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segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Venda da TAP contraria aposta europeia em manter aviação com capital do Estado

Ainda há 17 Estados-membros com participações em transportadoras aéreas. Se a TAP for vendida na totalidade, Portugal passará a fazer parte da minoria que desinvestiu no sector.

<p>Ainda só houve uma declaração de interesse firme na TAP, a do grupo IAG</p>

A partir do momento em que privatizar a TAP, cuja venda está a ser preparada, o Estado português vai passar a pertencer a uma minoria dentro da União Europeia (UE). É que hoje, apesar da situação deficitária em que grande parte das companhias de aviação se encontra, ainda são 17 os países europeus que detêm participações, muitas maioritárias, no sector.

A transportadora portuguesa está na agenda das privatizações desde 1997, na sequência de um auxílio financeiro de 900 milhões de euros, aprovado pela Comissão Europeia para servir de rampa de lançamento à abertura do capital.

Este ano, com a assinatura do Memorando de Entendimento com a troika, a venda voltou à agenda, já que, de acordo com o documento, deveria concretizar-se em 2011, em função das condições de mercado.

Veio, entretanto, a confirmar-se uma alteração no calendário. O Plano Estratégico dos Transportes (PET), aprovado na passada quinta-feira em Conselho de Ministros para servir de guia ao futuro das transportadoras públicas, clarifica que a alienação "será concluída até ao final de 2012", confirmando a decisão já avançada ao PÚBLICO pelo Ministério das Finanças.

Se a privatização total da TAP avançar, Portugal passará a ser um dos poucos países da UE a 27 sem companhia de aviação de bandeira, de acordo com um levantamento feito pelo PÚBLICO (ver gráfico na edição impressa).

Actualmente, há outros 16 Estados-membros com participações no sector do transporte aéreo, como a Irlanda (que também recorreu a ajuda financeira externa), a França e a Dinamarca, por exemplo.

Abandonos e falências

Lá fora, no entanto, há apenas outro país em que o Estado detém 100% do capital, como acontece com a TAP. Trata-se da Itália, onde a empresa estatal de correios Poste Italiene é a única accionista da Mistral.

Este é o único activo que resta ao Estado italiano no sector, depois de ter protagonizado uma das mais recentes e polémicas privatizações, com a venda da deficitária Alitalia, em 2009.

O afastamento estatal não é inédito na indústria. Nos últimos anos, tem-se assistido a sucessivas operações de venda. Uma das pioneiras foi a da British Airways, alienada em 1987 por Margaret Tatchet.

A companhia britânica fundiu-se em 2010 com a Iberia, o que também veio dar lugar a um novo caso de abandono, já que, com o negócio, o Estado espanhol desfez-se da participação de 5,6% que detinha na empresa espanhola. O grupo IAG, que resulta desta união, é um dos potenciais interessados na TAP. Assim como a alemã Lufthansa, que tem tido destaque nestas movimentações, tendo adquirido duas empresas do sector que estavam em mãos públicas: a Brussels Airlines e a Swissair.

Por toda a Europa, há registo destes negócios, mas também de muitos casos em que o Estado não conseguiu segurar as companhias de bandeira, que acabaram por ceder aos prejuízos crónicos e à concorrência.

Desde 1991, contabiliza-se um total de 14 falências de transportadoras aéreas com participação estatal. Um cenário que se intensificou no final dos anos 90, pelo facto de a Comissão Europeia ter passado a proibir a injecção de capital público nestas empresas e a aplicar multas aos países incumpridores.

Um peso para o Estado

Os 17 Estados-membros que se mantêm como accionistas de empresas do sector têm sofrido as consequências porque muitas têm as contas no vermelho, como acontece também com a TAP.

Apenas seis destas companhias apresentaram lucros no ano passado, com destaque para o grupo Air France-KLM, detido em 16% pelo Estado francês, que passou de perdas de 1600 milhões, em 2009, para um resultado líquido 613 milhões de euros.

Gerir o mau desempenho destas participadas não tem sido fácil para muitos países. Alguns já anunciaram que estão vendedores do activo, como o Estado irlandês (dono de 25% da Aer Lingus) ou o romeno (que detém 92,6% da Tarom).

