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quinta-feira, 29 de março de 2012

Pilotos de aviões agrícolas faturam alto no período de safra


André Textor é piloto de avião agrícola há quase 10 anos e não esconde a satisfação com a profissão que escolheu. “O vôo agrícola específico não é massante como o voo comercial. Cada voo é diferente do outro”, conta.

Gratificante e rentável. O valor médio cobrado pelas empresas de aviação agrícola por cada hectare pulverizado é de R$ 20, o piloto fica com 18% do total.

Durante seis meses, eles não têm parada, no final da safra o rendimento pode variar de R$ 120 a R$ 250 mil. “A gente trabalha muito por seis meses e a remuneração é boa, o equivalente aos outros seis meses que ficamos parados”.

No Centro-Oeste, a profissão anda bastante valorizada porque é cada vez maior a procura por esse tipo de serviço.

A pulverização aérea tem uma série de vantagens sobre a convencional em grandes plantações. Enquanto um avião consegue fazer a aplicação em 90 hectares em uma hora, os tratores mais modernos fazem o mesmo serviço em apenas 25 hectares.

Além disso, as estatísticas mostram que os pneus dos tratores destroem 1,5% da lavoura em cada aplicação, prejuízo que é suficiente para pagar a pulverização aérea, conforme conta o agricultor Angelo Magoni.

O Brasil tem hoje a segunda maior frota de aviões agrícolas do mundo, são 1500 aeronaves, só fica atrás dos Estados Unidos com 10 mil, por isso, a demanda pela mão-de-obra é grande.

Para voar a três metros de altura do solo, o profissional precisa de muito treinamento. Enquanto um piloto de aviação comercial necessita de 150 horas para ser habilitado, esse precisa do dobro. Vai levar de 2,5 e três anos para estar habilitado.

GLOBO RURAL

Avião faz pouso de emergência nos EUA


Um avião da companhia americana JetBlue fez um pouso de emergência nesta terça-feira, após o piloto surtar e gritar sobre a presença de bombas da rede terrorista Al-Qaeda a bordo, informou o jornal "Globe-News", de Amarillo, Texas.

O voo, que seguia de Nova York para Las Vegas, foi desviado para a cidade texana de Amarillo, devido a "um problema médico com o comandante", explicou a JetBlue.

Piloto teve crise nervosa em pleno voo e alegou que aeronave corria risco de sofrer um ataque terrorista

O comandante foi ao banheiro e quando saiu começou a gritar: "Iraque, Al-Qaeda, terrorismo, vamos todos cair", informou o jornal de Amarillo.

"Foi um pouco aterrador, estava muito fora de si", disse o passageiro Heid Karg à CNN. "Tentaram acalmá-lo (...) mas um grupo de passageiros homens teve de correr para dominá-lo".

Gabriel Schonzeit, outro passageiro, revelou ao Globe-News que "ele começou a gritar sobre a Al-Qaeda e sobre uma bomba no avião, e como todos iríamos cair".

"Outro comandante, que viajava no aparelho mas não estava de serviço, assumiu o avião e o pousou em Amarillo, informou a JetBlue. O piloto foi imediatamente internado para avaliação médica.
BAND

Lider Aviação apresenta crescimento em 2011

A Líder Aviação acaba de divulgar o balanço do ano de 2011. A receita operacional bruta consolidada apresentou aumento de 9%, em relação a 2010, atingindo o valor de R$72.740 mil. Evolução proporcionada pelo aumento do faturamento das Unidades de Operações de Helicópteros, Manutenção de Aeronaves, Fretamento e Gerenciamento de Aeronaves e Atendimento Aeroportuário.

Em 2011 a empresa prosseguiu com o seu plano de expansão, apresentando diversas novidades, como a aquisição de mais um helicóptero de grande porte, modelo Sikorsky S-92, com capacidade para até 21 passageiros.

Para incrementar a infraestrutura aeroportuária foi aprovada a construção e reforma de novos hangares no aeroporto de Itanhaém (SP) e Campos dos Goytacazes (RJ) para as operações de helicópteros, com previsão de conclusão em 2012. Além disto, a empresa está iniciando a construção de um novo hangar no aeroporto do Galeão (RJ), com previsão para início das operações em 2013.

