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sexta-feira, 6 de julho de 2012

Justiça condena Canhedo (Vasp) a oito anos de prisão



O ex-presidente da Vasp, Wagner Canhedo (foto), foi condenado pela Justiça Federal a oito anos e oito meses de prisão. Canhedo é acusado de não repassar à Previdência Social contribuições recolhidas dos funcionários da companhia. Estima-se que o valor possa chegar a R$ 35 milhões, de acordo com a Procuradoria da República. As informações são do jornal Folha de S. Paulo.

A decisão, de primeira instância, ainda cabe recurso. Porém, se a sentença não foi reformada em segunda instância, ele deverá cumprir a pena em regime fechado e não poderá converter a pena restritiva de liberdade por pena restritiva de direitos, como por exemplo, a perda de bens e valores. 

panrotas

VASP - o primeiro lugar da lista de maiores devedores


A Viação Aérea São Paulo S/A (Vasp), que responde por 4.913 processos com débitos trabalhistas, é o primeiro lugar da lista de maiores devedores, divulgada há três semanas pelo TST. 
Ela está entre os 40 últimos do ranking de maiores litigantes do TST, ocupando a posição 366. Em apenas uma das ações a Vasp figura como polo ativo.

conjur

Ex-dono da Vasp é condenado à prisão

Wagner Canhedo é acusado de não recolher R$ 35 milhões aos cofres da previdência.

 avião da Vasp


Vasp: ex-dono da companhia foi condenado à prisão por não repassar ao INSS valores devidos
São Paulo - Wagner Canhedo, ex-dono da Vasp, foi condenado pela Justiça Federal a mais de oito anos de prisão. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Segundo a reportagem, o empresário deixou de recolher 35 milhões de reais aos cofres da previdência e por isso, está sendo processado por apropriação indébita de contribuição previdenciária.
Para o juiz Fábio Rubem David Müzel, há evidências da falta de recolhimento das contribuições descontadas dos salários dos empregados da companhia aérea. Ou seja, não houve o repasse devido ao INSS.
Canhedo foi condenado a cumprir pena em regime fechado, mas pode recorrer da decisão. A ação foi aberta em 2008, já os crimes, segundo o jornal, ocorreram entre os anos de 2003 e 2004.


EXAME

Embraer mostra detalhes de seu novo avião

O Legacy 500 será o novo jato da Embraer na categoria midsize. Foto: Divulgação

O Legacy 500 será o novo jato da Embraer na categoria midsize



A brasileira Embraer - terceira maior fabricante de aeronaves do mundo - mostrará detalhes do novo Legacy 500 no festival de aviação de Farnborough, na Inglaterra.

 O jato executivo está em desenvolvimento e deve entrar em operação no ano que vem ou começo de 2014.

O Legacy 500 foi apresentado pela Embraer em 23 de dezembro de 2011. Em 17 de janeiro de 2012, a Embraer realizou a primeira partida do motor na sede em São José dos Campos e em maio concluiu com sucesso testes de vibração. O primeiro voo do jato executivo está previsto para acontecer no terceiro trimestre deste ano.

O Legacy 500 terá 20,25 m de envergadura; 6,74 m de altura e 20,52 m de comprimento. O jato terá 15 janelas e será equipado com assentos com reclinação total, como uma cama. Saindo de São Paulo, o avião pode voar até a costa africana, o Caribe ou capitais ao norte da América do Sul, como Lima e Quito sem precisar reabastecer.

TERRA

Como melhorar o treino dos seus pilotos de caça


Na última década, a China vem colocando em operação um grande número de simuladores de voo para os seus pilotos de caça. Alguns foram comprados da Rússia, mas os chineses conseguiram desenvolver tecnologia para desenvolver os seus próprios simuladores. Os chineses também tiveram acesso a simuladores civis ocidentais, com tecnologia semelhante aos simuladores militares.

Os pilotos dos novos caças, como os Su-27 e Su-30, estão sendo os mais beneficiados. É uma grande economia disparar mísseis apenas nos simuladores. Para um piloto de caça conseguir disparar um míssil real é bem raro devido aos custos dos mísseis, deslocamento da aeronave para o estande de tiro, segurança ao redor, custos dos drones alvos se forem reais, etc.

O vídeo abaixo é do Falcon BMS, um simulador do F-16 encontrado no mercado civil. As imagens mostram como a tecnologia disponível avançou.



A maioria dos simuladores chineses são bem simples para os padrões ocidentais. Até o fim da década de 90, o custo de um simulador podia ser o mesmo de uma aeronave de caça. Podia ser usado para diminuir o custo do treinamento de um piloto, mas não para diminuir os gastos. Já os atuais chegam a custar 10 vezes mais barato, permitindo um treinamento realista com mais frequência e com diminuição nos gastos.
Voar 100 horas em um bom simulador não substituir completamente as horas de voo reais, mas pode ser o suficiente para simular cenários reais que nem seriam possíveis com treino real. Com mais 40-50 horas de voo reais já é considerado o suficiente para ter um piloto competente, junto com simuladores bem mais simples encontrados no mercado civil.

PODER AÉREO


Sob novo comando, Boeing busca encomendas em feira aérea


SEATTLE, 5 Jul (Reuters) - A Boeing entrará na maior feira do setor aéreo do ano buscando notoriedade com sua nova aeronave de corredor único para derrubar a liderança da Airbus no mercado global de aviões, que movimenta 100 bilhões de dólares por ano.

