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terça-feira, 19 de maio de 2009

Comissário de voo consegue aposentadoria especial


Um comissário de voo conseguiu na Justiça o direito de se aposentar mais cedo recebendo integralmente os benefícios, com base em uma regra abolida há 11 anos. O Tribunal Regional Federal da 4ª Região concedeu ao ex-funcionário da Varig a aposentadoria especial, permitida pelo Instituto Nacional do Seguro Social até 1998, e converteu dois anos de trabalho comum em especial, de forma que o trabalhador somasse o período necessário para ter direito ao benefício. Como o INSS não apresentou recurso contra o acórdão até 2 de abril, prazo para possíveis embargos, a decisão já transitou em julgado. Clique aqui para ler o acórdão.

Jarbas Einsfeld Bandeira, de 50 anos, receberá uma aposentadoria de R$ 2,4 mil por apenas 25 anos de trabalho. Bandeira foi representado na Justiça pela advogada Maurinize Dias, do escritório Abdo, Abdo & Diniz Advogados Associados. Segundo ela, se fosse aplicada a legislação mais recente, ele não chegaria a receber nem R$ 1,5 mil de aposentadoria.

A aposentadoria especial foi criada pela Lei 3.807/60 — a Lei Orgânica da Previdência Social — e mantida pela Lei 8.213/91, conhecida como Lei de Benefícios. A regra permitia que atividades que oferecessem risco à saúde garantissem aposentadoria antecipada aos trabalhadores. Mesmo com menor tempo de contribuição, o benefício nesses casos era equivalente ao salário integral. Funções como as de minerador, enfermeiro ou motorista, consideradas arriscadas à vida ou à saúde, eram beneficiadas com um tempo mínimo de 15, 20 ou 25 anos para a aposentadoria. Salvo as atividades que envolviam exposição a ruídos elevados, a Previdência não exigia qualquer comprovação técnica do risco das funções, apenas uma declaração da empresa.

O benefício especial foi extinto em 1995, quando a Lei 9.032 estabeleceu uma única forma de contagem do tempo de contribuição. Quem já trabalhava nas funções diferenciadas, porém, ganhou o direito de contar o período em maior proporção — 40% a mais para homens e 20% para mulheres — na chamada regra de “conversão”. Assim, embora precisassem de um pouco mais de tempo de trabalho do que durante o regime anterior, esses trabalhadores se aposentavam antes dos demais. A adaptação durou até 1998, quando a Emenda Constitucional 20 acabou com todas as formas de contagem especial. Hoje, os homens só se aposentam por tempo de contribuição depois de 35 anos de trabalho e as mulheres, 30.

A sucessão de modos de contagem causou confusão até mesmo à Justiça. Segundo a advogada do comissário, Maurinize Dias, o juiz que analisou o caso na primeira instância não entendeu o pedido. Em primeiro grau, a 2ª Vara Federal de Novo Hamburgo (RS) permitiu apenas que o comissário Jarbas Einsfeld Bandeira contasse o período trabalhado em proporção 40% maior, conforme a lei de conversão. A decisão reconheceu como especial o período trabalhado de 23 de setembro de 1982 a 28 de abril de 1995, enquadrando-o na conversão permitida pela Lei 9.032/95. “O que o juiz não entendeu foi que a intenção não era obter a conversão, mas a aposentadoria especial de todo o período de trabalho”, diz a advogada.

O período pleiteado era de 23 de setembro de 1982 a 1º de agosto de 2006. Apesar de extinta a aposentadoria especial, de acordo com a advogada, o direito do comissário de voo era aquirido, uma vez que o regime vigorava quando ele ainda trabalhava. Assim também entendeu o relator do processo no Tribunal Regional Federal da 4ª Região. “O tempo de serviço é disciplinado pela lei em vigor à época em que efetivamente exercido, passando a integrar, como direito adquirido, o patrimônio jurídico do trabalhador”, disse o desembargador federal João Batista Pinto Silveira, da 6ª Turma do TRF-4. Por unanimidade, a turma reconheceu o direito do trabalhador à aposentadoria especial.

De acordo com o Perfil Profissiográfico Previdenciário no qual Bandeira foi enquadrado pela Varig, na qualidade de tripulante, o ex-funcinário trabalhava “à bordo de aeronaves, expondo-se de forma habitual e permanente, a desgaste orgânico, devido a altitudes elevadas, com atmosfera mais rarefeita e menor quantidade de oxigênio, variações da pressão atmosférica em pousos e decolagens e baixa umidade relativa do ar, sujeitos a barotraumas, hipoxia relativa constante, implicações sobre a homeostase e alterações do ritmo cardíaco”, diz a advogada na petição.

Porém, para obter o registro, o comissário precisaria ter trabalhado por pelo menos 25 anos na função. Ele somava apenas 23 anos, dez meses e nove dias. O primeiro emprego, no entanto, salvou as pretensões de Bandeira. Entre 1980 e 1982, ele tinha trabalhado em uma empresa como balconista e o período acabou sendo convertido em especial pela Justiça. Com a conversão, os dois anos e 20 dias foram multiplicados pelo índice de conversão 1,71, chegando-se a um ano, cinco meses e 15 dias a serem somados. O resultado dessa conta, de 25 anos, três meses e 24 dias, era mais do que suficiente para garantir o direito à aposentadoria especial.

