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quinta-feira, 21 de julho de 2011

love is in the air




No último dia 13 de julho, o paulista Leandro Gonçalves, de 30 anos, pediu em casamento sua namorada num voo da Azul Linhas Aéreas. O pretendente perguntou para Mariana Kurokawa, 24 anos, se ela gostaria de se casar com ele. A proposta foi feita durante o voo de uma hora e quarenta minutos entre Campinas/Viracopos e Campo Grande, à bordo de um Embraer 190. "Neste um ano em que estamos juntos, completados hoje, quero fazer desta data algo especial: Mariana, você quer se casar comigo?”, declarou Leandro para sua amada com todos os Clientes do voo como testemunhas. Mariana disse sim. "Eu fiquei muito surpresa. Ainda estou chocada", disse a noiva.

Quando chegaram ao aeroporto de Campo Grande tiveram uma surpresa: os pombinhos ganharam um buquê de rosas e um pacote especial de núpcias no Blue Tree Manaus, no Amazonas, da Azul Viagens para curtir sua lua-de-mel.
Quem não aceitaria um pedido assim?!
roberto caiafa

Mercado aéreo doméstico cresce 19,54% em junho, diz Anac


O tráfego aéreo de passageiros no Brasil cresceu 19,54% em junho, na comparação com o mesmo período do ano passado, enquanto a oferta subiu 12,48%, informou nesta terça-feira a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). A taxa de ocupação dos voos no mercado doméstico atingiu 68,10%, contra 64,09% em junho de 2010. Em maio, a ocupação média tinha sido de 67,09%.

Já a demanda nos voos internacionais operados por empresas brasileiras cresceu 7,72% em relação a junho do ano passado. No mesmo período, a oferta de assentos aumentou 4,92%. A taxa de ocupação atingiu a marca de 77,66%.

No semestre, a procura por voos no mercado aéreo doméstico cresceu 21,39% em relação ao período de janeiro a junho do ano passado. A oferta aumentou 14,59% e a taxa de ocupação passou de 67,10% para 71,08%. Já nos voos internacionais operados por empresas brasileiras a demanda aumentou 18,95% em relação ao ano passado, enquanto a oferta cresceu 13,14%. A taxa de ocupação passou de 74,29% para 78,11%.

TAM x Gol
O grupo TAM (que compreende Tam e Pantanal) manteve a liderança no mercado aéreo doméstico em junho, com 41,68%, frente a 44,43% em maio. A Gol/Varig ficou em segundo lugar, com 37,13% de market share contra 35,39% no mês anterior. A Azul teve 8,61% do mercado em junho, a Webjet , 5,51%, a Trip possui 3,24% e a Avianca, 2,94%.

Pelos dados de junho, Gol e Webjet responderam juntas por 42,64% do mercado doméstico, superando a participação da TAM. Em maio, a soma do market share da Gol e da Webjet (40,55%) foi menor do que a participação da TAM (44,43%)

No dia 8 de julho, a Gol anunciou acordo para comprar a Webjet em negócio de R$ 311 milhões. A aquisição está sujeita, entre outras condições, à realização de auditoria nas atividades e ativos da WebJet, e às aprovações das autoridades governamentais. Até a conclusão da venda, as operações das duas empresas seguirão de forma independente, sem previsão de mudanças estruturais ou de gestão.

Nas rotas internacionais operadas por empresas brasileiras, a TAM ampliou a liderança no setor e chegou a 90,57% do mercado em junho, segundo o relatório da Anac. A Gol/Varig possui 8,18% e a Avianca 1,25%.

g1

Procuradoria vai apurar falha de segurança da Noar

A empresa Noar Linhas Aéreas começou a operar em junho de 2010 e se especializou em pequenos percursos a preços reduzidos. Foto: Denio Rodrigues/vc repórter
As caixas-pretas da aeronave estão queimadas e serão encaminhadas ao Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa)

O Ministério Público Federal (MPF) de Pernambuco abriu inquérito para apurar as causas da queda do avião da Noar Linhas Aéreas, que matou 16 pessoas no Recife no dia 13. O procurador da República Marcos Antonio da Silva Costa pediu à Justiça Federal que "investigação, processo e julgamento" relacionados ao acidente sejam de competência da União.

O caso também é tema de inquérito da Polícia Civil. O delegado Guilherme Mesquita quer ouvir, ainda nesta semana, donos e funcionários da empresa. A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) anunciou ontem que fará auditoria na empresa.

