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terça-feira, 30 de novembro de 2010

Vasp: audiência pública escolherá ofertas para aquisição de fazenda




O Juízo Auxiliar de Conciliação em Execução realizará no dia 09 de dezembro, às 15h, uma audiência pública de escolha de propostas ofertadas para aquisição da Fazenda Piratininga, bem imóvel cuja venda proporcionará o pagamento de milhares de ex-trabalhadores da empresa Vasp.



A designação da audiência foi fruto de uma reunião realizada nesta segunda-feira (29), entre representantes do Ministério Público do Trabalho, do Sindicato dos Aeroviários e Sindicato dos Aeronautas, juntamente com a juíza Elisa Maria Secco Andreoni, diante da manifestação de interessados na aquisição da Fazenda Piratininga, após a invalidação do leilão (ocasionada pela sustação do cheque dado em sinal pelo arrematante).



Durante a reunião, observou-se que, por ser bem já adjudicado, torna-se possível a alienação da fazenda por outros meios, à escolha dos credores. Assim decidiu-se sobre a realização da audiência, onde propostas serão analisadas, visando evitar fraudes e garantir os direitos dos envolvidos.



As propostas para aquisição da Fazenda Piratininga devem ser enviadas ao Juízo Auxiliar em Execução – Fórum Trabalhista Ruy Barbosa (Av. Marquês de S. Vicente, 235, 1º Andar – Bloco B – São Paulo-SP).


www.duqueestrada.adv.br

LAN Airlines anuncia que adquiriu a companhia aérea colombiana AIRES

Um Boeing 767 nas cores da companhia aérea chilena LAN Airlines. (Foto: Oneworld)

A companhia aérea chilena LAN Airlines anunciou que adquiriu a companhia aérea colombiana AIRES através da compra de 98,9% das ações. A LAN pagará apenas US$12 milhões em dinheiro mas assumirá os passivos da AIRES, atualmente somando US$100 milhões.

Ignacio Cueto, Presidente e Chefe Operacional da LAN, disse: “Nós estamos muito orgulhosos por anunciar essa transação. A AIRES fez uma importnante contribuição por permitir que muitas pessoas na Colômbia pudessem ter acesso as viagens aéreas para transporte. A LAN irá agora consolidar esse crescimento elevendo ainda mais a segurança, qualidade e padrões de serviço da companhia aérea.”

A AIRES replicará o modelo ‘low cost’ da LAN e avaliará a expansão das operações internacionais de passageiros e cargas. Ela é a segunda maior operadora na Colômbia com 22% de participação no mercado e possui uma frota de nove jatos Boeing 737-700s, onze Bombardier Q200s e quatro Q400, todos os quais em contratos de leasing.

cavok

Trapalhada de copiloto faz avião despencar 2 mil metros



A trapalhada de um copiloto foi, segundo um relatório, a causa do incidente no qual um Boeing da Air India Express despencou cerca de 2 mil metros e colocou em risco a vida dos 113 passageiros e da tripulação a bordo.

O Relatório do órgão regulador da aviação na Índia aponta que o copiloto, de 25 anos, esbarrou o joelho na coluna de controle da aeronave no momento em que o comandante havia saído para ir ao banheiro.

Em pânico, o copiloto não soube o que fazer e não tomou nenhuma ação para permitir a entrada do piloto no cockpit. O comandante teve de utilizar uma senha especial para entrar, desperdiçando 30 preciosos segundos.

O relato do incidente, reconstruído a partir das análises dos dados da aeronave, dos diálogos registrados e do testemunho dos próprios envolvidos, faz parte de um relatório da Diretoria-Geral de Aviação Civil (DGCA), divulgado na imprensa indiana.

O voo IX-212 percorria a rota entre Dubai e a cidade indiana de Pune. O Boeing 373 sobrevoava o espaço aéreo de Mumbai a mais 11 mil metros de altitude no dia 26 de maio deste ano, quando deu início a uma trajetória de queda livre.

"O relatório diz que o copiloto admitiu ter entrado em pânico durante o incidente. Se alguém entra em pânico e congela quando está no controle, é de se perguntar a razão de ele estar no cockpit", disse ao "Indian Express" o consultor de segurança aérea A. Ranganathan.

Segundo o relatório, a aeronave despencou mais de 600 metros até o capitão entrar na cabine. Durante a operação de emergência, foram mais 1,4 mil metros de queda.

Ninguém ficou ferido, mas houve pânico na cabine e bebidas e alimentos foram lançados pelos ares.

Sucessão de erros

O "Hindustan Times" observou que, mesmo após voltar para a cabine, e tendo colocado a aeronave de volta no curso correto, o piloto da Air India Express cumpriu um procedimento arriscado, o de puxar com força o controle do avião - o que poderia ter feito colapsar outros controles da aeronave.

Além disso, o piloto não havia pedido ao seu braço direito que mantivesse os cintos afivelados durante sua ausência.

Na aviação internacional, a norma é que, ao deixar o cockpit, o piloto peça a um membro experiente da tripulação que fique do lado de dentro, para facilitar a entrada do comandante em caso de emergência.

O episódio levou o órgão indiano de aviação a recomendar as "providências cabíveis" no caso, o que os jornais consideram se tratar de mais treinamento para os funcionários da empresa.

Investigações recentes afirmaram que erro humano também foi a causa do acidente que matou 158 pessoas em um voo da Air India, a companhia prinicipal do mesmo grupo estatal, quatro dias antes, no dia 22 de maio.

O inquérito atribuiu a causa do acidente ao piloto "sonolento", que estaria "desorientado" por ter dormido durante a maior parte do voo de três horas.

O avião, também um Boeing 737, aterrissou em Mangalore em altura e ângulo errados. A aeronave saiu da pista, bateu em um barranco e pegou fogo. Apenas oito pessoas sobreviveram.

o globo

Novas regras no espaço aéreo Russo para proprietários de aviões particulares



Pequenos proprietários de aviões particulares na Rússia estavam ansiosos para a introdução de novas regras as quais são aguardadas por mais de 10 anos.

As Novas regras de tráfego aéreo para a aviação de pequeno porte entrará em vigor na Rússia em 01 de novembro.


A partir de amanhã, os pilotos não precisam pedir permissão três dias antes de seu vôo - eles simplesmente têm de informar que eles estão prontos para decolar, enquanto aviões de médio e longo alcance continuarão usando as regras antigas e têm que receber permissão para decolar.


Naturalmente, o piloto de um avião de pequeno porte terá queinformar ao controlador de tráfego aéreo sobre o seu ponto de destino e sobre o tempo aproximado de chegada - isso é feito apenas por uma razão: se ocorrer um acidente aéreo, as equipes de busca e salvamento serão capazes de encontrar o piloto.


No entanto, enquanto ele permanece em sua própria zona, ele não precisa de controle de tráfego ao vivo aéreo (ATC).


O ponto é que, a partir de amanhã, o espaço aéreo será dividido em três classes: A, C e G. A Altitude para voos esta definida para cada uma dessas classes.
A Altitude abaixo de 3.000 metros está programada para pequenos aviões - Classe G.
A altitude superior significa regras diferentes com os serviços de controlador de tráfego aéreo ao vivo, porque esse é outro território para outras aeronaves.


E no que diz respeito a velocidade dos vôos, não há restrições a todos, com exceção do espaço aéreo nas imediações dos campos aéreos.


Dilma cogita inaugurar 39º ministério: ‘Aviação Civil’

O Brasil dos últimos anos desenvolveu uma fórmula engenhosa de lidar com os grandes problemas. Consiste no seguinte:

Detectada a encrenca, cria-se um ministério. Criado, vai ao balcão onde se dá e se recebe. Acertadas as bases do escambo, nomeia-se o ministro...

...Nomeado, o novo ministro discute exaustivamente o problema que levou à criação do ministério. Exausto, já não se sente obrigado a resolver coisa nenhuma.

Sob Lula, a Esplanada agigantou-se. Hoje, entre ministérios e secretarias com status ministerial, há 37 pastas. Algo nunca antes visto na história desse país.

Dilma já tinha alardeado que criará um 38º ministério, o da Microempresa. Descobre-se que cogita dar à luz um 39º, o da Aviação Civil.

Pretende-se pendurar no organograma da nova pasta uma estatal mal-afamada (Infraero) e uma agência precária (Anac). Hoje, pertencem à Defesa.

O brasileiro se deu conta de que a aviação tornara-se um problema no caos aéreo de 2006. Já lá se vão quatro anos de muita promessa e pouca ação.

Os viajantes programam os passeios do final de 2010 sem saber se as poltronas que pagaram lhe foram reservadas e se os vôos selecionados decolarão na hora.

Há na folhinha dois eventos com potencial para transformar agravar a encrenca: a Copa de 2014 e a Olimpíada de 2016.

