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segunda-feira, 22 de junho de 2009

O Dom-Juan Santos Dumont



Pesquisador desfaz a fama de homossexual do Pai da Aviação e o retrata como um conquistador.

"Ela é bonitinha? Pelos teus relatórios, vê-se o amor ardente." A frase consta da carta que Pedro Lima Guimarães enviou ao amigo de infância Alberto Santos-Dumont, em 18 de fevereiro de 1902. Três meses antes, de Paris, o Pai da Aviação havia partilhado sua dúvida com o amigo, morador de Petrópolis (RJ): "Não sei o que fazer, se parar o namoro ou se continuar." Eles se referiam a Edna Powers, filha de um milionário americano, a quem a imprensa da época tratava como "a noiva de Santos-Dumont". Na correspondência, o aviador mineiro mostrava-se descrente quanto ao futuro do romance, pois tinha descoberto que o dote da família de Edna, a quem ele se referia na carta como "gentil e linda", era de "só um meio milhão (de dólares)".

A carta foi garimpada pelo escritor carioca Cosme Degenar Drumond e está presente em "Alberto Santos-Dumont: Novas Revelações", lançado recentemente pela Editora de Cultura. Desde que a obra veio à tona, ela se tornou a mais nova arma daqueles que defendem a masculinidade do aviador. "Não existe indício de que ele fosse homossexual", afirma Drumond.
O autor passou cinco anos levantando informações em museus, arquivos públicos, bibliotecas e universidades brasileiros e de países como Argentina, Chile, França e Inglaterra. Teve, ainda, acesso a três CDs com arquivos inéditos da família e a documentos enviados por parentes dos irmãos Wright, que disputavam com Santos-Dumont o reconhecimento pela invenção do avião no século passado.

Santos-Dumont foi um dom-juan clássico, na visão do escritor, que também pesquisou sobre a dedicação dele aos esportes e a suas ações de solidariedade. Namorou artistas, vedetes e mulheres de famílias abastadas.

Foi citado em um processo de divórcio requerido por um corretor de seguros e chegou a bater asas para uma amante do rei Leopoldo II, da Bélgica. Quando aportava no Rio de Janeiro, frequentava prostíbulos da praça Mauá com outros aviadores. Ao todo, mais de uma dezena de casos e romances é citada na obra. Na França, onde esteve para conversar com outros pesquisadores do aviador, Drumond insistiu com os interlocutores sobre a pecha de homossexual que acompanha a trajetória do criador do 14 Bis, principalmente no Brasil. Recebeu como resposta expressões de surpresa e a afirmação de que, naquele país, a fama era outra: a de um conquistador nato.

De fato, Santos-Dumont fazia por merecer esse título. Ele tinha o costume de presentear cada mulher de quem se enamorava - geralmente próximo do final da relação - com uma joia. E não era um mimo qualquer. Seu amigo e famoso joalheiro Louis Cartier era quem confeccionava o presente, a pedido do brasileiro, sob a seguinte recomendação: "Não comente nada, isso é coisa minha e sua." Nas viagens feitas de navio entre a capital francesa e o Brasil, Santos- Dumont valia-se de qualquer pretexto para puxar conversa com as passageiras - até mesmo um cachorro no colo de uma mulher já lhe serviu como abordagem (como ilustra foto na pág. ao lado). "Ele foi um bon vivant com as mulheres. Aproximava-se delas, divertia-se, amavaas e depois as trocava", opina Drumond. "E dizia a amigos que um homem que vivia no fio da navalha como ele, por conta do risco da sua atividade, não deveria constituir família."

Muito mais do que o fato de ser um solteirão convicto em meio à efervescência da sociedade francesa do início do século passado, a fama de Pai da Aviação que o elevou à condição de celebridade mundial contribuiu para que sua suposta homossexualidade fosse ventilada. Para se ter uma ideia da sua popularidade, entre 1899 e 1903, ele foi retratado na imprensa 12.625 vezes. Drumond descobriu esse levantamento, feito por quatro empresas de clipping contratadas pelo inventor, no arquivo da família Dumont. "(A homossexualidade) foi uma forma de denegrir a imagem dele e o Brasil comprou isso", opina o físico Henrique Lins de Barros, do Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas, um estudioso da vida e obra de Santos-Dumont, autor de três livros sobre ele.

Naquela época, o brasileiro e os irmãos americanos Wright disputavam a supremacia sobre os aeroplanos. Ao mesmo tempo, o jornal New York Mail and Express publicava em suas páginas: "Na casa de Santos-Dumont, o serviço de chá fica em um canto da sala, onde ele bebe com frequência essa bebida social feminina. Tudo na sala é de extremo bom gosto, nada indicando que haja um toque masculino." O escritor americano Paul Hoffman reproduziu essa passagem em seu recente livro "Asas da Loucura", no qual afirma que Santos-Dumont foi amante do caricaturista francês George Gousat, conhecido como Sem. Mas não apresenta provas ou cartas de amor que façam referência ao caso - ao contrário do que se verifica em relação ao sexo oposto.

"A masculinidade não se prova nem mesmo por um papel de casamento", diz o físico Lins de Barros. "Mas, baseando-se na documentação que se conhece, é mais fácil de entender Santos- Dumont como heterossexual." No canhoto de um talão de cheque do aviador, por exemplo, ao qual Drumond teve acesso, está anotada uma despesa com a compra de bombons, presente que ele costumava oferecer a Yolanda Penteado, famosa socialite paulista que foi casada com o industrial de origem italiana Francisco Matarazzo Sobrinho, o Ciccillo. Os dois se conheceram quando Yolanda tinha 16 anos e se encontravam no Copacabana Palace - sempre que possível, entrando discretamente pelos fundos. O inventor preparava jantares românticos para ela, que se sentia lisonjeada com o fino galanteio. A cunhada de Santos-Dumont, porém, reprovava o caso. Segundo Drumond apurou em arquivos, ela dizia: "Alberto, você está ficando tonto namorando essa menina!" Yolanda teria sido a grande paixão da vida do aviador.

Nos esportes, apesar de praticar esqui, alpinismo e ser piloto de corrida, sua predileção era o tênis - chegou a ser árbitro no Fluminense Futebol Clube. Mas foi em uma academia de esgrima que conheceu Edna Powers, cuja foto figurava em uma espécie de porta-retrato em cima de uma mesa de seu apartamento na Champs-Elysée, em Paris. Dom-juan ou homossexual? Os documentos comprovam que Santos- Dumont apenas não alardeava conquistas, era discreto. Como bom mineiro de Palmira.

Fonte: ISTO É

Australia – Helicóptero se aproxima de crocodilo e cai em pântano



Um piloto de helicóptero na Austrália ficou tão exaltado ao avistar um crocodilo que procurou voar mais baixo para examinar o animal, causando a queda da aeronave em um charco.

O helicóptero sobrevoava a Praia Dundee, a 60 quilômetros de Darwin, quando o piloto decidiu olhar o crocodilo mais de perto.

“O piloto disse que depois de começar a manobra a única coisa de que se lembra é estar de cabeça para baixo no lamaçal”, disse nota divulgada pelo operador da ambulância aérea que foi socorrer as vítimas do acidente.

O piloto sofreu ferimentos leves, mas o passageiro que transportava ficou gravemente ferido no acidente. O piloto arrastou-o para a areia, longe de crocodilos, e enterrou-o na areia até o pescoço em uma tentativa de impedir que o homem ferido desenvolvesse hipotermia.

Em seguida, o piloto usou seu telefone por satélite para alertar os serviços de atendimento de emergência.
Ian Badham, diretor do serviço, disse que este foi um caso incomum.

“Um médico achou inicialmente que o passageiro estava morto e havia sido enterrado na areia”, disse Badham.
Badham disse que o passageiro foi hospitalizado e está recebendo tratamento para ferimentos na cabeça, no peito e nos braços.

Southwest irá cobrar amendoim para Wi-Fi?

Ah sim, o momento da verdade chegou - A Southwest Airlines quer saber quanto dinheiro passageiros dispostos a pagar para utilizar a Linha 44 em voo a Internet de alta velocidade sistema. Como Alaska Airlines, antes disso, Sudoeste, em 24 de Junho começará a testar uma variedade de pontos de preço do serviço, que é actualmente oferecida gratuitamente em quatro especialmente equipadas Southwest Boeing 737.

Peanuts.JPG Chave citar Sudoeste do blog:

A relação custo variam de $ 2 a $ 12 e será determinada pela distância clientes estão viajando eo dispositivo que estão usando para se conectar. O custo para obter on-line será exibido quando um cliente lança o seu navegador da Internet e serão aplicáveis aos empregados, bem como clientes.

Wow - uma ligação $ 2 para o meu iPhone em um vôo de curta distância? That's amendoim. Feliz para pagar isso! Estrategicamente, sudoeste do ponto alto preço para o serviço Linha 44 - $ 12 - é ligeiramente inferior aos 12,95 dólares cobrado pela operadora de Gogo-rivais equipados para Internet via laptop.