A segunda maior fabricante de aviões do mundo, que colocou um homem de vendas, Ray Conner, no comando de sua unidade de aeronaves comerciais na semana passada, também será questionada por clientes internacionais sobre como planeja substituir sua bem-sucedida série 777 mini-jumbo, que está envelhecendo, e elevar a produção.

"Haverá muitos olhos voltados para as encomendas de 737 MAX", disse John Plueger, vice-presidente operacional da Air Lease Corp, um dos principais compradores da indústria de aviação. "E muita atenção será colocada nas taxas de produção e equação geral da demanda no mundo".

A Boeing está lutando para acompanhar a Airbus em encomendas para aeronaves de corredor único -o carro-chefe para muitas empresas aéreas- com seu avião remodelado e com novo motor 737 MAX, revelado no ano passado em resposta ao A320neo da Airbus.

A Boeing tem 451 pedidos firmes para o MAX desde o lançamento em agosto último, mas quer mil vendas até o fim deste ano, à medida que tenta se aproximar da concorrente europeia, que já arrematou mais de 1,4 mil pedidos firmes pelo A320neo.

Uma boa parte da meta da Boeing pode ser alcançada na Farnborough International Airshow na semana passada, onde companhias aéreas e de leasing devem fazer notícia com grandes encomendas.
R7

Queda de avião no Recife já gerou 15 recomendações



Recife - Quase um ano depois da queda do avião da Noar, que matou 16 pessoas no Recife em 13 de julho de 2011, o Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) ainda não concluiu o relatório sobre o acidente, mas as investigações iniciais já geraram 15 recomendações de segurança para o fabricante - a checa LET- e para a Agência Nacional da Aviação Civil (Anac). Uma pane no motor esquerdo durante a decolagem teria desencadeado o acidente.

Entre as recomendações de segurança à LET está a mudança de alguns tópicos no manual de operações do modelo que caiu, o LET 410, "que podem induzir ao erro", diz o Cenipa. Para a Anac, o órgão pediu que acompanhe "mais de perto" o treinamento dos pilotos desse tipo de avião.

A caixa-preta foi recuperada, mas, por causa da explosão, um dos gravadores - o de dados - estava muito danificado e teve de ser mandado para os Estados Unidos, onde foi feita a leitura.

"Um ano depois, não temos laudo, não temos pronunciamento da polícia nem apoio do governo", disse Taciana Farias, que perdeu o filho no acidente. A Noar não vai se pronunciar até o relatório final.
VEJA

Anac anuncia reabertura do aeroporto de Chapecó (SC)


A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) informa que o aeroporto Serafim Enoss Bertaso, de Chapecó (SC), será reaberto ao tráfego aéreo a partir da zero hora da sexta-feira. As pistas de pouso e decolagem foram homologadas nesta quinta-feira. Em nota, a Anac ressalta que toda a infraestrutura do aeroporto estará disponível para as operações aéreas da aviação geral e regular. Também será liberada a venda de passagens pelas companhias aéreas.

Foi publicada no Diário Oficial da União desta quinta-feira a Portaria 1.357, que homologa e altera as características da pista de pouso e decolagem do aeroporto de Chapecó. O reforço no pavimento da pista foi aferido após as análises e a vistoria técnica para a liberação. A Anac havia determinado restrições ao aeroporto catarinense em março, por causa de problemas na pista.

DGABC

Erros do piloto e falha técnica causaram a queda do AF-447

Relatório do Escritório de Investigações e de Análises (BEA) concluiu que tripulação não soube agir diante de um problema mecânico no avião

Destroços do voo 447 da Air France - 2009 Destroços do voo 447 da Air France - 2009 (Alexandre Severo/JC Imagem/Reuters)
 
Três anos depois da tragédia do vôo Air France 447 (Rio-Paris) na qual morreram todas as 228 pessoas a bordo – entre as quais 58 brasileiros –, o Escritório de Investigações e de Análises (BEA) da Aviação Civil, órgão do Ministério dos Transportes francês encarregado da apuração das causas do acidente, divulgou seu relatório final. O avião Airbus 330-203 despencou de 11,5 quilômetros de altitude em 3 minutos e 30 segundos no Oceano Atlântico em 31 de maio de 2009.




O relatório conclui que o acidente foi provocado principalmente por erros dos pilotos e falta de treinamento da tripulação, que não soube agir diante de um problema mecânico apresentado pela aeronave. A conclusão vai na mesma linha da divulgada na noite desta quarta-feira por peritos independentes contratados pela Justiça da França. Eles indicaram, no relatório entregue ao Ministério Público de Paris, que pelo menos três fatores foram decisivos para a queda AF-447: falhas técnicas, deficiência de treinamento e erros de pilotagem.

Segundo Jean Troadec, diretor BEA, os pilotos não perceberam que o avião estava em situação de estol (perda de sustentação) e a tripulação (assim como os passageiros) em nenhum momento notou que o avião caía. De acordo com o relatório divulgado nesta quinta-feira, a incoerência nas informações de velocidade por causa do congelamento dos sensores pitot – os sensores de velocidade – provocou a queda do piloto automático. Sem conseguir identificar a anomalia, o comandante não seguiu os procedimentos recomendados pela Air France.

O relatório também indicou que, sem o equipamento automático e no comando da situação, o piloto agiu “com ações bruscas e excessivas, não adequadas a um avião naquela altitude e velocidade”. Segundo o BEA, a tripulação não havia sido treinada para atuar na situação de perde de informações e de pilotagem manual em alta altitude. "A tripulação estava num estado de perda quase total da situação", declarou, Alain Bouillard, diretor da investigação.