É nesse cenário, submetida à perspectiva de que o ruim se converta em muito pior, que Dilma leva ao tabuleiro o novo ministério.

josias de souza

EasyJet anunciou planos para expandir sua frota


No domingo, dia 21 de novembro a EasyJet anunciou planos para expandir sua frota em 10%, atingindo um total de 220 aeronaves.
A data prevista para este programa será setembro de 2013 e baseia-se no ponto de dados estatísticos para uma recuperação no setor da aviação, especialmente em rotas de médio curso.

Finnair : Greve da tripulação de cabine



A companhia aérea finlandesa Finnair cancelou mais de cem voos previstos para hoje devido a greve por tempo indeterminado do pessoal de cabine, convocada pelo sindicato dos comissários de bordo finlandês (SLSY) mediante o fracasso no acordo coletivo de trabalho.
hosteltur

Hawaiian Airlines mais seis Airbus A330



A Hawaiian Airlines em franca renovação da frota de A330 , aumentou o seu pedido.

Além dos dez previamente solicitados, a companhia encomendou mais seis Airbus A330-200.



Lineage 1000 toca baixo no aeroporto de Londres Oxford

The lineage 1000 will be based at Oxford Airport and managed by Hangar8 Plc.

O Embraer Lineage 1000 chegou ao Aeroporto London Oxford, em 26 de novembro, o maior avião a aterrar no aeródromo em sua história de 73 anos.

A aeronave voou da ilha espanhola de Gran Canaria, onde fez uma paragem para pernoitar enquanto na entrega do Brasil. Ele será baseado em Oxford Aeroporto e gerido pela Hangar8 Plc

O LINEAGE 100, maior jato executivo da Embraer, tem um interior VIP configurado para 19 passageiros em cinco zonas de cabine.

O jato é capaz de voar sem escalas de Londres Oxford Aeroporto de Dubai, a partir de Dubai para Joanesburgo (África do Sul), de Nova York a Moscou, ou entre Singapura e Sydney (Austrália).

Noar inclui mais uma operação em Maceió


A Companhia Aérea, Noar, que já opera em Maceió desde junho, iniciou mais duas operações em Alagoas. Agora, a capital alagoana receberá mais um voo diário da companhia vindo de Recife, que contabilizam cinco voos diários Recife-Maceió, e um vôo de Paulo Afonso.

O voo de Recife segue horário local e sai da capital pernambucana às 9h com chegada prevista em Maceió às 9h50. À tarde, o avião decola de Alagoas às 13h15 e aterrissa no Recife, às 14h05.

Além dessa nova operação, a Noar incluiu também em suas paradas, no dia 29 de novembro, a cidade de Paulo Afonso que também faz escala em Maceió. O voo para Paulo Afonso sai às 9h da capital pernambucana, faz escala em Maceió às 9h50 e chega às 11h20 na cidade baiana.

Com 128 voos semanais, a Noar tem como mercado primário a região Nordeste e hoje atua nas cidades: Recife, Caruaru, Maceió, Aracaju, João Pessoa, Natal, Mossoró e Paulo Afonso.

Segundo a secretária de Estado do Turismo de Alagoas, Danielle Novis, a inserção desses voos agrega muitos fatores positivos para o turismo em Alagoas. “Ampliar a malha aérea permite a inserção de mais turistas para o Estado, consolidação de mercado emissor, fortalecimento e crescimento do segmento, por isso, só temos, mais uma vez, o que comemorar”, vibra.
jornalde turismo

Mayday: crocodilo vivo a bordo do Let-410

Acidentes aeronáuticos geralmente são causados por fatores operacionais, que, geralmente, tendem a se repetir. É muito raro ocorrer um acidente, sem que haja um precedente.


Entretanto, por vezes isso pode acontecer. Em 20 de agosto de 2010, uma aeronave de fabricação tcheca Let-410, da empresa aérea congolesa Filair, fazia um voo regional entre Kinshasa e Bandundu, na República Democrática do Congo, completamente lotado. Seus pilotos eram o comandante belga Danny Philemotte, de 62 anos, e o copiloto britânico Chris Wilson, de 39 anos.

O Let-410 envolvido no acidente era o 9Q-CCN, comprado pela Filair da Airest, uma companhia regional da Estônia, em 2009.

O voo transcorreu normalmente, e os pilotos já estavam na aproximação do aeroporto regional de Bandundu, quando um crocodilo invadiu subitamente o corredor da cabine de passageiros do avião. A comissária, apavorada, correu para o cockpit, seguida pelos passageiros em pânico.

A corrida dos passageiros em direção ao cockpit deslocou o centro de gravidade do avião, fazendo abaixar o seu nariz quando já estava lento e próximo ao solo, totalmente configurado para o pouso. O súbito deslocamento do centro de gravidade surpreendeu os pilotos, que não tiveram tempo hábil para salvar o avião.


A aproximadamente mil metros da pista, o Let-410 mergulhou e chocou-se com uma casa, ficando completamente destruído. Dos 18 passageiros e 3 tripulantes, apenas um passageiro sobreviveu, gravemente ferido. Felizmente a casa estava vazia, no momento do acidente, e não houve vítimas em terra.


A comissão governamental de investigação atribuiu oficialmente o acidente à falta de combustível, seguido de pânico dos passageiros. A Filair contestou o relatório, afimando que o avião tinha aproximadamente 150 Kg de querosene quando se acidentou.

Entretanto, o Comité Professionnel des Transporteurs Aériens - CPTA, uma associação de profissionais do setor aéreo do Congo, teve acesso aos relatórios oficiais e aos destroços e, baseada no testemunho do único sobrevivente, verificou que a verdadeira causa do acidente foi realmente o crocodilo à solta na cabine.

O vice-ministro dos transportes do Congo, Laure Marie Kawanda Kayena, posteriormente admitiu que realmente não foi confirmada a falta de combustível na aeronave da Filair.

Um passageiro do Let-410 carregava ilegalmente o crocodilo vivo dentro de um saco de equipamentos de ginástica, provavelmente com a intenção de vendê-lo em Bandundu. Só que o animal escapou do saco, provocando o acidente.

Ironicamente, o crocodilo sobreviveu ileso ao desastre, mas não escapou de ser morto a facão pelos curiosos e saqueadores que chegaram ao local logo após o acidente.

cultura aeronáutica

Falta de pilotos, agora na TAM


Há alguns meses atrás vimos a falta de tripulação atrasando voos da Webjet e da Gol. Diante dos fatos, a TAM informava que esse problema não aconteceria com a companhia nem tão cedo, e que tão situação estava controlada em relação ao quadro de pilotos.

Porém, como nem tudo são flores, este problema agora, pega no pé da TAM. Nesses últimos dias quase 19% dos voos da companhia sofreram atrasos. Com isso a ANAC decidiu suspender a venda de passagens aéreas da TAM até sexta-feira. Caso a situação não melhore, outras medidas serão tomadas.

A companhia informou que esses problemas são consequência das fortes chuvas que atingiram a Região Sudeste entre a noite de quinta-feira e a madrugada de sexta, dia 26, e causaram a interrupção das operações em aeroportos em São Paulo e no Rio de Janeiro. Por causa disso, 16 voos tiveram que ser alternados para outras terminais, prejudicando a programação de viagens e a escala da tripulação. Outro agravante teria sido o fechamento do aeroporto de Porto Alegre.

A ANAC iniciou uma auditoria na TAM, que deve durar uma semana, para verificar se os números fornecidos pela empresa condizem com a situação atual, uma vez que não eram previstos problemas com a carga horária dos tripulantes informada pela companhia.

Enquanto essa situação não for resolvida, a TAM não terá direito a pedidos de acréscimos de voo na malha da companhia. Espero que isso não atrapalhe o novo voo para Palmas que deve começar no meio de dezembro.

eagle sky

Mercado brasileiro dá um show na TAP

Com o aumento da demanda do mercado brasileiro, a TAP teve sua receita acrescentada em 10% de janeiro até setembro deste ano, comparado com o mesmo período de 2009.

“Vamos estudar a possibilidade de reforçar algumas rotas, entre estas as do Brasil”, ressaltou Mór, dirigente da companhia estatal.

Lembrando que está previsto para o ano que vem a privatização da TAP.

eagle sky

Teoria de voo de avião para pilotos

O comandante Ivan Barbosa Hermine, aposentado da Vasp, que já foi também dirigente sindical, continua dando sua contribuição para a aviação brasileira.

Na tese a seguir, ele fala sobre a teoria de voo de avião.

Caso não consiga visualizar o informativo abaixo, clique aqui para baixá-lo em PDF no seu computador.

sna

ROUBADO LAPTOP QUE CONTINHA DOCUMENTOS SECRETOS DA DASSAULT

Dassault AviationImage via Wikipedia
O senador francês Serge Dassault, que controla o grupo aeronáutico que produz o avião de caça Rafale, teve roubado na noite da última sexta-feira (26) um computador contendo documentos confidenciais sobre Defesa, informou uma pessoa próxima ao senador, Jean-Pierre Bechter, confirmando notícia divulgada pelo jornal Le Parisien.