Anteontem, a agência mandou suspender os voos da companhia depois de receber da Rede Globo cópias de anotações de pilotos sobre problemas técnicos em uma das aeronaves. Essas observações deveriam estar no Relatório Técnico de Aeronave (RTA). "Aparentemente existia um RTA fantasma, que não registrava oficialmente as panes", disse ao Estado o piloto de uma das principais companhias brasileiras.

Resposta da Noar

A companhia Noar Linhas Aéreas emitiu na noite de segunda-feira afirmando que o registro auxiliar da aeronave PR-NOA foi furtado. A empresa alega que percebeu a falta do caderno de notas na sexta-feira (15). Conforme a assessoria, foi feito um boletim de ocorrência na delegacia de Boa Viagem.

Segundo a companhia, todas as percepções e relatos dos tripulantes sobre as condições das aeronaves são tratados com responsabilidade e solucionados pelos especialistas em manutenção. A empresa também afirma que, "assim como já fazia", continuará a cumprir todas as determinações da Anac.

Segundo a empresa, isso foi feito desde a sua homologação como empresa aérea regular. A Noar diz que sempre operou aeronaves homologadas pelos órgãos competentes. A companhia se põe à disposição das autoridades aeronáuticas Cenipa e Anac e diz que voltará a se manifestar sobre esse assunto apenas após posicionamento da Anac.

Familiares das vítimas

Na nota, a companhia afirma também que desde o primeiro momento após o acidente aéreo ocorrido no último dia 13, no Recife, sua a prioridade tem sido prestar todo o apoio necessário aos familiares das vítimas. A Noar acrescenta que continua fazendo isso de várias formas, como disponibilização de transporte, hospedagem e acompanhamento de equipe multidisciplinar (psicólogos, médicos, assistentes sociais).

último segundo

Queda de avião deixa 2 feridos após falha em decolagem

Duas pessoas ficaram feridas depois que uma aeronave caiu na tarde desta terça-feira (19) no bairro Jardim Botânico, em Campos Gerais, no Sul de Minas. De acordo com a Polícia Militar, o avião teria caído minutos depois da decolagem de um campo de aviação do município. Na queda, a aeronave atingiu um carro que estava estacionado próximo à pista.

Ainda de acordo com a PM, a hélice,as rodas e as duas asas da aeronave ficaram danificadas com o impacto. O aviãor faria um voo para tirar fotos panorâmicas da região. O piloto e um fotógrafo tiveram ferimentos leves e foram levados para o pronto socorro do Hospital São Vicente. Charles Ramos de Oliveira, de 33 anos, que pilotava o avião, sofreu uma luxação no punho direito.

Foto: Afrânio Mesquita Filho

eptv

Avião cai dentro de valeta em Piraquara

Vítima teve ferimentos leves e foi levada ao Hospital Militar.

Um avião experimental caiu ontem à tarde dentro da valeta que cruza a Rua São José, no Jardim Holandês, em Piraquara. O piloto, um homem de cerca de 60 anos, único tripulante da aeronave, teve apenas arranhões nos braços e cabeça. A causa da queda seria o vento forte.

O acidente ocorreu tão logo o piloto decolou do Aeródromo de Piraquara, a menos de um quilômetro do local da queda. O Siate e um helicóptero foram acionados para o resgate, mas o piloto foi socorrido por amigos e pediu que fosse levado ao Hospital Militar. Não houve intervenção dos bombeiros.

Trator

Para retirar o avião do local, funcionários do Aeródromo e conhecidos do piloto tiveram o auxílio de moradores, que puxaram o avião com o auxílio de um pequeno trator. A aeronave está avaliada entre R$ 150 mil e R$ 180 mil. O piloto, contaram seus amigos, era experiente e sempre fazia vôos no final de tarde, com seu avião.

paraná online

Canhedo deve reaver fazenda vendida para quitar Vasp


Link

Além das pontes, a fazenda Piratininga, em Goiás, tem três viadutos para ajudar no manejo dos animais (Foto: Randes Nunes/Foto Arena)

O empresário Wagner Canhedo, dono da falida Vasp, deve recuperar nos próximos dias a Fazenda Piratininga, localizada em São Miguel do Araguaia, em Goiás. Advogados e representantes das duas partes admitem que o Tribunal Superior do Trabalho (TST) deve anular a adjudicação (quando o primeiro proprietário de um bem o transfere para seu comprador e este assume todos os direitos sobre a mesma) do imóvel. Com isso, a propriedade voltaria às mãos de Canhedo.

