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domingo, 22 de maio de 2011

Os aeroportos das cidades-sede da Copa - 3


Aeroporto de Cuiabá


O aeroporto de Cuiabá, que teve a movimentação de 2 milhões de passageiros em 2010, deverá investir R$ 87,5 milhões na reforma e modernização do terminal de passageiros para poder receber mais turistas para os jogos que irá sediar.

As obras também irão incluir a adequação do sistema viário em torno e a construção de estacionamento. Segundo a Infraero, a licitação já foi concluída e está na fase de projetos. O aeroporto reformado deve ser entregue até julho de 2013.

Aeroporto de Curitiba


No Aeroporto de Curitiba, parte das obras previstas para a Copa poderão ser entregues no ano que vem. As obras consumirão cerca de R$ 73 milhões de reais para reformar e ampliar o terminal de passageiros e o sistema viário, além de ampliar o sistema de pátio e pista de táxi.

O edital de licitação das obras foram publicados entre dezembro e janeiro últimos e a etapa de propostas segue até março de 2011. A ampliação do terminal de passageiros é a que terá maior prazo para ficar pronta, a previsão é que termine até dezembro de 2013.

Aeroporto de Salvador


Com a movimentação de 7,5 milhões de passageiros somente em 2010, o Aeroporto de Salvador receberá, segundo a Infraero, R$ 45 milhões em investimentos para modernizar o maior aeroporto do Nordeste do país. As obras incluem construção de torre de controle, estimada sozinha em R$ 15 milhões, reforma do terminal de passageiros e ampliação do pátio de aeronaves.

O cronograma da Infraero prevê a entrega do aeroporto reformado em agosto de 2013, mas por enquanto os projetos estão em fase de licitação.

Aeroporto de Recife


Entre as 12 cidades-sede para a Copa, o Aeroporto de Recife será o de menor investimento para modernização das instalações. A única obra prevista no aeroporto será a construção de uma nova torre de controle, no valor de R$ 19,8 milhões.

Com previsão para ser entregue em abril do ano que vem, o projeto ainda não entrou nem em fase de edital. O terminal, que teve a movimentação de quase 6 milhões de passageiros no ano passado, estima que o número salte para 7,5 milhões em 2014.

Fonte: Amanda Luz (Exame.com) - Fotos: Arquivo/Exame / Divulgação

Os aeroportos das cidades-sede da Copa - 2

Aeroporto de Confins, em BH


Assim como nos outros aeroportos, o terminal de passageiros é o principal problema enfrentado pelos cerca de 7 milhões de passageiros que embarcam e desembarcam no Aeroporto de Confins por ano.

O aeroporto receberá o investimento estimado de R$ 408,6 milhões para ampliar e reformar o terminal e a pista de pouso, além de adequar o sistema viário.

As obras estão previstas para serem encerradas em outubro de 2013, mas por enquanto o projeto está em fase de licitação e a abertura das propostas será feita até o fim de fevereiro deste ano.

Aeroporto de Porto Alegre



O aeroporto mais movimentado na Região Sul do país, em Porto Alegre, deverá ter concluída a etapa de obras do terminal de passageiros em dezembro de 2013, segundo previsão da Infraero.

Para a primeira fase da reforma e ampliação, os investimentos serão de R$ 345, 8 milhões. Por enquanto, a licitação dos projetos ainda está em elaboração e as obras permanecem no papel.

As reformas para a Copa do Mundo deverão desafogar o terminal que, com 5,6 milhões de passageiros no último ano, deverá chegar a 8,8 milhões em 2014.

Aeroporto de Manaus



O aeroporto de Manaus deverá ser o último a ser entregue entre os aeroportos das cidades-sede, com previsão de conclusão das obras para dezembro de 2013. Com movimentação de 2, 7 milhões de passageiros no ano passado, o terminal do principal aeroporto do Norte do país passará por uma primeira etapa de ampliação e reforma.

As obras estão em fase de projeto e o processo de preparação de edital ainda não teve início. Os gastos previstos com a reforma giram em torno de R$ 327 milhões.

Aeroporto de Fortaleza



O terminal de passageiros do Aeroporto de Fortaleza foi inaugurado em 1998. Menos de 15 anos depois, ele passará por reforma e ampliação estimada em R$ 279 milhões. As obras do aeroporto da capital do Ceará ainda incluem adequação do sistema viário em torno.

O projeto que deverá tornar o terminal passível de receber as 6,4 milhões de pessoas previstas para 2014 ainda não tem data marcada para edital e abertura de licitação. Segundo a Infraero, as obras continuam marcadas para encerrar em agosto de 2013.

Fonte: Amanda Luz (Exame.com) - Fotos: Arquivo / Divulgação / Jonas Oliveira/Placar / Jorge Andrade/Wikimedia Commons

Os aeroportos das cidades-sede da Copa - 1

Em três anos o Brasil será o centro das atenções com a Copa do Mundo de 2014, veja em que pé estão os preparativos nos aeroportos do país

Aeroporto de Guarulhos


A principal porta de entrada do país, o aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, registrou um movimento de 26, 7 milhões de passageiros no último ano, acima da sua capacidade de 17 milhões. Para desafogar as áreas de passageiros, a construção de um terceiro terminal é a obra de maior volume de investimentos prevista para o aeroporto, no valor de R$ 716, 6 milhões. A ampliação, com previsão de entrega para novembro de 2013, ainda está em fase de projeto.

Ao todo, a Infraero prevê investimentos de R$ 1,2 bilhão na modernização e reforma do aeroporto (sem contar os R$ 740 millhões envolvidos nas obras do Aeroporto de Viracopos, em Campinas), com construção de novos módulos operacionais e pistas, que devem ficar prontos no ano que vem. Segundo o órgão, no entanto, a única obra que já se encontra em execução é a ampliação e revitalização do sistema de pistas e pátios, com previsão de conclusão para janeiro de 2012.

Aeroporto de Brasília



O Aeroporto de Brasília é o terceiro em movimentação no país, atrás de Guarulhos e Congonhas, com o embarque e desembarque de 14 milhões de passageiros somente no ano passado.