O laptop estava dentro de uma bolsa que foi roubada do carro de Serge Dassault, quando o veículo estava no estacionamento de uma igreja em Corbeil-Essonnes (sul de Paris), cidade onde o industrial foi prefeito por 13 anos.

A sacola continha também o relatório orçamentário do Senado francês, explicou.

Segundo fontes próximas à investigação, a bolsa estava evidentemente visível do lado de fora do carro. Nenhum elemento permite afirmar se foi um simples roubo ou se havia relação com seu cargo.

Esse incidente ocorre depois de dois veículos terem sido incendiados em frente à propriedade de Dassault e a uma semana das eleições nessa cidade, onde a votação anterior foi anulada por falhas no procedimento. O senador pertence ao partido direitista UMP, do presidente Nicolas Sarkozy.

O senador, de 85 anos, dirige o grupo que leva o seu nome e foi fundado por seu pai Marcel Dassault. Ele é proprietário também do jornal nacional Le Figaro. Este aliado de Nicolas Sarkozy foi recentemente reeleito vice-presidente da Comissão de Finanças do Senado.

Os Rafale são considerados os favoritos para vencer uma bilionária concorrência aberta pelo governo brasileiro para a compra de aviões de guerra. Os jatos franceses concorrem com os americanos Super Hornet e os suecos Gripen.
ifr online

American Air-lixo

Aéreas americanas têm frotas velhas e aviões mal cuidados
  1. American Air-lixo

Esta semana, um Boeing 777 da American Arlines que estava pronto para partir de Miami para Nova York ficou no chão. Descobriram que vazava combustível do avião mais novo da frota da empresa. Eu, um dos mais de 200 passageiros que estavam prontos para a viagem, só chegamos ao nosso destino, as 4 da manhã: 10 horas depois do planejado.

Na mesma semana, quatro aviões da Delta Airlines, todos Boeings 767 (iguais aos voam para o Brasil) fizeram pousos de emergência por apresentar problemas graves em pleno ar.

Segundo Jeff Bailey, editor de negócios do respeitado jornal americano The New York Times, as empresas aéreas americanas estão protelando a compra de novos aviões e deixando suas frotas envelhecerem.

Um bom exemplo acontece com a American Airlines, cuja frota ainda inclui 390 aviões tipo MD-80 e 90. Antigos, desconfortáveis, barulhentos e cansados: cerca de 250 destes jatos de pequenos porte servem inúmeras rotas domésticas da American Airlines. Alguns, como o de registro N208AA(*), em operação desde 1983...

São aeronaves velhas, de tecnologia ultrapassada. Recentemente, um deses, pertencente à empresa tailandesa One-to-Go (mas comprado da American Airlines), se espatifou na pista do aeroporto de Phuket, na Tailândia, ao tentar pousar em dia de chuva. Caiu por causa da chuva e matou 90 pessoas.

Mas a velharia não esta limitada aos aviões pequenos. Na minha mais recente incursão a bordo de um vôo doméstico em terras americanas, fiquei pasmo com o estado de degradação do Boeing 757, da American Airlines, no qual eu viajava. O avião, que fazia a rota entre Miami e Orlando, estava um verdadeiro lixo, mostrando sinais evidentes de desgaste por dentro e por fora.

Segundo a empresa de pesquisas do setor, Airline Monitor, a idade média da frota americana passou de 10.6 anos, em 2002; para 12,2 anos, em 2006. Hoje, deve estar mais velha ainda. O pior é que a situação tende a piorar.

Enquanto as listas de encomendas de aviões novos, tanto da Boeing quanto da Airbus, engordam graças a pedidos vindos de empresas aéreas asiáticas, européias e mesmo brasileiras, o nome das americanas aparece modestamente entre os clientes.

A matéria do New York Times afirma ser financeira, a principal razão do envelhecimento da frota. As grandes empresas aéreas americanas estão preferindo manter estoques de caixa em vez de gastar com a frota.

Quem busca o conforto, e a segurança, oferecidos por aviões modernos, deve optar pelas empresas domésticas JetBlue, Southwest: ambas têm frotas novas. E, para viajar entre o Brasil e os Estados Unidos, minha sugestão é optar pelos vôos da TAM, e Continental / United, que usam aviões mais novos nas viagens entre as Américas.

Quanto ao resto...

mapa mundi

Vueling vai pagar menos de mil euros por mês para "pilotos" novatos




Comandantes com mais de quatro anos irão atingir € 7.000 brutos por mês, número que poderá aumentar o bônus.

A companhia Vueling aprovou o novo acordo e, entre os salários de seus pilotos, incluem os salários para aqueles com menos experiência na empresa: 838 euros brutos por mês.

Além disso, a convenção colectiva inclui "bônus" para o treinamento em simulador paga 85 € por dia, cinco anos de licença sem vencimento, 46 € por dia, quando a tarefa é superior a 15 dias ou seguro, a uma taxa de 1.838 por ano para os primeiros pilotos ( no caso de dois pilotos, de 1.488 por ano).
extra confidencial

Sindicato culpa falta de funcionários por caos na TAM



O SNA (Sindicato Nacional dos Aeronautas) disse nesta segunda-feira (29) ao R7 que os atrasos e cancelamentos da TAM se devem à falta de funcionários. O problema é o mesmo que levou as empresas Webjet e Gol a terem dificuldades há alguns meses, de acordo com o presidente do SNA, o comandante Gelson Dagmar Foschesato.

Das 0h às 20h desta segunda, 127 dos 727 voos da empresa haviam sido cancelados (16,2%), de acordo com a Infraero (Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária). A Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) chegou a proibir a empresa de vender passagens.

Segundo Foschesato, os tripulantes da TAM atingiram o limite de horas de jornada de trabalho previsto na regulamentação da profissão e estão impossibilitadas de seguir viagem. De acordo com ele, na virada do mês a situação deve ser normalizada, pois a carga horária é zerada.

A lei nº 7.183, de 1984, chamada Lei do Aeronauta, prevê um limite de jornada de nove horas e 30 minutos e cinco pousos para uma tripulação e jornada de trabalho de até 11 horas em um dia – condições como período noturno e se a tripulação é fixa ou muda ao longo das conexões de um voo alteram esse limite.

No mês, um tripulante de avião a jato não pode exceder 85 horas de voo. Para o trimestre, o teto é de 230 horas e no ano, de 850 horas.

Foschesato disse não descartar a possibilidade dos cancelamentos voltarem a afetar a empresa durante o período de festas do final do ano.

– Mesmo se a TAM contratar hoje, os novos funcionários só poderiam exercer suas funções em fevereiro, pois há um período de treinamento.

O presidente do SNA afirma que o uso de menos funcionários do que o necessário é uma tática da empresa para aumentar suas margens de lucro. Foschesato não soube informar o porquê da Gol também apresentar problemas no final desta tarde. Ao menos 45 voos dessa empresa não saíram dos terminais nesta segunda.

Outro lado

Contatada nesta tarde pela reportagem do R7, a TAM não se manifestou. No domingo (28), a empresa havia dado a justificativa de que chuvas na quinta-feira (25) prejudicaram as operações.

r7

Acionistas da British Airways aprovaram fusão com Iberia

A fusão foi aprovada com 99% dos votos dos acionistas da British Airways
A fusão foi aprovada com 99% dos votos dos acionistas da British Airways
EPA/AndyRain

Os acionistas da British Airways (BA) aprovaram hoje, em Londres, a fusão da companhia aérea britânica com a espanhola Iberia, da qual deverá nascer um dos três maiores grupos aéreos europeus, anunciou hoje a BA.

A fusão, que foi aprovada com 99% dos votos, dará origem à International Consolidated Airlines Group (IAG), avançou a companhia aérea.

O presidente da BA, Martin Broughton, afirmou que a fusão com a Iberia tem uma "lógica estratégica e financeira", que beneficiará os trabalhadores, os passageiros e os acionistas da empresa.

A empresa resultante, a terceira maior a nível europeu, atrás da Lufthansa e da Air France-KLM, terá uma frota com mais de 420 aviões e destinos para mais de 100 países.

exame expresso

Webjet e portal fecham parceria para loja virtual


A Webjet e o portal de e-commerce Comprafacil.com fecharam parceria e iniciaram as operações de uma loja virtual exclusiva para os passageiros da companhia.

No www.comprafacil.com.br/webjetshopping, os clientes encontram uma série de produtos divididos em 27 categorias – entre os benefícios exclusivos para os passageiros estão frete grátis para compras acima de R$ 199 e parcelamento em até dez vezes.