Entre as recomendações apontadas pelo relatório estão o melhorias no treino dos pilotos e na formação prático-teórica da tripulação e aperfeiçoamento dos simuladores de voo, que devem ser mais realistas. “Houve a perda de controle de trajetória, associada a perda de consciência da tripulação”, concluiu Jean Troadec. O diretor do BEA lembrou que a investigação não tem o propósito de condenar responsáveis, o que será determinado por um processo realizado pelo Ministério Público francês, que será apresentado no dia 10 de julho.

Peritos independentes - As conclusões dos peritos independentes, reveladas por um sindicato de pilotos da França nesta quarta-feira, lançam dúvidas sobre as companhias envolvidas e sobre agências de aviação civil da Europa e devem nortear o processo judicial, no qual Air France e Airbus respondem por homicídio culposo, não intencional.

Mil e cem dias foram necessários para que a opinião púbica conhecesse, enfim, as causas da queda do Airbus A330. O documento indica que o piloto Marc Dubois, de 58 anos, e seus copilotos, David Robert, de 37, e Pierre-Cedric Bonin, de 32, teriam tomado decisões erradas durante os quatro minutos de queda, mas essas ações teriam sido causadas por falhas mecânicas e eletrônicas no avião e por falta de treinamento apropriado. O papel das autoridades de aviação civil da França e da Europa também será questionado.

O relatório dos peritos contratados pela Justiça foi entregue na segunda-feira aos advogados das famílias de vítimas, mas não podia ser revelado antes de ser encaminhado aos parentes. Na noite desta quarta-feira, o Sindicato Nacional de Pilotos de Linha (SNPL France Alpa) divulgou uma nota oficial no qual comenta as conclusões. "O relatório judiciário questiona a concepção do avião, os procedimentos utilizados pelo A330 no momento do acidente, a formação da tripulação por sua companhia, o funcionamento imperfeito da tripulação, assim como falhas gritantes no acompanhamento pelas autoridades dos múltiplos incidentes similares que precederam o acidente", diz, em nota, o presidente do SNPL, Yves Deshayes.

Sob suspeita - Entre os órgãos questionados estão a Direção-Geral de Aviação Civil (DGAC) da França e a Agência Europeia de Segurança Aérea (Easa), que teriam menosprezado a importância das falhas apresentadas pelos tubos de Pitot, que congelaram durante o voo.
No caso dos aviões fabricados pela Airbus, esses equipamentos orientam todos os instrumentos eletrônicos de navegação, que auxiliam os pilotos. Os sensores fabricados pela companhia francesa Thales, que equipavam os Airbus da Air France, apresentaram falhas similares mais de uma dezena de vezes antes da queda do AF-447.
VEJA

Airbus confirma cancelamento de voo de avião militar após falhas



A Airbus desistiu de fazer um voo de exibição de seu mais importante avião militar na feira aérea de Farnborough na semana que vem, após o Senado francês ter se mostrado preocupado nesta quinta-feira com problemas no motor e falhas no avião de tranporte militar A400M.
Confirmando uma matéria exclusiva da "Reuters", a unidade da EADS disse que abandonou o plano de voo com o A400M pelo segundo ano seguido por causa de problemas no motor.














O A400M é um avião militar fabricado pela Airbus, lançado em 2003. Na foto, cinco aeronaves antes da decolagem em Tolouse, na França













O A400M é um avião militar fabricado pela Airbus, lançado em 2003



Um painel do Senado da França disse que os motores do grande turboélice deveriam ser mantidos sobre vigilância, após estudar os atrasos no maior projeto de equipamento militar da Europa.
O painel também apontou o risco de faltar financiamento para os serviços de suporte do cargueiro quando ele entrar em serviço no ano que vem, depois de quatro anos de atrasos.

"Não podemos ter uma situação em que as restrições de orçamento coloquem todo o programa em dúvida", disse o presidente da comissão de assuntos internacionais do Senado francês, Jean-Louis Carrère.
O A400M tem custo de desenvolvimento de € 20 bilhões (US$ 25 bilhões). O mercado-alvo inclui sete países da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan): Inglaterra, Bélgica, França, Alemanha, Luxemburgo, Espanha e Turquia.

Ele está sendo desenvolvido para pôr fim à soberania na Europa do cargueiro C-130, da norte-americana Lockheed, e ao de maior porte C-17, da Boeing, que são a base das frotas aéreas de transporte da maioria dos exércitos de países-membros da Otan.
O cargueiro da Airbus vem sofrendo uma série de problemas nos motores, as maiores élices já produzidas no Ocidente.

Falhas na caixa de câmbio do avião forçaram a Airbus a cancelar voos de exibição do A400M na Paris Air Show do ano passado. As duas maiores feiras mundiais de aviação ocorrem em anos alternados em Farnborough, na Inglaterra, e em Le Bourget, nas cercanias de Paris.
"A decisão de manter o avião em exibição estática é baseada apenas em questões relacionadas ao motor que ocorreram na semana passada e que exigem investigação adicional", disse a Airbus Military em comunicado.
(Com informações da Reuters)







Pluna confirma decisão do governo de fechar empresa

MONTEVIDÉU (Reuters) - O governo uruguaio decidiu na quinta-feira fechar a companhia aérea Pluna, que anunciou a suspensão de todos os voos nesta sexta-feira diante dos sérios problemas financeiros que enfrenta.