E outros têm-se desdobrado em planos de reestruturação, cortando no número de rotas e de trabalhadores ou encontrando formas de injectar dinheiro nestas empresas.

O relatório anual da Poste Italiene, única accionista da Mistral, revela que, em 2010, foi feita uma "contribuição financeira" de 3,5 milhões de euros para cobrir as perdas da companhia. Na Estónia, o Estado capitalizou a transportadora nacional ao readquirir uma participação que estava nas mãos de privados. E, na Letónia, acabou de ser aprovado, em Outubro, um investimento estatal de 82,3 milhões de euros na Air Baltic.
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Modo Avião: Saiba como economizar bateria e usar seu celular durante um voo

No avião, mantenha o celular desligado ou em "modo avião" (Foto: Reprodução)No avião, mantenha o celular desligado ou em "modo avião" (Foto: Reprodução)

A finalidade primária do “Modo Avião” é, claro, permitir que você mantenha o seu smartphone ligado durante um voo. Para isso, o recurso corta toda a comunicação por ondas eletromagnéticas, como Wi-Fi, Bluetooth, e o próprio rádio GSM (ou CDMA), evitando que a emissão de sinal do seu aparelho interfira no funcionamento dos instrumentos de navegação da nave, o que pode provocar acidentes.

saiba mais: ativando o 'modo avião'
  • Habilitar o “Modo Avião” é simples, dependendo apenas de dois passos, tanto no Android quanto no iPhone. No Android, basta segurar por alguns segundos o botão “Power” e um menu será exibido. Nele estará a opção que você procura. Basta tocar o dedo e ela estará ativada. No iPhone, basta ir em "Configurações" e ativar o “Modo Avião”.

Logo após o embarque, quando os procedimentos de decolagem são iniciados, a regra determina o desligamento completo dos aparelhos, e ela deve ser obedecida. Seu smartphone ou qualquer outro equipamento eletrônico deverá permanecer desligado até que o aviso luminoso de atar os cintos se apague, tanto durante a decolagem quanto na aterrissagem.

Colocando o iPhone em "Modo Avião" (Foto: Reprodução)Colocando o iPhone em "Modo Avião" (Foto:
Reprodução)

Quando o aviso luminoso de atar os cintos se apagar, você poderá ligar o seu smartphone apenas em "Modo Avião". Para fazer isso, certifique-se de ativar o recurso antes mesmo de desligá-lo, durante os procedimentos de embarque no avião.

Assim, você poderá ler livros previamente baixados, se distrair com games, ouvir músicas, ver filmes, checar compromissos, e o que quer que você desejar fazer, contanto que não sejam utilizados os rádios do Wi-Fi, Bluetooth ou da própria rede de telefonia móvel. Manter todos esses rádios desligados para que não interfiram com os equipamentos da nave é, precisamente, a finalidade do “Modo Avião”.

Recentemente, companhias aéreas no Brasil e no mundo passaram a oferecer acesso à internet via Wi-Fi durante os voos. Nesses casos, é possível acessar a rede mesmo com o “Modo Avião” ativado, bastando que você ative o Wi-Fi, manualmente, com o recurso ativado.

Segurar o botão "Power" por alguns segundos no Android dá acesso à opção (Foto: Reprodução)Segurar o botão "Power" por alguns segundos no
Android dá acesso à opção (Foto: Reprodução)

Nesse caso, você estará apenas com o Wi-Fi em funcionamento, e todos os outros rádios continuarão desligados. Algumas aeronaves foram projetadas para operar nessas situações, e certamente a companhia avisará quando isso acontecer. Em voos que não oferecem essa possibilidade, você não deve alterar nenhum padrão do “Modo Avião”.

Outros usos do “Modo Avião”

Outro detalhe interessante sobre o “Modo Avião” é que, ao usá-lo por longo período, você perceberá que os rádios são os grandes vilões na drenagem de carga do seu smartphone. Colocando o aparelho numa situação em que todos eles estejam desligados, a carga da sua bateria pode ter a duração incrivelmente estendida.