Durante os voos da Webjet, os clientes recebem um catálogo com a oferta de produtos disponíveis no Comprafacil.com. “Por enquanto, os passageiros poderão escolher suas compras durante o voo e fechar o pedido depois na internet ou por telefone. Nossa intenção é que futuramente a venda seja feita no ar”, afirma o diretor de Marketing do Comprafacil.com, Gustavo Bach.
panrotas

Justiça tentará vender fazenda de ex-dono da Vasp


SÃO PAULO - A juíza do Trabalho do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) da 2.ª Região, Elisa Maria Secco Andreoni, decidiu ontem que a venda da Fazenda Piratininga, do empresário Wagner Canhedo, ex-dono da falida Vasp, será feita por meio de propostas diretas à Justiça, e não mais por leilão.

A decisão foi tomada após o frustrado leilão realizado na última quarta-feira. Na ocasião, o empresário Francisco Gerval Garcia Vivone, dono do desconhecido grupo agropecuário Conagro, arrematou o imóvel pelo valor mínimo de R$ 430 milhões, mas sustou o cheque dado como entrada dois dias depois.

Os envelopes com as propostas serão abertos no dia 9 de dezembro, às 15 horas, ocasião em que os interessados deverão comparecer para ratificar eventuais ofertas ou cobrir propostas de outros interessados. A chamada Vara Vasp, criada pelo TRT da Barra Funda, na capital paulista, para cuidar do caso, já está aceitando ofertas, que poderão ser entregues até uma hora antes da abertura dos envelopes.

O dinheiro da venda será destinado ao pagamento de dívidas trabalhistas da Vasp com cerca de 8 mil ex-funcionários. No total, os débitos trabalhistas chegam a R$ 1,5 bilhão, segundo cálculos de Francisco Gonçalves Martins, advogado que representa o Sindicato dos Aeroviários no Estado de São Paulo. A ação dos trabalhadores se arrasta desde 2005, ano em que os voos da Vasp foram suspensos e Canhedo entrou com pedido de recuperação judicial. Em 2008, a companhia aérea teve a falência decretada. Nesse novo formato, o valor mínimo de R$ 430 milhões determinado pela Justiça para o leilão passa a ser apenas referência. As informações são do jornal
O Estado de S. Paulo
.
via www.duqueestrada.adv.br

Procuradoria apura se houve fraude no leilão da fazenda de Canhedo


VASP

DE SÃO PAULO - O Ministério Público Federal de São Paulo abriu ontem investigação para apurar se houve fraude no leilão da fazenda Piratininga, de propriedade de Wagner Canhedo (dono da falida Vasp), que ocorreu na sexta-feira, dia 26, no Tribunal Regional do Trabalho de São Paulo.

Após arrematar a fazenda em leilão que ocorreu na quarta-feira, dia 24, o empresário Francisco Garcia Vivoni, do grupo Conagro, sustou o cheque da compra na sexta-feira.
No mesmo dia, a Justiça do Trabalho invalidou a venda da fazenda.
Ontem à noite o advogado do Sindicato dos Aeroviários de São Paulo, Francisco Gonçalves Martins, informou que a fazenda não irá mais a leilão.
"Será vendida a quem ofertar o melhor preço. As propostas têm de ser entregues ao Juízo Auxiliar de Execução no dia 9 de dezembro
",
disse o advogado, após fazer acordo com Justiça do Trabalho e Ministério Público do Trabalho para agilizar a venda.
O imóvel foi transferido para representantes dos trabalhadores em razão de uma ação civil pública do Ministério Público do Trabalho. A Folha não localizou o empresário para comentar o assunto.

www.duqueestrada.adv.br

STJ nega recurso e mantém execução contra Canhedo



BRASÍLIA - A 3ª Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) determinou o prosseguimento de uma execução contra Wagner Canhedo, ex-presidente da Vasp, e sua esposa, Izaura Valério Azevedo. Eles avalizaram notas promissórias emitidas pela falida companhia aérea como garantia de contratos de arrendamento mercantil, firmado com a empresa Ansett Worldwide Aviation USA, de nove aviões Boeing 737 e seus motores. As notas, que não foram pagas, somavam R$ 7,7 milhões.

O entendimento dos ministros foi que o adiamento da execução contra uma empresa em recuperação judicial não se estende aos seus acionistas ou cotistas, exceto sócios com responsabilidade ilimitada e solidária (que respondem com seu patrimônio pessoal pelo pagamento das dívidas).

Assim, segundo informa o STJ, o sócio que se torna avalista pode ser cobrado independentemente da recuperação judicial, pois o aval tem natureza autônoma.

A Lei de Falências e Recuperação Judicial (Lei 11.101, de 2005) prevê em seu artigo 6º que, na recuperação judicial, todas as ações de cobrança contra a empresa são suspensas. O objetivo é dar um intervalo para a quitação dos débitos, com o término da crise da empresa. E foi o que ocorreu com a Vasp, que teve a execução das promissórias suspensa. Entretanto, a justiça cível autorizou que a ação continuasse em relação ao casal.

A defesa de Canhedo e de sua mulher pediu a suspensão ao Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), mas não obteve sucesso. Ao recorrer ao STJ, insistiu que a suspensão das execuções prevista na Lei 11.101 "se aplica ou é estendida aos litisconsortes", ou seja, a eles, como avalistas da Vasp.

O STJ, ao negar recurso do ex-dono da Vasp, considerou que a falência da empresa, em setembro de 2008, afastou o receio de que a execução contra os sócios causasse prejuízos ao próprio processo de recuperação e aos credores da companhia.

Lei de Falências

O artigo 6º da Lei 11.101 diz que a decretação da falência ou o deferimento da recuperação "suspende o curso da prescrição e de todas as ações e execuções em face do devedor, inclusive aquelas dos credores particulares do sócio solidário". Para a 3ª Turma, "sócio solidário" não é qualquer acionista que apareça no processo como litisconsorte passivo, mas apenas aquele que responde solidariamente, com seus bens pessoais, pelas dívidas que excedam o patrimônio da sociedade (sócio com responsabilidade ilimitada e solidária).

Já os sócios da falida Vasp encontravam-se em situação diversa, pois suas responsabilidades eram subsidiárias e limitadas ao preço de emissão das ações que detinham. A solidariedade desses sócios em relação à dívida não decorria de sua participação societária, mas da obrigação que assumiram com o aval.

A ministra Nancy Andrighi, em voto vista, afirmou que "o processamento do pedido de recuperação e o decreto falimentar não surtem efeitos sobre as ações e execuções movidas em face dos cotistas ou acionistas, a não ser que sejam sócios com responsabilidade ilimitada e solidária, como, por exemplo, os sócios da sociedade em nome coletivo ou o sócio em comandita simples". Segundo ela, a única solidariedade existente no caso decorre da obrigação cambiária, e não da participação societária.

A Terceira Turma considerou ainda que o aval tem natureza autônoma, ou seja, a execução contra os avalistas continua mesmo havendo recuperação judicial ou falência. O avalista, ainda conforme informa o STJ, é devedor solidário e pode ser cobrado isoladamente ou simultaneamente ao devedor principal. A credora, se quisesse, poderia ter executado apenas os sócios avalistas.

Os ministros também entenderam que o prosseguimento da ação contra os sócios da Vasp não representaria privilégio em relação aos outros credores da massa falida, já que se trata de execução contra pessoas físicas, cujo patrimônio não integra os bens da empresa destinados ao pagamento das dívidas em geral, especialmente aos seus trabalhadores e à fazenda pública.

O relator do caso, ministro Massami Uyeda, frisou que as execuções contra a massa falida ou a recuperanda devem ser suspensas, o que "não significa que eventuais coobrigados solidários em um título cambial possam beneficiar-se com a suspensão da execução contra eles promovida". Para ele, "em razão da autonomia das obrigações assumidas no título não é possível prosperar a tese de que o disposto no artigo 6º da Lei de Falências abarca as execuções movidas em prejuízo dos devedores solidários. Quem está em recuperação judicial é a Vasp, devedora principal, não seus sócios ou coobrigados".
dci

Redução de 1 hora em Congonhas impacta 250 mil passageiros ao mês


A abertura do aeroporto de Congonhas uma hora mais tarde do que o horário atual vai afetar entre 200 mil e 250 mil passageiros por mês. Esta estimativa é o principal argumento do Sindicato Nacional das Empresas Aeroviárias (Snea), entidade que representa as companhias aéreas, para tentar impedir que a Justiça aprove a mudança de horário de funcionamento do local, proposta por três associações de moradores do entorno do aeroporto. Congonhas opera atualmente entre 6h e 23h, mas os moradores querem que o aeroporto abra às 7h.

Foto: AE

Avião se prepara para pousar em Congonhas

O aeroporto recebe 184 pousos e decolagens entre 6h e 7h por semana, cerca de 6% do movimento total, segundo levantamento feito pelo iG com base em dados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). O número de passageiros prejudicados com a redução do horário de funcionamento de Congonhas foi calculado pelo Snea a partir do número de voos que partem ou pousam entre 6h e 7h e a taxa de ocupação média neste horário.

