer espionagem econômica, além de seis acusações de espionagem econômica em benefício de um país estrangeiro, um por atuar como agente da República Popular da China e uma por ter dado falsas declarações ao FBI.

Ele trabalhou na Rockwell e na Boeing em um programa especial e secreto espacial. Aposentou-se em 2002, mas no ano seguinte voltou à Boeing como funcionário terceirizado.

"O Sr. Chung foi um agente da República Popular da China por mais de 30 anos", escreveu o juiz Cormac Carney em um veredicto de 31páginas. "A confiança que a Boeing depositou no Sr. Chung de salvaguardar suas informações secretas de propriedade e de comércio obviamente significavam muito pouco para o Sr. Chung [...] ele deixou isso de lado para servir à República Popular da China, que ele proclamou com orgulho ser sua ' pátria mãe'. O tribunal deve, agora, fazer o Sr. Chung responsável pelos seus crimes."

Chong foi preso em 11 de setembro de 2006, depois que agentes federais fizeram buscas em sua casa e encontraram mais de 300 mil páginas de documentos relacionadas com lançamento espacial, o foguete Delta IV, os caças F-15, o bombardeiro B-52, o helicóptero CH-46/47 Chinook e outras tecnologias aeroespaciais e militares americanas. Eles também descobriram cartas, listas e diários detalhando a comunicação de Chung com funcionários do governo chinês.

O réu, que estava solto depois de ter pagado uma fiança de US$ 250 mil (R$ 485,3 mil) durante o julgamento, foi preso após o veredicto e espera a determinação da sentença, que deve ser definida em 9 de novembro. Para cada acusação de espionagem econômica, a lei americana fixa um máximo de 15 anos de prisão mais multa de US$ 500 mil (R$ 970,6 mil), enquanto que, por atuar como agente estrangeiro, a pena pode chegar a 10 anos.

folha on line

Cuiabá à Manaus amplia atuação da Trip na aviação regional



Com direto a "batismo" com jatos d'água, lançados por um caminhão de combate à incêndios da Infraero, em Manaus e brindes com champagne à bordo do Embraer 175, no retorno à Cuiabá, a Trip Linha Aéreas inaugurou ontem seu voo direto ligando as capitais do Amazonas e de Mato Grosso. O voo terá frequência diária de segunda a sexta-feira.

Segundo o presidente da empresa, José Mário Caprioli, a estratégia com esse novo voo é ampliar sua participação na aviação regional e criar uma opção mais rápida para ligar o centro do país ( Cuiabá) com o Norte (Manaus) e diminuir o tempo de viagem para quem deseja ir para os Estados Unidos e América Central, embarcando na capital amazonense, ao invés de deslocar-se para São Paulo, ou Brasília. Além disso, a empresa pretende ampliar o número de cidades atendidas, a partir da capital mato-grossense, tonando-a um hub (base operacional).

O governador Blairo Maggi, que embarcou no voo em Manaus, depois de 15 dias de férias nos Estado Unidos, disse que a aviação aérea regional precisa ser incentivada. Uma das maneiras de dar incentivos, segundo o governador, é reduzir as alíquotas do ICMS, no combustível utilizado pela empresa. Isso já é feito para algumas empresas cujos voos tem como origem o Aeroporto Marechal Rondon para outras cidades de Mato Grosso.

Blairo Maggi vê nessa inciativa da Trip una nova maneira de integrar os dois Estados. Mato Grosso compra muito das indústrias da Zona Franca de Manaus. Em contrapartida, grande parte dos alimentos consumidos em Manaus são oriundos de Mato Grosso. Para o governador, Maggi esse novo vôo é também uma alternativa para que os empresários mato-grossenses possam chegar mais rápido aos mercados dos Estados Unidos e da América Central e Caribe

Ainda de acordo com Caprioli, a intenção da Trip é inovar no mercado aéreo regional. Até alguns anos atrás, cerca de 350 cidades brasileiras eram pelas companhias regional, hoje esse número não passa de 250. "Vamos procurar atingir cidades com baixa ou média densidade de demanda, coisa que as grandes companhias não fazem", explica o presidente da Trip. Para isso a empresa está amplaindo sua frota com a aquisição de aeronaves Embaer 175, com capacidade para 86 passageiros e que pode operar em pistas mais curtas.

Hoje a Trip opera com voos regionais em 75 cidades brasileiras e a intenção da empresa é chegar a 100 até o final de 2010. É a maior companhia aérea regional da América do Sul e atende, em número do cidades praticamente o dobro das duas grandes companhias aéreas do país que praticamente duopolizam o tráfego aéreo no país, a TAM e a Gol, que não chegam a 45 cidades cada uma.
OLHAR DIREITO

Continental Airlines lança site em português



A Continental Airlines acaba de lançar seu site em português para Brasil e Portugal. As funções chave em português incluem compra de passagens, fazer ou modificar reservas, informações de voo e portões de embarque, e acesso à diversas informações relacionadas ao OnePass, programa de milhagens da Continental.