Saber disso pode dar ao “Modo Avião” uma utilidade que vai muito além do uso dos aparelhos no interior de aeronaves. Suponhamos que você esteja numa viagem de carro e passe por um trajeto onde os sinais da rede são muito fracos e tendem a cair. Nessas situações, como a potência do receptor de rádio é aumentada para tentar captar algum sinal da rede, a drenagem de carga é muito maior. Ativar o “Modo Avião” durante essas partes do trajeto permite que você continue usando outras funções do seu smartphone sem que a carga da bateria seja intensamente consumida por recursos que não iriam mesmo funcionar a contento.

O caso acima é apenas um exemplo. Você pode usar o recurso quando estiver em algum local sem área de cobertura, como subsolos, evitando que o seu telefone fique consumindo energia tentando achar algum sinal; ou até mesmo durante uma palestra chata, onde você não vai mesmo ter a cara de pau de atender a uma chamada telefônica, mas sente grande necessidade de se distrair com outra coisa qualquer. O “Modo Avião” pode ser usado por horas e horas evitando o gasto desnecessário de carga da bateria.

techtudo

Viracopos vai tornar-se o aeroporto mais movimentado do país

Projeção da Secretaria de Aviação Civil (SAC) estima que Viracopos deve receber até 55 milhões de passageiros em 2025.

Ilustrativa

O aeroporto de Viracopos, em Campinas (SP), deve tornar-se o mais movimentado do país até 2025, segundo um relatório da Secretaria de Aviação Civil (SAC). Estima-se que até 2021 a movimentação de passageiros chegue a 31 milhões. Com o passar dos anos, esse número deve aumentar, atingindo 55 milhões de passageiros por ano, ultrapassando até mesmo a quantia do principal aeroporto do Brasil, o de Guarulhos, em São Paulo.


A SAC apresentou estes números, através do seu ministro, Wagner Bittencourt, nesta quinta-feira (13), quando discutia com o Tribunal de Contas da União (TCU) os estudos técnicos, econômicos e financeiros para a concessão dos aeroportos de Guarulhos, Campinas e Brasília. A segunda etapa agora é esperar a posição do TCU, que em breve emitirá o edital de concessão.

A projeção mostrou também que Guarulhos deve atingir até 2021 a margem de 50 milhões de passageiros, sua capacidade máxima. Com isso, o crescimento da demanda por voos na região deverá ser absorvido pelo Viracopos, já que este, diferente de Guarulhos, tem capacidade e espaço para novas ampliações.

Apesar da maior dimensão em movimentação no aeroporto de Campinas, o secretário-executivo da SAC, Cleverson Aroeira, afirmou que Guarulhos não deixará de ser o principal do país.

Segundo informações da SAC, as empresas que conquistarem os leilões de concessão dos aeroportos de Guarulhos, Campinas e Brasília, serão obrigadas a realizar investimentos iniciais que juntos somam cerca de R$ 4,2 bilhões, com a finalidade de atender os passageiros que vão acompanhar no país a Copa de 2014.

Viracopos também deverá receber o maior investimento após a concessão comparado aos outros dois aeroportos que também serão leiloados. Aproximadamente R$ 9,9 bilhões num período de 30 anos de administração privada, enquanto que Guarulhos deve receber R$ 5,2 milhões em 20 anos e Brasília R$ 2,7 milhões em 25.

Até o final da administração de Viracopos, que deve durar até 2041, fim da concessão, o aeroporto passará por inúmeras transformações. Acredita-se que serão construídas novas pistas de pouso e decolagem, contribuindo para ampliar a capacidade local para mais 500 mil aeronaves por ano, e erguer novos terminais para passageiros.

Mundodastribos

Passagem de avião comprada com antecedência custa até 55% menos

A passagem aérea comprada com antecedência pode resultar numa economia de até 55% para o consumidor. Essa é uma das conclusões de um estudo divulgado pelo Nectar (Núcleo de Economia dos Transportes) do ITA (Instituto Tecnológico de Aeronáutica).

O estudo foi feito por meio da coleta, pela internet, de mais de 2 milhões de tarifas num período de 24 meses (entre 2008 e 2010). Foram considerados apenas voos domésticos com saída dos aeroportos de Congonhas, na zona sul de São Paulo, e Cumbica, em Guarulhos (Grande São Paulo).