Os investimentos para a Copa totalizam R$ 748, 4 milhões, com previsão de projetos de reforma e ampliação do terminal de passageiros (1ª etapa), ampliação do sistema de pátio e aeronaves e do sistema viário.

Os projetos ainda prevêem, segundo a Infraero, construção de módulo operacional e edificações complementares. Por enquanto, tudo ainda está apenas no papel. O edital de licitação da primeira etapa da obra no terminal de passageiros foi publicado em dezembro último e a abertura das propostas foi feita em 5 de janeiro. As obras devem estar concluídas até julho de 2013, de acordo com a Infraero.

Aeroporto do Galeão, no Rio



A decisão final da Copa do Mundo deverá ser no Maracanã, como no campeonato de 1950. Para chegar lá e ver ao vivo o campeão levantar a taça, os brasileiros e turistas deverão passar por dois terminais de passageiros reformados e entregues desde o ano anterior, segundo a previsão da Infraero.

O projeto de reforma receberá R$ 687 milhões e já está em obras. As obras no primeiro terminal têm entrega marcada para dezembro de 2012 e o segundo para julho de 2013.

Aeroporto de Natal



Com investimentos de R$ 254 milhões previstos somente para a primeira etapa, Natal tem um novo aeroporto sendo construído na região metropolitana. As estimativas são de que a construção do Aeroporto de São Gonçalo do Amarante consumirá, ao todo, R$ 577 milhões.

Segundo a Infraero, a primeira etapa será entregue em abril deste ano e a conclusão será conduzida pela iniciativa privada. No momento, a segunda etapa está em processo de assinatura de novo termo de Cooperação com o Exército.

O novo aeroporto irá substituir o atual Aeroporto Internacional Augusto Severo (na foto ao lado) como a principal porta de entrada do Rio Grande do Norte, que teve a movimentação de 1,8 milhão de passageiros no último ano. Como a construção será concluída pela iniciativa privada, a Infraero afirmou não dispôr da estimativa de capacidade do novo aeroporto após a conclusão das obras.

Fonte: Amanda Luz (Exame.com) - Fotos: Arquivo/Exame / Jonas Oliveira/Placar / Divulgação / Demis Roussos/Arquivo

8 dicas para aliviar o sufoco nos aeroportos brasileiros

De infraestrutura à gestão dos aeroportos, especialistas apontam algumas prioridades para que o Brasil receba bem os estrangeiros e trate bem seus próprios passageiros


Especialistas, autoridades e até Pelé, o garoto-propaganda da Copa de 2014, já se pronunciaram, desconfiados, sobre a questão dos aeroportos no Brasil. O tom do discurso é sempre o mesmo: não vai dar tempo de suprir as carências da precária infraestrutura até a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas, dois anos depois.

O governo corre contra o tempo. Nesta semana, prometeu dar um diagnóstico sobre os projetos de concessão de aeroportos à iniciativa privada em até 60 dias. O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social vai avaliar a viabilidade econômica de três projetos, que preveem ampliar a capacidade dos aeroportos de Guarulhos (São Paulo), Viracopos (Campinas) e Brasília.

Entretanto, as maiores críticas de quem entende do assunto dizem respeito justamente à pressa. Não significa que o processo deva ser lento. O horizonte para o qual se olha é que não pode ser muito curto. Pequenos "remendos" na estrutura aeroportuária brasileira podem até resolver os problemas em 2014, mas vão gerar consequências mais graves nos anos seguintes.

Exame.com conversou com especialistas em transporte aéreo como Respício do Espírito Santo, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ); Jorge Eduardo Leal, da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo; Anderson Correia, superintendente da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), dentre outros, e reuniu dicas para aliviar o sufoco nos aeroportos do país. Eles abordaram temas como gestão dos aeroportos, infraestrutura e desburocratização da recepção dos visitantes.

Não pensar na Copa e nas Olimpíadas

Para o professor Respício do Espírito Santo, da UFRJ, a Copa do Mundo e as Olimpíadas não podem ser a motivação das obras em aeroportos. Se isto acontecer, serão feitos "remendos" que solucionam o problema temporariamente, mas criam outros ainda maiores no futuro. "Se formos construir agora para chegar a uma situação ultra confortável daqui a 10 anos, então, na época da Copa, a situação vai ser melhor do que se tentarmos apressar as coisas agora. Se fizermos obras pensando na Copa, em 10 anos estaremos perdidos."

Definir um plano de ação específico

Para o doutor em engenharia de transportes e superintendente da Anac, Anderson Correia, o governo precisa deixar de lado o "precisamos fazer isto, e aquilo..." e definir logo as prioridades. "Quais são as necessidades? Não tem nada fechado ainda. Não se sabe se vai haver terceiro aeroporto em São Paulo, se vão construir uma terceira pista no aeroporto de Guarulhos, ou se vão ampliar a capacidade de Viracopos. O tempo para fazer tudo isto é longo, e o governo ainda não bateu o martelo."

Trazer a iniciativa privada para perto

Desenvolver o setor aeroportuário brasileiro passa necessariamente por uma parceria com a iniciativa privada, como a própria Anac reconheceu. Um estudo da consultoria McKinsey mostra que seria interessante para o setor aéreo brasileiro ter parcerias entre governo e empresas para a reforma de aeroportos, a construção de novos, e a administração.

O problema é que o setor privado fareja roubadas à distância. Para que a parceria entre as empresas e o governo funcione, é preciso ter transparência e informações objetivas. "A iniciativa privada não entra em uma obra com custo estimado em um bilhão de reais, como é a do aeroporto de Guarulhos, sem conhecer todas as regras do jogo. Um bom exemplo é quanto ao futuro de São Paulo. As empresas vão querer saber se haverá um bom sistema de transportes ligando o aeroporto ao centro da capital, se haverá um novo aeroporto em São Paulo para concorrer com o de Guarulhos. Tudo isso é importante para que elas avaliem o retorno que terão do investimento", diz Anderson Correia, da Anac.

Segundo o diretor de infraestrutura da Anac, Rubens Carlos Vieira, a criação do novo órgão de cúpula da aviação brasileira, a Secretaria de Aviação Civil (Seac), vai ajudar neste esforço. A nova líder do setor vai se encarregar de direcionar os rumos para que o modelo de autorizações e concessões a empresas privadas ganhe mais espaço. O mais provável é que as futuras gestões sejam mistas, sendo improvável um aeroporto totalmente privado.