A fazenda, cuja área é mais que o dobro da cidade do Rio de Janeiro, foi vendida em dezembro do ano passado para o grupo MCLG Administração e Participações Ltda por R$ 310 milhões, menos da metade do valor de sua avaliação, que ficou em R$ 615 milhões. Os recursos arrecadados seriam usados para pagar parte das dívidas de Canhedo com os funcionários da empresa aérea Vasp. O rombo financeiro ultrapassa a marca do R$ 1,1 bilhão, valor divulgado em 2008 e citado no processo que corre na Justiça.

Argumentos
Os advogados de Canhedo defenderam no TST que a venda foi baseada em nulidades processuais (violação das normas jurídicas) e que, por isso, o negócio não é válido. Do outro lado, a defesa dos aeroviários, formada pelos advogados Francisco Gonçalves Martins e Carlos Duque Estrada –que representam o Sindicato dos Aeroviários no Estado de São Paulo—argumenta que alguns advogados contratados por Canhedo não têm procuração no processo e que, por isso, não podem atuar no caso. Sendo assim, o trâmite legal tem sido violado e, segundo eles, “ignorado intencionalmente” pelo tribunal do trabalho.

No meio dessa discussão toda, estão os empresários Walterci de Melo (sócio majoritário do Laboratório Teuto), Marcelo Limírio Gonçalves (da fabricante de remédios genéricos Neo Química) e João Alves de Queiroz Filho (do grupo Hypermarcas), que formam o grupo MCLG Administração, que adquiriu a propriedade.

Além dos R$ 50 milhões pago no ato da compra como sinal –validado pelo Tribunal Regional do Trabalho (TRT) de São Paulo–, os empresários também já teriam investido outros R$ 70 milhões em melhorias na fazenda.

Os investimentos tinham o respaldo em uma decisão proferida em maio deste ano pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), que julgou improcedente um recurso movido pela defesa do empresário que questionava a adjudicação do imóvel por ex-funcionários da empresa aérea e a realização do leilão que resultou na compra da fazenda, que pertencia à Agropecuária Vale do Araguaia, também de propriedade de Canhedo.

“O STJ decidiu que a adjudicação é perfeita e acabada. Só a justiça trabalhista poderia anular essa adjudicação e foi isso o que aconteceu. O que era, juridicamente, absolutamente improvável. Se este processo continuar, os atos praticados pela adjudicação deixam de existir”, explica Duque Estrada.

Ele defende que a decisão do TST se dá com base em irregularidades processuais. “A defesa de Canhedo contratou dois ministros aposentados e que foram presidentes do TST para defendê-los. Mas o advogado do empresário não tem procuração para substabelecer os ministros”, explica.

Duque Estrada se refere ao advogado Carlos Campanhã que, na verdade, defendeu Canhedo até abril deste ano pelo Salgado Freitas Advogados Associados. A banca continua na defesa do empresário, mas Campanhã deixou o escritório em abril deste ano. Campanhã não estaria citado corretamente na procuração pela defesa de Canhedo e, por sua vez, não poderia subestabelecer (indicar) ninguém para ingressar no processo.

Os ministros contratados foram Luiz José Guimarães Falcão e Francisco Fausto Paula de Medeiros.

“Qual a finalidade de ministros aposentados do TST (ex-presidentes) serem substabelecidos no processo às vésperas do julgamento, embora não tenham redigido uma única vírgula após o ingresso no processo, tendo por base, ainda, que os mesmos (ministros) não fazem parte da banca de advogados originários que atua na causa?”, indaga Francisco Gonçalves Martins. “O processo não é um jogo de pega-pega”.

Canhedo
Uma fonte ligada ao empresário Wagner Canhedo defende o direito do dono da falida Vasp e diz que o mais importante argumento de defesa é o de que não foram respeitadas as regras da ação civil pública e o seu devido trâmite legal.

“Deveria ser feito um processo de falência onde cada credor teria que liquidar seu crédito para, aí sim, penhorar os bens do Canhedo e levar a leilão. Nada disso não ocorreu. Ademais, o sindicato não pode ser parte neste caso. Não existe adjudicação em ação civil pública para sindicatos. Há interesses escusos em tudo isso”, afirma a fonte, que continua: “O Canhedo deve, mas tem direito de ser executado como manda a lei. Não se conserta um erro com outro”.