Fonte: Runwaygirl

Aeronave da GOL quase colide com balão em SP


Sábado, às 17h:38 (20h:38GMT), um dos pilotos, do voo GOL1569 que fazia o trajeto entre Curitiba-PR e São Paulo-Guarulhos, reportou "quase colisão" com balão em um dos setores da TMA SP para um dos controladores.

"Quase colidimos com um balão aqui neste setor controle, quase, GOL 1569" Segundo o ATC, o balão foi reportado próximo da posição BROZ.

Após o ocorrido a aeronave pousou em segurança. Vale lembrar que esta, é uma das épocas do ano em que se têm as maiores incidências e registros de balões, só na grande São Paulo.
Fonte: Aeroblog

Virgin Atlantic compra dez aviões da Airbus


A companhia aérea britânica Virgin Atlantic anunciou hoje ter encomendado à Airbus dez aviões A330-300, pelo valor de US$ 2,1 bilhões.

De acordo com a Virgin Atlantic, cinco aeronaves, com capacidade para transportar até 270 passageiros cada, serão entregues em 2011 e as demais no ano seguinte (2012).

A companhia aérea informou ainda que decidirá nos próximos meses sobre os motores das aeronaves, que deverão ser General Electric, Pratt & Whitney ou Rolls Royce.

Fonte: JB on Line

Ryanair corta aviões, rotas e empregos


Nopróximo Inverno a Ryanair vai suprimir 1 avião em Dublin (de 17 para 16) e em Shannon (de 4 para 3). Resultará na perda de 350 mil passageiros e 350 empregos no aeroporto de Dublin e 300 mil passageiros e 300 empregos em Shannon.

Mais cortes estão previstos pela Ryanair caso não chegue a acordo com o governo irlandês na negociação pela taxa turística EURO10.

LowCost Portugal

British Airways defende nova taxa ambiental

A companhia aérea British Airways sugeriu esta semana a criação de uma nova taxa ambiental, paga pelos passageiros, como forma de compensar os investimentos que as companhias aéreas terão que fazer no futuro próximo para se tornarem mais verdes, reduzindo as emissões de dióxido de carbono produzidas durante os voos.

British Airways

A ideia, revelada pelo chefe executivo da British Airways, Willie Walsh, em declarações ao jornal britânico The Times, termina com a óbvia conclusão: "Para a indústria [da aviação comercial] fazer a sua parte, as pessoas que beneficiam da indústria - os passageiros - vão ter que pagar. As tarifas vão ter que aumentar".

A British Airways, juntamente com a Virgin Atlantic, Air France, Cathay Pacific e Qatar Airways constiruiram um grupo que irá apelar para que as emissões produzidas pela aviação comercial sejam integradas no protocolo sobre alterações climáticas a ser discutido pelas Nações Unidas na conferência de Copenhaga, em Dezembro.

Ao periódico britânico, Willie Walsh recusou quantificar o aumento dos preços dos bilhetes em virtude da nova taxa ecológica, que, à semelhança do actual suplemento de combustível (utilizado de forma abusiva por muitas companhias aéreas), variaria em função do tempo de voo e, eventualmente, da eficiência de cada aeronave.

Alma de Viajante

ZestAir fecha primeiro pedido de modelo A320


A Zest Airways Inc. (ZestAir) fez um pedido firme de compra de sua primeira A320 de corredor único. A aeronave integrará a frota que já conta com duas A320 adquiridas no mercado aberto em 2008.


O embaixador Alfredo M. Yao, Presidente e CEO da ZestAir, declarou: “Temos planos de expandir nossa operação para a região da Ásia-Pacífico, por isso precisamos aumentar o tamanho de nossa frota. Nossas aeronaves A320 oferecem mais espaço e conforto aos passageiros, mostrando-se confiáveis e com custos operacionais eficientes.”

“É com prazer que recebemos a ZestAir como nova cliente da Airbus", disse John Leahy, Diretor de Operações e Clientes da Airbus. “Com os mais baixos custos operacionais e os mais altos níveis de conforto de sua categoria, a A320 possibilitará à ZestAir oferecer serviços mais competitivos e lucrativos em sua crescente rede de voos.”

Sediada nas Filipinas, a ZestAir oferece atualmente voos para dezoito destinos no país. Com a entrega da nova aeronave, a companhia ampliará sua malha aérea para destinos internacionais na Ásia.


Fonte: Aviação Brasil

Trip realiza ato oficial de inauguração do voo Porto Alegre-Foz do Iguaçu


Nesta terça-feira, 23, a Trip Linhas Aéreas fará o lançamento da nova rota ligando as cidades de Porto Alegre e Foz do Iguaçu. O ato oficial de inauguração do voo Porto Alegre-Foz do Iguaçu será realizado às 10h, no Hotel Continental, Largo Vespasiano Julio Veppo, nº 77 (em frente a Estação Rodoviária de Porto Alegre), salão: Piratini. Quem vai comandar a tripulação em terra é o diretor de Marketing Evaristo Mascarenhas de Paula.
Fonte: TG On line

Copa Airlines deixa a aliança Skyteam


A Copa Airlines segue o exemplo da Continental e está saindo da Skyteam, aliança aérea mundial. A Continental vai se associar à Star Alliance depois de 24 de outubro, quando deixa a Sakyteam. Veja abaixo comunicado da Copa:

"A Copa está focada em manter o modelo de serviço de sucesso que vem mantendo com a Continental Airlines por mais de dez anos. Depois de uma análise criteriosa, tomamos a decisão de sair da aliança Skyteam, apoiando a iniciativa de nosso aliado de negócios: Continental Airlines.

A Copa Airlines reitera que mesmo com a saída da Skyteam em 24 de outubro de 2009, a aliança Continental-Copa-Aero República se mantém igualmente fortificada, conservando a participação conjunta das três companhias nos programas como OnePass ou outros serviços ligados à nossa associação.

Membros do programa OnePass

1. Os associados OnePass continuarão acumulando milhas nas cias aéreas da aliança SkyTeam em todos os vôos regulares até 24 de outubro de 2009.

2. Poderão reservar e obter bilhetes para viagens prêmio utilizando milhas OnePass para viajar nas cias aéreas da SkyTeam até 24 de outubro de 2009.

3. Devem completar todas as viagens prêmio até 24 de octubre de 2010.

4. Não perderão suas milhas e continuarão acumulando e trocando regularmente na Continental Airlines, Copa Airlines, Aero República e cias aéreas associadas ao programa OnePass.

Associados do Presidents Club

1. Os associados continuarão tendo acesso às Salas VIP da SkyTeam nos aeroportos até 24 de outubro de 2009.

A Copa Airlines informará a seus passageiros sobre qualquer mudança futura em seus produtos e serviços. Para maiores informações sobre o programa OnePass acesse: www.onepass.com"
Fonte: Panrotas

Continental e United buscam endereços comuns



A designação da imunidade antitruste para a aliança entre a Continental Airlines e a United era esperada para o fim de maio, mas foi adiada pelas autoridades americanas. O vice-presidente da Continental para América Latina, John Slater, em entrevista ao Portal PANROTAS, disse que é esperada para os próximos dias a decisão final e positiva em relação à aliança entre as duas companhias. No dia 24 de outubro a Continental, em uma atitude inédia entre empresas aéreas, deixa sua aliança original, a Skyteam, e associa-se à Star Alliance, da qual a United é uma das fundadoras.

Por conta disso, a sinergia entre as duas empresas está se estreitando em todo o mundo. John Slater confirma, inclusive, que as duas companhias estão buscando, em diversos países, como o Brasil, escritórios conjuntos. “Continuaremos sendo concorrentes na venda Brasil-Estados Unidos, por exemplo, mas a ideia é unirmos forças para as vendas além-EUA, como Europa e Ásia”, disse Slater. O objetivo da aliança com a United é “maximizar os benefícios para os passageiros”.

E a crise? Segundo o VP da Continental houve uma queda mundial de yield para a empresa, especialmente na Europa e Ásia, em termos internacionais. A América Latina e o Brasil especificamente estão muito bem. “Claro que há pressão do mercado e sentimos algumas mudanças em tarifas, classe de viagem e nas promoções, mas nossa posição é sólida no Brasil, tanto que vamos iniciar o Rio-Houston”, explica. Perguntado por que a Continental demorou a aumentar frequências para o Brasil, John Slater diz que a empresa estava aguardando a aprovação das autoridades. As rotas liberadas para o Norte e Nordeste não se encaixavam na estratégia da empresa, mas quando apareceu a oportunidade Rio-Houston, não houve dúvidas.