Conversar sobre tudo, e com todos

Um problema crônico do setor aéreo brasileiro, na visão do professor Respício, é o diálogo ruim entre todos os atores que compõem o cenário, tanto os públicos quanto os privados - a Anac, a Infraero, empresa que administra a maioria dos aeroportos brasileiros, as próprias companhias aéreas, dentre outros. Conversa-se pouco. A disposição para falar é grande, mas para ouvir, nem tanto. "Aqui no Brasil não se consegue trabalhar pelo negócio do outro. Todo mundo quer fazer o seu trabalho sem saber o que se passa ao seu redor. A Infraero hoje é incapaz de ajudar as empresas aéreas, e vice-versa."

Construir terminais móveis de passageiros

Os terminais móveis de passageiros seriam uma boa solução de emergência para os aeroportos brasileiros. E segundo o professor Jorge Leal, da USP, a urgência não tem ligação com a Copa do Mundo e as Olimpíadas. "Falo do que está acontecendo agora. Nos próximos anos o tráfego de passageiros vai aumentar muito, e toda solução que puder aumentar a capacidade é bem vinda." Leal afirma que a experiência com terminais provisórios foi bem sucedida em cidades como Atenas, Frankfurt e Lisboa. Nesta última, a construção foi feita para aliviar a demanda de passageiros que aumentou por causa da Eurocopa, disputada em Portugal em 2004. "Este terminal funcionou tão bem que de provisório não teve nada. Está lá até hoje."

O professor ressalta ainda que, se a opção for o terminal móvel, outras obras auxiliares devem ser consideradas. "Os terminais são boas escolhas, mas nunca sozinhos. É preciso investir em estacionamentos e novos pátios para as aeronaves. São ampliações fundamentais em aeroportos que já estão em situação complicada, como Guarulhos e Vitória."

Considerar a expansão do aeroporto em São José dos Campos (SP)

Segundo Anderson Correia, da Anac, o aeroporto de São José dos Campos, no interior de São Paulo, seria uma opção rápida para aliviar a pressão do excesso de passageiros. O aeroporto tem uma pista ociosa e com capacidade para a movimentação de grandes aeronaves. Seria preciso ampliar o pátio em que as aeronaves ficam estacionadas e o terminal de passageiros, obras que podem ser feitas em menos de três anos.

A distância entre o município e a capital paulista é de aproximadamente 100 quilômetros, o que poderia afastar os passageiros. Entretanto, para o superintendente da Anac, o risco de ociosidade depois que as obras de ampliação terminarem é baixo. "Fizemos um estudo mostrando que, se o terceiro terminal de Guarulhos não for feito, a demanda no aeroporto de São José vai passar para cinco milhões de passageiros por ano. Além disso, a ligação entre São José dos Campos e São Paulo por rodovias é boa. A cidade tem infraestrutura logística. Muitos turistas vêm para cá querendo conhecer Campos do Jordão e cidades do litoral, o acesso a estes lugares partindo de São José é fácil."

Investir em identificação inteligente para acabar com as filas

Aumentar a eficiência na recepção de passageiros não depende apenas de terminais maiores. É preciso investir em tecnologia para diminuir as filas e os inconvenientes, sobretudo em momentos de grande movimento, como os eventos esportivos dos próximos anos. Segundo o sócio-líder da área de imigração da consultoria Ernst&Young, James Egan, o governo brasileiro deveria considerar o uso de identificação biométrica de passageiros, como a leitura de impressão digital e de retina, além de passaportes inteligentes, dentre outras opções.

Criar postos avançados em aeroportos estrangeiros

Outra dica do especialista James Egan, da Ernst&Young é criar postos avançados de registro de visitantes estrangeiros em aeroportos fora do Brasil. Os escolhidos seriam, naturalmente, aqueles de onde mais partem voos para o país, como os aeroportos de Miami, Lisboa e Buenos Aires. Estes locais funcionariam como "observatórios das leis brasileiras". Neles, visitantes estrangeiros apresentariam seus vistos e todas as burocracias seriam cumpridas antes que ele embarcasse para o Brasil. Para isto, entretanto, o Brasil primeiro precisa modernizar suas embaixadas e consulados no exterior. Atualmente, segundo ele, um executivo perde 12 dias esperando por um visto de entrada no Brasil, o que significa um grande transtorno para quem tem que viajar frequentemente.

Fonte: Eduardo Tavares (Exame.com) - Foto: Jonas Oliveira/Placar/ Notícias sobre aviação.

Polícia Federal inclui Viracopos na rota do tráfico internacional


Uma série de apreensões de drogas com passageiros do exterior levou a Polícia Federal a incluir o Aeroporto de Viracopos, em Campinas (SP), na rota do tráfico internacional. Já houve nove casos neste ano - três na mesma semana. Desses, oito eram estrangeiros com cocaína, e foram apreendidos 51,16 kg. O outro foi um brasileiro com 500 micropontos de LSD. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

A PF atribui o aumento à retomada dos voos regulares internacionais, após quase duas décadas de interrupção. Além disso, em comparação com o início do ano passado, o número de passageiros triplicou, mas a estrutura da PF não acompanhou. Enquanto os Aeroportos de Cumbica e Congonhas têm delegacia, o de Viracopos, conta só com um posto da PF. Um policial federal que pediu para não ser identificado contou que o único equipamento para detectar drogas é o raio X. Nas últimas apreensões, segundo ele, agentes usaram "olhômetro", ou seja, a simples observação no check-in.



Spotting Viracopos/Por Terra

Aeroporto de Viracopos pode ter free shop até o fim deste ano


Pregão presencial para licitação está marcado para o dia 23
O Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas, deve contar com o serviço de free shop até o fim deste ano. De acordo com o edital de licitação aberta pela Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero), as áreas destinadas à exploração de lojas francas para venda de mercadorias nacionais e estrangeiras terão 87 metros quadrados na sala de embarque internacional de passageiros, e 273 metros quadrados no desembarque internacional.