O desembargador João Batista Pinto Silveira explicou, em seu voto, o motivo da aritmética. Segundo ele, vedação para conversão de regime de trabalho comum em especial só aconteceu em 1995, com a Lei 9.032. “O tempo de serviço é disciplinado pela lei em vigor à época em que efetivamente exercido, passando a integrar, como direito adquirido, o patrimônio jurídico do trabalhador. O fato de os requisitos para a aposentadoria terem sido implementados posteriormente, não afeta a natureza do tempo de serviço e a possibilidade de conversão segundo a legislação da época”, disse.

Procurada, a Advocacia-Geral da União, responsável pela defesa da Previdência nesse caso, não se manifestou até o fechamento da reportagem. O TRF-4 deu 45 dias, contados após a publicação do acórdão, em 27 de fevereiro, para que a Previdência começasse a pagar o benefício ao aposentado.

Apelação 2008.71.08.000076-1/RS

Fonte:Aviationnews

Passaredo inaugura jato e faz planos


Empresa adota jato para 50 pessoas e planeja troca integral da frota em até três anos

O primeiro jato da Passaredo (um ERJ-145), com capacidade para 50 pessoas, fez ontem o voo inaugural com destino a Curitiba. Até o final do ano, outros três jatos de médio porte iguais ao inaugurado serão entregues (o próximo começa a operar no começo de junho). A previsão é que as aquisições aumentem em 30% a capacidade de voos da empresa em Ribeirão Preto e Região. Além disso, a Passaredo planeja entrar já em 2010 no mercado internacional, com viagens para a América Latina.

Cada aeronave tem custo estimado em US$ 15 milhões. Os novos aviões são mais rápidos (a viagem até São Paulo no jato leva 32 minutos contra 45 nas aeronaves de turboélice) e comportam 20 pessoas a mais que o restante da frota.

O projeto é que todas as aeronaves da empresa sejam trocadas em até três anos. De acordo com o comandante José Luiz Felício Filho, presidente da Passaredo e piloto do voo inaugural, o ERJ-145 é ideal para a aviação regional.

“O grande destaque dessas aeronaves é a quantidade de frequências que podemos oferecer por dia, o que dá mais opções aos passageiros”, disse o comandante. Felício Filho não descartou a substituição dos jatos por aeronaves maiores em médio prazo, desde que se possa manter a oferta de várias rotas diárias.

A participação nacional da Passaredo no número de passageiros transportados no País cresceu 100% no primeiro quadrimestre de 2009 em relação à 2008 (foi de 0,13% para 0,26% do total). Para Filho, a perspectiva é um resultado ainda melhor no próximo ano. O consultor Adinan Silva, 24 anos, que voa toda semana para Curitiba, disse que o jato deve trazer mais conforto. “Além de mais comodidade, vai diminuir o barulho, que é muito alto nos outros aviões (com hélice)”, disse Silva.
Fonte: Aviationnews

Balão de 5 m cai em base aérea no Rio e causa incêndio

Um balão de aproximadamente 5 m de altura caiu na manhã desta terça-feira sobre a Base Aérea do Galeão, na estrada do Galeão, na Ilha do Governador, subúrbio do Rio de Janeiro.

Parte da dos penduricalhos e enfeites do balão se despreendeu e caiu sobre um dos hangares da base. A Brigada de Incêndio da Aeronáutica controlou as chames e recolheu o balão.
Fonte: Jornal O Dia

Aeroportos terão internet grátis em junho



Segundo a Infraero, acesso gratuito à rede mundial estará disponível em 12 aeroportos do país a partir do próximo mês.

A partir de junho, 12 aeroportos brasileiros estarão preparados para oferecer a seus frequentadores internet sem fio gratuita. A inauguração do serviço estava prevista para o fim de 2008, mas alguns problemas técnicos, segundo a Infraero (estatal que administra os principais aeroportos do país), atrasaram a implantação.

O sistema de autenticação, formatação e definição de acesso demorou (e está demorando) para ficar pronto. Esse é um dos entraves apontados pela Infraero para a lentidão em oferecer o serviço, que já custou R$ 1,1 milhão.

As enchentes de fim de ano em Santa Catarina foram o outro motivo, segundo a estatal, para o atraso. As antenas responsáveis por ampliar e melhorar o sinal de internet estavam armazenadas em Navegantes, litoral norte do Estado, e tiveram, por conta do mau tempo e das catástrofes naturais, que ser transportadas para os aeroportos após a data combinada.

Esses 12 aeroportos já oferecem internet, mas as operadoras cobram pelo serviço. Quando entrar em funcionamento, o serviço dará acesso ilimitado a sites governamentais, sem nenhum tipo de bloqueio. Porém, por medidas de segurança, alguns sites não governamentais terão restrição, como os de bancos e e-mail.

De acordo com a Infraero, 11 aeroportos já estão com a estrutura física pronta: Brasília, Congonhas, Guarulhos (SP), Belém, Galeão, Santos Dumont (RJ), Confins (MG), Salvador, Porto Alegre, Manaus, Curitiba. O de Recife ainda não teve suas novas antenas instaladas. Depois dessa leva, a Infraero estuda ampliar o serviço para mais 20 aeroportos.

Fonte:AviãoRevue

Aeroporto fantasma" pode ser desativado na Coreia do Sul


Construído na costa leste da Coreia do Sul há sete anos, o aeroporto internacional de Yangyang não tem voos atrasados nem filas longas para o check-in. Há seis meses não recebe nenhum passageiro.