Se a nova rota reagir bem, o próximo passo da Continental no Brasil pode ser a troca do 767-200 pelo 400. A vinda de um 777 estaria um pouco mais além. Atualmente 65% da venda da CO no Brasil vem do próprio mercado brasileiro. “Estamos tendo que lidar com a crise, a desregulamentação das tarifas, e alguns de nossos competidores não hesitaram em baixá-las ao nível máximo imediatamente após o decreto do governo brasileiro, e com uma oferta grande de assentos. Mesmo assim, o Brasil está bem e apostamos no País”, concluiu.

Fonte: Panrotas

Pauta da Reunião de Diretoria da ANAC 23 de junho de 2009 Rio de Janeiro (RJ)


I) Aprovação das atas das Reuniões realizadas em 09.06.2009 e 16.06.2009.
II) Deliberação sobre processos:
Relatoria da Diretora-Presidente, Solange Paiva Vieira
1) Processo: 60800.028010/2009-62.
Assunto: Proposta de Instrução Normativa que define os principais tipos e as finalidades dos documentos da ANAC.
Relatoria do Diretor Alexandre Gomes de Barros
2) Processo: 60800.026254/2009-19.
Assunto: Estabelecimento das tarifas aeroportuárias de embarque, pouso e permanência e preços unificados aplicáveis ao Aeroporto de São Paulo/Congonhas – revogação da Resolução nº 17, de 07 de março de 2008, e da Instrução Normativa nº 10, de 1º de agosto de 2008.
Relatoria do Diretor Cláudio Passos Simão
3) Processo: 60800.025632/2009-39.
Assunto: Aprovação da Instrução Suplementar nº 120-079A, intitulada "Sistema de Análise e Supervisão Continuada".
4) Processo: 60800.022610/2009-17.
Assunto: Aprovação da Resolução que dispõe sobre os procedimentos de implementação do Protocolo de Emenda à Convenção de Aviação Civil Internacional – Artigo 83 bis.
Relatoria do Diretor Marcelo Pacheco dos Guaranys
5) Processo: 60800.038854/2008-31.
Assunto: Aero Agrícola Novo Tempo Ltda. – autorização operacional para exploração de serviço aéreo especializado na modalidade aeroagrícola.
6) Processo: 07-14/091/84.
Assunto: Aplic Aviação Agrícola Ltda. – nova autorização operacional para exploração de serviço aéreo especializado na modalidade aeroagrícola.
7) Processo: 07-01/25867/04.
Assunto: Empresa de Participações Oeste de Minas & Táxi Aéreo Ltda. – autorização operacional para exploração de serviço de transporte aéreo público de passageiro na modalidade táxi aéreo.
8) Processo: 07-11/1405/03.
Assunto: Stilus Táxi Aéreo Ltda. – nova autorização operacional para exploração de serviço de transporte aéreo público de passageiro e carga na modalidade táxi aéreo.
9) Processo: 07-01/1712/79.
Assunto: SAPA - Serviços Aéreos de Proteção Agrícola Ltda. – renovação da autorização operacional para exploração de serviço aéreo especializado na modalidade aeroagrícola.
10) Processo: 07-13/0193/87.
Assunto: Maricá Táxi Aéreo Ltda. – renovação da autorização operacional para exploração de serviço de transporte aéreo público de passageiro e carga na modalidade táxi aéreo e de serviços aéreos especializados nas modalidades aerocinematografia, aerofotografia e aerorreportagem.
11) Processo: 07-01/93517/99.
Assunto: CCA - Cereal Citrus Aero Táxi Ltda. – renovação da autorização operacional para exploração de serviço de transporte aéreo público não-regular de passageiro e carga na modalidade táxi aéreo.
12) Processo: 07-01/14720/97.
Assunto: No Limits Táxi Aéreo Ltda. – renovação da autorização operacional para exploração de serviço de transporte aéreo público não-regular de passageiro e carga na modalidade táxi aéreo.
13) Processo: 07-01/00797/95.
Assunto: Viganó Táxi Aéreo Ltda. – revogação da autorização operacional para exploração de serviço de transporte aéreo público não-regular de passageiro e carga na modalidade táxi aéreo e de serviços aéreos especializados nas modalidades aeroinspeção, aerorreportagem, aerofotografia, aerocinematografia e combate a incêndios.
Relatoria do Diretor Ronaldo Seroa da Motta
14) Processo: 60800.030719/2009-28.
Assunto: Alocação de frequências mistas para Aruba.
15) Processo: 60800.024911/2009-85.
Assunto: Alocação de frequências mistas para a República Dominicana.
III) Assuntos Diversos
Fonte: Anac

Sete pessoas morrem em acidente de helicóptero na França

No local da queda do helicóptero são avistados os destroços da aeronave

Sete ocupantes de um helicóptero Eurocopter AS-350B-2 Ecureuil (Esquilo) morreram neste sábado (20) quando o aparelho da companhia Azur Helicoptere, proveniente do parque de atrações Walili, caiu no monte Cordon, localidade francesa de Bregnier-Cordon (centro-este).

O piloto e seis trabalhadores de um parque de diversões de Isère, que realizaram um batismo no ar, não sobreviveram ao acidente, que ocorreu por volta das 19:00 (hora local).

Os seis passageiros, três homens e três mulheres tinham entre 20 e 40 anos.

O helicóptero havia decolado do parque, situado a noroeste de Isère, e caiu a cerca de três milhas de distância, perto de Monte Cordon, no extremo sul de Ain.

As causas do desastre ainda são desconhecidas, segundo O Centro Operacional Departamental de Incêndios e Resgate (CODIS). Um inquérito foi iniciado pelo Bureau d'enquête et d'analyses (BEA).

Fonte: Aviation News

Brasil - Avião atinge ave e tem viagem interrompida no Pará



Uma aeronave da Trip Linhas Aéreas que fazia a rota Manaus - Belém, com escala em várias cidades, colidiu com um pássaro e teve uma das hélices danificadas durante a decolagem no Aeroporto de Itaituba. O incidente aconteceu nesta sexta-feira. Apesar do problema, a viagem seguiu normalmente até Santarém, no Pará.

Os 40 passageiros que estavam a bordo só foram informados do incidente quando desembarcaram no Aeroporto Internacional Maestro Wilson Fonseca. No saguão, um representante da empresa esclareceu o fato e pediu a compreensão de todos.

A equipe de manutenção foi acionada para avaliar os danos na aeronave. O vôo 5603, que tinha previsão de chegada em Belém às 12h15, e acabou cancelado após a avaliação dos mecânicos.

Diante da situação a Trip Linhas Aéreas remanejou os passageiros para hotéis da cidade. Alguns preferiram ficar no aeroporto na tentativa de embarcar em voos de outras companhias.

Fonte: Aviation News

Vôo da AZUL tem primeiro problema. Estouro de TURBINA em Navegantes (SC)


Uma das turbinas de um avião Embraer da empresa sofreu uma pane alguns minutos antes de decolar do Aeroporto de Navegantes, no litoral catarinense, para Porto Alegre, na noite de sexta-feira.

O voo 4164 procedente de Campinas, em São Paulo, pousou em Navegantes e, quando se preparava para decolar, teve um estouro em uma das turbinas.

Os cerca de 100 passageiros que estavam a bordo tiveram que descer do avião e aguardar aproximadamente quatro horas para embarcar em outro voo da empresa. Apesar do susto,não houve o registro de feridos. Apenas de ter sido o primeiro problema da nova companhia.



Na coletiva do balanço, a Azul também deverá anunciar o seu programa de milhagem, onde a prioridade será para benefícios em dinheiro. A cada passagem adquirida, não importa o trecho ou o preço, o cliente receberá 5% do valor pago em uma conta. A cada R$ 50 acumulados, poderá escolher entre usar o dinheiro como desconto na compra da próxima passagem ou acumular até ter o valor completo de um bilhete.

Fonte: Contato Radar

Para quem gosta e curte Aviação


O site A Galley News está disponibilizando, para os fanáticos da aviação, uma revista eletrônica que por sinal é muito legal.

Nesta primeira edição eles falam do acidente com o A 330 da Air France, bem como, as fotos das buscas e resgates pela Fab e Marinha do Brasil.

Ainda neste número você terá uma reportagem do A300, o primeiro Wide Body da aviação comercial.

Tem ainda o inicio da aviação no Brasil e um passeio pelo R-99, o avião radar da Força Aérea Brasileira.

Fonte e Indicação: Aeroblog

JetBlue instala Wi-Fi nos avioes A320


A companhia aérea americana JetBlue, criada pelo empresário David Neeleman, também dono da brasileira Azul, inovou na divulgação de um novo vôo entre as cidades de Boston, Nova York e Los Angeles na quarta feira. A idéia era promover serviço de wi-fi instalado nos aviões Airbus A320 que fazem a rota entre a costa do Atlântico e do Pacífico.