De acordo com comunicado da companhia, que tem uma frota de 13 aviões Bombardier CRJ900 NextGen que conectam Montevidéu e Punta del Este a cidades de Argentina, Brasil, Chile e Paraguai, todos os voos serão suspensos nesta sexta-feira a partir das 12h (locais e de Brasília).

Na véspera, a Reuters havia adiantado a informações citando uma fonte do governo uruguaio.
"Há um conjunto de variáveis que, segundo a diretoria da companhia, a impedem de voar. Tem a ver com liquidez, com situações financeiras e econômicas", disse na noite de quinta-feira o ministro dos Transportes, Enrique Pintado.

O Estado uruguaio é o único administrador da Pluna desde meados de junho, quando o fundo de investimento que detinha 75 por cento da companhia abandonou sua participação após se negar a capitalizá-la. Uma agência estatal controlava a fatia de 25 por cento restante.

A decisão de fechar a companhia aérea ocorreu depois que o governo não conseguiu encontrar novos investidores para substituir o fundo de investimento Leadgate, que deixou a empresa, disse a fonte.
A Pluna registrou prejuízo de mais de 100 milhões de dólares entre 2007 e 2012 por conta da queda de demanda de passagens, consequência da desaceleração das economias da região, o alto preço de combustível e problemas de tráfego aéreo.

O Conselho de Ministros do Uruguai deve elaborar na segunda-feira um projeto de lei que contemple um chamado aos interessados para criar uma nova companhia aérea com participação estatal, uma proposta que conta com o aval do presidente do Uruguai, José Mujica.

A Pluna ainda não definiu como irá ressarcir os passageiros afetados pela suspensão dos voos. O sindicato dos funcionários da companhia fez uma paralisação na quarta e quinta-feiras em defesa dos empregos, o que obrigou o cancelamento de 60 voos.
UOL

Na era dourada da aviação, serviço de bordo no Brasil já foi campeão



Os homens colocavam seus melhores ternos e as mulheres, os vestidos mais elegantes. O jantar era servido em porcelana japonesa e o vinho, em taça de cristal.

Viajar de avião, anos atrás, não significava apenas se deslocar de uma cidade para outra. Nos anos de ouro da aviação brasileira, voar era participar de um evento requintado, pelo qual poucos podiam pagar.

Hoje, espremer as pernas entre as poltronas, pagar por um lanche frio com suco de caixinha e às vezes até para levar bagagem de mão são hábitos que fazem parte do cotidiano de quem voa de avião, especialmente nos voos domésticos.

Quase nada lembra as poltronas largas, as refeições completas e os mimos como as caixas de chocolate suíço e os vidrinhos de perfume francês que já fizeram parte da realidade dos passageiros. Aviões de grande porte chegavam a contar com 15 comissários de bordo, além de seis profissionais na cabine de comando.




 A feijoada foi servida a bordo dos voos da Transbrasil até os anos 90

Na Varig, quem viajava na primeira classe recebia um kit que incluía, entre outros "mimos", creme para as mãos e perfume francês

 
Chapéus faziam parte dos uniformes das comissárias da Vasp em 1970 
As refeições eram servidas em louça e as bebidas, em taças, como nos voos Transbrasil em 1991

Prato do cardápio da empresa aérea Vasp nos anos 90, servido em louça


 
Em anúncio dos anos 70, Varig procura comissárias de bordo com peso "bem proporcional" à altura




 

Nos anos 60, mesmo quem viajava na classe econômica da Varig tinha acesso a refeição completa
 
Na antiga Varig, a refeição era servida em porcelana japonesa da marca Noritake
 
Jogo de pratos e copos que eram usados na primeira classe da Transbrasil e foram vendidos a funcionarios depois do fim da companhia

Sobremesas oferecidas a bordo pela Transbrasil nos anos 70
 
Serviço de bordo da Varig na década de 90

 
 
Aeromoças mostram uniforme da Varig em 1988

 
Funcionárias preparam serviço de bordo da Vasp na década de 70

 
A chegada do primeiro Airbus da Vasp no aeroporto de Congonhas, em São Paulo, em 1982, resultou numa aglomeração de curiosos

 
No serviço de bordo da Transbrasil em 1991, petiscos e bebidas alcoólicas, como espumante e vodca (tudo incluído no preço da passagem)


 
Propaganda da Varig mostrava a fatura do serviço de bordo da companhia

 
Uma das cozinhas onde eram preparadas as refeições da Varig, no Rio de Janeiro, em 1988

 
Funcionárias mostram uniformes da Vasp

A escritora Claudia Vasconcelos foi comissária (ou aeromoça, como se falava na época) da Varig por 30 anos. Começou a trabalhar na empresa nos anos 70, quando mesmo o passageiro da classe econômica tinha acesso a um atendimento de alto padrão.
Antes da refeição, todos recebiam toalhinhas úmidas para limpar as mãos. "Na primeira classe, o serviço de caviar da Varig virou uma grande sensação", conta ela. "Mas, mesmo na classe econômica, a refeição era servida em louça e o passageiro recebia talheres de metal e copo de vidro." Ao fim da refeição, um café quente devidamente acompanhado por chocolate suíço.