Duque Estada e Francisco Assis já ingressaram no TST, no último dia 9, com uma exceção de suspeição contra o processo no tribunal. Para entender melhor, trata-se de um pedido para que os magistrados verifiquem os elementos subjetivos que podem prejudicar a imparcialidade da decisão.

Os advogados argumentam que a decisão do TST em dar provimento a uma ação sem procuração “contraria mais de 2.700 decisões do tribunal”. Eles argumentam que o caso, se levado à Seção Especializada em Dissídios Individuais (SDI) da Corte, será julgado por ministros que teriam “ligações pessoais com Wagner Canhedo”.

“Juiz acha que é Deus. Ministro tem certeza que é. Perder ou ganhar ação é comum na vida de um advogado, mas ser roubado assim é inadmissível”, alfineta Duque Estrada. “Isso nunca aconteceu na história do TST. É tudo manobra”, completa Martins.

Em nota, o TST respondeu as acusações dos advogados. “Temos a informar que o processo ainda não teve seu julgamento concluído. Além disso, informamos que todas as vezes nas quais o Judiciário é acionado, já que age mediante provocação, suas decisões são motivadas. Caso a parte não se sinta contemplada em sua pretensão, há meios próprios de tentar reverter sua situação. A decisão citada deu-se com base em reiteradas decisões desta Corte sobre o tema. Assim sendo, toda a fundamentação da decisão encontra-se no voto do relator, seguido à unanimidade pelos seus pares da 5ª Turma. Os autos do processo são públicos”, diz a nota.

Os advogados dos aeroviários já sinalizaram que devem acionar o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) contra a decisão do TST já na próxima semana.

Venda desfeita
Se a Justiça der mesmo ganho de causa a Canhedo, todos os atos processuais devem retroagir, inclusive o negócio firmado com os empresários Walterci de Melo, Marcelo Limírio Gonçalves e João Alves de Queiroz Filho que, neste caso, poderão reaver os R$ 50 milhões dados no ato da compra da Piratininga. No entanto, devem perder os R$ 70 milhões investidos de dezembro de 2011 até hoje e, para recuperar o recurso investido, deverão se habilitar a participar da recuperação judicial de Canhedo.

O advogado Djalma Rezende, que defende os empresários, diz que ainda não vai se pronunciar sobre o caso e que “observa a discussão de fora”. Mas apóia os argumentos apresentados em juízo pelos representantes dos aeroviários e critica a postura dos ministros do TST.

“O TST reverteu um entendimento interno. Os ministros mudaram de opinião estranhamente. Os advogados [Francisco Martins e Carlos Duque Estrada] estão corretíssimos nos argumentos deles”, comentou Rezende, que sinalizou uma possível ação ao Supremo Tribunal Federal (STF) caso a decisão do TST garanta a Canhedo o direito de recuperar a Fazenda Piratininga.

“Se isso acontecer, vou ao Supremo contestar conflito de competência. Isso porque o STJ decide uma coisa, o TST outra. O STJ disse que era uma venda perfeita e acabada. Portanto, isso tem que parar e alguém tem que dar um ponto final nessa questão, e será o STF”, afirmou.

O advogado revelou que desde que compraram a fazenda, o trio de empresários dobrou o número de funcionários. “Antes tinham 140 pessoas. Agora são 350, sendo 300 registrados e 50 terceirizados. É algo espantoso. Aquilo estava um caos. Não é à toa que o Ministério Público de Goiás chamava a fazenda de ‘Vale dos Esquecidos’”, disse Rezende, que, mesmo diante de tanta reviravolta, se mostra confiante: “Não tenho dúvida de que a venda da Piratininga para deve permanecer como está”.

Segundo iG apurou, o caso deve voltar a julgamento no TST na segunda semana de agosto, provavelmente no dia 10. Na primeira semana do próximo mês o tribunal publica o acórdão que é alvo da discussão entre as partes para, aí então, o caso ir à pauta.

A reportagem entrou em contato com o escritório Salgado Freitas Advogados Associados, que defende Canhedo, mas ninguém retornou até o fechamento desta matéria.

www.duqueestrada.adv.br