Batizado como BetaBlue, o serviço permite a navegação pela internet, envio de emails e compras online de dentro do avião, em uma parceria com o Yahoo, a Blackberry e Amazon. Para isso, a empresa lotou seu avião com celebridades do mundo digital, particularmente blogueiros, twitteiros e figuras populares no You Tube. Todos eles usaram o vôo para transmitir mensagens em tempo real pela internet.


Fonte: Contato Radar

Cai avião de ataque russo Su-24


su-24

Uma aeronave de ataque Sukhoi Su-24, acidentou-se em 19.06.09, na região de Murmansk, Rússia. Os dois pilotos ejetaram e sobreviveram, informou a imprensa local. O Su-24 caiu junto ao campo aéreo de Monchegorsk, durante um vôo planejado às 14:55 hora de Moscou (10:55 GMT), segundo informou Vladimir Drik, ajudante de ordens do comandante da Força Aérea Russa. “Não houve vítimas nem danos em terra” informou Drik. Disse também, que uma comissão especial de representantes do Ministério de Defesa da Rússia e do comando da Força Aérea se apressaram á chegar a zona do acidente.

Fonte: Blog do Poder aéreo

Turkish Airlines compra mais aviões da Airbus


Executivos da Turkish Airlines assinaram na semana passada um memorando de entendimento para a compra de mais sete Airbus A330. A compra inclui dois da versão A330-200 e cinco do modelo A330-300, disse o chairman da empresa Candan Karlitekin. As entregas estão previstas a partir de agosto de 2010, e os jatos serão utilizados nas rotas regionais e de longa distância.

Fonte: Panrotas

Site em português da Continental Airlines já está no ar



A Continental Airlines colocou no ar, a partir de hoje, seu site em português. Ao entrar, do Brasil, em www.continental.com, o cliente da empresa aérea já acessa as informações em português. A opção de língua portuguesa também é oferecida quando se entra de outro país. Basta clicar no ícone de língua (no topo à direita da página e selecionar Brasil, como país de acesso, e português como idioma). O usuário também pode salvar sua preferência de idioma e sempre que entrar do mesmo computador aparecerá a língua escolhida.

Segundo o vice-presidente da Continental para a América Latina, John Slater, o Brasil é um dos mercados-chaves da empresa na região e está respondendo muito bem nesse momento de crise, tanto que ganhará o voo Rio-Houston, a partir de agosto, quando ele vem ao País para encontros com o trade. Em outubro será a vez do presidente e CEO da Continental, Larry Kellner.

Fonte:Panrotas

Tam e Swiss ampliam parceria






A Tam e a Swiss firmaram acordo que vai permitir aos membros do programa Tam Fidelidade acumular e resgatar pontos em voos da Swiss para qualquer destino atendido pela empresa. A parceria entra em vigor a partir de hoje (22/06) e é válida para toda a rede de voos domésticos e internacionais da companhia suíça, abrangendo 90 localidades diferentes em 42 países.

O vice-presidente Comercial e de Planejamento da Tam, Paulo Castello Branco, afirma que o acordo fortalece a estratégia de Excelência em Serviços, um dos três pilares que fundamentam a atuação da Tam, ao lado da Excelência Técnico-Operacional e da Excelência em Gestão. "Nossos passageiros passam a ter mais oportunidades para acumular e resgatar pontos com essa parceria. Estamos muito satisfeitos em anunciar este acordo com a Swiss, ampliando assim os benefícios oferecidos aos nossos clientes", acrescenta.

A parceria faz parte do memorando de entendimento firmado entre Tam e Swiss em junho de 2008, para o estabelecimento de sinergias entre as duas empresas. Desde o ano passado, os passageiros da Swiss que utilizam o programa de milhagens Miles & More já podem acumular e resgatar pontos em voos operados pela Tam.

No último mês de maio, Tam e Swiss também iniciaram acordo operacional de compartilhamento de código de voo (codeshare) em quatro diferentes rotas operadas pela Tam a partir de São Paulo: Santiago (Chile), Buenos Aires (Argentina), Rio de Janeiro e Porto Alegre.

Fonte: Mercado e Eventos

Companhia aérea SkyEurope pede concordata


A companhia aérea eslovaca de baixo custo SkyEurope, cotada na Bolsa de Viena, anunciou nesta segunda-feira que recorreu à lei de falências e pediu concordata.

"A empresa obteve do tribunal competente de Bratislava o congelamento de suas dívidas, para permitir uma reorganização", afirma um comunicado da empresa.

A medida, que provocou a suspensão das ações na Bolsa de Viena, não afeta os planos de voo, o quadro de funcionários nem o pagamento de fornecedores ou serviços realizados durante o processo judicial, destacou a companhia.

A SkyEurope, criada em 2001 por investidores austríacos, nunca deu lucro e tem uma dívida acumulada superior a 100 milhões de euros (US$ 139 milhões).

Fonte: Folha On Line

Governo tem gerido o equilíbrio da Sata


A Sata tem uma importância fundamental para a política de acessibilidades da Região pelo que a intervenção do Governo dos Açores deve ser sempre elaborada tendo em conta o fim último de preservar o serviço que é prestado a todos os açorianos, em especial “num momento em o mundo da aviação civil se confronta com grandes desafios”, considera o secretário regional da Economia.
Vasco Cordeiro, que falava no colóquio “Os Transportes Aéreos nos Açores”, que abriu uma exposição homóloga, que decorreu durante este fim-de-semana, no Pavilhão do Mar, em Ponta Delgada. O responsável considera que “não é correcto pensar-se que as obrigações de serviço público inter-ilhas são automaticamente atribuídas à Sata”. O secretário regional da Economia considerou mesmo que “não estamos imunes aos efeitos da concorrência, pelo que é preciso não esquecer que a Sata está a concorrer com qualquer outra companhia”.
A propósito das obrigações de serviço público para as ligações inter-ilhas, que entram em vigor no próximo dia 1 de Outubro, Vasco Cordeiro salientou “o esforço que tem sido feito no sentido de descer tarifas” ou para criar “novas tarifas, também mais reduzidas, para as famílias numerosas e para os estudantes”.
Para o secretário regional da Economia há, no entanto, um ponto de equilíbrio que deve ser respeitado de forma a não prejudicar o equilíbrio da companhia aérea regional: “a Sata é uma empresa de capitais públicos, tendo por isso, interesses públicos a cumprir”. Assim, Vasco Cordeiro considerou que “o accionista, ou seja o Governo dos Açores, tem agido precisamente com o objectivo de conciliar esses dois interesses, o comercial e o interesse de serviço público”, de forma a que a Sata “não deixe de existir”.
Quanto à questão da distribuição da nova frota da Sata, que tem gerado celeuma entre a oposição, o secretário regional garantiu no parlamento regional, que a Terceira não sofrerá qualquer penalização com a concentração da nova frota da Sata. De acordo com aquela fonte, “todas as ilhas serão beneficiadas com os aparelhos Dash Q200 e Q400, uma vez que, com a sua entrada em operação, haverá um maior número de ligações a todas as ilhas, bem como uma maior capacidade para o transporte de carga”.
O secretário da Economia garantiu, por isso, que a decisão de concentração da frota regional da Sata obedece “a critérios que vão permitir uma melhor gestão e rentabilização dos meios existentes, e que terão como consequência responder melhor às necessidades de todas as ilhas”. Vasco Cordeiro garantiu em plenário da Assembleia Regional dos Açores que “não existe qualquer intenção em prejudicar qualquer uma das ilhas do arquipélago, mas sim “permitir as condições necessárias para que contribuam para a efectiva melhoria do serviço prestado pela transportadora regional”.

JornalDiario

Comissão Europeia dá "luz verde" ao negócio entre Lufthansa e Brussels




A Comissão Europeia aprovou hoje o negócio de aquisição entre a Lufthansa e a Brussels Airlines através do qual a alemã irá adquirir 45% da SN Airholding, a empresa-mãe da transportadora belga por 65 milhões de euros, o qual deverá estar concluído até ao final do mês.

O aval da autoridade da concorrência da CE permite ainda à Lufthansa a opção de compra dos restantes 55% em 2011, a partir do momento em que assegura os necessários direitos de tráfego da Brussels, anunciou a Lufthansa em comunicado.

A autorização da entidade europeia para a concorrência, obtida após as correcções propostas, vai permitir às duas companhias “aproveitar sinergias, fortalecer a sua posição, beneficiando os clientes”, diz ainda a alemã.

Em Janeiro passado a CE abriu uma investigação sobre a operação depois de numa primeira análise ter indicado que o grupo terá o monopólio nas ligações entre Bruxelas e as cidades alemães de Frankfurt, Hamburgo e Munique.
A Comissão Europeia concluiu ainda que a compra da Brussels pela Lufthansa reduzirá a concorrência na rota entre Bruxelas e Berlim e nas ligações da capital belga com as cidades suíças de Zurique e Genebra (clique para ler: UE detecta problemas de concorrência com compra da Brussels pela Lufthansa).