Segundo a pesquisa, o desconto pode chegar a até 55% para quem compra passagem com 60 dias de antecedência partindo do Aeroporto de Cumbica. Considerando Cumbica e Congonhas, a compra antecipada pode gerar economia de 38%.

"As empresas usam a compra com antecedência como forma de atrair passageiros e diferenciar as pessoas que voam a negócios, e estão dispostas a pagar mais caro, daquelas que voam a lazer", diz o diretor-executivo do Nectar, Alessandro Oliveira.

A pesquisa conclui ainda que voar de Congonhas é, em média, 18% mais caro que voar de Guarulhos.

Viajar no feriado é mais caro

O estudo evidencia algo que muitos consumidores já sentiram no bolso: viajar no feriado é mais caro. Quem viaja na véspera paga 12% mais caro; já quem viaja no próprio feriado paga 3,8% mais.

Tiradentes (abril), Corpus Christi (junho), Revolução Constitucionalista (julho, coincidindo com período de férias), Natal e Ano Novo (dezembro) são as datas em que as passagens ficam mais caras.

Comprar uma passagem durante o feriado, no entanto, representa uma economia de 3,7% para voos que partem de Congonhas.

Segundo o estudo, ao contrário de companhias aéreas internacionais, as brasileiras cobram mais barato em voos sem escalas. Voos com escalas e conexões são 30% mais caros.

Bilhetes estão 26% mais baratos

O estudo do Nectar mostra, ainda, que a tarifa média dos voos que partem dos dois aeroportos teve uma redução de 26% no período pesquisado: caiu de R$ 517, em 2008, para R$ 382 em 2010.

Parte dessa queda, segundo Alessandro Oliveira, foi consequência da desvalorização do dólar. "Muitas das despesas das companhias aéreas estão atrelados ao dólar, como aquela com combustíveis e peças de manutenção", diz.

Veja algumas dicas para economizar na passagem

  • Compre com antecedência, mas evite remarcar passagens
  • Se puder, opte por voos entre terça e quinta-feira, que são mais baratos
  • Opte por voos pela manhã e evite voos noturnos -a não ser que sejam os “corujões”, feitos de madrugada, que são mais baratos
  • Pesquise preços no meio dos feriados e em períodos de baixa no dólar
  • Evite vésperas e dias posteriores aos feriados
  • Verifique se há opções em outros aeroportos e veja se valem a pena –considere o tempo de percurso e o tempo de espera no terminal
  • Reclame das empresas aéreas para a Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) se considerar os preços abusivos.
uol

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Avianca receberá mais quatro aviões A320


São Paulo - A Avianca anunciará oficialmente no próximo dia 14 de outubro a chegada de quatro novas aeronaves Airbus A320, cada uma com capacidade para até 162 passageiros. Segundo a empresa, os aviões irão atender, com maior oferta de assentos, as rotas de maior demanda de sua malha aérea, hoje com 22 destinos. Com a incorporação, a frota da Avianca chegará a 26 aeronaves.

A expectativa da companhia é transportar 3,4 milhões de passageiros em 2012. Este ano, a empresa incorporou - e já estão em operação - cinco dos 15 Airbus A318 recentemente adquiridos. De acordo com a Avianca, nos últimos meses o índice de ocupação em seus voos ficou em torno de 80% e o programa de milhagem da companhia, batizado de Programa de Fidelidade Amigo, tem cerca de um milhão de associados.

Segundo os dados mais recentes da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), referentes a agosto, a Avianca ocupa a quinta posição no mercado, com 3,55% de participação. Em primeiro lugar está a GOL, com 38,84%, quase empatada com a TAM (que inclui a Pantanal), com 38,37%. Em seguida aparece a Azul (9,27%) e a Webjet (5,74%), que está sendo absorvida pela GOL. Depois da Avianca está a Trip (3,43%).

VEJA

SNA luta para reverter medida da TAM que reduz folgas remuneradas




A direção do Sindicato Nacional dos Aeronautas (SNA) reuniu-se, na terça-feira (4/10), com o novo gerente de Relações Sindicais da TAM, Julio Cesar Oliveira, para questionar a iniciativa da empresa de modificar os cálculos de pagamento do descanso remunerado.