“Essa restrição não atingirá apenas voos que saem da São Paulo. Esses aviões fazem escala em outros aeroportos e pegam novos passageiros. Sem a saída de Congonhas, muitas rotas serão inviáveis”, afirma Ronaldo Jenkins, diretor técnico do Snea.

Segundo ele, as companhias aéreas não vão concordar com a restrição de horário. O motivo é que a demanda é aquecida no início da manhã, principalmente por passageiros que viajam a trabalho e desejam ir e voltar no mesmo dia.

Esses voos não podem ser deslocados para outros horários, pois não há mais espaço disponível em Congonhas. Os aeroportos de Guarulhos ou de Viracopos, em Campinas, também estão no limite e não conseguem absorver esse volume de rotas no horário matutino.

Debates sem acordo

Há quatro meses companhias aéreas, moradores e representantes da Anac, da Infraero e da Prefeitura de São Paulo tentam entrar em um consenso sobre eventuais mudanças no aeroporto. Os debates foram promovidos pelo Ministério Público Federal de São Paulo a pedido do juiz Paulo Cezar Neves Júnior, da 2ª Vara Federal Cível. A audiência será nesta terça-feira.

Até o momento, os participantes do grupo concordaram em restringir o horário de teste de motores de aeronaves das 9h às 17h. O pleito inicial também era pelo fechamento de Congonhas uma hora mais cedo, às 22h, mas há uma tendência de acordo para que se mantenha o funcionamento até 23h, segundo os participantes ouvidos pelo iG. A expectativa deles é que não haja acordo quanto ao horário de abertura do aeroporto, já que nem moradores e nem companhias aéreas querem ceder neste ponto.

Se não houver acordo, o juiz pode determinar a continuidade do debate ou dar um parecer sobre o tema. A Justiça Federal esclarece que a audiência é conciliatória e não terá um julgamento necessariamente. A decisão não é definitiva e o tema pode originar uma nova batalha judicial.

O iG procurou a Anac e a Infraero para comentar o assunto, mas elas não quiseram se pronunciar. Durante as reuniões, elas têm defendido a manutenção do horário de funcionamento atual do aeroporto.

O licenciamento ambiental concedido pela Secretaria do Verde e do Meio Ambiente de São Paulo a Infraero trouxe a exigência de reduzir o horário de funcionamento de Congonhas para o período entre 7h e 22h. O órgão disse, em nota ao iG, que “está aberto a buscar uma solução intermediária em relação ao horário desde que haja acordo com os moradores do entorno”.

Barulho incomoda moradores

O pleito pela redução do horário de funcionamento do aeroporto de Congonhas é antigo. Desde a criação da Associação dos Moradores e Amigos de Moema (Amam), em 1987, a entidade busca a redução do horário de funcionamento do aeroporto. A primeira vitória foi em 1989, quando Congonhas deixou de funcionar 24h por dia. De lá para cá, a entidade tem se mobilizado para pedir que o aeroporto feche mais cedo e abra mais tarde.

“Em Moema, se você tem que acordar às 6h, não precisa nem colocar o despertador. O barulho dos aviões não deixa ninguém continuar a dormir”, afirma Lygia Horta, presidente da Amam.

Foto: AE

Vista aérea de Congonhas, na sua inauguração, em 1936

O argumento das entidades que representam os vizinhos do aeroporto é que todas as pessoas devem ter o direito de dormir pelo menos oito horas por dia. Com a abertura do aeroporto uma hora depois, esta premissa pode ser cumprida.

A principal crítica aos moradores que reclamam dos incômodos gerados por Congonhas é que o aeroporto já estava lá quando a maioria deles se mudou – a inauguração foi em 1936. Em sua defesa, eles afirma que as construções não são ilegais e foram autorizadas pela prefeitura.

"A convivência não era problemática há 20 anos. Eram menos voos e aeronaves menores, que não faziam tanto barulho", afirma Edwaldo Sarmento, fundador e vice-presidente da Associação dos Moradores do Entorno de Congonhas (Amea), outra entidade que defende restrições ao funcionamento do aeroporto.
ig

Suspensão de execuções não atinge sócios da Vasp



A suspensão das ações de execução contra empresa em regime de recuperação judicial não se estende aos seus acionistas ou cotistas, a menos que sejam sócios com responsabilidade ilimitada e solidária — aqueles que respondem com seu patrimônio pessoal pelo pagamento das dívidas da sociedade. Não sendo esse o caso, o sócio que se tornou avalista da empresa pode ser cobrado independentemente da recuperação judicial, pois o aval tem natureza autônoma.

Com esse entendimento, a 3ª Turma do Superior Tribunal de Justiça decidiu pelo prosseguimento de uma execução ajuizada pela Ansett Worldwide Aviation USA contra o ex-presidente da Vasp, Wagner Canhedo Azevedo, e sua mulher, Izaura Valério Azevedo. Os dois haviam avalizado notas promissórias emitidas pela falida companhia aérea como garantia de contratos de arrendamento mercantil de nove aviões Boeing 737-33A e seus motores.

Quando a recuperação judicial da Vasp foi concedida, todas as ações de cobrança contra ela foram suspensas, por força do artigo 6º da Lei 11.101/2005 (Lei de Falências e Recuperação Judicial). O objetivo desse dispositivo legal é dar à empresa um intervalo razoável para a quitação de seus débitos, com o consequente término da crise na qual se encontra. Assim, a execução das promissórias contra a companhia aérea foi suspensa, mas o juiz autorizou que a ação continuasse em relação a Wagner Canhedo e sua mulher.

O casal apelou ao Tribunal de Justiça de São Paulo. Pleiteou o benefício da suspensão também para si, mas não foi atendido. Em recurso ao STJ, a defesa insistiu na tese de que a suspensão das execuções, prevista no artigo 6º da Lei de Falências, “se aplica ou é estendida aos litisconsortes” — ou seja, a eles próprios, avalistas da Vasp.

Ao negar a pretensão do casal Canhedo, a 3ª Turma do STJ considerou, logo de início, que a superveniente falência da Vasp, em 2008, afastou o receio de que o prosseguimento da execução contra os sócios pudesse causar prejuízos ao próprio processo de recuperação e, por consequência, a todos os credores da companhia. Em seguida, os ministros analisaram a tese do recurso para definir se seria legal a suspensão das ações contra os sócios avalistas de empresa em recuperação judicial.

Diz o artigo 6º da Lei 11.101/05 que a decretação da falência ou o deferimento da recuperação “suspende o curso da prescrição e de todas as ações e execuções em face do devedor, inclusive aquelas dos credores particulares do sócio solidário”. Na interpretação da 3ª Turma, “sócio solidário” não é qualquer acionista ou cotista que apareça no processo como litisconsorte passivo, mas apenas aquele que responde solidariamente, com seus bens pessoais, pelas dívidas que excedam o patrimônio da sociedade — é o sócio com responsabilidade ilimitada e solidária.

Já os sócios da falida Vasp, segundo a conclusão do STJ, encontravam-se em situação diversa, pois suas responsabilidades eram subsidiárias e limitadas ao preço de emissão das ações que detinham. A solidariedade desses sócios em relação à dívida da empresa, portanto, não decorria de sua participação societária, mas da obrigação que assumiram com o aval. A 3ª Turma considerou, ainda, que o aval tem natureza autônoma, o que permite que a execução contra os avalistas continue, mesmo havendo recuperação judicial ou falência. O avalista é devedor solidário e pode ser cobrado isoladamente ou simultaneamente ao devedor principal. Daí que a credora, se quisesse, poderia ter movido a execução apenas contra os sócios avalistas.

Os ministros também entenderam que o prosseguimento da ação contra os sócios da Vasp não representaria privilégio em relação aos outros credores da massa falida, já que se trata de execução contra pessoas físicas — cujo patrimônio não integra os bens da empresa destinados ao pagamento das dívidas em geral, especialmente aos seus trabalhadores e à fazenda pública. Com informações da Assessoria de Imprensa do STJ.

Resp 1.095.352

consultor jurídico

Gol apresenta estudo sobre oferta em aeroportos



MACEIÓ – Em apresentação aos associados da Abracorp, que se reúnem neste momento no hotel Radisson, o diretor comercial da Gol, Eduardo Bernardes (foto), divulgou dados da Anac que mostram a oferta de assentos oferecida pela companhia e pela principal concorrente, a Tam, em alguns dos principais aeroportos do País. Confira os resultados:

. Curitiba: 42% (Gol) e 32% (Tam)
. Brasília: 44% e 47%
. Congonhas (SP): 48% e 46%
. Galeão (RJ): 58% e 36%
. Santos Dummont (RJ): 37% e 39%
. Confins (MG): 52% e 34%

Muitos destes resultados, segundo Bernardes, devem-se à compra da Varig, “que fortaleceu a presença nos mercados”.