O "aeroporto fantasma", como está sendo chamado, custou quase US$ 400 milhões e tem capacidade para 3 milhões de passsageiros por ano, mas em 2008 recebeu em média menos de 30 passageiros por dia.

Ativistas e a mídia local culpam governos anteriores por mau planejamento e pedem que o aeroporto seja fechado ou privatizado. Mas a administração do aeroporto afirma que o terminal pode ter futuro, com uma possível negociação com empresas de aviação de baixo custo.

No outro lado do país, o aeroporto internacional de Muan é ainda mais recente, com menos de dois anos.

Apesar de receber alguns voos, dentro do terminal de Muan a história é parecida. Guichês de check-in vazios, atingindo no ano passado menos de três por cento da capacidade de passageiros. A construção de dois outros aeroportos no país foi adiada. Um deles já está 80% construído.

Anac promete selo de conforto


A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) anunciou a criação de um "selo conforto" para aeronaves e empresas aéreas. A agência ainda não deu prazo para começar a emitir o certificado, nem divulgou quais serão os critérios para avaliar as poltronas. A análise será feita em parceria com o Inmetro. O selo é a única resposta dada até o momento à exigência, feita pelo governo federal há quase dois anos, de que as empresas aéreas reavaliem a prática de reduzir o espaço entre poltronas para levar mais passageiros. O ministro da Defesa, Nelson Jobim, anunciou a decisão em 2007 na CPI do Apagão. Jobim, que tem 1,90 metro, não escondeu o incômodo com a falta de espaço. "Não é o problema apenas de um homem de 1,90 metro, é de homens e mulheres. Todos sentem isso."
Fonte: O Estadão

Anac cria página na internet para opinião popular


A Anac desenvolveu o Espaço do Passageiro, uma página na internet onde o usuário dará notas às companhias com voos regulares em diferentes quesitos de qualidade de seus serviços. Serão 11 os quesitos que o cliente poderá avaliar, dando notas de 1 a 10. No caso das companhias brasileiras que também voam ao exterior, será possível avaliar sua atuação de forma separada nos voos domésticos e nos internacionais.

No entanto, para votar entre a melhor ou pior companhia o passageiro precisa se cadastrar no site www.anac.gov.br/passageiro. Para ver somente o resultado do ranking popular não é preciso cadastro.
Fonte: Panrotas

Aviação civil brasileira está a um passo do reconhecimento internacional

Auditores da Oaci (Organização da Aviação Civil Internacional) visitaram o Aeroporto Internacional de Brasília/Juscelino Kubistchek (DF) e elogiaram as instalações da seção contra-incêndio, os procedimentos e testes práticos para acionamento do corpo de bombeiros e da torre de controle. Também foram averiguadas pistas, pátios, taxi-ways e demais áreas.

A vistoria foi realizada dentro do Usoap (Programa Universal de Auditorias da Vigilância da Segurança Operacional), da Oaci. O Brasil é membro dessa organização e o Aeroporto de Brasília está inserido no processo de certificação operacional de aeroportos pela Anac (Agência Nacional de Aviação Civil). tendo recebido o Certificado Operacional provisório em 2008. Os aeroportos de Brasília e de Curitiba foram escolhidos pela Oaci para a avaliação, mas os certificados operacionais também foram concedidos pela Anac aos aeroportos do Rio de Janeiro (Galeão), Manaus (Eduardo Gomes), São Paulo (Guarulhos), Brasília (JK), Recife (Guararapes), Belém (Val de Cans) e Porto Alegre (Salgado Filho).

Em Brasília, o superintendente do aeroporto, Abibe Ferreira Junior, acompanhou a análise e está otimista com os possíveis resultados. “O Brasil não possui nenhum aeroporto certificado, pela Oaci, até hoje. Se formos aprovados, será um marco de qualidade para o sistema brasileiro”, diz.

O certificado operacional atesta que o aeroporto está de acordo com a legislação brasileira e dentro dos padrões de operacionalidade e segurança operacional. Abibe Ferreira explica que a partir do momento em que um aeroporto recebe esse certificado a responsabilidade aumenta: “a vigilância é maior porque se o aeroporto perde o certificado ele perde também os voos internacionais”. Por outro lado, a manutenção do certificado propicia o aumento de voos, atrai investimentos, diminui custos com seguradoras e aumenta a segurança e o conforto para os passageiros.

A vistoria durou um dia (12/5), mas a preparação do aeroporto ocorre há dois anos. O primeiro processo de inspeção foi em 2007. Um passo importante neste trabalho foi a criação da Gerência de Segurança Operacional, ligada diretamente à superintendência, que se encarregou de acompanhar as adequações necessárias. Além disso, a empresa investiu pesado em treinamento de funcionários e na alteração de procedimentos. E não é para menos. Uma avaliação positiva coloca o Brasil em posição privilegiada no contexto da aviação civil internacional.

A visita foi acompanhada também por representantes da Anac e pelo diretor de Operações, João Márcio Jordão, e pelo superintendente de Gestão Operacional da Infraero, Marçal Goulart. “Naquilo que compete à Infraero, o Aeroporto Internacional de Brasília comprovou que está cumprindo o previsto na legislação", conclui Abibe Ferreira.