Em 2010 a Líder Aviação, através de uma joint venture com a CAE Simuflite, firmou um contrato para a aquisição de um simulador de vôo a ser implantado no Brasil, para realização de treinamentos de pilotos dos helicópteros do modelo Sikorsky S76 C+ e C++. Este equipamento, que se encontra em fase de fabricação, será o primeiro simulador de helicóptero nível D (o mais moderno e fidedigno do ponto de vista tecnológico no que diz respeito ao visual e aos movimentos) a ser implantado no Brasil. O início da operação do simulador está previsto para o final de 2012.

A perspectiva da Líder para esse ano é prosseguir os planos de investimento e ampliação das operações, através da aquisição de novos helicópteros, ampliação e reforma da estrutura de hangares nos aeroportos, entre outros investimentos em veículos, ferramentas, equipamentos e informática.

AVIAÇÃO BRASIL

Pilotos da Iberia vão fazer greve todas as segundas e sextas-feiras até 20 de Julho

A mediação do Ministério que tutela a aviação em Espanha no conflito entre a direcção da companhia aérea Iberia e os seus pilotos não surtiu os efeitos desejados. À falta de acordo, os pilotos vão mesmo avançar para a greve, anunciou o seu sindicato (Sepla), citado pelo "El Mundo".

No total, serão precisamente 31 dias de greve. Esta começa a 9 de Abril e decorre até 20 de Julho. A paralisação começa assim nasegunda-feira de Páscoa, que é igualmente um dia festivo em Espanha, lembra o "Expansión". O jornal diz mesmo que a data escolhida para arrancar com a greve visa atingir em cheio o sector turístico durante a Semana Santa.

O sindicato dos pilotos refere em comunicado que a greve avança "devido ao boicote exercido pela Iberia sobre o processo de mediação, que impediu que se alcançasse um acordo, apesar das importantes concessões oferecidas pelo Sepla".

Os pilotos cumprem esta greve de quatro meses em sinal de protesto contra a criação da filial de baixo custo Iberia Express, que no passado domingo realizou o seu primeiro voo, e também devido à falta de acordo relativamente ao novo convénio colectivo.

De acordo com o Sepla, citado pelo "Cinco Días", o conflito em torno da criação da "low cost" Iberia Express centra-se no facto de esta vulnerabilizar o convénio dos pilotos em vários pontos – entre eles, o facto de poder haver segregação da actividade da empresa-mãe.

Recorde-se que a Iberia tem previsto ceder 40 aviões da empresa-mãe para a nova filial, o que significará a eliminação de 8.000 postos de trabalho, refere a mesma fonte.

Além disso, a Iberia pretende, em mais um incumprimento do acordo colectivo dos pilotos, que a companhia britânica British Airways, que criou uma holding com a Iberia, opere sem restrições no aeroporto de Barajas, o que se traduz num decrescimento para a Iberia, explica ainda o comunicado do Sepla.

Os pilotos denunciam que a Iberia não tem um plano de crescimento, ao passo que a British Airways "adquiriu 30 aviões e contratará 800 pilotos".

JORNAL DE NEGÓCIOS

quarta-feira, 28 de março de 2012

Gol abre processo de demissões



SÃO PAULO - A Gol Linhas Aéreas retificou nesta manhã a informação divulgada pela própria empresa, na sexta-feira, de que estaria prorrogando uma programa de licença não remunerada para pilotos e comissários (aeronautas).

A segunda maior companhia aérea do país abriu um processo de demissão para tripulantes até o dia 29, mas não detalhou o nível de adesão que pretende obter.

Segundo uma fonte do setor, uma das explicações para as demissões que estão sendo pretendidas pela Gol é a redução, a partir de maio, do número de comissários a bordo dos atuais quatro para três.

Essa redução foi regulamentada pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) em meados de março de 2010. A Anac informa que já realizou o processo de redução de comissários a pedido das seguintes empresas: Webjet, para o avião 737-300, TAM, para o A319, e Avianca, para o Fokker 100.

Segundo a agência, em meados de julho de 2011 a Gol se reuniu com representantes da agência para esclarecer dúvidas sobre esse processo de redução. A companhia foi procurada, mas não retornou até o momento.