A TAM mudou a proporcionalidade de 9/21 (descanso/dias de trabalho) para 8/22, o que significa a troca de um descanso remunerado por um dia de trabalho e, consequentemente, prejuízo no salário do aeronauta.

O SNA não aceita a medida e a considera uma ilegalidade, uma vez que o descanso remunerado é garantido no contrato de trabalho dos aeronautas e não pode ser alterado de forma unilateral. Nenhum argumento da TAM apresentado na reunião foi consistente, ou sustentável juridicamente.

O SNA pediu a revisão imediata da mudança e irá tomar todas as medidas necessárias para revertê-la e garantir os direitos dos aeronautas. O gerente da empresa comprometeu-se a encaminhar o assunto com a direção da companhia e comunicar o Sindicato o resultado dessa discussão na próxima semana.

Benefícios

O SNA também solicitou ao gerente Julio Cesar Oliveira explicações sobre a mudança de critérios para a distribuição de passagens/benefício para os funcionários da empresa. Recentemente, a empresa cortou os três bilhetes/benefício por ano que eram cedidos para "outros" (pessoas indicadas por funcionários). Segundo o gerente, os motivos que levaram à mudança estão relacionados ao mau uso do benefício, incluindo a venda dessas passagens. As passagens cedidas para funcionários, cônjuges, filhos, pais, sogros e irmãos foram mantidas.

PLR 2011

A Comissão Interna de Funcionários criada pela TAM para deliberar sobre o plano de Participação nos Lucros e Resultados (PLR) 2011, com a participação de três aeronautas, aprovou e assinou a proposta apresentada pela empresa sem reivindicar nenhuma mudança. O SNA critica o fato de não ter havido assembleia de trabalhadores, discussão com a categoria, ou qualquer avanço na proposta original.

D.O.s

O SNA reiterou o pedido de acesso aos Departamentos Operacionais (D.O.s). Os dirigentes da entidade vêm sendo impedidos pelos seguranças da empresa de entrar nos D.O.s. A postura contraria a legislação trabalhista e Convenção Coletiva, que garantem às entidades sindicais acesso aos locais de trabalho para conversar com os trabalhadores.

Diárias Internacionais

A direção do Sindicato também solicitou à TAM a revisão dos valores das diárias internacionais, que estão, atualmente, aquém dos custos dos aeronautas com refeições no exterior. O objetivo é garantir que os aeronautas possam custear refeições adequadas em termos de qualidade nutricional e higiene com o valor das diárias, o que não vem ocorrendo hoje.

SNA

Infraero faz mudanças em rota de voos do Santos Dumont para diminuir ruído, diz Inea

A pedido do Inea (Instituto Estadual do Ambiente), a Infraero (Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária) vai mudar alguns procedimentos na rota dois (que passa pela zona sul) dos voos do Aeroporto Santos Dumont, no centro do Rio de Janeiro. As novas restrições serão baseadas no limite máximo de ruído, segundo informou a presidente do Inea, Marilene Ramos. Anteriormente, o órgão havia pedido também para diminuir a quantidade de voos, o que não foi atendido.


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Marilene Ramos contou que recebeu um comunicado da Infraero informando que, a partir da primeira quinzena de outubro, vai implantar duas novas medidas, ainda como teste, com o intuito de minimizar o impacto dos ruídos das aeronaves nos bairros Botafogo, Flamengo, Urca, Laranjeiras, Glória e Santa Teresa. Entre as mudanças, estão a altura da rota e o ângulo de aproximação nestes bairros

- Vamos acompanhar nesse período de teste se esses procedimentos vão, de fato, surtir efeito e diminuir o incômodo relatado pela população. O que importa para nos é que o resultado seja alcançado, que é a redução do ruído. A Infraero entendeu que existe um problema e está trabalhando para diminuir os transtornos.

Há alguns meses, a Justiça Federal concedeu à Infraero uma liminar autorizando o número de voos rotineiros, alegando que o Inea não poderia fazer tal exigência, já que apenas a Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) tem o poder para restringir o número de voos.

Segundo a presidente do Inea, a Infraero não deu maiores detalhes sobre como funcionarão estas mudanças, mas o fato de estar disposta a diminuir o ruído, já mostra que o órgão percebeu a necessidade de se intervir na questão.