Serviço da Varig recebeu prêmio de melhor do mundo

O serviço de bordo da Varig, detalhado por Claudia Vasconcelos no livro "Estrela brasileira" (Editora KBR), chegou a ser premiado como o melhor do mundo em 1979 pela revista americana Air Transport World.
"O Brasil nunca foi lançador de tendência nesse sentido, mas a Varig tinha um serviço excepcional", diz o diretor de Comunicação e Marca da Azul, Gianfranco Beting. Entusiasta do assunto, Panda, como gosta de ser chamado, é autor do livro "Varig, eterna pioneira" (Editora PUC-RS e Beting Books).
Panda diz que o serviço da Varig começou a se diferenciar quando a empresa começou a operar uma rota entre o Brasil e os Estados Unidos, passando a disputar passageiros com a americana Pan Am.
"Ou a empresa estabelecia um padrão muito bom de atendimento ou era carta fora do baralho", diz. "No caso da Varig, um grande diferencial eram os profissionais. A companhia tinha um time muito bom e investia muito em treinamento."

Para compensar deficiências em terra, empresa investia no atendimento no ar

Um dos grandes responsáveis pela excelência do serviço, até hoje lembrado pelos seus ex-subordinados como uma referência, foi Sérgio Prates. Ele entrou na Varig em 1956 e, entre 1971 e 1990, dirigiu o serviço de bordo da empresa.
Era sua responsabilidade administrar o setor de compras, a estocagem do material, os profissionais e as cozinhas da empresa. Para preparar a refeição que seria servida a bordo, a Varig chegou a ter cozinhas próprias em Porto Alegre, Curitiba, São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Recife, Nova York e Lisboa.
Economista por formação, Prates chegou a comandar 6.100 funcionários. Evita, no entanto, pegar para si todos os elogios à excelência do serviço. "Não fui o idealizador do serviço de bordo da Varig, fui o continuador", diz.
Prates afirma que o maior responsável pela fama que o serviço da Varig ganhou foi o ex-presidente da companhia, Ruben Berta (1907-1966).
"Ele sabia que era difícil oferecer excelência no serviço de terra por causa da deficiente infraestrutura aeroportuária e das condições meteorológicas. Via, então, que investir em um bom serviço de bordo era uma maneira de compensar o passageiro."

Transbrasil servia feijoada a bordo

Outras companhias brasileiras, como a Transbrasil e a Vasp, também chegaram a oferecer serviços de bordo que ficaram na memória dos brasileiros. A Transbrasil, por exemplo, chegou a servir feijoada a bordo nas décadas de 80 e 90.
Na Vasp, mesmo os voos da ponte aérea Rio-São Paulo contavam com canapés de entrada, refeição quente e diversas opções de bebida, como uísque, vinho e cerveja. O carrinho, que hoje inexiste em alguns voos, passava pelo menos duas vezes pelos corredores para os clientes se servirem.
"Às vezes a bebida alcoólica era até um problema, porque não podíamos falar 'não' a um passageiro e alguns deles se excediam", diz a ex-comissária da Vasp Marlene Ruza, conhecida como "Isa", atual diretora do Sindicato Nacional dos Aeronautas.

Aeromoças passavam por seleção rigorosa

Outra grande preocupação das empresas era com a apresentação dos comissários e comissárias. Seus uniformes seguiam as últimas tendências de moda, e acessórios como luvas, chapéus e echarpes faziam parte do figurino. O estilista Clodovil (1937-2009) foi responsável pelo uniforme dos tripulantes da Vasp por dez anos, a partir de 1963.
Os profissionais eram treinados pelas próprias empresas e o processo de seleção era rigoroso. Peso proporcional à altura ("bem" proporcional, no caso das mulheres, mostra anúncio de recrutamento da Varig dos anos 60) e dentição perfeita eram alguns dos requisitos.
Era preciso, ainda, participar de cursos que ensinavam a história das empresas e habilidades como a realização de partos a bordo. Ainda assim, "toda jovem tinha o sonho de ser aeromoça", diz Claudia Vasconcelos, ex-Varig.
UOL

quinta-feira, 5 de julho de 2012

Pluna está com voos suspensos por dois dias em razão da greve

A companhia uruguaia Pluna suspendeu por dois dias todos os voos domésticos e internacionais, em conseqüência da greve decretada pelo sindicato de funcionários.  A empresa voltou a estar unicamente sob a propriedade e direção do governo, depois da retirada dos investidores estrangeiros.
A greve foi disposta como exigência à nova direção da empresa para uma renegociação sobre as condições de trabalho diante da situação criada.
 Desde a saída dos investidores, a Pluna e o governo busca atrair outro sócio – tanto nacional ou estrangeiro – que possa assumir os serviços da empresa que tem voos para Argentina, Brasil, Chile, Paraguai e Espanha.
 
12HORAS AÉREA

Aéreas falidas ainda buscam na Justiça indenização de R$ 4,6 bilhões


Empresas aéreas falidas (Varig, Vasp, Rio Sul e Nordeste) movem até hoje ações na Justiça contra a União pedindo indenização pelos prejuízos que alegam ter sofrido com o congelamento do preço das tarifas durante o Plano Cruzado (1986–1992). No total, as ações pedem ressarcimento de R$ 4,633 bilhões, em valores de 2011. 

Oficialmente falida desde 2008, a Vasp foi a primeira a procurar a Justiça para requerer a reparação, em 1992. Essa ação está sob análise do Superior Tribunal de Justiça (STJ), assim como as movidas por Rio Sul e Nordeste – a Rio Sul era subsidiária da Varig , e a Nordeste foi adquirida por ela depois. 

A ação movida pela Varig é a mais adiantada: está no Supremo Tribunal Federal. O STJ deu ganho de causa à empresa, que pede indenização de R$ 2,589 bilhões, mas a União recorreu ao STF contra a decisão. 