"A economia do Brasil é a mais importante da América do Sul e está expandindo sua presença nos mercados mundiais. Como a segunda maior companhia aérea na América Latina no transporte de passageiros e destinos servidos, a empresa tem o prazer de oferecer o acesso ao site da Continental em Português", diz Kevin McKenna, diretor de Brand Marketing da Continental Airlines.

Mercado e eventos

Azul lança promoção Minas 10 com descontos na compra de passagens


A Azul Linhas Aéreas lança hoje (20/07) a promoção "Minas 10" para celebrar o início dos voos da companhia a partir do dia 10 de agosto para Belo Horizonte. A promoção garante ao passageiro 10% de desconto na compra de bilhetes que tenham como origem ou destino a cidade de Belo Horizonte. Basta dizer ou digitar "Minas10" na hora da compra. A promoção é válida para passagens compradas até 31 de agosto e viagens realizadas entre 10 de agosto e 31 de outubro deste ano. A tarifa promocional Campinas-Belo Horizonte varia a partir de R$ 119.

Informações: www.voeazul.com.br através da central de atendimento 3003 2985 (3003 AZUL) ou nas principais agências de viagem.

Mercado e Eventos

CAPITAL ABERTO: Ações da Tam disparam após anuncio de emissão



SÃO PAULO, 20 de julho de 2009 - Após a companhia aérea brasileira TAM (TAMM3; TAMM4) anunciar que sua subsidiária vai emitir debêntures, as ações preferenciais da empresa estão entre os destaques de alta do Ibovespa nesta manha.

Há pouco, os papéis da companhia marcavam valorização de 5,58%, negociados a R$ 25,34.

Na sexta-feira, a TAM (TAMM3; TAMM4) informou que a sua subsidiária integral, TAM Linhas Aéreas, vai realizar a 1ª emissão pública de 600 debêntures simples, não conversíveis em ações. O valor nominal unitário será de R$ 1 milhão, perfazendo o montante total de R$ 600 milhões, em 24 de julho de 2009 e com vencimento em 24 de julho de 2013. (DC - Agência IN)

Gazeta Mercantil

Palácio voador

Detalhes do A380 de um bilionário árabe que promete ser o mais luxuoso de todos os tempos.

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O estilo de vida nababesco dos bilionários do Oriente Médio sempre atiçou a curiosidade dos simples mortais, afoitos em conhecer os palácios repletos de torneiras de ouro, os carros esportivos produzidos sob medida e os iates particulares que mais se parecem com transatlânticos. Pois há um novo brinquedinho no pedaço tomando conta do imaginário das pessoas. Trata-se de um Airbus A380, o maior avião do mundo, que foi encomendado para servir de aeronave particular de um figurão do Oriente Médio. O nome do dono é guardado sob sigilo tanto pela fabricante Airbus como pela empresa inglesa Design Q, contratada para criar o que pode ser chamado de mansão aérea.

Especula-se, entretanto, que o dono do avião particular que virá a ser o mais luxuoso do mundo é o príncipe saudita al-Waleed bin Talal. "É um cliente que quer algo muito exclusivo e especial", disse à Dinheiro Gary Doy, diretor da Design Q, sem revelar o nome do proprietário. Ele mostra, contudo, os detalhes do projeto que redefinirá tudo o que existe no universo de aviação particular e consumirá quase US$ 500 milhões.

Enquanto o A380 saído de fábrica tem espaço para 525 passageiros, essa aeronave abrigará apenas 125 pessoas. É pouquíssima gente para um avião que possui 73 metros de comprimento e 24,1 de altura. O modelo contará com duas entradas: uma normal - por onde subirão os convidados - e outra mais exclusiva, na qual o dono chegará com um carro na pista e terá acesso ao avião por meio de um elevador particular. O carro, um Rolls-Royce, também viajará. Ele será estacionado na garagem localizada na parte traseira da aeronave. Além de cinco suítes privativas com serviço de hotel cinco-estrelas, haverá salas de reunião, spa com sala de banho turco cujas paredes são revestidas em mármore e até uma sala na qual o chão é formado por telas que reproduzirão a imagem exterior captada por câmeras. A impressão é a de que se está sobre um tapete mágico voador. "Estamos criando um conceito de customização que ainda não existe no mercado", diz Doy.
Isto é dinheiro

Para Itaú, TAM e Gol não precisam temer o trem-bala



O projeto trem-bala, ferrovia de alta-velocidade que ligará a cidade de São Paulo ao Rio de Janeiro, não deve afetar fortemente a rentabilidade das companhias aéreas brasileiras TAM e Gol, segundo avaliação da corretora do Itaú, que trabalha de forma independente do banco. Em relatório, a corretora listou três fatores fundamentais que reduzem os riscos para empresas aéreas diante desse grande empreendimento.