Do dia 6 a 16 de março, a Gol já havia implementado um programa de licença não remunerada para aeronautas, mas obteve “adesão parcial”. Segundo o Sindicato Nacional dos Aeronautas (SNA), a companhia pretendia obter a adesão de 220 tripulantes, sendo 120 pilotos e 100 comissários.

Uma comissária da companhia, que pediu anonimato, informa que apenas 20 comissários teriam aderido ao programa de licenças. O presidente do SNA, comandante Gelson Fochesato, diz que os funcionários que aderiram a esse plano serão colocados em licença por um ano, sem garantia de estabilidade no retorno.

O Ministério Público do Trabalho do Distrito Federal (MPT) viu irregularidades no programa de licenças e deve se pronunciar a respeito ainda nesta semana.

A Gol não informa a quantidade de demissões que pretende alcançar nem o nível de adesão obtido com o programa de licença não remunerada. “Esse é o problema da Gol, ela não é transparente”, afirma Fochesato.

Depois de dois adiamentos, a Gol deve divulgar hoje os seus resultados financeiros do quarto trimestre de 2011. Relatório da Bradesco Corretora com a prévia do resultado da Gol no período indica um prejuízo líquido de R$ 177 milhões, ante lucro líquido de R$ 132 milhões de igual período de 2010.

Desde o início do ano, a Gol acumula a demissão de 100 aeronautas. Segundo a companhia, trata-se de um “turnover natural”, diante do quadro de 6 mil tripulantes da empresa.

Em janeiro, enquanto a demanda do mercado doméstico teve crescimento de 7,77% em relação ao mesmo mês de 2011 o fluxo de passageiros da Gol recuou 1,78% na mesma base de comparação.

Fochesato diz que o processo de demissões deflagrado pela Gol na sexta-feira não pode ser considerado como um Programa de Demissões Voluntárias (PDV). Isso porque, diz ele, num PDV a empresa negocia o pagamento de benefícios adicionais como salários-extras e passagens aéreas, entre outros.

Neste plano de demissões, a Gol se comprometeu a estender o plano de saúde ao tempo proporcional de trabalho do funcionário. A empresa também se compromete a pagar verbas rescisórias e multa de 40% do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).

Fonte: Valor Econômico.

Gol voará menos para cortar custos





A Gol Linhas Aéreas vê necessidade de reduzir de 80 a 100 voos diários entre março e abril, e esse movimento de “racionalização” implicará em uma redução de custos fixos, como a diminuição do número de funcionários por meio de licenças não-remuneradas e demissões voluntárias, afirmou o presidente da companhia, Constantino de Oliveira Junior.

De acordo com o executivo, a redução, que será na proporção de 80% para vôos da Gol e 20% de vôos da Webjet, será em viagens noturnas e não implicará na descontinuidade de nenhuma rota.

Os voos que serão retirados da malha representam cerca de 8% dos voos diários, visto que a companhia, incluindo a Webjet, realizou entre 1.100 e 1.150 voos por dia entre janeiro e fevereiro.

Segundo o presidente da Gol, Constantino de Oliveira Junior, a empresa irá promover licença não-remunerada e demissão voluntária (Foto: MARCIO FERNANDES/AE – 17/10/2011)

“Você pode perceber no quarto trimestre pressão nos custos de combustível, tarifas aeroportuárias, variação cambial… e no momento em que passou a existir essa pressão, principalmente sobre os custos variáveis, nós nos vimos obrigados a revisar a malha… e nessa revisão nós enxergamos a necessidade de reduzir em torno de 80 a 100 voos diários”, afirmou Oliveira a jornalistas em teleconferência nesta terça-feira.

“E todo esse movimento que tem sido feito em relação a licença não-remunerada, demissão voluntária, vem no sentido de adequar a essa nova realidade da companhia”, prosseguiu Oliveira, afirmando que não é possível divulgar números porque o processo ainda está em andamento.

Previsão frustrada
Segundo o executivo, a companhia tinha expectativas para o crescimento do mercado doméstico e premissas macroeconômicas, como o de crescimentos do PIB e preço do petróleo, que não se concretizaram, o que levou à decisão de reduzir a quantidade de voos, que não serão concentrados em nenhuma região brasileira.