“Temos o produto certo para o corporativo e temos a oferta necessária. O que precisamos é mostrar ao cliente corporativo o valor do produto da Gol, é o trabalho de apresentar o valor desta oferta. E para isso precisamos trabalhar em conjunto com vocês [da Abracorp]”, afirmou Bernardes.
panrotas

Anac suspende voos da TAM, mas mantém os da Pantanal


O último cancelamento da rota entre Marília e São Paulo ocorreu dia 24

Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) suspendeu até sexta-feira, 3, a venda de passagens da TAM, atual proprietária da Pantanal Linhas Aéreas. O motivo da punição, que envolveu todas as rotas domésticas, foi atraso e cancelamento acima da média. Apenas ontem, 46 voos da empresa foram cancelados em São Paulo.

A agência vem monitorando também a Pantanal e a Passaredo, por conta do apagão aéreo em Marília, entretanto ainda não puniu as duas empresas. No caso da Pantanal, mesmo com a punição a TAM, ela está isenta, pois a venda de bilhetes não é realizada pelo mesmo sistema.

A TAM informou que os atrasos e cancelamentos ocorreram em decorrência de remanejamentos na malha aérea. A Anac espera que até amanhã, a TAM regularize suas viagens.

Em Marília, o Ministério Público ainda aguarda informações solicitadas à Anac sobre cancelamento, nas últimas seis semanas, de pelo menos 17 voos da Pantanal e Passaredo para São Paulo. Inquérito da Promotoria de Defesa do Consumidor reúne queixas de passageiros que precisaram recorrer ao transporte terrestre, mesmo após terem adquiridos bilhetes aéreos.

O último cancelamento da rota aérea entre Marília e São Paulo ocorreu na quarta-feira passada, dia 24. O voo 4704, conforme informou a Pantanal, decolaria do Aeroporto Internacional de Guarulhos às 7h50, entretanto houve o cancelamento devido à necessidade de remanejamento da malha aérea por razões operacionais.

diário de marília

El Salvador anuncia compra de Super Tucanos


SAN SALVADOR — O presidente de El Salvador, Mauricio Funes, confirmou nesta segunda-feira sua intenção de comprar entre 8 e 10 aviões Super Tucano, da Embraer, ao custo de 110 milhões de dólares, para modernizar a Força Aérea Salvadorenha.

"Estamos preparando com os ministros da Defesa e da Fazenda uma proposta que será analisada pela Assembleia Legislativa para comprar entre 8 e 10 aviões Super Tucano da empresa Embraer, do Brasil", declarou Funes à imprensa.

O presidente revelou que o negócio envolverá entre 100 e 110 milhões de dólares e destacou que "não são aviões de guerra", pois a intenção é empregá-los para "fortalecer" a capacidade operacional da Força Aérea em caso de desastres naturais no país e na região.

"São aviões que têm equipamentos e radares que lhes permitem intervir de forma oportuna e eficaz para atender a comunidades afetadas por desastres naturais".

Funes comentou que a Guatemala faz um esforço similar para adquirir aviões, o que abre a possibilidade de se realizar operações conjuntas no caso de desastres e no combate ao narcotráfico.

A oposição critica a compra dos Super Tucanos, por considerá-la de alto custo.

afp

Dilma estuda conceder 7 aeroportos a setor privado



Presidente eleita quer despolitizar Infraero e fazer reforma administrativa antes da abertura de capital da empresa

Geralda Doca

Diante do desafio de resolver o problema dos aeroportos para a Copa de 2014, a presidente eleita, Dilma Rousseff, está determinada a despolitizar a Infraero e fazer uma reforma administrativa na estatal, antes da abertura de capital da empresa — que levaria de quatro a cinco anos para ter efeito prático.

Ela receberá um estudo do BNDES e da consultoria Mckinsey, em conclusão, com um diagnóstico e plano de modernização e venda de ações da Infraero, cujas conclusões preliminares já vêm sendo discutidas por técnicos da equipe de transição.

Em São Paulo, a futura ministra do Planejamento, Miriam Belchior, disse acreditar que a abertura de capital da Infraero pode acontecer ainda durante o governo Dilma.

— A presidente eleita está analisando com extremo cuidado essa possibilidade, tendo em vista a Copa do Mundo de 2014 e a Olimpíada de 2016. Acho que ela deverá ter novidades quanto a isso quando fizer o anúncio referente aos demais ministros — disse a futura ministra.

O plano, ao qual O GLOBO teve acesso, sugere que sete aeroportos, com maiores gargalos, sejam concedidos à iniciativa privada antes mesmo da abertura de capital.

São eles: Guarulhos, Tom Jobim (Galeão), Confins (BH), Porto Alegre, Salvador, Brasília e Viracopos (Campinas). O relatório também contempla a possibilidade de conceder partes de terminais carentes de recursos, o que pode ser feito via parcerias público-privadas.

blog do noblat

Aeroporto de Congonhas poderá abrir uma hora mais tarde



O horário de abertura do aeroporto de Congonhas pode mudar das atuais 6h para as 7h. Amanhã está marcada uma audiência na qual o juiz federal Paulo Cezar Neves Júnior irá decidir se aceita o pedido dos moradores e do MPF (Ministério Público Federal) para adotar medidas para reduzir a poluição sonora nas imediações do aeroporto.

Hoje, os pousos e decolagens de Congonhas ocorrem das 6h às 23h, mas três associações de moradores entraram com uma ação civil para tentar limitar o horário de operação no aeroporto e restringir o nível de ruído na região.

Durante quatro meses, o MPF promoveu reuniões entre moradores, empresas aéreas, Anac e Infraero para tentar chegar a um acordo, mas não obteve sucesso.

Na reunião de amanhã, o juiz poderá estabelecer maior prazo para que as partes cheguem a um consenso. Moradores e representantes da prefeitura concordam com a mudança de iniciar o funcionamento às 7h. Já a Anac e a Infraero afirmaram que a decisão só deve ser tomada depois de uma avaliação detalhada dos testes acústicos realizados e da análise da possibilidade de redução do barulho das aeronaves.

As companhias aéreas são contra qualquer modificação do horário. Se o aeroporto abrir uma hora mais tarde, serão impossibilitados até 34 pousos ou decolagens em um dos horários mais concorridos de Congonhas. Atualmente, há consenso apenas sobre o horário para checagem de motores pelas companhias aéreas, entre 9h e 17h.
e-band

Puma Air inicia nova rota com operações noturnas



Depois de ter conquistado recentemente a preferência dos clientes no Espaço do Passageiro da ANAC, a regional Puma Air começa a operar hoje a nova rota noturna. O voo sairá de Belém com destino a Fortaleza, a bordo do Boeing 737-300, com capacidade para 132 passageiros.
De Belém, o avião decola às 19h45 (hora local), com chegada prevista às 21h35, ao aeroporto de Fortaleza. Da cidade nordestina, sai às 22h05 e chega às 23h55 na capital do Pará.

avião revue

Qantas recolocará seus Airbus A380 em atividade a partir de sábado

Um dos A380 da australiana Qantas

Um dos A380 da australiana Qantas: motores da Rolls-Royce foram causa do problema

Sydney - A companhia aérea australiana Qantas anunciou na última segunda-feira que restabelecerá, a partir de sábado, os voos de seus seis Airbus A380, fora de atividade desde o incidente com um motor que explodiu em pleno voo no início de novembro.


"Estamos completamente seguros com a operabilidade dos aviões", assinalou Alan Joyce, chefe-executivo da Qantas.

Joyce apontou que no próximo sábado será restabelecido o voo do primeiro dos seus A380 entre Sydney e Londres, com escala em Cingapura, e que outras três aeronaves estarão operando até o Natal.

Em 4 de novembro, um Airbus A380 da Qantas que ia a Sydney precisou retornar ao aeroporto de Cingapura ao sofrer uma explosão após pegar fogo um dos motores da fabricante britânica Rolls-Royce.

A aterrissagem de emergência não deixou feridos os 433 passageiros e 26 tripulantes que viajavam no avião.

Apesar do incidente, a companhia aérea australiana indicou que seguirá com o processo de aquisição dos 14 aviões do modelo que já foram encomendados ao consórcio europeu Airbus.

A Rolls-Royce se comprometeu a resolver o problema do vazamento de óleo nos motores "Trent 900", ao tempo que a Airbus reconheceu que se trata do primeiro problema técnico grave em um A380 em três anos, desde que entrou em serviço o maior avião de passageiros do mundo.

exame

Primeiro voo comercial com biocombustível será realizado na Alemanha


O primeiro voo comercial de passageiros movido a biocombustível partirá em abril de 2011 e será um Airbus A321, da Lufthansa, na rota Hamburgo-Frankfurt, informou o fabricante de aviões europeu.

Os aviões da linha serão movidos por uma mistura de 50% de óleo vegetal hidrogenado, diz comunicado da Airbus.

"Os voos continuarão por um período de seis meses", em uma fase de testes que avaliará "o impacto a longo prazo dos biocumbustíveis sustentáveis na aviação", acrescenta a nota.