Em dificuldades financeiras, a Varig acabou dividida em duas. A “velha” Varig, que ficou com as dívidas, teve a falência decretada em agosto de 2010. Mas as autorizações de voo e a marca Varig hoje pertencem à Gol, que pagou, em 2007, US$ 320 milhões. 

A Transbrasil, empresa aérea que teve a falência decretada em abril de 2002, foi a única que conseguiu garantir a indenização. Em dezembro de 1998, a Justiça determinou à União que pagasse à empresa R$ 1,3 bilhão (valor da época). A Transbrasil, porém, não chegou a receber o dinheiro, que acabou usado para abater uma dívida de R$ 700 milhões com o governo. 

Prejuízos 

Nos processos, as empresas alegam que o congelamento das tarifas determinado pelo então presidente José Sarney provocou prejuízos, já que os custos da operação das aeronaves (combustível etc.) continuaram a subir no período. E afirmam que, por conta disso, devem ser indenizadas pelo governo. 

A Advocacia-Geral da União discorda. De acordo com a AGU, as empresas aéreas operavam sob permissão, e não concessão, por isso não têm direito a pedidos de reequilíbrio econômico. Ou seja, a União considera que as empresas assumiram o risco do prejuízo. 

Nos processos, a AGU também questiona o cálculo do prejuízo feito pelas empresas. O órgão considera que os valores estão inflados e que os documentos e planilhas apresentados pelas aéreas não provam que o congelamento foi responsável pelas perdas, que podem ser resultado de outros fatores, como má administração. 

Futuro 

O sucesso da Transbrasil e as vitórias parciais concedidas pela Justiça em favor da Varig mostram que são grandes as chances de as aéreas falidas conseguirem a indenização bilionária. 

Se isso se confirmar, o dinheiro teve ter o mesmo destino visto no caso da Transbrasil: abater dívidas com o governo. O G1 procurou a Receita Federal e os administradores das massas falidas, mas não conseguiu informações sobre o valor dessa dívida das empresas com a União. 

A Infraero, estatal que administra aeroportos, informou que tem a receber da Vasp e do grupo Varig (que inclui Rio Sul e Nordeste) R$ 534,7 milhões em tarifas aeroportuárias, entre elas de pouso e permanência nos aeroportos. 

Valores das indenizações pedidas pelas empresas aéreas falidas (2011) 

Varig R$ 2,589 bilhões 

Vasp R$ 1,870 bilhões 

Rio Sul R$ 132,5 milhões 

Nordeste R$ 40,3 milhões 

Fonte: Advocacia-Geral da União (AGU) 

DIRETO DA PISTA

Guia de carreiras: aviação civil


Curso superior tem vantagens em relação à formação dos aeroclubes.

Além de ser piloto, estudante pode atuar em áreas administrativas.
 
Quem pretende se tornar piloto de avião tem dois caminhos: pode fazer um curso em algum aeroclube ou, ainda, optar por uma graduação de aviação civil oferecida por instituições de ensino reconhecidas pelo Ministério da Educação. Uma das vantagens de quem tem formação superior nesta área é que, segundo especialistas, na hora de contratar pilotos, as grandes companhias aéreas exigem menos horas de voo e estes ingressam mais rápido no mercado de trabalho do que os formados em aeroclubes. 
Uma hora de voo pode custar até R$ 1.000 e toda a parte prática é realizada nos aeroclubes. As instituições de ensino costumam ter simuladores de voo, mas eles não são suficientes para o estudante cumprir a carga horária exigida pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) na formação de pilotos. 
"Para a Anac, tanto o aeroclube como a universidade são escolas de aviação. Temos a mesma homologação dos aeroclubes. A grande diferença é que o aeroclube ensina somente aquilo que ocorre no voo e a universidade ensina também todas as áreas relacionadas, e proporciona um conhecimento amplo em relação à aviação", afirma Edson Luiz Gaspar, coordenador do curso de aviação civil da Universidade Anhembi Morumbi. 
O conteúdo do curso de aviação civil inclui disciplinas relacionadas à física como aerodinâmica de voo, navegação, meteorologia e regulamento de tráfego aéreo. A duração é de três anos. A graduação também habilita o profissional a trabalhar em áreas administrativas como gestor de aeroportos ou de empresas aéreas. 
"Na aviação há várias carreiras com diferentes atuações. Em uma companhia aérea, por exemplo, há pessoas que gerenciam a aeronave, a compra e a venda das passagens, elaboram a escala de voo, cuidam da saúde do piloto. Há uma equipe muito grande que permite que o piloto voe e atinja seu destino", diz Gaspar. 
Por conta dessa ampla capacitação é comum, de acordo com o coordenador, muitos alunos ingressarem na aviação civil em cargos administrativos para bancar a parte prática do curso com as horas de voo e depois migrarem de área e se tornarem pilotos. 
Apesar das vantagens, a graduação, no entanto, pode ser uma opção mais cara se comparada ao curso dos aeroclubes. Segundo Gaspar, a faculdade custa de R$ 120 mil a R$ 150 mil, incluindo as horas de voo, enquanto no aeroclube, o preço deve ficar em torno de R$ 100 mil. 
Percurso para voar 
Depois de passar por uma rígida bateria de exames médicos no Hospital da Aeronáutica, estudar a parte teórica, fazer 40 horas de voo e concluir o primeiro ano de faculdade, o estudante recebe o brevê (licença) para atuar como piloto privado, o que não permite que ele seja remunerado. A partir do segundo ano do curso, com nova série de exame e mais 40 horas de voo instrumental e outras 70 horas de voo (noturno e diurno), o estudante adquire o brevê de piloto comercial e já pode trabalhar. 
Carlos Kodel, de 37 anos, é piloto da Avianca Linhas Aéreas e se formou em aviação civil em 2003 pela Anhembi Morumbi. Para ele, a faculdade deu uma boa base para a progressão da carreira. "No curso você tem acesso a uma gama de matérias que te dão uma noção de 360 graus de tudo que ocorre a sua volta. Pilotos que têm curso superior de aviação levam vantagem e as empresas aéreas entenderam isso." 
 