“Nós entendemos que o movimento de racionalização da malha implica também em uma redução do custo fixo para que não haja nenhum impacto no Cask ex-fuel (custos que excluem combustíveis). Essa redução se dá exatamente nos voos que não apresentam uma receita satisfatória, a receita não é suficiente para compensar o custo variável”, disse Oliveira

Ele afirmou ainda que essas reduções foram planejadas antecipadamente, e que não devem haver mais medidas como esta para garantir a rentabilidade da companhia neste ano.
Para Oliveira, não é possível afirmar que a Gol “errou” no seu planejamento de voos e na contratação de funcionários.

“É uma mudança de visão e não dá pra atribuir essa mudança de visão a um erro. O erro seria a gente permanecer com problemas, permanecer com voos dando prejuízo pra companhia e talvez comprometendo a sobrevivência da empresa. Eu diria que houve uma mudança no cenário macroeconômico, de patamares, e nós estamos nos ajustando a essa mudança.”

Além disso, o presidente da Gol afirmou que todos as estimativas da companhia aérea para o ano estão mantidas.

Carolina Marcondes — Agência Estado.
Fonte: Estadão - JT.

segunda-feira, 26 de março de 2012

Presidente da Tam está entre melhores CEOs da América Latina


Marco Antonio Bologna, presidente da Tam S.A. e da Tam Linhas Aéreas, foi apontado como o 11º CEO com melhor desempenho na América Latina. É o único executivo de companhia aérea no ranking, que listou os 50 melhores executivos da região e resultou de uma pesquisa publicada neste mês pela Harvard Business Review (HBR), revista de administração e negócios publicada desde 1922 e ligada à Universidade de Harvard, nos EUA. Esta é a primeira vez que a publicação traz um ranking dos CEOs da região. Ao todo, foram avaliados 294 presidentes de 197 empresas de capital aberto da Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, México, Peru e Venezuela.

Para montar o ranking, os acadêmicos consideraram a variação do valor de mercado das companhias e o retorno total ao acionista (RTA). Segundo a revista, é difícil avaliar o desempenho de um presidente, sobretudo em mercados emergentes, mas o RTA, ajustado ao país e ao setor, é a melhor maneira de calcular o resultado que um executivo proporciona aos investidores. Na Tam, foi analisado o período que vai de 2004 a 2007, quando Bologna comandou pela primeira vez as operações aéreas do grupo. Nesse período, a Tam aumentou em US$ 5 bilhões o seu valor de mercado e promoveu um retorno total ao acionista (ajustado ao setor) de 4200%.

“O mercado de aviação é complexo. Por isso, é preciso lembrar que o resultado alcançado só foi possível porque contamos com uma excelente equipe, capacitada para atuar em um ambiente de negócios extremamente competitivo e volátil. Esse reconhecimento nos estimula a continuar sendo eficientes e a entregar os melhores resultados aos nossos acionistas, sempre oferecendo serviços de qualidade aos nossos clientes”, afirma Bologna.

A pesquisa, publicada nas edições brasileira e latino-americana da HBR, teve início com a coleta de dados sobre os executivos de empresas que figuravam no MSCI (Emerging Markets Index) ou no América Economía Latin American entre 2002 e 2011. Além disso, só incluiu executivos que assumiram a presidência entre 1º de janeiro de 1995 e 30 de junho de 2009. O ranking foi produzido pelos professores Morten Hansen (Universidade da Califórnia, Berkeley), Herminia Ibarra (Insead, França), Fernando Fragueiro (IAE Business School, Universidade Austral, Argentina) e Urs Peyer (Insead).
MERCADO E EVENTOS

Avião faz pouso inesperado em São José, vai embora e deixa passageiros


Houve confusão nesta sexta-feira (23) no aeroporto de São José dos Campos. Passageiros da companhia Azul Linhas Aéreas, de um voo do Rio de Janeiro para Belo Horizonte, tiveram que descer em São José para que a aeronave pudesse reabastecer. O problema é que o avião seguiu viagem sem a maioria dos passageiros.