- Nós fazemos monitoramento e existe violação, as pessoas se queixam com razão. A Infraero está consciente disso e, apesar de não ter atendido a diminuição do numero de vôos, está testando uma opção alternativa, a alteração da rota para diminuir o barulho.

As mudanças ocorrerão no período das 22h às 7h, de acordo com o estabelecido pela licença ambiental de operação emitida no ano passado.

R7

Indonésia: companhia aérea recebe ameaça de bomba via fax


Um avião de passageiros da Garuda Indonesia pousou em segurança no Aeroporto Internacional de Soekarno-Hatta, na capital indonésia de Jacarta, na quarta-feira, após uma ameaça de bomba recebida na sede da companhia aérea. As informações são do siteWireupdate.

A aeronave, com número de voo GA-601, havia decolado do Aeroporto Internacional Sam Ratulangi, localizado ao norte de Manado, em Sulawesi do Norte, e seguia rumo Jacarta.

Funcionários da empresa disseram que a ameaça de bomba chegou por um fax em torno de 2h, hora local, enquanto a aeronave estava em pleno voo. Segundo relatos, a mensagem dizia que a bomba estava programada para explodir às 3h40, 30 minutos antes de chegada do avião a seu destino.

O voo, no entanto, pousou sem incidentes e foi imediatamente isolado em uma área segura na extremidade norte da pista, para que equipes de segurança e esquadrões antibomba efetuassem inspeções.

Os 105 passageiros foram evacuados rapidamente da aeronave e revistados. Nada foi encontrado com eles, nem no avião. Investigação foi aberta para identificar de onde partiu a ameaça.

TERRA

Produtividade no setor aéreo favorece negociações salariais

A análise dos dados de produtividade na aviação regular, de 2000 a 2010, segundo estudo do economista do SNA, Claudio Toledo, aponta um cenário positivo para a negociação salarial deste ano.

A evolução da produtividade, em termos financeiros, obteve um crescimento da receita por funcionário de 9% no comparativo entre 2010 e 2009.

A produtividade física, através do crescimento do indicador PAX x KM pago por funcionário, também teve resultado positivo de 8% no mesmo período.

Veja também outros gráficos do estudo:

Última atualização em Qua, 05 de Outubro de 2011 14:22
SNA

RN: FAB mostra bastidores de treinamento de combate

Com simuladores de voo, aspirantes treinam manobras de combate. Foto: Celso Calheiros/Especial para Terra
A cidade de Maxaramguape, a 70 km de Natal, abriga um dos mais importantes centros de treinamento da Força Aérea Brasileira (FAB). O 1º Esquadrão do 11º Grupo de Aviação (1º/11º), que está sob o comando do II Comando Aéreo Brasileiro (Comar), é utilizado por pilotos que estão se especializando em trabalho de missões com aeronaves de combate. O Terra foi até a base de Maxaramguape e acompanhou demonstrações do treinamento de tiro ar-terra com Browning ponto 50 e foguetes Sbat de 70mm.

Com simuladores de voo, aspirantes treinam manobras de combate

Foto: Celso Calheiros/Especial para Terra

Para se ter uma ideia, a área do Grupo de Aviadores em Maxaranguape possui 70 km de perímetro, justamente para os exercícios de tiro ar-terra e ar-ar não oferecerem perigo. O estande de tiro é utilizado pelos estagiários a pilotos de helicópteros e também pelos estagiários a pilotos de caça. Os pilotos de caça da FAB também são treinados em Natal, no Rio Grande do Norte, pelo 2º esquadrão do 5º Grupo de Aviação (2º/5º). Os cursos, tanto de piloto de caça quanto de helicóptero duram um ano.

No 2º/5º, o coronel Carlos Duek , comandante do grupo de aviação apresentou as características do curso e as instalações, que incluem um simulador de voo no qual os estagiários têm de passar por 24 missões, fora os 75 voos com avaliador (100h efetivas) e 233 horas de curso e avaliação constante em ambiente rígido. "As primeiras decolagens são feitas às 6h e o último pouso só ocorre às 20h", detalhou o coronel Duek.