O free shop deve oferecer perfumes, cosméticos, artigos de cinema, fotos, som e vídeo, óculos, relógios, eletrônicos, artigos esportivos, produtos de tabacaria, bebidas, alimentos, embalados e brinquedos com redução ou isenção de impostos, o que pode incentivar a procura por passagens com saída e chegada por Campinas. Vale lembrar que as compras feitas no free shop são feitas sem imposto de importação.

Depois de assinar o contrato, o vencedor do pregão terá prazo de 25 dias para apresentação do projeto, de 75 dias para o início das obras e de 120 para a entrega das obras. O valor mínimo mensal definido no edital é de R$ 32,4 mil e de R$ 3,888 milhões para o período de 120 meses de concessão. Vence a empresa que oferecer menor preço.

De acordo com a assessoria de imprensa da Infraero, o aeroporto contava com um quiosque que vendia produtos nos moldes das lojas de freeshop até 2005. A licitação só foi reaberta depois de dez meses da retomada dos voos internacionais em Viracopos com a companhia aérea TAP Portugal em julho de 2010 porque a frequência de voos era muito baixa (três por semana). Após o início das operações da companhia Pluna em dezembro, o aeroporto de Campinas passou a realizar diariamente voos internacionais, o que voltou a justificar o serviço de free shop.

O pregão presencial está marcado para às 9h da próxima segunda-feira (23), na Coordenação de Licitações da Superintendência Regional de São Paulo. O edital pode ser retirado na sede da Coordenação de Licitações da Superintendência (Rua General Pantaleão Teles, 40) ou no site da
Infraero.

Spotting Viracopos

Avião da TAM faz pouso de emergência em Salvador após ameaça de bomba


Voo para São Paulo foi interrompido após ameaça de bomba feita por um passageiro

O avião ficou no pátio do aeroporto enquanto era feita a busca pela suposta bomba
O voo 3603 da TAM saindo da cidade de Porto Seguro com destino à Guarulhos, em São Paulo, foi obrigado a executar um pouso de emergência no Aeroporto Luis Eduardo Magalhães às 18h47 desta sexta-feira (20).

Segundo informações da Infraero, o comandante do Airbus A321 da TAM emitiu sinal de ameaça de bomba para a torre de comando e recebeu a orientação de pousar imediatamente depois que um passageiro, que aparentava 45 anos, afirmou que iria explodir o avião.

A aeronave, que fazia o trajeto Porto Seguro-Salvador-Guarulhos, foi taxeada para uma área remota do aeroporto e teve todos os seus 129 passageiros retirados. A Infraero foi avisada e acionou a Polícia Federal e um grupo de elite da PM de Salvador, além de uma equipe dos bombeiros e uma junta médica local.

O homem foi detido pela Polícia Federal, e tanto a aeronave quanto as bagagens dos passageiros estão sendo revistadas. Segundo a assessoria da Infraero, o aeroporto em nenhum momento foi fechado.

Segundo comunicado oficial da TAM, a companhia decidiu apurar os fatos em conjunto com o departamento federal de segurança pública para que, após a realização da perícia e, somente com total segurança, o voo seja liberado. A TAM ainda lamentou o ocorrido e pediu desculpas aos clientes pelos transtornos causados.

Fontes: Diogo Max e Mirela Portugal (Exame.com) - Foto: Ferrnando Amorim/Agência A TARDE/ Blog Notícias sobre aviação

Advogado diz que inquérito de acidente da TAM sai até julho


O resultado do inquérito conduzido pelo Ministério Público Federal (MPF) que apura as causas do acidente com o avião da TAM, que fazia o voo JJ 3054, deve ser concluído até julho, segundo o advogado que representa os parentes das vítimas, Ronaldo Marzagão. "Acredito que antes do quarto aniversário desse trágico acidente tenhamos uma solução final do inquérito", disse ele neste sábado, pouco antes de se reunir com os parentes dos mortos no acidente em um hotel na capital paulista.

No dia 17 de julho de 2007 o avião da TAM percorreu toda a pista do Aeroporto de Congonhas sem conseguir parar, atravessou a avenida Washington Luís e atingiu um edifício da própria companhia aérea e um posto de gasolina. Entre passageiros e tripulação, 199 pessoas morreram.

De acordo com o presidente da Associação dos Familiares e Amigos das Vítimas do Voo TAM JJ 3054 (Afavitam), Dario Scott, o fim da investigação é o maior anseio dos parentes. "O objetivo da associação sempre foi trazer as informações sobre a investigação criminal do acidente", afirmou. Para ele, caso o inquérito seja concluído, a luta dos parentes entrará em uma nova fase.

MPF deve indicar culpados

Na opinião de Marzagão, o MPF deverá indicar vários culpados pela tragédia, principalmente em relação aos erros de procedimento, que mais tarde, foram revistos. "O suposto erro dos pilotos na posição dos manetes não seria o início da tragédia e, sim, o fim dela", afirmou. Além dos rumos da investigação, a reunião de hoje da Afavitam discutiu a proposta da prefeitura de São Paulo para o memorial que será construído no local do acidente. O projeto apresentado propõe a criação de uma praça para lembrar as vítimas da tragédia.

Apesar de o projeto contemplar reivindicações dos parentes, como a manutenção de uma amoreira que resistiu à explosão, algumas mudanças foram pedidas. Entre elas, a inclusão do anjo que serviu de símbolo para a luta da Afavitam e a marcação do local exato do choque. Essa definição é especialmente importante para Márcia de Araújo. Ela é mãe de Michelle Leite, comissária que não pode ser identificada entre os destroços do avião.

"O monumento será um lugar que possa mostrar para as pessoas que, mesmo com toda aquela catástrofe, com toda desgraça e sofrimento, que ali se foram pessoas especiais de uma forma trágica", afirmou ela.

Fonte: Agência Brasil via Terra/ Blog.Notícias sobre aviação

Prefeitura divulga projeto para o memorial em homenagem às 199 vítimas do acidente da TAM



Espaço será construído no local do acidente ocorrido em 2007.

Parentes da vítimas já têm sugestões de mudanças para o projeto.