No projeto, a Airbus oferece assistência técnica e controla a propriedade do combustível.

"Acreditamos que há grandes oportunidades de utilizar querosene biossintética, mas primeiro queremos aprender com a experiência diária", disse o representante da Lufthansa, Wolfgang Mayrhuber.
efe

Vulcão em atividade fecha aeroporto na Indonésia

Erupção do Monte Bromo cancelou voos na cidade de Malang, em Java.
Material vulcânico poderia causar problemas em motores, diz ministério.


A atividade do vulcão do Monte Bromo provocou nesta segunda-feira (29) o fechamento do aeroporto de Malang, em Java, na Indonésia, segundo as autoridades.

O vulcão começou a expelir material na semana passada, depois de um ano calmo.

O fechamento vai até 4 de dezembro, e ocorre porque substâncias do material vulcânico podem causar problemas nos motores da aeronave, segundo Bambang Ervan, porta-voz do Ministério dos Transportes local.

Atividade vulcânica do Monte Bromo é vista a partir de avião da Força Aérea da Indonésia, nesta segunda-feira (29), sobre a cidade de Probolinggo.Atividade vulcânica do Monte Bromo é vista a partir de avião da Força Aérea da Indonésia, nesta segunda-feira (29), sobre a cidade de Probolinggo. (Foto: AFP)

O aeroporto fica a 25 km do vulcão e recebe dez voos locais diários vindos da capital, Jacarta. Muitos dos passageiros são turistas que vão visitar o próprio vulcão.

Imagem aérea mostra a atividade do vulcão.Imagem aérea mostra a atividade do vulcão. (Foto: AP)
g1

Tamanho da pista do novo aeroporto determinou escolha da área em Caxias do Sul

O estudo técnico do Departamento Aeroportuário da Secretaria Estadual de Infraestrutura e Logística que aponta Vila Oliva como a melhor área para a construção do novo aeroporto da Serra, avaliou 15 itens. Entre eles, mata nativa, acidentes geográficos, densidade demográfica, vias de acesso e dimensões da área que influenciam na construção.

Segundo o diretor do DAP, Fernando Coronel, o que mais pesou no resultado final foi a extensão da pista. Pelo estudo, concluído em outubro, a pista principal terá 4,1 quilômetros e a secundária, 3,1 quilômetros. Em Monte Bérico, não seria possível a construção de duas pistas. O aeroporto atualmente usado em Caxias do Sul, o Hugo Cantergiani, possui uma pista de 1,94 mil metros.

Além do tamanho da pista, outros pontos foram determinantes. Em Vila Oliva, o impacto urbano seria menor e o volume de terraplenagem, também. O fator neblina não tirou pontos de nenhuma área, porque a ideia é construir um aeroporto que já tenha condições de operar por instrumentos desde sua inauguração.

Apesar do site do governo do Estado ter publicado nesta segunda-feira que a área tinha sido anunciada, o secretário Andrade reafirmou que se tratava apenas de uma indicação do DAP. Além disso, conforme o secretário, não há valores previstos para a obra.

_ Encaminhei à governadora, que vai encaminhar à equipe de transição. Não é um anúncio. Não poderíamos fazer um anúncio no final do governo de uma obra que não faremos _ ressalta Andrade.
zero hora

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Grécia: país em crise, vende aeronaves


A Grécia tem a intenção de vender quatro aeronaves A340 da Airbus e participações em várias empresas estatais até o final do ano sob a austeridade orçamental para 2011, apresentada ao Parlamento.

Além disso, o Governo grego vai finalmente acelerar seu programa de privatizações.A concessão para operar o Aeroporto Internacional de Atenas que o Estado detém 55%, a cargo da Hochtief do grupo alemão de 30 anos em 2001, será alargada no próximo ano.

Anac suspende venda de passagens da TAM até 3 de dezembro



Agência Nacional de Aviação Civil detectou atrasos acima da média.
Segundo TAM, atrasos 'são consequência de remanejamento na malha aérea'.


A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) suspendeu nesta segunda-feira (29) a venda de bilhetes da companhia aérea TAM para todas as rotas domésticas com decolagem prevista até a próxima sexta-feira ( 3). O objetivo é evitar a ampliação dos atrasos e cancelamentos de voos para os passageiros. A TAM informou, por meio de nota, que os problemas "são consequência de remanejamentos na malha aérea".

A Anac informou que a TAM está apresentando atrasos e cancelamentos acima da média do setor. A expectativa, segundo a Anac, é que a situação esteja normalizada até quarta-feira (1), pois caso contrário, novas medidas serão adotadas.

A Anac iniciou uma auditoria na empresa, enviando inspetores para o centro de operações da companhia e para aeroportos de São Paulo. Até que seja concluída a auditoria, no prazo estimado de uma semana, também ficam suspensos todos os pedidos de acréscimos de voos na malha da TAM.

As escalas das tripulações das companhias aéreas, de acordo com a Anac, são acompanhadas semanalmente, desde agosto, por meio de relatórios enviados pelas empresas. A auditoria na TAM, segundo a Anac, visa verificar se os números encaminhados pela empresa condizem com a situação atual, uma vez que não eram previstos problemas com a carga horária dos tripulantes informada pela companhia.

Causas
Segundo a TAM, os atrasos foram provocados por um remanejamento na malha aérea por causa das fortes chuvas que atingiram a região Sudeste entre a noite de quinta-feira (25) e a madrugada de sexta-feira (26), "interrompendo as operações nos aeroportos de Congonhas, Guarulhos e Viracopos, em São Paulo, e Santos Dumont e Galeão, no Rio de Janeiro. Por causa das chuvas, 16 voos tiveram que ser alterados.

A TAM afirma ainda que, na tentativa de normalizar a situação, tem colocado aviões maiores - que fazem as rotas internacionais – para voar para destinos nacionais. "Os passageiros estão sendo acomodados nos voos mais próximos operados pela própria companhia e também por companhias congêneres, de acordo com a disponibilidade de assentos. A companhia oferece ainda a opção de transporte terrestre aos passageiros, nos casos em que essa alternativa é viável. Aos passageiros em trânsito, a companhia oferece alimentação e, se necessário, hospedagem".

Direitos
A Anac informa que os passageiros que tiverem voos atrasados ou cancelados têm direito a assistência material, reacomodação, informação e reembolso. Até uma hora de atraso, a companhia aérea deve fornecer acesso a telefone ou internet. A partir de duas horas de atraso, alimentação, e a partir de quatro horas de atraso, acomodação em local adequado (espaço interno do aeroporto ou ambiente externo com condições satisfatórias para aguardar pela reacomodação) ou hospedagem e transporte do aeroporto ao local de acomodação.

Em caso de cancelamento de voo, a reacomodação do passageiro deve ser imediata. Nos atrasos, a reacomodação deve ser feita no próximo voo da companhia ou de outra empresa na mesma rota. Passageiro que aguarda reacomodação tem prioridade sobre os que ainda não adquiriram passagem, segundo a Anac.

Segundo a Anac, a companhia aérea deve informar os direitos do passageiro e os motivos do atraso ou cancelamento do voo, inclusive por escrito, pois pode ser usado em pedidos de indenizações caso seja necessário.

Para o passageiro que desistir da viagem por cancelamento ou atraso acima de quatro horas, a Anac determina reembolso integral do valor do bilhete, na mesma forma de pagamento.

Para registrar reclamações na Anac, os passageiros contam com atendimento durante 24 horas, em qualquer localidade, por meio do telefone gratuito 0800 725 4445, inclusive em inglês e espanhol. Ou ainda no site da agência: www.anac.gov.br/faleanac.
g1

Mulher fica nua durante um voo da Delta

Uma mulher ficou nua em um vôo de Chicago para Nova york no fim de semana de Ação de Graças.

A mulher, foi contida no avião depois que ela tirou a roupa durante um voo da Delta que decolou do Aeroporto Internacional de O'Hare.

Oficiais da lei local a levaram em custódia, quando o avião aterrissou.

A mulher foi descrita como "perturbada emocionalmente" e levada para um hospital de Nova York depois que o avião aterrissou em Nova York no Aeroporto JKF, de acordo com o porta-voz,

O incidente não provocou interferência com o vôo.

A polícia não pretende fornecer a identidade da mulher ou sua cidade natal.
nbc chicago


''Não faremos lances mirabolantes para reagir à LATAM''


Confiante no modelo de baixo custo, fundador da Gol diz que não precisa comprar outras empresas para fazer frente à criação da maior companhia aérea da América Latina.


Há três meses, a fusão entre a brasileira TAM e a chilena LAN criou a maior companhia aérea da América do Sul. Desde então, só se pergunta uma coisa no setor: o que será da Gol? Depois de ver sua principal rival se agigantar e enfrentar uma onda de boatos sobre possíveis aquisições, Constantino de Oliveira Júnior, presidente e controlador da empresa, afastou-se da imprensa. Na semana passada, ele decidiu romper o silêncio e concedeu a seguinte entrevista ao Estado.