O comandante do 2º/5º explicou que as aeronaves à disposição da unidade representam algo como uma pequena força aérea, com seus 23 aviões Super Tucano, mais de 3 mil bombas, 90 mil munições para metralhadora ponto 50 e 800 foguetes. Na unidade, também funciona o Alerta de Defesa Aérea (Aleda), que pode solicitar missões de interceptação. "Em qualquer hora do dia ou da noite, em qualquer dia do ano, temos uma avião, piloto e mecânico de prontidão", disse.

As missões de interceptação ocorrem quando uma aeronave entra no espaço aéreo brasileiro e não se identifica. Os motivos podem ser variados, como a falta de comunicação por alguma pane, e por isso os aviões fazem o reconhecimento visual do aparelho que entrou no espaço aéreo nacional, entram em contato direto por rádio e podem chegar a escoltar a aeronave até uma pista de pouso. Em último caso, a legislação brasileira de defesa aérea também permite que o avião invasor seja atacado.

Novos helicópteros
O governo federal mantém as discussões sobre a compra dos novos caças da FAB, no entanto, em se tratando de helicópteros, as necessidades foram atendidas, de acordo com a análise do major-brigadeiro-ar Luis Antonio Pinto Machado, comandante do II Comar, com sede no Recife e responsável por todos os Estados do Nordeste, exceto o Maranhão.

A opinião do brigadeiro Pinto Machado está baseada no acordo que representou a compra de 50 helicópteros feita pelo governo brasileiro. "Com essas aeronaves, nossas necessidades de busca, resgate e salvamento de vidas serão atendidas", disse o major, durante uma visita de jornalistas às instalações da FAB no Rio Grande do Norte, na terça-feira. A visitação faz parte dos eventos que comemoram os 70 anos da Força Aérea.

Outro aspecto apontado pelo brigadeiro Pinto Machado é que a chegada de todos os 50 helicópteros representará um avanço tecnológico. Modelos com tecnologia analógica, como H1H (um modelo da década de 50), serão substituídos por novos aparelhos, construídos com tecnologia digital. "Isso significa maior economia de combustível, manutenção mais econômica e voos mais precisos", analisou o comandante.

O brigadeiro acrescentou que os últimos modelos deverão ser entregues com índice de nacionalização de 50%, conforme o acordo com o governo francês. Essas unidades somadas aos helicópteros Sabre, apropriadas para missão de combate, atendem às necessidades do comando.

terra

Idade média das aeronaves brasileiras é de 25 anos.


SÃO PAULO - A idade média da frota brasileira de aeronaves, considerando-se a aviação geral, é de 25 anos, segundo levantamento divulgado nesta quarta-feira (5) pela Associação Brasileira de Aviação Geral (Abag).

Conforme a entidade, 52% das aeronaves no país têm entre 21 e 40 anos e 29% da frota possui menos de 15 anos. Esses números revelam que há renovação da frota antiga, na avaliação da Abag.

Por outro lado, 7% das aeronaves de aviação geral têm mais de 40 anos. "Um dado muito interessante e que também indica o crescimento da aviação executiva no Brasil é o fato de 14% da frota apresentar entre um e cinco anos de idade", afirma em nota o presidente da Abag, Francisco Lyra.

O levantamento aponta ainda que é crescente a participação de helicópteros e jatos na frota brasileira. Em média, dois novos jatos e 5,4 helicópteros por mês foram adicionados à frota.

uol

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Programa Smiles alcança 8 milhões de clientes

O programa de milhagem da Gol, o Smiles, ultrapassou essa semana a marca de 8 milhões de participantes cadastrados, informou a companhia aérea. O programa, criado em 1994 e adquirido em março de 2007 junto com a VRG Linhas Aéreas, teve os benefícios estendidos aos clientes da Gol em 2008. “O programa funciona como uma fonte de receita para nós, uma vez que podemos vender milhas diretamente para empresas ou utilizá-las como cartões de crédito de bandeira compartilhada. Ele mantém parcerias com cadeias de hotéis, empresas de aluguel de automóveis, editores, além de formar parcerias com os maiores bancos do Brasil e da América do Sul e administradoras de cartões de crédito”, aponta o vice-presidente de Finanças e RI, Estratégia e TI da Gol, Leonardo Pereira. O Smiles registra cerca de 60 mil cadastramentos ao mês. “Em agosto, registramos 87 mil novos cadastros”, continua Pereira. O número médio de emissões de bilhetes também disparou desde a incorporação à Gol: passou de 33 mil no mês antes da aquisição, em 2007, para 230 mil por mês. Recentemente, a companhia anunciou que passou a tratar o Smiles como unidade de negócio separada, a fim de aumentar sua autonomia e foco. Mais informações: www.smiles.com.br.
panrotas