O projeto da Prefeitura de São Paulo para o memorial em homenagem às 199 vítimas do acidente com o avião da TAM, ocorrido em 17 de julho de 2007, foi divulgado neste sábado (21). O memorial vai ser construído no local do acidente, na Avenida Washington Luís, onde funcionava o antigo prédio da TAM Express.

O projeto prevê um espaço aberto ao público, com uma árvore no centro e um local reservado para os nomes de cada uma das vítimas. Haverá também um parque de diversões para as crianças.

Os parentes das vítimas estão reunidos na capital paulista neste fim de semana para discutir o projeto, que ainda pode ser modificado. Eles já definiram as mudanças que vão pedir à Prefeitura: querem que o local tenha um acesso melhor pela Avenida Washington Luís e tenha também mais verde e mais água no espaço. Os parentes também sugerem que sejam colocados pontos de luz para representar cada vítima do acidente.

A associação anunciou também que, a partir do ano que vem, será construída uma escola no bairro do Jabaquara, na Zona Sul de São Paulo, para formar técnicos especializados em manutenção de aeronaves e prevenção de acidentes.

Fontes: SPTV (TV Globo)

CorreiosLog: Correios investirão até R$ 1 bi para criar aérea com aviões da Embraer

Os Correios investirão entre R$ 800 milhões e R$ 1 bilhão, inicialmente, na criação de sua empresa aérea de transporte de carga, já batizada de CorreiosLog. Já está certo que a estatal vai comprar aviões da Embraer (com prazo de dois anos para entrega) para fazer a subsidiária decolar. A fabricante fará a manutenção da frota - que poderá ser de 15 aeronaves.


O objetivo da parceria dos Correios com a Embraer é reduzir custos, incentivar a indústria nacional e gerar empregos, informa a reportagem de Geralda Doca.


A logística de transporte é um dos problemas mais graves da estatal postal. Estudos dos Correios indicam que a capacidade da empresa de entregar as correspondências (faturas, contas e boletos) dentro do prazo se esgotará em um ano e meio.



Para colocar a CorreiosLog no ar, existem sobre a mesa dois caminhos. O mais rápido é comprar 20%, ou mais, de empresas que já operam no ramo. O outro é abrir uma licitação para formar uma Parceria Público-Privada (PPP), o que exigiria o cumprimento de ritos como audiência pública e leilão.

A equipe técnica dos Correios defende a compra de parte de empresas, porque elas já dispõem de terminais de carga, autorização da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), aviões e tripulação. O plano não prevê que a estatal detenha o controle dessas companhias, mas participe da gestão, com assento nos conselhos de administração.

Já o Ministério das Comunicações avalia que o melhor caminho seria criar uma PPP. Ainda que mais demorado, esse processo asseguraria investimentos por parte do parceiro privado. Caso os Correios optem por comprar parte de empresas com as quais já têm contrato, por exemplo, precisariam gastar para renovar a frota.

Devido a limites ao capital estrangeiro (20%), não se cogitam parcerias com concorrentes internacionais, como a Fedex e a DHL, por exemplo.

O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, deu prazo de seis meses para que a direção dos Correios defina o modelo e aprove o plano de negócios, de forma que a subsidiária cargueira comece a operar até o primeiro semestre de 2012.
Trechos importantes estão sem cobertura para entregas.

Atualmente, há linhas importantes, em termos de demanda, que estão sem cobertura: os Correios não têm contrato regular com cargueiras para levar encomendas de São Paulo para o Nordeste, bem como Brasília e o restante do Centro-Oeste.
No trecho São Paulo-Brasília-Manaus, um dos mais importantes do país devido à Zona Franca, só há um avião operando, segundo fontes da empresa. Sem parceiros fixos, os Correios são obrigados a contratar diariamente espaços nos aviões de transporte de passageiros, o que gera um gasto mensal de R$ 4,6 milhões.

Um estudo concluído recentemente pela empresa aponta que a criação de uma subsidiária aérea, com hub (centro de distribuição de rotas) em São Paulo, onde se concentram 50% das cargas, é o melhor caminho para reduzir despesas e aumentar a participação no mercado de encomendas. O Rio responde por 8%, e os demais destinos, 42%.

Hangar do Vinna/ O Globo

Anac eleva frequência de manutenção do Embraer 190



A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) alterou normas para a revisão do jato 190 da Embraer depois que testes no modelo encontraram trincas em componentes estruturais.
O jato, um dos mais vendidos pela terceira maior fabricante de aviões do mundo, é usado atualmente por companhias aéreas como Azul e Trip, e a Anac recomendou aos operadores do modelo redução no intervalo de manutenção do avião após testes de fadiga.
Procurada, a fabricante do avião afirmou que "a ação da Anac é uma formalização daquilo que a Embraer informou que irá implementar no plano de manutenção preventiva dos aviões. Não tem impacto algum nas operações (do avião)."
Segundo a Embraer, os aviões da companhia são testados em laboratório como forma de prevenção de problemas que podem ou não surgir durante a operação.
A diretriz da Anac acabou sendo resultado de um desses exames realizados pela companhia, que tem de comunicar à autarquia como forma de garantir que os operadores executem as tarefas de revisão recomendadas.
No documento "Diretriz de Aeronavegabilidade, número 2011-05-04", publicado no site da agência, a Anac afirma que "falha em inspecionar estes componentes estruturais (...) pode impedir a detecção, a tempo, das trincas por fadiga. Estas trincas, se não endereçadas de maneira apropriada, podem afetar adversamente a integridade estrutural do avião".
Segundo a Anac, a diretriz não tem caráter emergencial. "É mais uma cautela, as companhias vão ter de diminuir o intervalo da manutenção", afirmou a assessoria de imprensa da agência.
Azul e Trip não puderam comentar o assunto de imediato.
A Anac determinou prazo de 90 dias a partir de 16 de junho para a inclusão das novas tarefas de inspeção.
Às 12h05, as ações da Embraer exibiam queda de 0,54 por cento, cotadas a 12,90 reais. No mesmo horário, o Ibovespa subia 0,28 por cento.