O ex-jogador de futebol Valdo estava no avião. “Nós estamos com fome, sem nada aqui até agora. Tem criança, pessoa de idade, fomos maltratados”, reclamou Valdo. Os passageiros contam que já saíram do Rio de Janeiro com atraso. Quando o avião chegou no aeroporto de Confins, em Minas Gerais, não conseguiu pousar por causa do mau tempo, voltou para o Rio de Janeiro e também não recebeu autorização para pouso. A aeronave só conseguiu descer no aeroporto de São José dos Campos, para reabastecer. O que causa ainda mais revolta entre os passageiros é que o avião foi embora, mas eles ficaram.

“Falaram que era só pra reabastecer, mas não aconteceu isso”, reclamou um dos passageiros. Integrantes da banda de pagode Pique Novo tiveram que esperar uma van para Campinas. Eles têm um show marcado para Minas Gerais e só vão pegar o voo das 20h.

A Azul Linhas Aéreas informou por nota que por causa do mau tempo o avião teve que pousar em São José dos Campos. “Os noventa e seis passageiros foram reacomodados, e receberam todo o auxílio necessário conforme a resolução 141 da Anac. A Azul lamenta eventuais transtornos ocorridos aos seus clientes e informa que procedimentos como estes são necessários para conferir a segurança de suas operações”.
VNEWS

Após 63 anos de carreira, comissário de bordo americano pensa em se aposentar

Considerado o funcionário com mais tempo de carreira nos EUA, Ron Akana, 83, relembra mudanças na aviação e nos passageiros.

À medida que os passageiros embarcavam no voo 618 da United Airlines com destino ao Havaí no mês passado, eles passavam por um comissário de bordo de cabelos grisalhos que usava óculos e os cumprimentava dizendo: "Aloha, sejam bem-vindos a bordo".

A maioria dos passageiros parecia mais interessada em achar seus respectivos assentos do que em prestar atenção na tripulação, mas o comissário de bordo Ron Akana se destacava - e não apenas por causa das 11 condecorações pregadas na lapela de seu uniforme. A primeira foi para comemorar o seu aniversário de 10 anos como comissário de bordo e as outras para cada cinco anos extras de voo.

Foto: NYT

Ron Akana prepara copo de suco de laranja para passageiro a bordo de avião da United Airlines (25/02)

Akana trabalhou como comissário de bordo durante 63 anos, chegando a atingir cerca de 20 milhões de milhas aéreas ao longo do caminho, o equivalente a rodar o mundo cerca de 800 vezes ou de voar até a lua e voltar cerca de 40 vezes. Embora ninguém se preocupe muito em registrar o tempo de carreira de seus funcionários nas companhias aéreas, ele é considerado um dos comissários de bordos mais antigos dos Estados Unidos.

"As pessoas vivem me dizendo que eu deveria me inscrever no Livro dos Recordes", disse. "Vou deixar que outra pessoa conquiste o título."

Akana, 83, já viu muita coisa ao longo de sua carreira. Antigamente, quando começou a voar, ele presenciou passageiros que se vestiam impecavelmente e que se reuniam no bar do avião para comer salada de frutos do mar. Mas ele também representa uma profissão cujo glamour tem desaparecido com o passar do tempo e se tornado nada mais do que um trabalho árduo e de longas horas.

Mais de 40% dos cerca de 110 mil comissários de bordo dos Estados Unidos tem 50 anos ou mais, segundo uma análise de dados do censo feita em 2010 por Rogelio Saenz, um sociólogo da Universidade do Texas que estudou as mudanças demográficas dos comissários de bordo. Menos de 18% tem 34 anos de idade ou menos.

Akana não é o comissário de bordo mais velho dos Estados Unidos. Esse título na verdade pertence a Robert Reardon, 87, da Delta Airlines. Ele iniciou a sua carreira em 1951, dois anos depois que Akana começou a voar, sendo um dos primeiros homens "comissários" contratados pela United Airlines em 1949 para voar entre o continente e o Havaí.

Akana ficou com o 1º lugar na United Airlines nos últimos cinco anos, desde que Iris Peterson se aposentou aos 85 anos, após 60 anos de serviço.