A primeira razão apresentada pela corretora do Itaú em seu relatório é o fato de que a rota São Paulo-Rio de Janeiro representa apenas 10,6% e 7,7% do total da receita de Gol e TAM, respectivamente. Segundo estimativas da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), o trem-bala atenderia 50% do mercado. Logo, no pior cenário, a ferrovia poderia contribuir para a redução das receitas da Gol e TAM para 5,3% e 3,3%, respectivamente.


O outro motivo favorável às companhias Gol e TAM é que o rendimento proveniente da rota SP-RJ já vem caindo diminuindo de importância na receita das empresas, o que também ajudará a evitar grandes impactos em 2014, quando o cronograma oficial prevê a inauguração do trem-bala. "Nós acreditamos que essa tendência [de desconcentração dos voos na rota RJ-SP] deve continuar acontecendo, reduzindo o impacto do trem-bala sobre as companhias aéreas brasileiras”, afirmou a corretora em relatório.

De acordo com os preços de passagem estimados para o trem-bala, as tarifas seriam entre 4,3% e 59,1% mais baratas do que as oferecidas pela Gol e TAM para o trecho RJ-SP. Nos horários de pico, os preços estimados vão variar entre 200 a 325 reais. Enquanto nos horários de fluxo mais baixo, os preços vão variar entre 150 reais até 200 reais. Os trens vão partir a cada 20 minutos durante os horários de pico e a cada 40 minutos nos horários mais tranqüilos.

Apesar da possível vantagem competitiva, o Itaú lembra que a estação do trem-bala em São Paulo fica em uma região distante dos principais centros empresariais de São Paulo e não possui uma estação de metrô. Segundo o projeto, a estação ficará no Campo de Marte, em Santana, na zona norte da cidade.

Por último, as duas companhias possuem fortes programas promocionais para vôos executivos, uma vez que 70% de seus passageiros voam para fins comerciais.

O custo total da obra estimado pela ANTT é de 34,6 bilhões de reais. E em seu primeiro ano de funcionamento são esperadas cerca de 6,4 milhões de passageiros, enquanto 3,9 milhões de pessoas serão transportadas pelas companhias aéreas e 1,8 milhão de pessoas utilizarão ônibus e carros.

Portal EXAME -

A história oficial dos Óvnis no Brasil

Documentos da Aeronáutica revelam a missão especial que filmou e fotografou aparições de óvnis no País e mostram como funcionava o departamento criado pelos militares para investigar aparições.

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Arquivo - Foto e registro feitos pela equipe da Operação Prato no Pará, em 17 de dezembro de 1977, à 0h30: "Óvni mudava de cor"
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Duas dezenas de oficiais da Força Aérea Brasileira (FAB) estiveram envolvidos em uma missão sigilosa no meio da selva amazônica, no Pará, 30 anos atrás.

Denominada Operação Prato, ela é a mais impressionante investigação de óvnis (objetos voadores não identificados) realizada pela Aeronáutica que se conhece. É uma espécie de caso Roswell brasileiro, com missões secretas, histórias e fenômenos sem explicação.

Enquanto em Roswell, marco da ufologia mundial, os militares americanos primeiro admitiram a existência dos óvnis e depois negaram, os relatórios da FAB não deixam dúvidas: os oficiais do I Comando Aéreo Regional (Comar), em Belém, designados para a operação, que ocorreu nos quatro últimos meses de 1977, afirmam ter presenciado - mais de uma vez - UFOs cruzando o céu da Amazônia.

Detalhes da Operação Prato estão em relatórios sigilosos que acabam de ser liberados pelo governo federal para consulta no Arquivo Nacional, em Brasília. Desde o ano passado, estão vindo a público documentos, alguns guardados há mais de 50 anos.

Todos os arquivos secretos de UFO estão sob responsabilidade da Casa Civil desde 2005.

Há 1.300 folhas de um total estimado em 25 quilos de material, com descrições, croquis e fotos de óvnis referentes a três lotes de informações da FAB.

Os dois primeiros contêm relatos dos anos 50 e 60. O último, aberto em maio e do qual faz parte a Operação Prato, cobre a década seguinte. No próximo mês, será a vez do acervo dos anos 80. ISTOE recriou em desenhos histórias contidas nos documentos.

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Os arquivos também mostram que a Aeronáutica teve um departamento específico de estudos sobre UFOs entre 1969 e 1972. O Sistema de Investigação de Objetos Aéreos Não Identificados (Sioani) funcionava nas instalações do IV Comar, em São Paulo.

Composto por pesquisadores civis e autoridades militares, o Sioani saía à procura de casos pelo País. O material liberado revela com detalhes a doutrina desse departamento - além de cerca de 70 casos apurados, todos retratados com desenhos feitos pelos militares.

Entre o material disponível, a Operação Prato é considerada a mais intrigante. Das cerca de duas mil páginas de relatórios, 500 fotografias e 16 horas de filmagem documentadas pelos militares do I Comar, de Belém, apenas 200 páginas e 100 fotos tornaram-se públicas.