A CE considerou que as propostas da companhia alemã oferecem um “mecanismo eficiente e rápido” de administração dos horários que irá permitir a novas companhias operar naquelas rotas em “condições muito atractivas” afirmou o porta-voz da autoridade da concorrência europeia, citado no “La Vanguardia”.

A Lufthnsa que já controla a Swiss, a Air Dolomiti, Eurowings e a low-cost Germanwings vai aplicar na Brussels Airlines, o mesmo modelo de integração da suíça, que assim mantém a sede em Bruxelas e a operar como companhia independente.

FONTE: PRESSTUR

"Eu sobrevivi ao primeiro acidente de Airbus"


O escritor francês Jean Claude Boetsch conta como escapou de um avião em chamas.

"Foi um reflexo suicida. Nesses momentos não se age de forma racional"

Era para ser um domingo inesquecível. Naquele ensolarado 26 de junho de 1988, um avião A320 da Air France decolou para um voo de demonstração no aeroporto de Habsheim, no norte da França. A bordo, 136 pessoas. O escritor Jean Claude Boetsch, 63 anos, estava entre elas. O erro foi atribuído aos pilotos, mas a hipótese mais provável é que os controles computadorizados da aeronave tenham feito uma leitura errada e impedido o aparelho de continuar no ar. Ao fazer uma passagem rasante na pista, o avião não conseguiu arremeter e caiu no bosque à sua frente, explodindo em segundos.Aquele domingo não foi mais esquecido porque três passageiros morreram - duas crianças e uma idosa. Boetsch escreveu um livro sobre o que viveu, "Le Crash de Habsheim" (A Queda de Habsheim), e se tornou o vice-presidente da associação das vítimas. Na entrevista a seguir, conta como sobreviveu e como se tornou um dos maiores críticos da "família Airbus".

ISTOÉ - O que o sr. pensou ao perceber que o avião estava caindo?

Jean Claude Boetsch - Levei um tempo para compreender que estávamos a ponto de espatifar. O que veio na minha cabeça foram aquelas imagens de aviões em chamas, em que o fogo penetra e avança pelo seu interior. Desejei intensamente que a fuselagem não se partisse - e foi justamente isso o que aconteceu. Senti um grande alívio, mas aí vi as chamas à direita. Pensei: é o fim, eu vou morrer queimado. Num sobressalto, reagi. Tinha que tentar sair dali, mesmo que dentro das labaredas. Foi um reflexo suicida. Mas nesses momentos não se age mais de forma racional.

"Vi as árvores e as folhas verdes. Tive um flash: não vou morrer, estou salvo"

ISTOÉ - Como o sr. se salvou?

Boetsch - Eu me precipitei em direção à porta e, como numa libertação, vi as árvores e as folhas verdes. Tive um flash: "Não vou morrer, estou salvo." Pulei e saí correndo sem sentir as dores no corpo. Só mais tarde um amigo me levou ao hospital.

ISTOÉ - Como a maioria das pessoas escapou?

Boetsch - Quando a asa direita se desprendeu, o combustível começou a vazar e o avião pegou fogo. Do lado esquerdo, aconteceu apenas um princípio de incêndio. Deu tempo de sair pelas duas portas dianteira e traseira no lado esquerdo da aeronave. Os tobogãs foram colocados entre as árvores e as pessoas se atiraram, umas sobre as outras. Foi nesse momento que os passageiros se feriram. Eu tive uma fratura na coluna vertebral.

ISTOÉ - Depois do acidente o sr. ficou com receio de voar?

Boetsch - Fico sempre apreensivo quando embarco num Airbus. Mesmo sabendo que esses aviões são seguros, não são os pilotos que os comandam. São os computadores. E eles podem ter um bug inesperado e incompreensível para o sistema.

ISTOÉ - O que o sr. pensa da tendência da Airbus em atribuir o erro aos pilotos?

Boetsch - Em 1988, um Airbus A320 tinha mais de 500 comandos. Na visão da empresa, se os erros no projeto do avião fossem assumidos depois do acidente, o mercado iria desmoronar. Então, em menos de 24 horas a Justiça e o ministro dos Transportes afirmaram que o avião era perfeito. Bernard Ziegler, um dos projetistas da aeronave, disse: "É o avião ou o piloto. Se o erro não é do avião, só pode ser do piloto."

ISTOÉ - Isso tem sido uma constante?

Depoimento e crítica

No seu livro, Boetsch questiona a condução do caso pela Justiça

Boetsch - Desde esse primeiro acidente, as pessoas puderam constatar que, em quase todas as quedas de Airbus, é sempre o erro humano que explica o acidente: Habsheim, Bangalore, Estrasburgo, Varsóvia, Nagoya, Toulouse, Paris, Bucareste, Taipé, Tailândia, Filipinas, Sotchi, São Paulo...

ISTOÉ - Quais são os problemas imediatos que os sobreviventes e as famílias das vítimas enfrentam?

Boetsch - Mesmo se as autoridades se mostram cuidadosas com as famílias piloe a imprensa acompanha tudo, como tem sido no caso do voo AF447, o esquecimento chega rápido. Os aborrecimentos, as preocupações, os processos, as dificuldades financeiras tornam-se habituais e são enfrentados de forma solitária. É esse infelizmente o destino de todos os sobreviventes e de todas as famílias de vítimas.

ISTOÉ - O sr. passou por tratamentos psicológicos depois do acidente?

Boetsch - Não, não e não. Naquela época não existia o chamado apoio psicológico. Cada um deveria se esforçar ele mesmo para se livrar do trauma. Nos encontros com a seguradora da Air France para tratar da indenização eu perguntei se seríamos recompensados pelos danos psicológicos. Eles responderam: não espere isso porque no futuro, diante de outro acidente, todas as vítimas vão reclamar indenizações desse tipo. Mas fomos adiante e a seguradora teve que pagar o equivalente a 10 mil francos, em 1990.

ISTOÉ - Como o sr. começou a voar novamente?

Boetsch - A Air France deu passagens gratuitas para que as vítimas se livrassem do medo de voar. Foi a primeira vez que isso aconteceu na aviação comercial. Consegui, então, como a maior parte dos sobreviventes, mas não todos, subir novamente em um avião. Os bilhetes oferecidos me permitiram fazer viagens longas aos EUA, ao Canadá e à Polinésia Francesa.

ISTOÉ - Quando possível, escolhe outro meio de transporte?

Boetsch - Fazendo as contas, o avião ainda é o meio mais prático de viajar. Além disso, me convenci de que as probabilidades de passar por um segundo acidente são mínimas. Ainda assim, escolho minha companhia e os aviões em que voo.

Fonte:Isto É

Turbulência atinge Airbus australiano e deixa 7 feridos


O incidente ocorreu quando o avião sobrevoava a ilha de Bornéu, quatro horas após a decolagem.
Pelo menos sete pessoas ficaram feridas depois que um Airbus A330-300 da companhia australiana Qantas foi atingido por uma forte turbulência quando voava de Hong Kong para Perth, na Austrália, na noite de domingo.
"Muito provavelmente, a aeronave encontrou o que é chamado de turbulência convectiva, o que a levou a ganhar rapidamente cerca de 800 pés (243 m) de altitude, antes de retornar a sua altitude de cruzeiro, a 38 mil pés (11,5 mil m)", afirmou a Qantas em um comunicado divulgado à imprensa.

O incidente ocorreu quando o avião sobrevoava a ilha de Bornéu, quatro horas após a decolagem. Depois de aconselhamento com médicos a bordo e em solo, o comandante seguiu normalmente até Perth, onde aterrissou às 7h30 desta segunda-feira (hora local, 21h30 do domingo em Brasília).

De acordo com David Epstein, diretor de assuntos corporativos da Qantas, não há motivos para relacionar este incidente com os recentes problemas enfrentados por outros Airbus A330, inclusive o que fazia o voo AF447 entre o Rio de Janeiro e Paris e que caiu no Oceano Atlântico na madrugada do último dia 31 de maio.

"Continuamos confiantes nos aviões A330 e vamos trabalhar junto com a Autoridade em Segurança Aérea da Austrália para determinar o que pode ser aprendido após este incidente", disse.

"Voando"

A companhia aérea informou também que os seis passageiros e um tripulante atingidos sofreram "ferimentos leves" e receberam tratamento médico a bordo. Logo após a aterrissagem, eles foram transferidos de ambulância a hospitais de Perth, e foram liberados pouco depois.

Em entrevista ao jornal The West Australian, passageiros disseram ter visto pessoas "voando" dentro da cabine e que algumas bateram a cabeça no teto do avião.

"Agora sei o que os passageiros da Air France sentiram", afirmou o australiano Chris Rose, que estava a bordo. Segundo a Qantas, o comandante do voo e a tripulação são "experientes" e explicaram aos passageiros que a turbulência convectiva não é normalmente detectada pelo radar meteorológico, já que ele é projetado para perceber umidade mas não cristais de gelo.