Desde o anúncio do negócio entre TAM e LAN, o setor se pergunta: como a Gol vai reagir?

Eu percebo isso. Mas, para fazer frente à concorrência, não necessariamente a gente precisa fazer um movimento parecido. O modelo de negócios da Gol é diferente do modelo da Latam. Nossa estratégia de baixo custo e baixa tarifa continuará independentemente da fusão. Considerando o mercado brasileiro, em desenvolvimento, esse é o modelo vencedor. É isso que eu tenho passado para os investidores. E tem dado certo: temos conseguido manter uma valorização razoável das nossas ações e estamos aumentando nossas margens operacionais sem aumento de tarifa.

Houve muita especulação sobre negociações da Gol com concorrentes.

Avianca, Aerolíneas, Copa... Depois que LAN e TAM se juntaram, começaram as especulações sobre todas as possibilidades. Não existe nenhum diálogo que possa justificar os boatos. Não vamos fazer lances mirabolantes para fazer frente ao crescimento da Latam.

Então como a Gol vai crescer?

Vamos continuar perseguindo a popularização do transporte aéreo no Brasil e melhorar as margens com base em receitas auxiliares, sem depender, necessariamente, do aumento da tarifa. A venda a bordo é uma das estratégias. Até este mês a gente tem feito 42 voos com venda a bordo. No fim de dezembro, devemos ter até 136 voos por dia. O que também melhora a receita é a venda de milhas para parceiros e serviços como o aluguel de carros e a reserva de hotéis feitos pelo site com parceiros. No transporte de cargas, construímos um novo terminal em Congonhas e estamos na fase final de um projeto de terminal de cargas em Guarulhos.

Segundo previsões da IATA (principal organização do setor aéreo), vão sobrar poucas companhias aéreas no mundo e a consolidação só vai aumentar. A Gol não teme ficar isolada, de fora desse processo?

A IATA é das legacy (as companhias tradicionais, que fazem voos internacionais), com outro modelo de negócios. Se você olhar o modelo de baixo custo, historicamente, essas empresas têm retorno maior que seu custo de capital. Já as empresas tradicionais têm retorno sobre o investimento menor que o custo de capital. Ou seja, elas perdem valor ao longo do tempo. As de baixo custo, não.

A Azul é comandada por um americano nascido no Brasil. A Trip tem investimento de americanos. A TAM vai se juntar à maior empresa chilena e a participação estrangeira na aviação deve aumentar com a aprovação de uma nova lei. Como a Gol vai se defender do avanço estrangeiro?

À medida que houver reciprocidade, pode ter até 100% de capital estrangeiro. Não tem problema. Uma empresa como a nossa tem condição de competir com qualquer outra. Dentro do nosso campo aqui no Brasil, entendendo que nós temos diferenças estruturais, um sistema tributário e trabalhista complexo, a gente consegue competir. Um exemplo disso é a Azul: a empresa trouxe gestores de fora e o balanço deles publicado na Anac teve uma perda de quase R$ 60 por passageiro embarcado no ano passado. Não sei se isso fazia parte do plano deles.

Novas empresas, como Webjet e Azul, têm roubado mercado de TAM e Gol. Isso deve continuar?

Acho que continua. Provavelmente, vão crescer mais do que as empresas estabelecidas. Essas empresas têm nos ajudado muito no estímulo da demanda. E como estão dispostas a comprar mercado, faz parte do planejamento estratégico deles.

O crescimento dessas empresas é sustentável?

A gestão da Azul é experiente, competente, sabe o que está fazendo. E a Webjet tem lá pessoas muito boas também. Então, acho que eles vão achar um caminho e prefiro entender que vão encontrar a rentabilidade mais cedo ou mais tarde.

O sr. vê o surgimento de uma companhia que faça frente à Gol e TAM?

Ah, é difícil. Rápido assim é difícil. Nós demoramos dez anos para chegar aqui. Não acho que vai ser de uma hora para outra, não. Mesmo se imaginarmos uma fusão entre as pequenas, são frotas totalmente diferentes. Os ganhos de sinergias não seriam tão representativos.

Como vocês têm enfrentado o problema da escassez de pilotos?

O Brasil exporta mão de obra e não pode importar. Essa balança é um pouco perversa para a companhias. Tivemos uma saída fora do normal de pilotos para o exterior no primeiro semestre. E para formar um comandante, um copiloto, da contratação até o primeiro voo, leva seis meses. Hoje falta piloto no mundo todo. Você não acha nem vaga em simulador (equipamentos para treinar pilotos). Estamos formando nossos pilotos em Miami, Frankfurt e Amsterdã. Até o começo de 2011, teremos contratado 400 pilotos.

O que a empresa tem feito para driblar a falta de investimento em infraestrutura nos aeroportos?

Em janeiro, em torno de 8% dos nossos passageiros faziam seu próprio check-in pela internet, nos totens ou por celular. Hoje esse número é de 28%. Em alguns aeroportos, como Brasília, 48% dos passageiros fazem seu próprio check-in. Quase todo o crescimento que tivemos nesse ano, em tese, foi absorvido pelo autoatendimento. Não vimos as filas aumentarem. Pelo contrário, conseguimos gerenciar melhor. E o investimento é grande nesse tipo de iniciativa, como na compra de softwares.

O que mais vocês estão fazendo?

Também estamos tirando as conexões de grandes centros como Guarulhos e Congonhas. Na medida do possível, a gente tenta transferir as conexões para Galeão (Rio), Confins (Belo Horizonte) e Brasília.

Em quanto tempo a empresa começará a enfrentar gargalos se não houver grandes expansões?

Mais uns 5 anos, se continuar nesse ritmo. Em Guarulhos ainda tem espaço para voos no meio do dia. Mas, para montar uma malha, definitivamente não dá. Em nenhum dos grandes aeroportos dá. Congonhas e Guarulhos estão restritos, Santos Dumont (Rio) também, Brasília está próximo do limite e Confins está crescendo muito rápido. A questão é que os aeroportos não dependem só de terminais ou pistas. Um estudo da McKinsey mostra deficiências nos diferentes aeroportos, como falta de estacionamento para o cliente, por exemplo. Tem uma série de medidas paliativas que podem ajudar.

A Gol tem a intenção de participar do setor de aeroportos?

Se necessário, sim. Nosso negócio não é construir e operar aeroporto. Só se couber à companhia cuidar do aeroporto para conseguir exercer sua atividade.

Qual deve ser o impacto da Copa do Mundo para a Gol?

Os estrangeiros devem vir de voos fretados e isso cresce enormemente. A demanda de passagens na aviação regular até cai um pouco. Mas isso gera congestionamento no aeroporto e no tráfego aéreo. Em termos estratégicos, a nossa preocupação é que a Copa é uma oportunidade para tornar o Brasil conhecido como destino turístico. Se nessa oportunidade tiver uma operação atrapalhada, gera o efeito contrário. E hoje a gente já não causa uma boa impressão.

Como a empresa tem percebido a ascensão da nova classe média?

Quando começamos operar, dez anos atrás, eram 5 a 7 milhões de pessoas voando. Hoje deve estar em torno de 17 milhões e continua crescendo. Percebemos a mudança no perfil dos passageiros. Às vezes, por exemplo, o pessoal vem com malas muito cheias ou malas velhas, que não suportam o peso. Normalmente, essa classe viaja para visitar parentes porque a hospedagem é mais barata. À medida que os hotéis se tornam mais baratos, aumenta o turismo de lazer.

Apesar dessa euforia, o setor é extremamente sensível a crises...

Em 2006, eu fui jantar com o vice-presidente comercial da Boeing. Era um dos "Top Gun" lá. Ele estava me explicando o seguinte: entre 2004 e 2005, a Boeing recebeu 200 ligações de empresários que gostariam de adquirir um avião para montar uma companhia aérea. Desse total, em torno de 20 efetivamente começaram a operar com aviões do porte de Boeing. Das 20, só cinco sobreviveram mais do que dois anos. E, dessas 5, só uma passou do quinto ano de vida. Ou seja, de 200 intenções, apenas uma passou do quinto ano. O nível de mortalidade é altíssimo.

Então por que os empresários ainda investem em companhias aéreas?

Porque nessas horas você só pensa no lado bom. E o risco não é só financeiro. Certa vez estava entrevistando um candidato a executivo de uma potencial empresa que abriríamos no México. Eu já estava em vias de contratá-lo. O cara chegou aqui todo alegre. Conheceu a empresa, estava super empolgado. Aí, fez a entrevista comigo e eu perguntei: pode ser que amanhã, por azar do destino, um acidente aconteça numa cidade grande, como São Paulo. Cai um avião em cima de um prédio, um desastre de grande proporções. Você está preparado, a sua família está preparada, para encarar a situação? O cara baixou a cabeça, saiu e não voltou mais.

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