Há relatos de 130 avistamentos por militares e civis. A missão, liderada pelo capitão da Aeronáutica Uyrangê Hollanda, tinha como objetivo investigar as ocorrências provocadas por um fenômeno batizado de chupachupa, que começou a ser relatado em 1976 por moradores da região oeste do Maranhão e se espalhou por Colares, a 80 quilômetros da capital paraense, como uma epidemia.

No total, 400 pessoas teriam sido atingidas por luzes que, segundo os depoimentos, lhes sugavam o sangue. Em um dos documentos oficiais, a médica Wellaide Cecim, que tinha 24 anos na época e atendeu a maioria dos pacientes, diz que os feridos apresentavam "paresia (amortecimento parcial do corpo), cefaleia, tonturas, tremor generalizado e queimaduras de primeiro grau, bem como marcas de pequenas perfurações".

Para desmistificar o fenômeno, o capitão Uyrangê, junto com sua equipe, foi designado para colher depoimentos durante o dia e ficar em vigília à noite munido de máquinas fotográficas Nikon, com teleobjetivas de 300 mm a 1000 mm, filmadoras e gravadores.

Joédson Alves/IstoÉ/Divulgação;Joédson Alves/IstoÉ/Divulgação;
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Acabou, porém, registrando e presenciando o que até então acreditava ser ficção científica.

"Meu irmão viu várias naves", contou à IstoÉ Uyranê Soares de Hollanda Lima, referindo- se ao chefe da Operação Prato, que morreu em 1997.

Comissário de bordo aposentado, Uyranê lembra bem de uma ligação feita por Uyrangê, no auge das investigações.

"Ele me disse: 'Hoje, um disco voador ficou a 50 metros da minha cabeça. Era do tamanho do (avião) DC-10 que você voa. Filmei e fotografei tudo.'" Para os ufólogos, o termo disco voador faz referência a objetos de vários formatos e cores que não são aviões, executam diversos tipos de manobras e aparecem em locais variados.

Há diversas ocorrências documentadas. A de número 16 da pasta Registro de Observações de Óvni, por exemplo, detalha um avistamento feito pelos militares, que escrevem sobre um "corpo luminoso, emitindo lampejos azulados de intensidade" de cor "amarela (âmbar ou quartzo-iodo)" que percorria uma "trajetória de curva à direita, descendente e ascendente" a uma velocidade estimada de 800 km/h. Ele foi presenciado em Colares, às 19h do dia 1º de nov embro de 1977, pela equipe do I Coma r : "Além da luminosidade, o óvni apresentava um pequeno semicírculo avermelhado na parte superior. Sentido de deslocamento sudoeste/ nordeste. Ausência de ruído ou deslocamento de ar." Entre as informações liberadas sobre a Operação Prato, não há registro de contatos com ETs, tampouco explicação para o fenômeno do chupa-chupa.

Os arquivos, agora públicos, trazem depoimentos de civis, trocas de correspondências entre militares sobre óvnis, recortes de jornais da época e várias conversas entre pilotos e controladores de voos sobre estranhos fenômenos no espaço aéreo nacional:

"Sierra Bravo Juliete, solicitaremos que... se possível, nos fornecesse toda a performance desse objeto luminoso e faremos uma gravação de vídeo, positivo?", comunica a torre de controle de Brasília, como mostra um relatório, a uma aeronave, em 6 de dezembro de 1978.

"Afirmativo, inclusive (a luminosidade) está agora a nossa direita, nos acompanhando, ela aumenta e diminui a intensidade... está... não é camada, não é nada... a gente vê que ela aumenta e diminui a intensidade", responde o piloto. Diante de fenômenos desconhecidos no céu, a FAB orienta os pilotos a preencher um formulário. Hoje, o sistema é informatizado, mas, até meados dos anos 70, o papel ficava em bases aéreas e aeroportos. Estima-se que só 10% dos pilotos façam isso.

No momento, apenas os relatórios de UFOs classificados como reservados e confidenciais da Aeronáutica tornaram- se públicos. Espera-se que o Exército e a Marinha façam o mesmo.

São aguardadas, também, as páginas com os carimbos de secreto e ultrassecreto.

Por lei, as que cumpriram 30 anos de ressalva deveriam ser públicas, mas na prática não é o que ocorre. "Não se quebra uma cultura de uma vez. E eu não sou a favor de divulgar documentos que ferem a privacidade das pessoas, induzem pânico à população ou colocam a segurança do País em risco", defende o brigadeiro José Carlos Pereira, ex-comandante de operações da FAB e ex-presidente da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero).