Embora muitos de seus colegas ainda estejam trabalhando porque precisam, Akana disse que não trabalha apenas pelo salário. Logo após ter completado 70 anos, Akana estava entre os comissários de bordo mais bem pagos da companhia, ganhando US$ 106 mil por ano - incluindo salário, pensão e previdência social.

Como o primeiro na lista da recém-integrada United-Continental, Akana sempre recebe a escala que quer. Ultimamente isso tem significado viagens de apenas três dias por mês saindo de Denver para Maui ou Kauai. Ele passa uma noite na ilha, tentando marcar almoços com velhos amigos ou uma partida de golfe se der tempo, antes de ter de voltar para sua casa em Boulder, Colorado.

Ao longo dos anos, Akana levou sua mulher e os dois filhos para viajar ao redor do mundo, inclusive para passar férias na Austrália, Nova Zelândia, Europa e Hong Kong, além de passeios de fim de semana para Chicago para que as crianças tivessem a oportunidade de experimentar a pizza local.

Akana tinha apenas 21 anos quando preencheu sua inscrição para a vaga, em 1949 - junto com outros 400 indivíduos –, para ser um dos oito comissários que ocupariam as vagas para as ilhas havaianas.

"Para um garoto havaiano, a ideia de conhecer o continente americano era algo emocionante", disse Akana, que nasceu e foi criado em Honolulu. "Olhei em volta e pensei: 'nunca vou conseguir esse emprego'. Havia outros 400 caras junto comigo, sendo que a metade deles estava vestindo terno. Eu vestia uma camisa havaiana, pois era a única que tinha".

Bill Clinton, Bing Crosby, Sammy Davis Jr. e Red Skelton estiveram entre os passageiros notáveis que Akana teve a honra de servir.

Os passageiros costumavam se vestir bem para voar. "Todos os homens usavam terno e gravata. E as mulheres sempre vestiam as últimas tendências da moda", Akana lembrou. "Ninguém sequer sonhava em andar de chinelos pelo avião."

Mas nem tudo era uma maravilha, é claro. Naquela época, recorda Akana, a cabine ficava repleta de fumaça de cigarro à medida que os passageiros os acendiam após a decolagem. Entre os voos o avião era pulverizado com pesticidas, mesmo enquanto os comissários de bordo ainda estavam na aeronave. Ele viveu por décadas de desregulamentação da indústria e de uma economia turbulenta, que incluíram empresas indo à falência e cortes que acabaram com a maioria dos serviços nos voos.

E como consequência disso tudo, segundo ele, seu trabalho mudou fundamentalmente e a atenção ao serviço já não é tão significativa quanto era quando ele. "Hoje focamos mais nos procedimentos de segurança", disse ele.

Apesar de tudo, Akana manteve-se um homem leal à empresa, embora comece a pensar na aposentadoria. Depois de tantos anos de voo, ele e sua mulher querem viajar pelo país de trailer ou até mesmo fazer um cruzeiro.

Por Michelle Higgins/IG

Sem pátios nem terminais, Cumbica não comporta A380


Aeronave da Airbus vem pela segunda vez ao Brasil em busca de compradores – mas a falta de infraestrutura ainda é um impeditivo para sua aterrissagem

Ana Clara Costa
Airbus A380 no Aeroporto de Cumbica, em Guarulhos

Airbus A380 pousa no Aeroporto de Cumbica, em Guarulhos (Breno Rotatori)

A Airbus iniciou nesta quinta-feira, em São Paulo, seuA380 World Tour pela América Latina. A maior aeronave da empresa francesa, com capacidade para até 853 passageiros, pousou no Aeroporto Internacional de Cumbica, em Guarulhos (SP), para ser exibida a técnicos e à imprensa. O modelo, no entanto, não pode ficar muito tempo em solo. Tudo porque o aeroporto não possui um pátio extenso o suficiente para abrigar o superjumbo da Airbus.

De São Paulo, a aeronave parte para o Rio de Janeiro, Santiago (Chile) e Buenos Aires (Argentina) com o objetivo de mostrar seus atributos à opinião pública e, quem sabe, conseguir algum comprador na América Latina. "O Brasil é um mercado primordial para a empresa e queremos que o A380 voe logo para o país. Há demanda para isso", afirmou o vice-presidente da Airbus para América Latina e Caribe, Rafael Alonso. Até o momento, nenhuma companhia aérea da região possui a aeronave, que chega a custar entre 300 milhões de dólares e 400 milhões de dólares, e demora dois anos para ser construída.