Fonte: Revista Aviação

Viagem: momento é favorável para a compra de pacotes internacionais

Os preços dos pacotes turísticos internacionais estão em queda, estimulados pela redução da cotação do dólar, pela liberdade tarifária autorizada pela Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) e pelas promoções praticadas pelo setor.

Desde o final de fevereiro, as agências de viagem estão oferecendo aos clientes tarifas promocionais para incentivar o turismo internacional, que teve queda na procura por causa da crise global da economia. De acordo com o diretor de Assuntos Internacionais da Abav (Associação Brasileira de Agências de Viagem), Leonel Rossi, essas promoções devem continuar, devido ao momento de baixa demanda.

"Enquanto a procura for menor e o turista se organizar com antecedência para comprar pacotes de destinos internacionais, ele encontrará preços mais baratos. As promoções serão sentidas no bolso", afirmou.

Dólar em queda

Para atrair o público brasileiro, as agências de viagem reduziram os preços dos pacotes internacionais em dólar. Rossi afirmou que, em um primeiro momento, essas reduções chegaram a até metade do valor da viagem.

"Mas é necessário que o consumidor faça uma pesquisa e se antecipe na compra do pacote, para que consiga aproveitar essas ofertas", destacou.

O que faz com que a viagem internacional fique mais barata do que antes da crise é que o dólar começou a ceder e sua cotação, a cair. Se, no auge da crise, ele era cotado a R$ 2,50, agora já está a a R$ 2,07, tomando como base a cotação desta segunda-feira (18).

Liberdade tarifária

Em abril, a Anac aprovou a liberdade tarifária para todos os voos internacionais partindo do Brasil. Antes, os preços das passagens deveriam obedecer a um valor mínimo, o que inibia promoções. Esse valor vai ser reduzido gradualmente, até que não exista mais.

De acordo com Rossi, mesmo antes da aprovação dessa medida, as agências já estavam trabalhando com tarifas mais baixas, devido à queda na procura por pacotes aéreos.

"O que temos hoje são preços que vão de encontro com a lei da oferta e da procura. Quando existe muita procura para um determinado destino, as agências, companhias aéreas e a hotelaria trabalham com tarifas mais caras e, quando essa procura diminui, elas trabalham com preços mais baratos. Isso já era visto pelo consumidor e agora está sendo visto ainda mais. Com a decisão da Anac de extinguir a tarifa mínima de voos internacionais, essa ação está sendo ainda mais intensificada".
Fonte: Infomoney

SOL ANUNCIA ROTAS NO SUL


A regional brasileira Sol Linhas Aéreas anunciou para breve o início de suas operações para as cidades de Foz do Iguaçu, Maringá e Cascavel, no Estado do Paraná. A companhia opera aviões turboélice checos Let 410.
Fonte: Aerobusiness

Natal corre risco de perder voo da Webjet


O presidente da Webjet, Wagner Ferreira (foto), afirmou agora há pouco, na sede da empresa, no Rio de Janeiro, que a companhia aérea elegeu 10 destinos para atuar: Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte, Brasília, Curitiba, Porto Alegre, Salvador, Recife, Fortaleza e Natal. Ele lamentou o recente cancelamento dos voos da Webjet para Cuiabá e Campo Grande. "Não podemos fazer nada. O mercado é quem nos orienta. Deu prejuízo, temos que abortar a rota. Lamentei muito também quando tiramos o voo de Maceió. Porém o
mercado é dinâmico. Temos que buscar rentabilidade", afirmou Ferreira.

Ainda segundo o presidente da Webjet, dos dez destinos para os quais a companhia voa atualmente, um ainda corre rico de perder voos. "Adoro Natal, sou inclusive cidadão natalense honorário, mas se o mercado de Natal não reagir como pólo emissivo, o próximo destino a não ter voos da companhia poderá ser a capital potiguar.

Ferreira anunciou para o próximo dia 25 três novos voos diários: dois na rota São Paulo (Guarulhos)-Recife e um no trecho São Paulo (Guarulhos)-Salvador. A outra novidade, disse ele, é o voo diário Porto Alegre-Brasília, que aproveitará o hub na capital federal com conexões imediatas para Natal, Fortaleza e Recife.

O presidente da Webjet lembrou ainda que essas novas frequências estão sendo possíveis devido à chegada de três novas aeronaves (atualmente são 14 e até o final deste semestre serão 16) e ao cancelamento de alguns voos, como os que atendiam Cuiabá e Campo Grande.

Fonte: PANROTAS

Estados Unidos minimiza restrições de viagem ao México e país comemora

Empresários e trabalhadores do turismo do Estado de Quintana Roo, região do paraíso caribenho Cancun, comemoraram a notícia de que Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos retirará sua restrição de viagem para o México. Trata-se da primeira etapa para o fim da restrições imposto pelo Departamento de Estado deste país denominado Alerta de Viaje (Travel Alert).
Os países como o Reino Unido, Itália, Bélgica, Suíça, Israel, Argentina, Peru e Equador, já retiraram suas restrições de viagem ao México, informa o Ministro do Turismo mexicano Elizondo Torres, o que fará com que se acelere campanhas de promoção não somente a nível nacional, mas também a nível internacional.
Fonte:Diário do Turismo

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Gol economiza com combustível e foca mercado doméstico


O balanço dos efeitos da crise internacional foi positivo para a Gol Linhas Aéreas, que passou de prejuízo para lucro no primeiro trimestre de 2009.