Ilustração: Fernando Brum/ Foto: Frederic JeanIlustração: Fernando Brum/ Foto: Frederic Jean
Relatos de civis

Desenhos de militares na Operação Prato retratam objetos vistos por testemunhas

Cauda colorida

Corpo luminoso de 1,50 metro de cor amarelo-avermelhada, deslocando-se a baixa altura (5 a 10 m), de forma circular. O óvni tinha cauda multicolorida, não fazia ruído e emitiu um foco de luz azulado, segundo um morador do município de Vigia, no Pará, que o teria avistado em 16 de outubro de 1977

O ruído do óvni

O objeto de cerca de 1,40 m teria aparecido em Santo Antônio do Tauá, no Pará, em setembro de 1977, às 22h. A pessoa que o teria avistado o descreve como tendo a forma de um prato invertido com um vértice acentuado vermelho na parte inferior.

Diz ainda que ele acelerou até atingir uma grande velocidade e produzia um ruído sibilante

UFO performático

Com movimento ondulante, paradas e voltas rápidas em torno de um eixo, este óvni de forma ligeiramente cônica teria feito evoluções sobre a parte nordeste de Colares, no Pará, em 1977. A testemunha, que relatou ter observado o fenômeno às 18h30, teve a nítida impressão de o objeto ser de cor metálica

Hoje na reserva, o brigadeiro de 67 anos foi considerado por muitos anos o guardião da chave do cofre de segredos ufológicos brasileiros.

Foi ele quem ordenou o recolhimento de todo material sigiloso produzido sobre o tema espalhado em bases aéreas e aeroportos do Brasil. A papelada foi levada para o Comando de Defesa Aeroespacial (Comdabra), em Brasília, onde ele exercia a função de comandante- geral, no início da década. Mas somente no ano passado os documentos começaram a chegar ao arquivo nacional.

Revirar os porões das Forças Armadas e revelar os segredos ufológicos é uma tendência verificada em outros países (leia quadro).

"Com essa abertura, a Aeronáutica reconhece a necessidade de tratar o fenômeno UFO de maneira séria, deixando de lado o tom pejorativo e irreverente que quase sempre aparece quando se levanta a plausível hipótese de estarmos recebendo a visita de seres extraterrestres", diz Ademar José Gevaerd, 47 anos, coordenador da Comissão Brasileira de Ufólogos (CBU), que elaborou uma campanha em prol da liberdade de informações sobre UFOs.

Hoje, a pessoa que quiser relatar a aparição de um óvni dificilmente encontrará eco na FAB.

"A Aeronáutica não dispõe de estrutura especializada para realizar investigações científicas", informou a FAB à IstoÉ. Porém, durante o funcionamento do Sioani, no IV Comar, toda testemunha era submetida a exames nos quais se avaliavam a presença de psicopatologia, o desvio de personalidade ou a tendência à mitomania.

O Sioani procurava saber, ainda, a condição psicofísica da pessoa no momento da observação (em jejum, alimentado, com teor alcoólico, cansado, trabalhando ou distraído), se ela vivia tensões familiares ou políticas e qual religião seguia.

O local da aparição do oani (objeto aéreo não identificado, como o óvni era chamado à época) também era esmiuçado: tipo de vegetação, umidade e temperatura aparecem citados nos relatórios.

"Admitir a 'possibilidade' de existência do oani é atitude científica... penetrar no âmago do fenômeno, investigando- o sob os aspectos psiquiátricos, psicológicos, sociológicos, astronômicos, meteorológicos, jurídicos, etc, constitui uma necessidade.

Eis a posição em que se coloca o Ministério da Aeronáutica", diz um dos dois boletins produzidos pelo Sioani, que encerrou suas atividades supostamente porque pesquisar discos voadores não interessava mais aos militares, em meio à repressão no País.

Para os ufólogos, seria fundamental a liberação das filmagens feitas na selva amazônica para um estudo mais apurado dos fenômenos.

No momento, nenhuma das 16 horas de filmagens feitas em super-16 mm estão disponíveis para consulta. Poucas pessoas fora do ambiente militar tiveram acesso a esse material.

Pedagoga aposentada, em Belém, Nahima Lopes de Oliveira Gonçalves assistiu às gravações.

Ela é filha do brigadeiro Protásio Lopes de Oliveira, que era comandante do I Comar, em 1977. "Papai chegava com os rolos de filmes e ia direto para a biblioteca", conta ela, hoje, com 60 anos. "Um dia, ele deixou a gente assisti-los. Dava para ver luzes se deslocando em todos os sentidos", completa, dizendo que seu pai, morto há seis anos, sempre acreditou em óvnis.

Astrônomo do Laboratório Nacional de Astrofísica, de Itajubá (MG), Carlos Alberto Torres afirma não fazer o menor sentido a iluminação em discos voadores.

"Avião tem luzes para sinalizar para os outros", diz. Para o professor de astrofísica João Steiner, da Universidade de São Paulo (USP), as histórias de avistamentos de óvnis não passam de ocorrências naturais para as quais a ciência ainda não tem explicação.

O brigadeiro Pereira endossa o ceticismo: "Os fenômenos ocorrem, são investigados, tiram-se fotos e 98% dos casos a ciência explica. Agora, para os 2%, eu pergunto: cadê o ET, o pedaço da nave capturada?"