A companhia aérea, no entanto, negou informações divulgadas pela imprensa australiana de que o avião tenha entrado em uma área de raios e trovões. "É possível que houvesse tempestades nas proximidades, mas não há provas de que a aeronave estivesse atravessando uma", afirmou o comunicado da Qantas.

O avião também sofreu danos em painéis no teto e em máscaras de oxigênio da cabine.

Fonte: Terra Notícias

Dois meses após liberação de preços, tarifa aérea não baixa



Empresas aéreas mantêm tarifas, apesar de liberação

As companhias aéreas no Brasil ignoram a autorização para reduzir as tarifas de voos internacionais de longo curso. Desde 22 de abril, elas podem abater até 20% dos preços mínimos que estavam em vigor até então.

Na maior parte, os preços hoje estão acima do limite anterior. Empresas alegam dificuldades com a crise para reduzir preços. A Anac, agência do setor, pretende liberar totalmente as tarifas em abril de 2010.

Em alguns casos, preços estão acima dos mínimos que deixaram de vigorar

Companhias podem dar desconto de 20% nos preços mínimos que prevaleciam até 22 de abril; tarifa será totalmente liberada até 2010


As companhias aéreas que atuam no Brasil têm ignorado a autorização dada pela Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) para reduzir os preços das passagens internacionais de longo curso. E ainda cobram preços acima dos mínimos que já deixaram de vigorar.
Desde 22 de abril, as companhias estão autorizadas a dar um desconto de 20% nos preços mínimos que estavam em vigor até então. A Anac pretende liberar todos os preços gradualmente até abril de 2010.
O objetivo da agência, quando anunciou a decisão, era "estimular a concorrência entre as empresas e ajudar a encher voos em período de crise".
Pesquisa realizada pela Folha na internet entre os dias 16 e 19 deste mês mostra que as companhias estão longe do novo piso. Na maior parte dos casos, os preços ainda estão acima dos limites anteriores.
Foram pesquisadas passagens para Nova York, Paris, Madri, Frankfurt e Londres, em dois períodos de baixa temporada -setembro de 2009 e abril de 2010- em bilhetes de ida e volta.
Até abril, o preço mínimo de passagens para Nova York era de R$ 1.380. Agora, as companhias podem vendê-la por até R$ 1.104. Para embarque em setembro, United Airlines vende a R$ 1.226. TAM, Delta, Continental e American Airlines têm bilhetes acima do piso antigo.
Para o fim de abril de 2010 -quando os preços das passagens estarão liberados, segundo a Anac-, TAM e United Airlines oferecem bilhetes a R$ 1.323 e R$ 1.318. As demais seguem com preços acima do piso que não existe mais.
Para voos com destino a Paris, Frankfurt ou Londres, todas as companhias aéreas pesquisadas apresentaram preços superiores aos mínimos anteriores a abril (que não vigoram mais) nos dois períodos.
Em julho, a Anac aplicará novo corte de 20% nos preços mínimos das passagens internacionais. Em outubro, outra redução -com isso, o novo piso será de 40% do valor que valia até abril passado. Em abril do ano que vem, as empresas estarão autorizadas a cobrar as tarifas que quiserem.

Impasse
Presidente do Instituto Cepta, o engenheiro Respício do Espírito Santo afirma que, nesse período de crise, as companhias vivem um impasse.
"Precisam encher os voos, mas, como comprovou a experiência, apelar para tarifas muito baixas derruba a rentabilidade e as afunda mais na crise."
Com a pouca disposição das empresas em cortar tarifas e diante da crise, está difícil prever o comportamento dos preços depois dos novos cortes prometidos pela Anac.
"Se a viagem está programada para daqui a quatro meses ou mais, é temerário comprar agora. É melhor esperar um pouco", afirma Paulo Bitencourt, da Multiplan Consultoria em Aviação.
A TAM afirmou que a liberação das tarifas "afeta o futuro da aviação brasileira" e que tem buscado, com as autoridades, "condições mais equilibradas perante as estrangeiras, principalmente em relação à carga tributária".
A Air France informou que vem praticando preços perto do novo piso para viagens anteriores a julho e que vai aguardar as novas reduções antes de decidir por mais descontos.
A Iberia afirmou que, desde a redução decidida pela Anac, aplicou descontos, em alguns casos até o máximo autorizado.
A Anac informou que as empresas não são obrigadas a reduzir os preços. Não há como interferir. O Snea (sindicato das empresas de aviação), que chegou a lutar na Justiça contra a liberação, afirmou que não se oporá mais à decisão.
Fonte:Folha de S. Paulo

Voar mais devagar


Seis meses após criar a Azul, David Neeleman comemora a conquista do terceiro lugar no mercado e prepara uma fase de expansão mais tímida



Há seis meses, Partia de Campinas o primeiro voo da Azul, a caçula do setor de transporte aéreo brasileiro, com destino a Salvador. Dentro da aeronave, David Neeleman, fundador e dono da companhia aérea, a terceira que criou em sua vida. Hoje, ainda dividido entre o trabalho no Brasil e a família nos EUA, Neeleman afirma que nem mesmo a crise afetou significativamente seus resultados, ao contrário do que aconteceu com as concorrentes.

A prova disso: com participação de 4,16% no mercado doméstico brasileiro, a empresa assume pela primeira vez o posto de terceira maior companhia do País, logo à frente da WebJet. Com quase 80% de ocupação, muito acima do índice máximo de 62% das três concorrentes diretas (TAM, Gol e WebJet), a Azul aparentemente tem sido menos afetada pela retração no tráfego aéreo. Segundo Neeleman, há dois motivos para isso.

O primeiro são os aviões da Embraer que compõem sua frota. O executivo lembra que, por ser menor, tem custo operacional mais baixo e, portanto, as passagens podem ser mais baratas. "Além disso, para ter 80% de ocupação, eu preciso de apenas 80 passageiros. Já no caso dos Airbus da TAM ou dos Boeing da Gol e da WebJet, é preciso ter muito mais gente viajando para chegar a esse número", diz Neeleman, em entrevista à Dinheiro.

"Nosso custo por viagem representa apenas metade do custo dos nossos concorrentes", comemora. O outro motivo apontado por ele para o bom desempenho é que, operando a partir de Campinas, e com preços mais baixos, a Azul tem incluído novos consumidores ao sistema de transporte aéreo. "Hoje, entre 70% e 80% de nossos passageiros nunca tinham viajado de avião antes", diz com orgulho. "O volume de passageiros no Brasil não está crescendo, mas nós estamos. Não estamos roubando clientes dos concorrentes, estamos criando os nossos", diz.

Para este ano, Neeleman espera consolidar a posição que atingiu nesses primeiros seis meses de operação. Com 11 aviões em operação e 11 destinos, o crescimento no segundo semestre será, segundo ele próprio, "bem mais lento". Até dezembro, a empresa deve receber mais quatro aeronaves. "Com elas, vamos abrir as rotas que tínhamos planejado para o Santos Dumont (o aeroporto central do Rio de Janeiro)", diz ele.

"Fora isso, cresceremos menos. É o momento certo de desacelerar e melhorar um pouco a tarifa média", afirma Neeleman. Segundo ele, a companhia está bem próxima do lucro. "Até o fim do ano certamente já estaremos lucrando", comemora.

"É o momento de desacelerar um pouco e melhorar a tarifa média que praticamos"

David Neeleman, fundador e dono dono da Azul

Os novos clientes são atraídos pelos preços - muitas vezes inferiores ao valor de uma passagem de ônibus para o mesmo trecho. Mas até quando manter essa política, perguntam especialistas. "O crescimento da Azul não é surpresa, pois ela tem buscado consistentemente a estratégia de comprar participação no mercado", diz André Castellini, analista de aviação da Bain & Company.

"A tendência para a Azul é continuar a elevar sua participação de mercado, pois ela tem hoje uma tarifa média que é cerca de 50% daquelas praticadas por TAM e Gol. Mas isso não é sustentável e, mais para a frente, vão ter que elevar os preços. A questão é saber o que vai acontecer quando a Azul tiver que adotar tarifas mais elevadas", acrescenta. De certa forma, a empresa já ensaia algum tipo de mudança nesse departamento.


Recentemente começou a oferecer uma segunda classe de tarifas que, embora um pouco mais cara, possibilita remarcação, cancelamento e alterações sem a cobrança de taxas - que na concorrência podem superar a R$ 500, segundo Neeleman. "Nós preferimos investir nesse tipo de proposta para encher nossos aviões e melhorar o resultado dessa forma", diz ele. "Para mim, essas coisas são óbvias." Um dos próximos objetivos, revela, é parcelar o pagamento de suas passagens para consumidores da classe C, "pessoas que não têm acesso a cartões de crédito".