Grupo12Horas.

terça-feira, 5 de abril de 2011

Procon autuará TAM pela venda de assentos conforto



O Procon de São Paulo irá autuar a companhia aérea TAM pela cobrança do serviço assento conforto que, mediante cobrança de valor adicional ao da passagem, permite ao passageiro sentar na primeira fileira do avião ou nas proximidades das saídas de emergência, onde os assentos são mais espaçosos.

A entidade de defesa do consumidor lavrou ontem um auto de infração, e encaminhou notificação à empresa aérea, que poderá receber uma multa entre R$ 400 e R$ 6 milhões. A TAM poderá recorrer da decisão.

"A TAM se aproveita desse espaço maior entre a primeira fileira e as próximas à saída de emergência, que existem em todos os aviões praticamente, para arrecadar valor maior de tarifa de assento conforto", afirma o assistente de direção do Procon, Marcio Marcucci.

A empresa assinalou, por meio de nota, que ainda não tem conhecimento da autuação. "A TAM cumpre todas as normas vigentes no País e configura internamente suas aeronaves de acordo com os padrões internacionais das empresas que prezam pela qualidade de serviço."

Para a diretora do Procon de Santo André, Ana Paula Satcheki, a política das empresas de aviação no País precisa ser transparente. "Cobrar por um serviço que não tem diferencial é desrespeitar o consumidor. O conforto está muito distante daquele que o passageiro tem na primeira classe ou executiva nos voos internacionais."

INSPIRAÇÃO

Pegando carona nas companhias de baixo custo norte-americanas e europeias, as aéreas brasileiras estão cada vez mais cobrando por serviços que antes eram básicos, como poltronas minimamente espaçosas, serviço de bordo ou marcação antecipada de assentos. TAM, Gol, Webjet e Azul já oferecem os 'extras'' ao passageiro.

A Webjet, que passou a cobrar por serviço de bordo oferecido além do padrão, assim como faz a Gol, inovou na cobrança de marcação antecipada de assentos.

Para escolher no ato da compra onde quer sentar na Webjet, gasta-se R$ 5 (poltronas comuns) ou R$ 10 (assentos conforto). Quem não quiser, fica sujeito à marcação aleatória na hora do check-in. (com AE)


VOAPOA

Londrina usou extração de DNA imediata em acidente aéreo


Arquivo Folha
Três pessoas morreram no acidente do dia 28 de janeiro na zona sul de Londrina
O Instituto de Criminalística dispõe de tecnologia que permite extrair o DNA de ossos em menos de um minuto, operação que demorava até 72 horas pelo método tradicional. A inovação científica garante mais agilidade na elucidação de crimes e na conclusão de inquéritos policiais.

De acordo com informações da Sesp (Secretaria de Estado da Segurança Pública), o método foi fundamental na confirmação da identidade das vítimas do acidente aéreo ocorrido em janeiro em Londrina. Em muitos acidentes as vítimas só podem ser identificadas pelo DNA ósseo, porque os corpos estão carbonizados.

A nova técnica de extração de DNA de ossos foi apresentada durante o encontro nacional de laboratórios forenses e despertou o interesse dos laboratórios de Brasília, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Goiás. Peritos do Japão, China, Turquia, Canadá, EUA e França já fizeram contato para conhecer mais detalhes sobre a técnica.
BONDE

Mesmo sem caixa-preta, destroços e corpos ajudarão a contar a história do voo AF-447

Perito criminal com 30 anos de carreira e mais de 50 cadáveres submersos no currículo, Renato Pattoli argumenta que a análise dos recém-encontrados restos mortais dos passageiros do voo AF 447 pode, sim, contribuir para esclarecer pontos do acidente e, provavelmente, levará à identificação dos corpos – mesmo após 23 meses da queda do avião da Air France no oceano Atlântico.

Segundo o especialista, que atua desvendando crimes pelo Instituto de Criminalística de São Paulo, as condições são teoricamente boas para a conservação dos tecidos e ossos. Como explica o especialista, falando sempre “em tese”, a falta de oxigênio do ambiente aquático, somada à pouca luminosidade e à baixa temperatura das águas, faz com que a decomposição dos corpos seja retardada.

“A decomposição anaeróbia (sem oxigênio) é mais lenta. E fica ainda mais demorada sem luz e em água fria. Também não parece que houve contaminação, como por produto químico. O avião entrou na água, desceu e ficou lá, em condição única, pelo que especula-se. Existe, sim, chance de encontrar materiais que possam ser examinados e que ajudem nas investigações, mesmo com todo esse tempo passado”, afirma Patolli. O avião, que seguia do Rio de Janeiro para Paris, desapareceu na noite de 31 de maio de 2009 com 228 pessoas a bordo.

O especialista conta que, inicialmente, os dois elementos mais importantes para fazer o diagnóstico do que aconteceu são os bulbos capilares e os ossos. A raiz do cabelo, diz ele, guarda informações do DNA por tempo quase indefinido – “até das múmias” – e os ossos podem servir para estudar a causa da morte dos passageiros.

“Dependendo de como está o osso, podemos descobrir se houve uma pancada forte, uma perfuração, os dois, ou uma explosão. Sem dúvida, se os ossos estiverem em condições mínimas de conservação, será possível trazer novos elementos para a apuração que tenta esclarecer o episódio”, afirma. “De toda forma, se houve alguma explosão muito forte, que tenha deixado os corpos expostos a altíssimas temperaturas, todo o trabalho pode ser prejudicado. Cada caso é um caso.”

Há outras variáveis na tarefa, no entanto. Como explica o perito criminal, há animais necrófagos no oceano, como o camarão, que podem ter se alimentado dos restos mortais, dependendo da profundidade exata em que estão os destroços encontrados domingo (3). “Se sobrou algum tecido, a análise fica ainda mais rica. Mas isso depende muito de que tipo de bicho está em volta e tem acesso ao ambiente em que estão os corpos”, argumenta.

Caixa-preta é importante, mas não é tudo

Em resposta a questionamentos do UOL Notícias, a Airbus, fabricante do avião que caiu em 2009, confirmou que há esperança que, além dos corpos e dos destroços encontrados, sejam ainda recuperadas as chamadas caixas-pretas da aeronave, dispositivos que podem ter guardado informações importantes do funcionamento do Airbus antes do acidente.