Beneficiada pela queda nos preços dos combustíveis, que fizeram suas despesas totais caírem 9,2 por cento em doze meses, a companhia aérea anunciou nesta quinta-feira que seu ganho líquido de janeiro a março foi de 61,4 milhões de reais, ante resultado negativo de 20,5 milhões de reais no mesmo período do ano passado.
O resultado também foi beneficiado por mudanças operacionais da companhia, que incluiu a diminuição de algumas frequências internacionais, para aproveitar melhor as aeronaves no mercado interno, e a redução com gastos de publicidade.

O presidente-executivo da Gol, Constantino de Oliveira Júnior, negou que a priorização do mercado interno seja uma resposta à queda no market share da companhia apontada pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).

O diretor de relações com investidores da companhia, Leonardo Pereira, acrescentou que a companhia está em processo de recomposição do caixa da empresa, que era de 397 milhões de reais no final de março.

Fonte: O Estadão

Delta Air Lines oferece Wi-Fi em metade de sua frota doméstica


A companhia aérea norte-americana Delta Air Lines, a maior do mundo atualmente, anunciou que já tem Wi-Fi instalado em quase metade de sua frota doméstica. Isso torna a empresa a maior provedora de conectividade aérea. Dos mais de 300 aviões operados pela Delta nas rotas dos Estados Unidos, 139 estão equipados com conexão sem fio.

Toda a frota doméstica terá Wi-fi, segundo previsões da empresa, até setembro deste ano.

“Em resposta ao interesse dos nossos consumidores, a Delta é o mercado líder que oferece Wi-Fi aéreo e também garantindo o serviço durante todo o tempo que nossos passageiros estão voando dentro dos Estados Unidos”, disse Tim Mapes, vice presidente de marketing da Delta.

Toda a frota de MD-88 já oferece o serviço e além dela em alguns 757-200 e MD-90. O serviço é oferecido na primeira classe e na econômica em um sistema de pay-per-flight. Fonte:Revista Aviação

Azul Linhas Aéreas amplia parceria com Wizard Idiomas


A Wizard Idiomas e a Azul Linhas Aéreas Brasileiras anunciam amanhã (19/05) na Convenção Wizard 2009, novos benefícios da parceria firmada em janeiro deste ano. Franqueados e alunos Wizard ganharão um crédito de 50 reais em um novo programa de fidelidade da companhia aérea, no qual podem se cadastrar por meio de um hotsite criado exclusivamente para a parceria. Dessa forma serão beneficiados mais de 500 mil alunos e 1.200 franqueados.
Para os cerca de 15 mil funcionários das unidades Wizard e os 200 colaboradores da matriz Wizard Brasil continua a ser oferecido o desconto de 12% em passagens da Azul. Já os colaboradores da Azul Linhas Aéreas serão beneficiados com descontos para estudar qualquer um dos oito idiomas oferecidos por unidades Wizard de todo o Brasil. Fonte: Mercado e eventos

Infraero tenta anular multa de 10 milhões

A Infraero - estatal que administra os aeroportos do País - afirmou que vai à Justiça para cancelar a multa de R$ 10 milhões aplicada pela Prefeitura de São Paulo por falta de licenciamento ambiental do Aeroporto de Congonhas.

A Infraero diz que tenta obter o licenciamento ambiental desde 2002 e atribui à Prefeitura parte da responsabilidade pelo atraso no processo.

Fonte: Abetar

BRASIL RENEGOCIA VOOS PARA A ÁSIA

O Diretor da ANAC, Ronaldo Seroa da Motta, responsável pelas relações internacionais, viajou para Hong Kong e Coréia do Sul numa missão que visa renegociar os acordos de serviços aéreos com aqueles paises. Esses acordos definem a quantidade de frequências, que serão realizados por empresas dos dois paises no futuro, tanto para passageiros como para carga aérea. Em 2008 a ANAC renegociou 15 desses acordos e conquistou a ampliação da capacidade de voos entre Brasil e África do Sul, Austrália, Bélgica, Chile, Cingapura, Emirados Árabes, Estados Unidos, França, Luxemburgo, Peru, Reino Unido, Rússia, Ucrânia, Uruguai e Venezuela.
Fonte: Aerobusiness

OceanAir terá menu de pizzas na ponte Rio-São Paulo


Para comemorar os novos voos e o incremento de frequências na malha, a OceanAir terá a bordo, a partir de HOJE (dia 18), um menu com 14 tipos de pizzas que será oferecido na ponte aérea Rio (SDU) - São Paulo (CGH e GRU).

O cardápio trará pizzas nos sabores tradicionais como mussarela, marguerita e três e quatro queijos; também opções mais leves como a de mussarela com queijo de minas ou de blanquet de peru coberta com mussarela; e com outras coberturas, que levam ingredientes como frango com catupiry, mussarela com calabreza, frango com requeijão e milho e ainda mussarela com lombo canadense.
FONTE: PanRotas

UPS Oferece agora serviço doméstico de remessas expressas no Brasil


A UPS - (NYSE: UPS) é a maior empresa de entrega de pacotes do mundo e líder global de serviços da cadeia de suprimentos e de carga aérea. Com mais de cem anos de experiência em transporte e logística, é a líder global no mercado, oferecendo um portfólio completo de soluções. Com sede em Atlanta, Geórgia, a UPS opera em mais de 200 países e territórios no mundo. | Site pressroom.ups.com/RSS.