Aranha volta à Avianca como diretor de Serviços


Renato Aranha assume nova diretoria

A Avianca Brasil anuncia a contratação do executivo Renato Aranha para a nova Diretoria de Serviços. Aranha terá como principal responsabilidade melhorar a experiência do passageiro no atendimento nos aeroportos, serviço de bordo e entretenimento. “ O maior objetivo é oferecer um serviço diferenciado e superior ao padrão médio encontrado no mercado, tornando a experiência do passageiro a melhor possível”, afirma o executivo.

A estratégia da nova Diretoria de Serviços é priorizar a qualidade de serviço aos passageiros. Uma das inciativas será inovar permanentemente o serviço de bordo, promovendo adequação do cardápio a cada mudança de estação. Também está planejada a renovação constante do sistema de entretenimento de bordo (on demand, em que o passageiro escolhe sua própria programação).

Renato Aranha já passou por outros departamentos da companhia aérea. Possui experiência de mais de 26 anos no setor de aviação, com passagens pela Varig, PanAm, American Airlines e Amadeus.


Sindicatos de aeronautas e aeroviários iniciam negociações salariais em outubro


Sindicatos de aeronautas e aeroviários iniciam negociações salariais em outubroOs sindicatos de aeronautas e aeroviários e a Federação Nacional dos Trabalhadores em Aviação Civil (Fentac/CUT) entregaram a pauta de reivindicações das categorias ao Sindicato Nacional das Empresas Aeroviárias (SNEA), na sede da entidade, no Rio de Janeiro, no dia 15 de setembro. O objetivo dos trabalhadores é antecipar as negociações da campanha salarial deste ano, a fim de evitar contratempos no final de dezembro nos aeroportos.


Os sindicalistas explicam que, há décadas, a data-base de aeroviários e aeronautas é 1º de dezembro. Nos últimos anos, no entanto, “as empresas, em um flagrante e total desrespeito aos usuários e trabalhadores, apesar de receberem as reivindicações dentro do prazo estabelecido, insistem em estender as negociações pelo mês de dezembro, chegando a colocar em risco o planejamento das férias escolares e natalinas de todos os usuários do Transporte Aéreo”.

A iniciativa de antecipar a entrega da pauta se dá nesse sentido, “de uma atitude responsável dos trabalhadores de entregar a pauta com antecedência para que o sindicato patronal a encaminhe às empresas e as negociações fluam com o respeito e agilidade necessária”, ressaltam.


Nas negociações anteriores, a demora das empresas em apresentar sua contraproposta e chegar a um consenso com os trabalhadores levou a campanha até a véspera de Natal e Ano Novo, impedindo o seu encerramento antes do início da alta temporada. Os passageiros foram prejudicados com o clima de tensão, mas os sindicatos de trabalhadores também, porque foram usados pelas empresas como desculpa para os vários problemas enfrentados nos aeroportos. Os funcionários das companhias aéreas, que já sofrem com o aumento da demanda e a sobrecarga de trabalho, também.


A intenção dos sindicatos, entregando a pauta antecipadamente, é garantir a data-base e evitar qualquer iniciativa das empresas de atrasar a negociação, além de afastar o acirramento das negociações e a possibilidade de greve este ano. “Cabe agora às empresas apresentarem uma posição com propostas de aumento salarial justo para seus funcionários”, afirmam. A primeira reunião com o sindicato patronal acontece em 6 de outubro.


Além dos itens econômicos, que englobam salários, pisos, cesta básica, seguro de vida e diárias, entre outros, os trabalhadores aeronautas e aeroviários propõem ampliação de direitos sociais a fim de aumentar a licença maternidade e garantir benefícios iguais para parceiros de mesmo sexo.


Fentac/CUT