DESÁSTRES AÉREOS

Relatório faz familiares de vítimas reviverem sofrimento


A divulgação na França, nesta quinta-feira, do relatório técnico final sobre as causas da queda do voo AF447 em 2009 faz muitos familiares de vítimas reviverem os primeiros instantes do acidente.

A tragédia mudou profundamente o cotidiano das famílias das 228 vítimas do acidente. Entre problemas de saúde, afastamento do trabalho e sentimento de perda "irreparável", elas enfrentam a dor causada pela morte brutal dos parentes.


Eraldo Peres/AP "Cada vez que o assunto ganha grande destaque na mídia devido a revelações oficiais sobre o caso, tenho a impressão de voltar ao primeiro dia do acidente", diz a francesa Corinne Soulas, que perdeu sua filha única, Caroline, de 24 anos, na tragédia.

"É muito difícil viver isso, mesmo três anos depois", diz ela, que afirma ter conseguido "tomar forças e aprender a viver" desde então.

Mesmo assim, Corinne diz ter se tornado uma pessoa "frágil", que não faz mais esforços físicos, perdeu peso e passou a ter problemas de saúde e crises de angústia.

Ela diz que é difícil ver crianças na rua ou ouvir amigos falando sobre seus netos. "Eu me projeto na situação e penso que nunca serei avó".

Casal

O marido de sua filha Caroline, Sébastien Védovati, era comissário de bordo no voo AF447. Ele havia convidado a esposa para acompanhá-lo em seu trabalho e passar um fim de semana no Rio de Janeiro.
O casal havia se conhecido durante um voo em que ele trabalhava, em 2003. Se casaram em 2007.

Quando a fuselagem do avião e corpos das vítimas foram localizados no fundo do oceano, em abril de 2011, Corinne havia preferido inicialmente que o casal não fosse resgatado. Ela temia que eles pudessem ficar separados caso apenas um fosse encontrado.

Depois, ela mudou de ideia. Mas foi o que ocorreu: apenas o corpo do marido de Caroline foi resgatado. "Eu evito pensar o que aconteceu com minha filha", diz ela.

Corinne, que é esposa do presidente da associação francesa de familiares das vítimas, afirma ver com certo "distanciamento" a divulgação nesta quinta-feira do relatório do Escritório de Investigações e Análises (BEA, na sigla em francês).

"Eles darão a mesma versão, já dada em relatório preliminar, de que foi erro dos pilotos. É uma conclusão que não é uma conclusão", diz ela.

Verdade

Maria Eva Marinho, esposa do presidente da associação brasileira de familiares das vítimas AFVV447, Nelson Marinho, que perdeu seu filho Nelson, de 40 anos, afirma "ter se acostumado com a dor".
"Ele morava comigo e tudo me lembra meu filho: uma comida, uma planta, um perfume, tudo", diz ela, que teve de mudar a rotina de compras da casa e passou a ter dificuldades para cozinhar pratos que o filho apreciava.

Ela afirma ter abolido maçãs de sua casa, porque era a fruta que o filho mais gostava.

"Esse acidente mudou totalmente a vida das pessoas", afirma. Segundo ela, cada gesto do dia a dia se tornou diferente após a tragédia.

"Só vou ter paz no dia que não fizer mais parte dessa vida. Cada dia que se passa eu digo: amanheceu e meu filho não está mais aqui", diz ela.

Maria Eva espera que o relatório do BEA "traga a verdade" sobre as causas do acidente.

Para Laís Seba, de 60 anos, também "vai ser eternamente muito difícil" superar a dor da perda de sua filha única, a psicóloga Luciana Clarkson Seba, de 31 anos.

Após a catástrofe, ela teve câncer e sofreu uma mastectomia. O pai de Luciana, o médico Oswaldo Seba, parou de trabalhar.

"Estamos sobrevivendo", diz. Ela e o marido, afirma, "vivem um dia de cada vez, com muita dor e saudade".

Luciana, que trabalhava na Santa Casa de Misericórdia no Rio, havia viajado com o marido e os sogros.

Luciana e sua sogra não foram resgatadas na fase de buscas no ano passado, somente o marido e o sogro foram localizados logo após o acidente, em 2009.

"Não tenho mais esperanças de resgates e nunca poderei velar o corpo de minha filha", diz Laís, que também lamenta o fato de que não terá descendentes.

As operações de buscas foram definitivamente encerradas no ano passado.