Parentes e amigos do capitão Uyrangê, que esteve à frente da Operação Prato, contam que ele teve até um contato imediato de terceiro grau na margem do rio Guajará-Mirim, no Pará, em dezembro de 1977.

Ele e mais um oficial, também já morto, teriam avistado uma nave de 100 m de comprimento, no formato de uma bola de futebol americano, pousar em pé na outra margem do rio. A cerca de 70 m do local, os militares teriam visto uma porta se abrir no alto do objeto e um ET descer e flutuar sobre as águas.

Após ouvir o relato dessa experiência, o comandante Protásio teria ordenado o fim da Operação Prato. Nem o contato imediato e nem o epílogo da missão constam do acervo liberado pelo Arquivo Nacional. Se vierem a público, Roswell deverá ficar a anos-luz das nossas histórias de UFOs.

Isto é

Azul Linhas Aéreas começa a operar em Minas Gerais com vários descontos



Até a próxima sexta-feira, um ônibus da companhia irá percorrer bares, restaurantes e praças da capital mineira, onde vai sortear por dia cem passagens.

Para marcar sua chegada a Belo Horizonte, dia 10 de agosto, quando começa a operar voos partindo do Aeroporto Internacional Tancredo Neves, em Confins, com destino a Campinas, Rio de Janeiro, Vitória, Salvador, Porto Alegre, Maceió e Manaus, a Azul Linhas Aéreas lançou ontem promoções que garantem descontos, créditos em dinheiro e até passagens grátis.

Uma das ações é a "Caravana Azul". Até a próxima sexta-feira, um ônibus da companhia irá percorrer bares, restaurantes e praças da capital mineira, onde vai sortear por dia cem passagens. "É uma forma de nos aproximar do público mineiro e divulgar o nosso produto", disse o executivo da empresa, Pedro Janot.

Ele estima um movimento de cerca de 20 mil passageiros por mês nas operações da Azul em Confins. Os voos terão oito frequências diárias, partindo de Campinas (Viracopos) para Belo Horizonte (Confins). A tarifa promocional varia a partir de R$ 119, por trecho.

Veja as promoções

Caravana Azul

Sorteios de cem passagens por dia no ônibus da empresa. Para participar é preciso seguir o Twitter da Azul (twitter.com/azulinhasaereas) ou sintonizar na rádio OI FM.

Minas 10

Desconto de 10% na compra de bilhetes com origem ou destino Belo Horizonte. Basta dizer ou digitar "Minas10" na hora da compra.

Azul em Minas

Público poderá escolher o nome da aeronave até o dia 5 de agosto através do voeazul.com.br. O vencedor ganha viagens com acompanhante durante um ano para os destinos da Azul.

O TEMPO

Brasil promete aviões de treino para a Força Aérea de Moçambique



Aeronave, da marca P27, foi prometida em Março último, durante a visita que o ministro brasileiro da Defesa efectuou a Moçambique.

Maputo - O avião prometido pelo ministro da Defesa do Brasil, Nelson Jobim, à Força Aérea moçambicana, será entregue formalmente no fim do corrente mês, segundo informações do governo moçambicano, noticia nesta segunda-feira o jornal Notícias.

A aeronave, da marca P27, foi prometida em Março último, durante a visita que o ministro brasileiro da Defesa efectuou a Moçambique. O aparelho faz parte de um número não especificado de aeronaves que o Brasil pretende oferecer a Moçambique, no quadro das relações de cooperação existentes entre os dois países, no domínio da Defesa.

Estas aeronaves deverão ser utilizadas para a formação de pilotos moçambicanos no país, com o apoio de técnicos brasileiros.

Portugal Digital

Aeronáutica celebra os 136 anos de Santos Dumont

Igo Bione

II Comar perfilou-se em continência na solenidade A Força Aérea Brasileira (FAB) celebrou ontem, em todo o País, os 136 anos do nascimento de Alberto Santos Dumont, considerado Pai da Aviação. No Recife, a solenidade aconteceu no QG do Segundo Comando Aéreo Regional (II Comar), comandado pelo major-brigadeiro-do-ar Louis Jackson Josuá Costa. Perfilada em continência à Bandeira Nacional e a Santos Dumont, a tropa reverenciou a memória daquele que em 23 de outubro de 1906 voou cerca de 60 metros a uma altura entre dois e três metros pilotando o 14 BIS no Campo de Bagatelle, em Paris.

E em 12 de novembro daquele mesmo ano, Santos Dumont repetiu o feito, voando mais de 200 metros a uma altura de seis metros. Na época, o Aeroclube da França verificou o vôo do 14 BIS como sendo o primeiro na Europa a ser realizado por um aparelho mais pesado que o ar. Em reconhecimento ao gênio brasileiro, em 22 de setembro de 1957 o Brasil outorgou-lhe postumamente a patente de marechal-do-ar, a mais alta do oficialato da FAB.