A UPS acaba de anunciar que passará a oferecer retiradas e entregas de remessas dentro do Brasil, unindo-se a outros 16 países entre a Europa, África, Oriente Médio e América Latina que iniciaram esse tipo de serviço no começo deste ano. O Brasil terá agora acesso ao novo portfólio doméstico em alguns estados no país.

A UPS passa a apresentar dois novos serviços, UPS Domestic ExpressSM e UPS Domestic Express SaverSM. O serviço UPS Domestic ExpressSM garante a entrega de documentos e cartas antes das 12h00 do dia seguinte em códigos postais específicos na cidade de São Paulo, enquanto o UPS Domestic Express SaverSM garante entregas ao final do horário comercial em códigos postais específicos nas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Campinas e Porto Alegre.

FONTE:Portal Fator Brasil

Infraero - é preceiso pensar antes

Importante a discussão a respeito de possíveis modelos aplicáveis à infraestrutura aeroportuária nacional. Ao invés de apenas um grupo de teóricos, toda a sociedade deve discutir o assunto e buscar as melhores alternativas para o Brasil. Não apenas sob a ótica da possível aplicação de modelos de sucesso no exterior, mas, sobretudo, verificando a aplicabilidade de cada modelo à realidade brasileira.

O caso brasileiro é diferente de todos, tanto pelo conceito de rede, no qual aeroportos rentáveis sustentam deficitários, numa experiência sem precedentes em termos de quantidade de aeroportos e de resultados alcançados e já bastante discutida pela mídia, quanto pelo fato de haver uma ligação estreita entre as infraestruturas civil e militar. Não há como avaliar o assunto sem considerar os ganhos de escala propiciados pela decisão de compartilhamento de uma mesma infraestrutura, no campo aeroportuário e no de controle do espaço aéreo.

Diversos aeroportos brasileiros são compartilhados com a Força Aérea, permitindo que as pistas utilizadas por empresas de transporte aéreo possam ser utilizadas também por aeronaves militares. No espaço aéreo, o sistema é único. Com abrangência nacional, permite que os mesmos equipamentos sirvam ao propósito do controle do tráfego civil e, também, à vigilância e ao monitoramento das ações de defesa nacional.

Além de outras vantagens, esse modelo propiciou grandes economias de recursos para o País. Basta imaginar a construção de novos aeroportos dedicados exclusivamente à defesa aérea em substituição às infraestruturas compartilhadas em Brasília, Galeão, Guarulhos, Natal, dentre outras. É os investimentos que seriam necessários para separar o controle aéreo civil do militar? Por certo não é o caso de se pensar em despender esses recursos e sim em consolidar o modelo, adotando políticas e práticas que aperfeiçoem seus ganhos, em benefício de toda a nação.

A verdade é que o Brasil alcançou um estágio invejável no setor, sendo referência internacional de qualidade. Entretanto, os brasileiros muitas vezes não conseguem perceber esses ganhos. Aqui se tem observado mais os problemas do que as soluções e os ganhos alcançados no tempo.
É possível melhorar? É claro. O conhecimento e a experiência acumulados pelo Brasil ao longo dos anos é um bem de valor incalculável. Não se pode dispor disso, ao contrário deve-se continuar investindo para que o Brasil continue a ser uma referência mundial.

Assim, apesar de importantes, as experiências internacionais precisam ser cuidadosamente avaliadas no contexto do modelo adotado no Brasil. Alguém poderia achar que a defesa do modelo brasileiro é um meio de defender o “statu quo”, todavia trata-se apenas do reconhecimento de algo cuja contestação ocorre apenas internamente, vez que para o mundo o Brasil continua a ser o mesmo de antes.
Fonte: Aeroportos no Brasil

Privatização pode ser a saída para ineficiência da Infraero

Estudo encomendado pela Agência Nacional da Aviação Civil (Anac), e divulgado semana passada com exclusividade pelo Valor (14 de maio), faz uma radiografia inédita do setor aeroportuário nacional, analisa a experiência internacional, defende a instituição de um novo marco regulatório e propõe a privatização da Infraero, a estatal que administra os 67 aeroportos federais. O trabalho, elaborado por dois especialistas no assunto - o professor Heleno Martins Pioner, da FGV, e o economista Eduardo Fiúza, do Ipea -, vai subsidiar as discussões em curso na Anac sobre a reestruturação do setor.

Pioner e Fiúza propõem a cisão da Infraero, a abertura de capital das novas subsidiárias e, numa etapa posterior, a privatização. Eles sugerem que, antes da desestatização, o governo crie as condições para que haja competição no setor, tarefa que demandará o estabelecimento de um novo marco regulatório. Seria a forma de evitar a ocorrência de ineficiências pós-privatização, como as verificadas no setor ferroviário e mesmo no petrolífero.

O estudo ajuda a instruir um debate necessário, mas a diretoria da Anac sabe que são mínimas, talvez próximas de zero, as chances de o governo Lula privatizar o que quer que seja na reta final do mandato. A essa altura, o presidente não tomará nenhuma decisão que possa subtrair votos de seu candidato à sucessão. Como acredita que a demonização das privatizações, levada a cabo na eleição de 2006, o reaproximou de setores da esquerda, ajudando-o a vencer aquele pleito, não fará nada neste momento que possa parecer uma contradição.