Latam – Alonso afirmou que há interesse, sobretudo da Latam (empresa que nascerá da fusão da brasileira TAM com a chilena LAN), em encomendar o superjumbo. A compra, segundo o executivo, só não é possível no momento por dois motivos. Primeiro porque a fusão entre as companhias aéreas ainda não foi completamente concluída e aguarda a realização de alguns ajustes operacionais, como medidas de mitigação da concentração de mercado e a opção por apenas um programa de milhagem. Em segundo lugar, o Brasil não possui ainda nenhum aeroporto que possa receber o A380 – nem mesmo de companhias estrangeiras que já voam com a aeronave, como a Emirates e a Air France.

Airbus A380 no Aeroporto de Cumbica, Guarulhos

Cabine do Airbus A380

De acordo com uma fonte ouvida pelo site de VEJA ligada à atividade aeroportuária, ainda que a Infraero tenha autorizado o pouso dos aviões A380 da Emirates em São Paulo, no final do ano passado, os terminais de Guarulhos não comportariam o funcionamento de uma aeronave tão grande no dia-a-dia. O desembarque, num só momento, de mais de 800 passageiros causaria confusão de difícil administração com a estrutura atual.

Outro entrave é o fato de a companhia precisar de dois aeroportos próximos que comportem um A380 para os dias em que Guarulhos tiver de ser fechado por problemas meteorológicos. “Se a Infraero fizesse as adequações operacionais nas instalações, a aeronave poderia estar funcionando. Mas não fez ainda”, diz a fonte. Consultas estão sendo feitas sobre a viabilidade de Viracopos, em Campinas, e do Galeão, no Rio de Janeiro.

O A380 é indicado, sobretudo, para aeroportos que tenham um fluxo diário de 10 mil passageiros de longa distância. Hoje, apenas 39 cidades no mundo – incluindo São Paulo – possuem esse volume. Segundo Rafael Alonso, da Airbus, em vinte anos, 90 cidades comportarão essa demanda. Atualmente, o A380 voa 55 rotas para 29 destinos no mundo.

VEJA.COM

Avião faz pouso forçado em Itu


Um avião teve pane no motor e o piloto foi obrigado a fazer pouso forçado numa fazenda no quilômetro 83 da rodovia Castelo Branco (SP-280), em Itu. Sérgio Beneditti, 57 anos, voava com a esposa Cláudia Beneditti, que também é piloto de avião. O acidente aconteceu às 18h deste sábado, quando ainda havia luz, e os dois não se feriram.

O casal decolou do aeroporto de Jundiaí para um voo de lazer. Ao sobrevoarem Itu, houve uma falha no motor do Cirrus SR-20 prefixo PP CIE. O avião monomotor é equipado com um sistema exclusivo de paraquedas que o sustenta em situações de emergência como a que ocorreu ontem em Itu.

Um foquete lançou o pacote do paraquedas de um compartimento na parte de cima da aeronave. Segundo Sérgio, o sistema é acionado manualmente e foi isso que ele fez. O paraquedas funcionou e o avião desceu sem problema num pasto. O trem de pouso amorteceu o impacto com o solo e o casal não sofreu sequer um arranhão.

De acordo com Sérgio, o avião estava a cerca de 700 metros de altura. Ele é piloto de demonstração do Cirrus SR-20 e está familiarizado com os controles e equipamentos do modelo. Bombeiros e policiais militares chegaram à fazenda em 30 minutos após o pouso forçado, mas o casal de pilotos não precisou ser socorrido.

Sérgio não sabe exatamente o que ocasionou a falha no motor do Cirrus. O avião permanece na fazenda até hoje de manhã para a inspeção de técnicos do Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Seripa).

O sistema de emergência com paraquedas é uma das peculiaridades da marca do avião envolvido no incidente. Veja uma demonstração do recurso projetado para frear a queda da aeronave em caso de pane:

    CRUZEIRO DO SUL