Na Ordem do Dia lida para a tropa em todas as unidades da FAB no País, o Comandante da Aeronáutica, tenente-brigadeiro-do-ar Juniti Saito, comentou que “o exemplo de coragem e o espírito altruísta transmitidos pelo Pai da Aviação sejam referência para as atitudes dos homens e mulheres que vergam o uniforme azul (da FAB), na gigante missão de manter soberano o espaço aéreo dessa Nação, e em cujos ombros repousa a responsabilidade de conduzir a trajetória do Comando da Aeronáutica quanto a novos horizontes dignos de um Brasil forte, justo e solidário”.

Durante a solenidade, 21 personalidades civis e militares foram outorgadas com a Medalha do Mérito Santos Dumont.
Folha de Pernambuco

Assessor de associação das vítimas de acidente da TAM cobra resultado de inquérito sobre acidente de 2007



Foi no domingo 15 de julho de 2007 que os sete irmãos Gomes se reuniram pela última vez. Na terça-feira seguinte, dia 17, o empresário gaúcho Mário Gomes embarcou no voo TAM JJ 3054 para São Paulo, onde pretendia alugar uma casa na cidade. "E em São Paulo ele ficou, nunca mais voltou para Porto Alegre", lembrou seu irmão Roberto, hoje assessor de imprensa voluntário da Associação dos Familiares e Amigos do Voo TAM JJ3054 (Afavitam).

Roberto Gomes contou à Agência Brasil que, nesses dois anos após o acidente, ele perdeu um pouco de sua identidade ao se dedicar à Afavitam e a pedir celeridade da Polícia Federal em São Paulo, que é a responsável pelo inquérito do acidente que matou 199 pessoas quando o avião da TAM se chocou contra o prédio da própria companhia em 2007 quando não conseguiu aterrisar na pista do Aeroporto de Congonhas. "Eu tinha uma vida particular em Porto Alegre. Antes, eu era o Roberto Gomes, hoje sou o Roberto, irmão do Mario, vítima da tragédia, e estou respirando a Afavitam", afirmou.

Segundo Roberto, a preocupação dos parentes é com o inquérito: "Queremos saber a verdade, nosso objetivo nunca foi a indenização". De acordo com ele, hoje, o documento elaborado pela Polícia Civil e pelo Ministério Público, ambos de São Paulo, tem mais de 40 mil páginas e foi inserido no inquérito da Polícia Federal. "Eles estão fazendo o cruzamento entre os dois inquéritos e estamos sem notícias desde janeiro passado", completou.

A Afavitam tem cerca de 400 associados, que representam quase 160 vítimas e que pagam uma taxa de R$ 5 por mês. Durante este final de semana em São Paulo, cerca de 180 pessoas se encontraram pela 21ª vez. "Os encontros são mensais e só não realizamos durante três meses. São dois anos de convivência e acabamos nos tornando uma família", disse Roberto.

Além do inquérito, outro desafio dos parentes é construir um memorial para as vítimas no local do acidente. A Afavitam já ganhou o projeto assinado pelo arquiteto Ruy Othake, mas ainda falta a verba de R$ 6 milhões e a liberação completa da área pela prefeitura de São Paulo. "Queremos um espaço útil, com salas para cursos e um museu lembrando a tragédia. Para nós é importante que as pessoas não esqueçam", completou Roberto Gomes.

Terra

AF 447: Famílias acionarão Airbus nos Estados Unidos

RIO - Ainda que as causas do acidente com o A330 da Air France jamais venham ser realmente conhecidas, para as famílias das vítimas os caminhos para minorar a dor das perdas que sofreram estão abertos. Isso porque para o direito, em qualquer país, não há distinção sobre o motivo do desastre quando o que conta realmente é a morte de quem era transportado. Um dos maiores estrategistas do mundo nesse tipo de processo judicial esteve nesta segunda-feira no Rio para discutir com parentes de vítimas do voo AF447 e deixou claro esse recado: não importam as causas, o fabricante tem o ônus. O mexicano George Hatcher integra a equipe de um escritório de advocacia (Masry & Vittoe), cuja expertise mundial é a de arrancar de empresas de transporte somas altíssimas, a maioria das vezes, em acordos judiciais, como indenização por danos morais.

Hatcher costuma fazer extensas investigações particulares antes de se decidir por recomendar que o escritório atue nesse ou naquele incidente. No caso do desastre do Atlântico, cujo montante de pagamentos pode alcançar o valor recorde de US$ 700 milhões de dólares, o veredito já foi dado.

– Vamos processar a Airbus. Tenho uma lista de 700 pilotos com os quais costumo discutir. Dois deles são comandantes da ativa do A330 e, embora não se conheçam, disseram a mesma coisa: foram os computadores defeituosos os responsáveis pela perda da aeronave. O Airbus, na avaliação deles, é um projeto defeituoso – definiu o consultor, cuja atuação junto às famílias de vítimas do acidente com o Airbus da TAM em Congonhas o levou a um processo em fase adiantada em uma corte da Flórida, nos EUA. São 77 famílias representadas pelo escritório e uma vitória já alcançada, que foi o acordo com a companhia aérea.