A Anac tem, no entanto, a obrigação de debater o tema e o está fazendo. Sua missão é institucional e vai além de mandatos eleitorais. O setor aeroportuário brasileiro experimentou taxas de crescimento recordes nos últimos seis anos, e muitas de suas estruturas se tornaram obsoletas. Mesmo em meio ao boom do setor, a Infraero amargou prejuízos em três dos últimos quatro anos.

Segundo Pioner e Fiúza, entre 2002 e 2007, os aeroportos de Guarulhos e de Viracopos foram os únicos que demonstraram ser superavitários e plenamente sustentáveis. Trata-se, portanto, de uma estrutura que precisa ser revista o mais rápido possível, do contrário, o país assistirá ao advento de novos apagões aéreos e, como consequência, à alta constante dos preços das passagens. Deve-se lembrar ainda que o Estado brasileiro, mesmo com a pesada carga tributária imposta à sociedade, perdeu a capacidade de bancar investimentos pesados em infraestrutura.

A privatização pura e simples do sistema aeroportuário pode não ser a única solução possível, mas as autoridades deveriam analisar com atenção as experiências internacionais. Entre os casos em que houve fracasso, está o da Argentina, onde o governo vendeu, em 1998, 33 aeroportos em bloco, exigindo do grupo ganhador investimentos ao longo de 30 anos e o pagamento de royalties para subsidiar as unidades menos rentáveis. O profundo abalo vivido pela economia argentina em 2001 pôs tudo a perder, obrigando as autoridades a renegociarem os contratos e a cortarem 50% dos royalties.

O desastre deixou várias lições. A primeira é que, ao privatizar, o governo argentino aparentemente deu maior importância à arrecadação de receita do que ao aumento da competição. A empresa concessionária, por sua vez, esperou muito tempo para renegociar o contrato, tornando demasiadamente custosa a sua substituição por outra administradora. Diante da insolvência da concessionária, o governo não retomou a concessão, perdendo dinheiro e deixando de examinar outras ofertas.

Há, porém, vários casos bem-sucedidos de privatização em outras partes do mundo - por exemplo, nos EUA, na Inglaterra e no Canadá. Na Alemanha, o aeroporto de Frankfurt, o maior da Europa, abriu o capital e vendeu ações até o limite do controle (49%). A Fraport, empresa que administra o aeroporto, tem como acionistas majoritários o Estado de Hesse e a prefeitura de Frankfurt, mas o modelo de governança é regido por metas e critérios de eficiência, conceitos inexistentes no sistema estatal brasileiro.
Fonte:Aeroportos no Brasil

Notícias > Turismo > Transporte aéreo > Aeroporto de São Félix do Xingu/PA terá pista de 1.600 metros

O aeroporto de São Felix do Xingu, município do sudeste do Pará, ganhará uma nova pista, com 1.600 metros e capacidade para aeronaves de médio porte, e terminal para 60 passageiros nos horários de pico. O aeroporto atual já não comporta o crescente movimento de aeronaves pequenas e médias, que pousam e decolam diariamente, transportando empresários dos setores mineral e agroindustrial, representantes do poder público, moradores da região e turistas.

O secretário de Estado de Transportes, Valdir Ganzer, esteve no aeroporto inspecionando o andamento das obras. "A região tem o maior rebanho bovino do Norte. Com vários frigoríficos instalados e uma economia em franco crescimento, a região precisa de um aeródromo mais seguro", disse ele.

As obras no aeroporto, resultado de convênio firmado entre o governo do Estado e a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), já foram iniciadas e devem ser concluídas até fevereiro de 2010, totalizando um investimento de R$ 6,7 milhões. Estão previstas obras de melhoramento da pista de pouso, dos pátios de taxiamento e de aeronaves, e implantação do balizamento noturno e do Papi (Percurso de Aproximação de Precisão), um sistema de luzes que informa os pilotos sobre a altitude correta do avião, quando se prepara para pousar. A pista receberá uma camada de revestimento asfáltico de 20 cm, para garantir maior durabilidade.

Fonte: Ecoviagem

Webjet inicia serviço de web check-in


A Webjet Linhas Aéreas iniciou sábado, dia 16, seu serviço de check-in via internet: o Web Check-in. Inicialmente, a facilidade estará disponível para embarque nos aeroportos internacionais do Galeão e de Brasília. Até o final de junho, o serviço poderá ser utilizado por passageiros em todos os aeroportos onde a Webjet atua.

Os passageiros poderão emitir seu cartão de embarque a partir de 48 horas e até 90 minutos antes do horário previsto do voo. Em 2009, a Webjet está investindo cerca de R$ 3 milhões em tecnologia, o que inclui, além do Web Check-in, a reformulação do seu site, a implantação do Mobile Check-in, para celulares, e a modernização dos sistemas on-line de informações de voos, entre outras melhorias. No segundo semestre, a empresa também adotará totens de auto-atendimento nos aeroportos, agilizando o embarque do passageiro.

A Webjet tem o objetivo de oferecer mais conforto a seus clientes, que já contavam com um atendimento de alta qualidade, com serviço de bordo diferenciado e maior espaçamento entre as poltronas. O Web Check-in, assim como horários e valores de passagens podem ser consultados no endereço www.webjet.com.br

Fonte: Fator Brasil

Famílias querem pena máxima a acusados por acidente da TAM

A Associação das Famílias e Amigos das Vítimas do Vôo TAM JJ3054 (Afavitam) se reuniu na tarde deste sábado em São Paulo (SP) com o procurador da República, Rodrigo de Grandis, e com o assistente de acusação, Eduardo César Leite. O encontro foi promovido para discutir como tipificar a participação dos envolvidos no acidente que resultou na morte de 199 pessoas em julho de 2007, no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo.