Ainda assim, às vezes ele encontra alguns problemas. Sua ideia de oferecer tevê ao vivo nos voos - "para que as pessoas possam ver a novela e o jogo de futebol", como ele mesmo diz - está empacada por motivos técnicos. "Mas isso já está sendo resolvido. Até o fim do primeiro trimestre do ano que vem, já teremos a tevê ao vivo nos aviões", afirma, imaginando quantos novos passageiros poderá trazer para o sistema de transporte aéreo com isso.

Transferência à iniciativa privada pode não sair no governo Lula


Apesar dos estudos avançados, a concessão à iniciativa privada dos aeroportos do Galeão (Rio) e de Viracopos (Campinas) pode não sair no governo Lula. Ainda há dúvidas na Casa Civil e o assunto é visto como politicamente sensível.

O primeiro passo após a definição do marco regulatório é a elaboração, pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), de estudos de viabilidade dos aeroportos.

Isso tomará, no mínimo, o segundo semestre inteiro. Uma fonte bem informada do governo disse que a transferência de aeroportos à administração privada em 2010, às vésperas das eleições presidenciais, tornou-se "muito difícil". Marcelo Guaranys, diretor da Anac, diz que não cabe à agência decidir se e quando os aeroportos serão concedidos, mas deixar prontos os estudos para isso. Ele ressaltou que, nos 18 meses que restam do governo Lula, "ainda é possível fazer várias concessões".

O Conselho Nacional de Desestatização (CND) recomendou a inclusão do Galeão, de Viracopos e do terceiro aeroporto de São Paulo no Programa Nacional de Desestatização (PND). Mas isso exige um decreto presidencial e não ocorreu até agora.

O único aeroporto já incluído no PND é o de São Gonçalo do Amarante, no Rio Grande do Norte, que substituirá o terminal de Parnamirim, em Natal - este será devolvido para a Aeronáutica.

Por enquanto, não há nenhuma sinalização de que outros aeroportos também serão concedidos. A principal aposta do governo é capitalizar a Infraero nos próximos anos, abrindo o capital da empresa. Para isso, a gestão foi profissionalizada pelo atual presidente, Cleonilson Nicácio, e o BNDES terá fechado em 2010 um plano para lançar ações da estatal no mercado. Se o governo fizer novas concessões, Guaranys avisa: "Não haverá filé sem osso."

Valor Econômico

Decisão bilionária



Propostas apresentadas à Aeronáutica mostram que o Brasil deverá pagar até R$ 12 bilhões por novos caças


Entrou em contagem regressiva o prazo para a definição sobre os 36 novos caças supersônicos que o País irá comprar para reequipar a Força Aérea Brasileira (FAB). Na sexta-feira 12, aterrissaram no Comando da Aeronáutica três pacotes contendo as últimas propostas dos fabricantes de cada um dos aviões finalistas: Gripen NG (sueco), F-18 (americano) e Rafale (francês). Os documentos são sigilosos e, além do preço das aeronaves, relacionam detalhes técnicos, cronograma de fabricação e manutenção, armamentos que poderão ser utilizados, radares, contrapartidas comerciais e disponibilidade de transferência tecnológica. A papelada revela que as propostas finais variam entre R$ 8 bilhões e R$ 12 bilhões. Dependendo da opção a ser tomada pelo governo, valor semelhante poderá ser gasto nos próximos 30 anos com a manutenção das aeronaves. A decisão caberá ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ao ministro da Defesa, Nelson Jobim, depois de ouvidos o Conselho de Defesa Nacional e os oficiais da FAB. O anúncio final está previsto para a segunda quinzena de julho.

"Não se trata apenas de preço, embora esse seja um dado significativo", tem afirmado o ministro Jobim. "Precisamos de um avião capaz de promover nossa defesa e um nível de transferência tecnológica que assegure o desenvolvimento da indústria nacional e permita ao País conceber seus próprios aviões."

Os documentos entregues ao Comando da Aeronáutica na sexta-feira 12 são o resultado de mais de sete anos de negociações e disputas entre os fabricantes.

Os três finalistas foram anunciados no final do ano passado e apresentaram suas primeiras propostas em fevereiro.

Depois disso, Jobim, oficiais da Aeronáutica, deputados e senadores mantiveram diversos encontros com os fabricantes, fizeram visitas técnicas às fábricas e novas propostas foram entregues em março. Agora, chegaram as ofertas finais, que não podem mais ser alteradas. Quando comparadas às primeiras propostas, muita coisa mudou. No que se refere aos preços, segundo um oficial ouvido por ISTOÉ, houve uma redução média de 15%.

Dos três finalistas, o F-18 e o Rafale são mundialmente reconhecidos. Existem 350 F-18 já em operação e 120 Rafale, que equipam a Marinha e a Aeronáuitica francesa. Ambos são comercializados por valores que variam entre US$ 60 milhões e US$ 70 milhões. O Gripen NG, por sua vez, é um avião ainda em desenvolvimento e nenhuma unidade foi vendida, embora os suecos estejam em processo de negociação com a Índia e a Grécia, além do Brasil. O fato de tratar-se de um equipamento em construção, no entanto, agrada aos setores da FAB, que vislumbram a possibilidade de participar efetivamente do desenvolvimento do avião. O problema é que o caça sueco tem em sua planta componentes fornecidos pelos Estados Unidos e por mais cinco países da União Europeia, o que torna extremamente complexo qualquer acordo de transferência tecnológica. "Não podemos correr o risco de financiar o desenvolvimento de um projeto sem ter absolutamente certo que poderemos dispor de toda a tecnologia empregada", disse um dos sete deputados que estiveram na Suécia recentemente. No ano passado, a Noruega, que assinara um acordo de participação no desenvolvimento do Gripen NG, rompeu o compromisso e comprou caças americanos.

Também ocorreram diversas mudanças técnicas desde o início do projeto FX, nome dado pelos militares para o processo de escolha dos caças, até a entrega das propostas finais. O Gripen apresentou uma série de aprimoramentos em relação à versão que iniciou a disputa e que está em operação na África do Sul, República Checa e Hungria. Mudou, por exemplo, o trem de pouso para permitir maior capacidade de combustível e, portanto, maior autonomia de voo. Mesmo assim, continua, quando comparado aos concorrentes, o avião de menor alcance. Trata-se de um dado importante a ser considerado pelo Conselho de Defesa Nacional. Se optar por um avião de menor autonomia de voo, o Brasil terá que construir novas bases aéreas ao longo de seu território.

Quanto à transferência de tecnologia, segundo os oficiais ouvidos por ISTOÉ, as propostas finais não trouxeram grandes mudanças. Os franceses prometem os códigos-fonte, a concepção de design e o detalhamento para o desenvolvimento e a fabricação futura no Brasil.

Para isso, os fabricantes precisam de expressa autorização da Secretaria-Geral da Defesa Nacional da França e da Direção- Geral de Armamento. Como o Brasil e a França já têm assinados acordos de cooperação na área de defesa, o processo de autorização pode ser facilitado. No caso do F-18, a legislação americana é muito restritiva no que se refere à transferência tecnológica em equipamentos de uso militar. A autorização precisa ser fornecida pelo Departamento de Estado dos EUA, que só avalia a demanda depois da compra feita pelo país interessado e após aprovação pelo Congresso americano. Como boa parte do Gripen tem origem nos EUA, inclusive o motor, os suecos acabam tendo as mesmas restrições.

Apesar de o projeto FX correr sob sigilo, há no Congresso um movimento para que as questões relativas à transferência tecnológica sejam colocadas de forma aberta. "Não estamos apenas comprando aviões, mas, sim, conhecimento para que possamos manter nossa soberania", diz o deputado Roberto Santiago (PV-SP), que nesta semana deverá encaminhar ofício pedindo o comparecimento do ministro Jobim no Congresso para detalhar o processo de escolha dos novos caças. Independentemente de qual avião será escolhido, a preocupação na FAB é a de que os prazos sejam cumpridos, pois boa parte dos caças que compõem a atual frota brasileira não terá condições de voar a partir de 2013.
Fonte: Isto é

Tá na Mesa discute aviação regional


Let da NHT

Pedro Teixeira, diretor presidente do Grupo JMT, controlador da NHT Linhas Aéreas, é o palestrante do próximo Tá na Mesa da Federasul, que acontece na quarta-feira, 24, às 12h30.

O executivo falará sobre o tema “O desafio da aviação regional no Brasil”.

Sócios da Federasul/ACPA pagam R$ 44. Não sócios, R$ 65.

Mais informações podem ser obtidas pelo telefone (51)3214.0200, ou e-mail eventos@federasul.com.br.