O que define o caso é o fato de que algo falhou e que o passageiro nada podia fazer para alterar esse quadro. As companhias tem noção disso e tentam jogar com o tempo e com a possibilidade do menor dispêndio de dinheiro possível. A escolha dos tribunais americanos, especialmente na Flórida, segue a lógica da possibilidade de sucesso.

O consultor garante que lá, em casos como o do AF447 ou do A320 da TAM, decisões são mais céleres e rígidas. A idéia de ingressar com uma ação na França não está descartada, mas os EUA seguem como a 1ª opção. A justiça brasileira é séria, na avaliação do especialista, mas demorada. A remuneração do escritório segue as mesmas regras das demandas trabalhistas, com o cliente arcando com custos após a sentença. Os advogados ficam com 30%.

– As cortes da Flórida são rigorosas, tem uma simpatia pelo drama das famílias e não perdem tempo. Os acordos nos EUA são os mais altos no por isso. No caso do acidente de Congonhas são processos que somam US$ 100 millhões e a audiência na corte já está marcada, para março de 2010. Fizemos um acordo parcial com a TAM, mas há outros réus, como a BFGoodrich, responsável pelos freios, e a Pratt&Whitney, fabricante das turbinas, uma das quais estava com o reverso quebrado.

A ação relativa ao caso da Air France deve ser aberta também na Flórida, onde há um centro de treinamento do consórcio europeu e um escritório comercial.

– Incluiremos também a Honeywell, que fabricou os computadores e os produtore dos softwares. Desde 2001 há alertas sobre essa questão nos aviões e nada mudou. Foram feitos 5.200 jatos pela Airbus até hoje e eles já tiraram 2.600 vidas, 600 em três desastres – acrescenta.

O mais complicado é calcular o valor de cada indenização, valor que leva em conta fatores, como idade, expectativa de vida ativa, etc.

– Para a Justiça americana, não há limite para esse valor – completa Hatcher, que conhece todos os representantes nos 77 processos relativos à TAM. – Conversei muito com todos eles esse tempo.

JB Online

EADS quer poupar 300 a 400 milhões




A EADS, consórcio que controla a construtora aeronáutica Airbus, anunciou que vai reduzir as despesas em 300 a 400 milhões de euros. Estes foram os novos objectivos de redução de custos, anunciados hoje, que devem no entanto ser confirmados no Outono.

A EADS confirmou também a participação do Reino Unido no projecto do avião militar A400M, que tem já seis países como clientes.

Euronews

Lufthansa prevê cortes no quadro

A Lufthansa prevê eliminar um quinto do pessoal administrativo e pode adiar a entrega de vários aviões, a partir do próximo ano, para reduzir os custos.

A transportadora aérea alemã diz que tem de fazer face a várias concessões necessárias para a compra da Austrian Airlines e quer adaptar os custos à descida na procura´e à subida no preço dos combustíveis. O grupo prevê prejuízos para o próximo ano.

Euronews

Avião de turismo cai em Marrocos matando quatro pessoas



Rabat - Um avião de turismo, proveniente de Portugal, caiu hoje (20) perto do aeroporto Tit Mellil, em Casablanca (Marrocos), matando seus quatro ocupantes. O aparelho, cujo modelo não foi informado, vinha de Portugal, mas fez escala em Tânger (norte do Marrocos).

Segundo uma fonte aeroportuária contatada pela AFP, havia dois portugueses, um francês e um marroquino a bordo do avião. O piloto, de nacionalidade portuguesa, teria perdido o controle do aparelho a um quilômetro da pista do aeroclube de Tit Mellil.

África 21

Avião com Skank faz pouso de emergência




Um avião modelo King Air que transportava o grupo mineiro Skank fez um pouso de emergência anteontem em uma fazenda no Vale do Jequitinhonha, no nordeste de Minas Gerais, depois que a porta da aeronave da Líder Táxi Aéreo se soltou em pleno voo. O jato fretado pela banda transportava os seus quatro integrantes (Samuel Rosa, Lalo Zaneti, Henrique Amaral e Haroldo Ferretti) e ainda o empresário e um segurança dos músicos. Ninguém se feriu.

Segundo a assessoria da banda, o Skank fez show na noite do sábado em um festival na cidade de Capelinha. Às 11h10 de anteontem, o avião levantou voo. Cinco minutos depois, a porta se soltou em pleno ar. Houve despressurização da cabine da aeronave, o que levou o piloto a anunciar um pouso de emergência. O local escolhido foi uma fazenda localizada ainda no município de Capelinha (427 km da capital).

A Líder Táxi Aéreo enviou uma van até o local para pegar os passageiros e levá-los até o aeroporto de Diamantina (a cerca de 130 km), onde uma outra aeronave esperava os músicos para transportá-los de volta à capital mineira. De acordo com a assessoria da banda, foi “um grande susto’’, mas todos estão bem.
Folha de Pernambuco