Dependendo de como for feita a denúncia e caso ela seja aceita pela Justiça Federal, os acusados poderão ir a júri popular ou ser submetidos à sentença de um juiz. O objetivo da associação é que seja imputada a maior pena possível para aqueles que forem denunciados pelo crime.

"O inquérito corre em segredo de Justiça e por isso ainda não temos nenhum nome apontado. O que queremos é que seja imputada a pena máxima possível. É isso que estamos discutindo com o o Ministério Público Federal e com o assistente de acusação", afirmou Dario Scott, presidente da entidade.

No fim do ano passado, o Ministério Público Estadual de São Paulo (MPE-SP) denunciou dez pessoas pelo acidente. Entre os nomes apontados estão Aguinaldo Molina e Esdras Ramos, funcionários da Infraero responsáveis pela avaliação e liberação da pista do Aeroporto de Congonhas no dia do acidente.

Também estão na lista Denise Abreu, ex-diretora da Anac; Milton Zuanazzi, ex-diretor-presidente da Anac; o brigadeiro José Carlos Pereira, ex-presidente da Infraero; Luiz Kazumi, Marcos Santos e Jorge Velozo, superintendentes da Anac; Marco Castro, diretor da TAM; e Abdel Salam, ex-gerente da TAM.

Segundo Scott, a associação tem canal aberto com o procurador da República e, por isso, existe a oportunidade de que o grupo expresse os seus anseios. "Outros nomes podem vir a compor essa lista. Porque eu acho que numa cadeia de comando de uma empresa e de órgãos reguladores eu acho que tem mais gente envolvida nesse acidente. É leviano de minha parte querer falar. Eu acho que tem de ser fundamentado nas provas que tem sido colhidas. O inquérito é muito complexo."

Neste momento, o assistente de acusação diz ter uma tese diferente daquela que de Grandis tem em mente. Ele quer que os responsáveis respondam por dolo eventual, ou seja, que elas assumiram o risco de produzir o acidente. Isso faria com que o caso fosse levado a júri popular e o desfecho fosse dado por sete jurados sorteados para a decisão. Segundo ele, o MPF defende a tese de "atentado à segurança de vôo", o que deixaria a decisão na mão de um juiz federal, a quem caberia a sentença.

"Discutimos a tese a ser apresentada. O procurador da República, seguindo a promotoria paulista, tinha uma tese de homicídio culposo, depois se modificou para atentado à segurança de vôo. Ela se antagoniza à tese do assistente de acusação. Para mim, ela está configurada como dolo eventual", disse.

"Isso inverteria o processo para o tribunal do júri e levaria os sete jurados a serem os juízes de fato. Estamos discutindo a questão da tese. Os requisitos do dolo eventual estão configurados na minha visão. Na dúvida remete-se para o conselho de sentença", complementou.

Alegando segredo de Justiça, o procurador disse que o processo corre em uma velocidade razoável e que deve ter o seu encerramento ainda este ano. "Acredito que o desfecho se dê ainda nos próximos meses, ainda este ano. É uma perspectiva otimista que eu tenho".

Segundo ele, o MPF-SP não fica atrelado àquilo que foi investigado pela Polícia Civil de São Paulo e pode incluir outros nomes à lista de réus. A TAM informou por meio de nota que, 22 meses após o acidente, fechou acordos de indenização referentes a 178 vítimas.

Companhias aéreas com perdas de 740 milhões no primeiro trimestre

As 20 maiores companhias de aviação fecharam o primeiro trimestre deste ano com prejuízos líquidos de 740 milhões de euros, mais do dobro dos 307 milhões que haviam registado no mesmo período do ano passado.

Os dados de operação no primeiro trimestre foram divulgados pela Associação Internacional do Transporte Aéreo (IATA, na sigla em inglês). Refletem os impactos da crise sobre o sector e más opções na gestão de compras de combustível.

A IATA confirma que, no cenário de recessão que o mundo atravessa, os aviões andam menos cheios, essencialmente devido a uma quebra acentuada na área do turismo. Mas também há outra mudança no perfil operativo. Os lugares mais caros estão a ser menos procurados e é para a parte traseira do avião que agora se dirigem muitos passageiros que, antes, procuravam a primeira classe e as classes executivas.

O petróleo, apesar da quebra de preços que conheceu, continua a ser um problema. Muitas companhias, quando as cotações andavam nos 130/140 dólares por barril e os analistas temiam que elas disparassem para os 200 dólares, começaram a realizar contratos de futuros para se segurarem naquelas margens. Com a descida do preço do crude no mercado internacional (para perto dos 50 dólares por barril), as transportadoras ficaram com produto em carteira a um preço de luxo, que voltoa a complicar-lhes as contas.

A situação, dizem os peritos, acaba por prejudicar mais as grandes companhias, porque são as que possuem uma maior margem de manobra financeira que lhe permitiu alocar meios financeiros no sector energético. As pequenas, a viverem mais do dia a dia e sem capacidade para realizar compras a prazo, acabaram por sair beneficiadas com a situação.

Os gastos com combustíveis, segundo números da IATA, constituem cerca de um quarto dos gastos totais de uma companhia aérea.
Fonte: Economia Público