Segundo Liana Sucar-Hamel, gerente de Comunicação da América Latina & Caribe da Airbus, as caixas-pretas são ferramentas “essenciais” para a compreensão do episódio. Segundo ela, no entanto, não é possível garantir que elas terão capacidade de serem lidas, depois de terem passado tanto tempo submersas. “Não há nenhuma resposta absoluta para estas questões (capacidade de leitura). Como elas dependem do caso e condições, no entanto, continuamos a ser muito otimistas que a descoberta produzirá resultados legíveis dos gravadores”, afirmou.

De toda forma, como explica Respicio Antônio do Espirito Santo Junior, professor de Transporte Aéreo da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), somente o fato de terem sido encontradas novas partes da fuselagem já merece ser comemorado. Segundo ele, analisando marcas nas peças é possível determinar – ou se obter indícios – de qual foi a dinâmica da queda.

“Dependendo do estado de conservação da fuselagem, dá para tentar esclarecer se aeronave explodiu, se pegou fogo. Também dá para ter uma noção dos pontos específicos que foram rompidos. Se ela foi desmembrada aqui ou ali, de cima para baixo ou de baixo para cima”, exemplifica, sempre adotando o tom teórico – e não específico desse caso. “Pelo o que se sabe até agora, o avião teria entrado de barriga na água. Essas peças comprovam isso?”

O especialista se diz esperançoso para que a cabine dos pilotos seja encontrada. Segundo ele, é possível que muitos dos painéis, medidores e ponteiros ainda estejam no ponto em que estavam no momento do acidente. “A caixa-preta é importante, mas o resto também. Há outras formas de se entender um acidente aéreo”, afirma ele, que encara esse tipo de investigação determinante para a redução de tragédias do tipo.

“Qualquer avanço como o de domingo (quando os novos destroços foram encontrados) é sempre bem-vindo. Quanto mais se sabe de um acidente, maiores são as formas de elaborar formas de prevenção.”


Acidente com o voo 447 da Air France

Foto 2 de 7 - Jean-Paul Troadec, diretor do Escritório de Investigação e Análises da França (BEA, na sigla em francês), apresenta fotos do acidente com o voo 447 da Air France durante coletiva de imprensa em Le Bourget (França), nesta segunda-feira (4). Segundo o governo francês, corpos de passageiros que estavam no avião, que caiu sobre o Atlântico há quase dois anos, foram encontrados dentro de fuselagem achada no mar no domingo (3). O voo 447, que fazia o trajeto Rio-Paris, desapareceu dos radares em 31 de maio de 2009 com 228 pessoas a bordo Mais AFP

UOL NOTÍCIAS

Aeronave da Varig/GOLé atingida por urubu antes de pouso em Aracaju

ARACAJU e SÃO PAULO - Uma aeronave da Varig/GOL, vinda de Salvador, foi atingida por um urubu antes de pousar no Aeroporto de Aracaju, na tarde deste domingo. O impacto danificou o trem de pouso do avião, mas o piloto conseguiu realizar o pouso com segurança. Ninguém ficou ferido.

LEIA TAMBÉM:Avião da TAP que ia do Rio a Lisboa faz pouso forçado em Salvador

O avião ficou em manutenção na pista por mais de três horas. Dezenas de passageiros que seguiam para Salvador ficaram indignados e não embarcaram. Em nota, a Gol informa que "prestou o atendimento necessário aos clientes, conforme prevê a Resolução 141 da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC)."

- Ninguém deu informação para a gente. Houve um tumulto e, só depois, um funcionário nos orientou a seguir para o guichê para remarcar a passagem - diz a enfermeira Márcia Perrucho.

A empresa também disponibilizou ônibus para Salvador, mas muitas pessoas não aceitaram. O avião precisou ser isolado no pátio do aeroporto para perícia.

Segue abaixo a íntegra da nota da companhia aérea:

"A GOL informa que a aeronave programada para fazer o voo 1806, de Salvador (BA) com destino ao Aeroporto Santa Maria, em Aracajú (SE), precisou passar por manutenção não-programada após a aterrissagem. A companhia destaca que prestou o atendimento necessário aos clientes, conforme prevê a Resolução 141 da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC).

A GOL esclarece, também, que preza pelos mais altos padrões de segurança, de maneira que eventuais alterações nos horários de voos são procedimentos, ainda que indesejados, às vezes necessários às operações aéreas. A GOL lamenta que essas medidas causem desconforto aos passageiros, mas reitera que ações como essas visam garantir a segurança operacional, item prioritário de sua política de gestão.

Atenciosamente,

GOL Linhas Aéreas Inteligentes"

O GLOBO

Feira apresenta assento especial de avião para gamers

Feira internacional de projetos de ambientação para interiores de aviões apresenta propostas elegantes e incomuns, como a cadeira conceitual NFW, voltada para gamers.

Salvo os aviões de transporte pesado da FAB, as aeronaves de um modo geral são sempre muito luxuosas e com cadeiras bem confortáveis.

As companhias aéreas estão sempre em busca de oferecer o melhor a seus passageiros, embora alguns pacotes da classe econômica, às vezes, pareçam negar esta intenção.


Brasileiros retornando de Suriname a bordo de avião da FAB, em 2010: pouco luxo.
(Crédito: tribunadonorte.com.br)

Para mostrar o empenho em oferecer o melhor, a indústria aeroviária comparece em peso ao Aircraft Interiors Expo, feira que acontece entre os dias 05 a 07 de abril em Hamburgo, na Alemanha. Como o próprio nome sugere, o evento presta-se a exibir as opções de design inovador para interiores de aviões, com entretenimento, conectividade e serviços ao passageiro, comparando soluções das maiores empresas aéreas do mundo, em um total de 500 exibidores.

Entre as novidades apresentadas, encontra-se o assento conceitual futurista “Not For Wimps” (NFW), criado para oferecer ao passageiro uma estimulante experiência de jogo durante o voo. A empresa Contour Aerospace uniu-se à Factorydesign para produzir o protótipo, “tecnologicamente avançado, mas que também reflete as mudanças sociais na maneira como os passageiros querem passar seu tempo durante um voo”, afirma análise do site I Stock Analyst.


