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quarta-feira, 1 de julho de 2009

Parentes de vítimas do 447 preparam manifesto internacional na França


Exatamente um mês depois da data da queda do avião da Air France que levava 228 pessoas a bordo do voo 447, parentes das vítimas chegam a Paris. Emocionados, eles têm reunião marcada com famílias dos passageiros franceses nesta quarta-feira (1º). A agenda tem ainda encontros com autoridades da França e advogados que atuaram no acidente do concorde da Air France, em 2000.

Junto com associações de famílias da França e da Alemanha, os brasileiros devem escrever manifesto contra a irresponsabilidade na aviação civil, informou Maarten van Sluys, irmão da funcionária da Petrobras Adriana vans Sluys. Na última terça, um Airbus da companhia Yemeni Air caiu sobre o Oceano Índico e outro, da americana Spirit Airlines, realizou um pouso de emergência.


“Aqui as queixas quanto ao tratamento dispensado pela companhia aérea e demais autoridades são igualmente significativas. Pretendemos divulgar um manifesto internacional contra a irresponsabilidade na aviação civil, que agora sofre, semana sim e outra também, uma nova queda de avião, com vítimas fatais ou panes aéreas, com ferimentos em passageiros. Os interesses meramente econômicos precisam dar espaço à segurança”, reclamou, de Paris, Maarten.

Investigações e corpos

Na viagem, um grupo de quatro pessoas deve, segundo Maarten, se encontrar com representantes franceses da área de investigação, membros do Ministério das Relações Exteriores francês e advogados que atuaram junto a famílias de vítimas do acidente com o Concorde também da Air France, em 2000.


“Em um mês, nada foi-nos esclarecido, nenhuma medida administrativa que favoreça as famílias foi tomada e as forcas armadas suspenderam arbitrariamente as buscas após terem nos prometido que faríamos parte da decisão. Estamos muito aflitos e ansiosos pela identificação dos 40 corpos ainda em perícia. Para muitos, cerimônia de um mês só terá sentido caso haja o corpo”, desabafou ele.

Parentes chegam a Paris um mês após acidente

“Para nós, a data que marca um mês da tragédia é especialmente chocante pois estamos aqui em Paris onde nossos entes queridos deveriam ter desembarcado, mas não lograram esta realização”, disse, Maarten, que reclama de a Air France não ter organizado nenhuma cerimônia em nome dos passageiros e tripulantes a bordo do Airbus.


No próximo dia 18, a comissão brasileira deve seguir para Berlim, onde haverá um encontro das associações de famílias de vítimas do Brasil, França e Alemanha.

G1

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