Pilotos

Assinado na manhã de Sexta-Feira na sede da Fiesc convênio entre o Aeroclube de Santa Catarina e o Senai para realização de cursos de Qualificação Profissional de Formação de Pilotos Privados. O acordo teve inspiração do empresário Cesar Olsen, piloto de helicóptero e um apaixonado pela aviação.

O Aeroclube de Santa Catarina forma pilotos hoje em atividade em todo o Brasil.

Fonte: Diário Catarinense

Mais de 100 pessoas são detidas em aeroporto


A Polícia da capital alemã deteve 102 pessoas que participavam de um protesto contra o não aproveitamento dos terrenos do antigo aeroporto de Tempelhof, em Berlim, fechado há um ano. A Polícia informou neste domingo que, além disso, 26 agentes ficaram feridos nos confrontos perante a cerca que rodeia o aeroporto que grupos de jovens radicais de esquerda tentaram reiteradamente ultrapassar sem sucesso.

Um forte desdobramento policial de perto de 1,8 mil agentes antidistúrbios, com unidades de reforço vindas da Baviera, frustrou a operação "Squat Tempelhof" (Ocupar Tempelhof), à qual se somou cerca de cinco mil manifestantes.

Os manifestantes, entre eles vários encapuzados violentos da chamada "cena autônoma", agrediram os agentes com o lançamento de todo tipo de objetos, desde garrafas a paralelepípedos. A Polícia utilizou seus cassetetes e sprays de pimenta para dissolver os manifestantes - um agente chegou a sacar sua pistola e ameaçar um grupo de radicais que o tinha encurralado e pretendia agredi-lo.

O chefe da Polícia berlinense, Dieter Glietsch, exigiu em declarações radiofônicas dos políticos maiores esforços para enfrentar a violência dos ativistas de extrema esquerda e que não sejam os agentes os que sempre devem resolver os conflitos.

Embora os protestos tenham começado pacificamente na tarde do sábado, eles se radicalizaram no começo da noite, quando os manifestantes mais violentos tentaram repetidamente entrar no aeroporto desde vários pontos da cerca que o rodeia.

O histórico aeroporto de Tempelhof, situado no coração de Berlim, ocupa uma grande extensão de terrenos que atualmente estão baldios e sem que a Prefeitura da cidade tenha decidido ainda o que será feito com eles.

Desde seu fechamento há um ano ao tráfego aéreo, vários movimentos cidadãos exigem o aproveitamento popular do aeroporto que protagonizou a ponte aérea em 1948/49 que salvou o setor ocidental do bloqueio soviético.
Fonte:Alagoas 24 Horas

Maior valor de outorga deve definir leilão de aeroportos


O modelo para a concessão de aeroportos à iniciativa privada, que será concluído pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) até o fim de julho, deverá prever a vitória nas futuras licitações para quem oferecer ao governo o pagamento do maior valor de outorga. A duração dos contratos deverá variar conforme o aeroporto leiloado. Já as tarifas cobradas dos passageiros e das companhias aéreas terão de respeitar um teto fixado pelo governo, poderão cair a qualquer momento por decisão do concessionário, mas dificilmente serão usadas como critério nas concorrências.

Trata-se de uma mudança em relação ao critério usado em quase todos os leilões de concessão do governo Lula -de rodovias e hidrelétricas- , em que as disputas são vencidas por quem apresenta menor tarifa. O critério de maior valor de outorga para definir licitações de infraestrutura era adotado predominantemente no governo Fernando Henrique Cardoso.

As tarifas aeroportuárias - como a de embarque, paga pelos passageiros, e de pouso e permanência, cobradas das empresas aéreas - deverão ter um limite estabelecido nos contratos de concessão. A tendência é que as tarifas máximas sejam fixadas no mesmo valor do cobrado pela Infraero no momento do leilão.

De acordo com Marcelo Guaranys, diretor da Anac, o modelo em estudo prevê que o futuro concessionário possa baixar livremente o valor das tarifas ao longo do contrato. Só que isso não deverá ser usado como critério de definição dos vencedores das licitações e provavelmente sequer constará das propostas dos participantes.

Dessa forma, um aeroporto operado pelo setor privado poderá fazer uma ofensiva para atrair voos internacionais, por exemplo, com tarifas mais baixas e prováveis reflexos positivos para os passageiros. "A ideia é estimular a competição entre os aeroportos", afirma Guaranys. Hoje, a Infraero divide seus aeroportos em quatro categorias. No Galeão, que está na primeira categoria, a taxa de embarque vale R$ 19,62 para voos domésticos e US$ 36 para voos internacionais. Em Viracopos (Campinas), na segunda categoria, os valores tabelados pela estatal caem para R$ 15,42 e US$ 30, respectivamente. Os dois aeroportos deverão ser os primeiros a ir a leilão.

Outra provável novidade é a introdução de prazos variáveis na vigência dos contratos de concessão. Até agora, em outros setores de infraestrutura, a duração tem sido uniformizada: 25 anos para rodovias e 35 anos para hidrelétricas - sempre com a possibilidade de renovação. Guaranys diz que o melhor caminho é estabelecer o prazo das concessões caso a caso. "Estamos pensando em trabalhar com os prazos necessários para amortizar os investimentos", explica.

Por enquanto, Guaranys esclarece que tudo isso são ideias amadurecidas na agência, e não uma versão definitiva do desenho final do marco regulatório para as concessões aeroportuárias. Formalmente, a Anac aguarda as diretrizes que o Conselho Nacional de Aviação Civil (Conac) dará na próxima reunião, marcada para julho. Superintendentes e diretores da agência estão adiantando os estudos para poder apresentá-los ao governo até o fim do mês que vem.

O modelo deverá "imitar" uma fórmula inovadora adotada na terceira etapa de concessões de rodovias federais, em fase de audiências públicas. Em vez de estabelecer previamente o ano exato dos investimentos que o concessionário precisará fazer em ampliação da infraestrutura, os contratos exigiriam o cumprimento de padrões mínimos de qualidade, conforme critérios da Organização de Aviação Civil Internacional (Oaci), ligado à ONU. São indicadores como o tempo gasto pelos passageiros nos balcões de check-in, o conforto das salas de embarque e o número de operações (pousos e decolagens) permitido pela capacidade das pistas e terminais.

A vantagem é que isso não engessa o investimento, valoriza a eficiência e estimula ganhos de produtividade. Se a demanda cair abruptamente, por exemplo, obras de ampliação podem ser jogadas mais para frente. Se subir além das previsões, as obras seriam antecipadas. Em Viracopos, nos próximos anos, está prevista a construção da segunda pista e ampliação do terminal de passageiros, que hoje tem capacidade para 2 milhões de passageiros por ano - os terminais de Guarulhos, para comparar, abrigam 27 milhões.

Com isso, a Anac quer evitar riscos de desequilíbrio econômico-financeiro da concessão. "Nas rodovias, houve contratos que exigiram até oito revisões tarifárias em um período de apenas cinco anos", diz Guaranys, que conhece bem o assunto, pois veio da Secretaria de Acompanhamento Econômico (Seae) do Ministério da Fazenda e participou do grupo interministerial que revisou as regras do último grande leilão de estradas federais, quando a OHL arrematou cinco trechos com deságios de até 65% e pedágios pouco acima de R$ 1.

Uma das questões que tomam o tempo da Anac é a definição de como aeroportos deficitários serão sustentados sob gestão da Infraero. Para a estatal, só de 10 a 12 dos 67 aeroportos que administra são lucrativos, dependendo do critério. O valor da outorga paga pelo direito de exploração dos aeroportos deverá alimentar um novo fundo, um fundo existente ou mesmo o Tesouro diretamente para fornecer recursos aos terminais mantidos pela Infraero. Essa é uma definição considerada importante pela Anac, principalmente se o governo decidir por mais concessões de aeroportos no futuro.

Para permitir o "subsídio cruzado" entre aeroportos, Guaranys está convencido que a melhor forma de receber o pagamento da outorga é por meio de valor anual (espécie de arrendamento), e não de uma tacada só, no momento da licitação. Mas ressalta que é uma opinião pessoal, ainda não suficientemente discutida pela Anac.

Uma visão consensual na agência é permitir a entrada de investidores estrangeiros, sem restrição, nos leilões. A Aéroports de France, a alemã Fraport e a argentina Aeropuertos 2000 manifestaram publicamente interesse em participar. Companhias aéreas, entretanto, deverão ser vetadas. Isso contraria empresas como TAM e Azul, que já faziam planos para disputar a administração de aeroportos. A provável proibição se inspira em experiências internacionais, como a do Canadá, que fez contratos de arrendamento de parte das instalações no fim da década de 80.

A Air Canada, maior aérea do país, absorveu a maioria dos aeroportos e dos investimentos em infraestrutura. O resultado, segundo o órgão local de defesa da concorrência, foi o aumento das barreiras à entrada de novas empresas aéreas nos principais aeroportos e alta dos preços de bilhetes.

Fonte: Valor Econômico