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sexta-feira, 3 de agosto de 2012

A aviação militar russa entre as duas guerras







No dia 12 de agosto será comemorado o 100º aniversário da Força Aérea da Rússia. A sua história está recheada de páginas heróicas e dramáticas.

I-16, aviação, Força Aérea, Rússia
O desenvolvimento da aviação russa entre as duas guerras mundiais foi complexo e contraditório. Apesar de se ter tratado de um tempo de paz, e de o desenvolvimento da aviação militar decorrer de forma planejada, os pilotos militares soviéticos tiveram de participar ativamente em ações de combate durante diversos conflitos armados localizados. No final dos anos 30, eles tomaram conhecimento das táticas modernas de combate aéreo durante os confrontos militares entre soviéticos e japoneses no lago Khasan, no rio Khalkhin Gol na Mongólia e durante a guerra civil de Espanha.
Os duelos aéreos especialmente renhidos ocorriam nos céus de Espanha nos anos de 1936-1939. A URSS prestou auxílio em grande escala ao governo espanhol. Foram fornecidos caças modernos para a época I-15 e I-16, como refere o historiador militar Vladimir Ivanov:

“A experiência de combates demonstrou que esses aviões correspondiam às exigências daquele tempo, eles serviam para combater mas, como qualquer material de guerra, também tinham defeitos. O armamento relativamente fraco, por exemplo, o I-16 tinha duas metralhadoras. Foi logo ordenado o reforço do armamento, o que foi feito. O I-16 passou a ter 4 metralhadoras e, mais tarde, armas de grande calibre.”
Em agosto-setembro de 1936, nos céus de Espanha se deram os primeiros combates entre a aviação soviética e a alemã, foi lá que apareceram os primeiros Messerschmitt. Também os pilotos alemães ganhavam em Espanha a sua experiência de combate. E foi lá que eles tiveram as suas primeiras baixas e não nos anos de guerra da URSS com a Alemanha nazista.

Não eram só os pilotos que ganhavam experiência em situações de combate, mas também o pessoal técnico:

“Os mecânicos aprendiam a reparar os aviões debaixo de fogo inimigo. Em períodos de tempo limitado eles conseguiam pôr os aparelhos danificados de novo em condições de voar e eles voltavam a descolar. Tudo isso foi útil mais tarde na Segunda Guerra Mundial, portanto nisso Espanha participou.”
Os novos aviões de combate foram usados nas batalhas de Khalkhin Gol. Aí se ganhou uma experiência preciosa de uma utilização massiva da aviação que foi útil nos anos da Segunda Guerra. Tendo em conta a experiência dos conflitos localizados, foram elaboradas as exigências relativamente aos novos aviões Yak-1, MiG-3 e LaGG-3. Estes entraram ao efetivo imediatamente antes da guerra.

Nas chamadas “viagens de trabalho especiais”, que era como se chamava a participação dos aviadores soviéticos em todos esses conflitos, morreram cerca de 6 mil homens. Se trata de um número elevado, e há que considerar que em Espanha, por exemplo, a URSS não participou oficialmente na guerra, sublinhou o historiador. Só participaram voluntários. Por outro lado, tudo isso ajudou a força aérea a elaborar a sua tática e estratégia, assim como os construtores a determinar as características quanto aos novos aparelhos de combate.

VOZ DA RÚSSIA

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