O NFW parece um belo projeto para jogar no avião ou na sala de casa.
(Crédito: Dvice.com)

“O protótipo Not For Wimps foi projetado especificamente para jogar a bordo, incluindo alto-falantes integrados nas laterais superiores do assento, a habilidade de criar uma bolha de supressão de ruído em torno do jogador e um grande monitor suspenso na frente de cada assento por um braço de fibra de carbono revestida com Kevlar”, informa o site Kotaku.

Não há previsão de entrada do produto em linha de montagem, mas mesmo sem o avião, é uma ideia incrível para qualquer Geek que gosta de jogar.

GEEK

Divulgadas fotos dos restos do avião da Air France que foram encontrados

Descobertos os restos do avião da Air France. // Reuters (Reuters)
Na noite de 31 de maio de 2009 o voo AF 447 da Air France, que fazia o trajeto Rio-Paris, desapareceu dos radares com 228 pessoas a bordo.
Descobertos os restos do avião da Air France. // Reuters (Reuters)
Somente 50 corpos foram encontrados logo após o desastre, mas agora, com uma nova fase de buscas, o governo francês descobriu novos restos do avião e vários corpos junto da fuselagem.
Descobertos os restos do avião da Air France. // Reuters (Reuters)
A descoberta foi feita com o auxílio de submarinos e o governo francês pretende resgatar os corpos encontrados e as peças do avião, esperando encontrar a caixa-preta do voo e descobrir qual foi a causa do acidente.
BLOG DO EDUARDO DANTAS

Boeing recomenda inspecção aos 737


A Boeing, fabricante de aviões norte-americana, recomendou a todas as companhias aéreas que operem com os aviões 737 que os inspeccionem. O objectivo é detectar problemas na fuselagem, componente dos aviões que poderá estar mais desgastado devido às longas viagens que este modelo opera.

O principal motivo para a recomendação da empresa foi a dificuldade que, na passada sexta-feira, um Boeing 737 da companhia Southwest teve ao viajar entre os estados norte-americanos de Arizona e Califórnia. O avião foi obrigado a aterrar de emergência em Yuma, antes de chegar ao destino, Sacramento.

Depois deste problema, a Southwest Airlines já cancelou 70 voos, o que levou a Boeing a emitir um comunicado a todas as companhias que voam com o modelo 737 para que “ os modelos antigos sejam inspeccionados em pontos determinados de união da fuselagem.”
IONLINE

Exército dos EUA retira aviões da Líbia



O exército norte-americano retirou, segunda-feira, os seus aviões de combate envolvidos na campanha da coligação internacional da Líbia, informou o Pentágono.

Os EUA tinham previsto retirar os seus aviões a partir do fim-de-semana, mas no domingo a administração norte-americana acedeu ao pedido da NATO para realizar ataques na Líbia até segunda-feira devido ao «mau tempo recente».

Segundo um porta-voz do Pentágono, o capitão Darryn James, desde as 23 horas de segunda-feira que nenhum avião de combate dos EUA levantou voo. Ainda assim, acrescentou, os aparelhos estão prontos a descolas «no caso de a NATO fazer um pedido».
A BOLA PT

Veja como partes do avião da Air France foram encontradas


O governo francês encontros partes do avião Airbus da Air France que caiu durante o voo AF 447 em 31 de maio de 2009, matando 228 pessoas. Para achar os destroços, os investigadores utilizam robôs-submarinos de tecnologia norte-americana.

Veja mais vídeos do Bom Dia Brasil

Especialistas afirmam que o relevo plano da região onde os destroços estão aumentam as chances das caixas-pretas da aeronave serem encontradas. As caixas-pretas registram as conversas dos pilotos e os parâmetros do voo.

Foi a quarta expedição atrás dos restos do avião da Air France. Imagens divulgadas pelo governo francês mostram as duas turbinas, o trem de pouso, parte de uma asa e de uma fuselagem do avião. As fotos foram tiradas pelo Remus 6000, um submarino-robô que chegou a dez metros de distância dos destroços.

Os restos do avião foram encontrados a 3.900 metros de profundidade no Oceano Atlântico, em uma área relativamente plana - o que pode facilitar outras buscas. As imagens mostram que os destroços encontrados estão em uma área com 600 metros de extensão.

O chefe das investigações francês também revelou que corpos foram encontrados. Quando jornalistas pediram mais detalhes, uma ministra do país interrompeu a coletiva que anunciou a descoberta dos destroços - em respeito aos familiares das vítimas.

Para os especialistas em oceanografia, o avião caiu exatamente na região onde agora foi encontrado. Nessa região, as correntes marinhas profundas são lentas - demoram até 500 anos para dar uma volta no planeta.

Tecnologia antiga

A tecnologia de varredura usada pelo Remus 6000 não é nova. É usada rotineiramente pela indústria do petróleo e para a confecção de mapas submarinos.

Desde a Guerra Fria, russos e norte-americanos já usavam veículos submarinos para pesquisar o fundo do mar. São máquinas com autonomia tanto de energia como de operação.

Ettore Barros, professor de robótica da USP, explica que veículos para rastrear o fundo do mar usam coordenadas dadas pelos especialistas para executar manobras com um sistema automático de navegação.- sem intervenção do homem.

Durante a operação, é possível registrar fotos da região investigada. As imagens são produzidas por meio de um sonar emitido pelo Remus 6000. Para Paulo Sumida, professor de oceanografia da USP, os franceses teriam tecnologia suficiente para desenvolver rastreadores, sem precisar recorrer à tecnologia norte-americana.

Até o começo de abril de 2011, foram encontrados apenas 50 dos 228 corpos dos passageiros que estavam a bordo do voo AF 447. Parentes das vítimas brasileiras ainda não foram oficialmente comunicados sobre a localização de novos corpos.

BOM DIA BRASIL

Único sobrevivente de queda de avião da ONU no Congo ainda não foi identificado

Há um sobrevivente entre os 33 passageiros e tripulação do voo das Nações Unidas que ontem se despenhou no Congo, depois de falhar a pista na aterragem em Kinshasa. Não se sabe contudo quem é nem para quem trabalhava este sobrevivente.


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