Setenta e quatro corpos, segundo as autoridades francesas, não puderam ser retirados dos quase 4 mil metros de profundidade no oceano.
UOL

José Roberto Pereira é mais um que deixa a TAM




Dentro do processo de mudanças no perfil de executivos da Latam, mais uma alteração prevista foi confirmada.  Hoje à noite (3), quando compareceu no evento comemorativo do ingresso da Copa Airlines na Star Alliance, José Roberto Pereira já não estava mais como gerente de vendas internacionais da TAM Linhas Aéreas, empresa onde fez carreira e trabalhou por mais de 15 anos.
“Era um processo natural e eu estava preparado pessoalmente para tal”, disse, ao confirmar a notícia que circulou de sua saída. É mais um executivo do alto escalão da TAM que deixa a companhia dentro da transformação que o processo de fusão determinou.  Como ele, outros antigos nomes da TAM estão de saída, caso no setor internacional também de José Sales, responsável pelas equipes comerciais e a central na Europa.
José Roberto garante que a previsão neste momento é a de descansar e viajar bastante. “Vou visitar uma série de paises que ainda não conheço, na Europa e na Ásia, até o final de setembro”, revela, citando alguns dos lugares que formam a lista de visitas ainda sendo planificada – Letônia, Croácia, Mongólia, Índia, entre outros. Entre feiras e eventos, já esteve em quase 60 paises, quase sempre a trabalho.
Ainda não decidiu qual será o caminho a seguir. “Não sei ainda se continuarei em  alguma empresa aérea, aplicando o meu conhecimento e contatos, é evidente que o momento no Brasil está propício para uma atuação assim, com as  novas companhias que estão chegando. Ou se vou para uma atuação pessoal, com uma consultoria ou algo assim.  O certo é que vou continuar no comercial de aviação, é o que gosto e sei fazer”, completou, recordando que são mais de tres décadas no setor, com passagens por Transbrasil e Varig antes da TAM.


12 HORAS AÉREA

Fábrica de aviões sai do papel e se torna realidade no Triângulo Mineiro

 
Numa parceria entre empresariado, instituições de ensino e o poder público, Minas prepara para decolar num espaço de conhecimentos do segmento aéreo. Passados alguns anos do anúncio da formação do Complexo Aeronáutico de Minas Gerais, os projetos começam a sair do papel e empresas iniciam grandes investimentos, que, além de atrair receitas e gerar empregos, devem desenvolver tecnologia em segmentos de ponta. 
Ontem, no Triângulo Mineiro, o governo estadual lançou o Polo Aeroespacial de Tupaciguara – um dos cinco que compõem o complexo –, onde deve se instalar a planta da Axis Aerospace para fabricação da aeronave AX-2 Tupã e outras empresas do ramo para desenvolvimento de tecnologia. Até a norte-americana Boeing, maior indústria aeroespacial do mundo, estuda ter uma pequena unidade no polo. 
Apresentação da maquete em tamanho natural da aeronave Tupã, da Axis Aeroespacial
Somados, os investimentos já anunciados em produção de tecnologia e implantação e ampliação de unidades voltadas para o setor aeronáutico superam R$ 1,5 bilhão. Até o fim do ano, no entanto, essa cifra deve crescer mais de 50%. Em Tupaciguara, o aporte ultrapassa R$ 600 milhões, se considerados os valores previstos para a instalação da fabrica da Axis e o montante esperado para outras empresas. Em Itajubá, a ampliação da fábrica da Helibras deve significar aporte de 350 milhões de euros e, em Lagoa Santa, a construção do Centro de Tecnologia e Capacitação Aeroespacial terá investimento de R$ 50 milhões. 
No lançamento da unidade de Tupaciguara, ontem, foram confirmados financiamentos de cinco projetos, por meio do governo federal, que somam R$ 65,5 milhões, segundo o secretário estadual de Ciência e Tecnologia, Nárcio Rodrigues. São eles o Centro de Inovação Aeroespacial da Axis (R$ 28,5 milhões); a implantação do Centro de Asas Rotativas, em Itajubá, no Sul de Minas (R$ 11 milhões); a instalação de laboratórios aeronáuticos pela Universidade Federal de Uberlândia (R$ 11 milhões); o programa Brasil Profissionalizado, em Tupaciguara (R$ 7,5 milhões) e a implantação do Centro de Capacitação Aeronáutico de Lagoa Santa (R$ 7,5 milhões). Além disso, a Fundação de Amparo à Pesquisa de Minas Gerais (Fapemig) já havia investido R$ 7,2 milhões no mock-up (maquete em tamanho real) do Tupã. 
Avião
O avião executivo de pequeno porte, com capacidade para seis pessoas, deverá ter seu protótipo desenvolvido até o fim do ano que vem. Ontem foi apresentada sua maquete em tamanho real. A previsão é que esteja pronto para voar em 2014. Com isso, o período de produção e venda deve ser iniciado no ano seguinte. Nessa fase, devem ser investidos R$ 120 milhões. Mas o retorno é visto como certo. Estudos da empresa mostram que a demanda do setor é alta. “Se conseguirmos fabricar 81 mil unidades em 20 anos, venderemos todas”, afirma o diretor superintendente da Axis Aerospace, Daniel Marins Carneiro. 
Mas a instalação da empresa em Tupaciguara não se resume à fabricação do Tupã. Outros projetos estão em fase de elaboração para o complexo de desenvolvimento de tecnologia de ponta. Duas áreas principais devem ser estudadas: propulsão a laser e hipersônica. Para isso, deve ser construído o maior túnel hipersônico do mundo, com tecnologia que sequer a Nasa domina. “Será possível fazer experimentos em alta velocidade que darão noção do escoamento aerodinâmico”, afirma o diretor da Axis. Isso teria, inclusive, chamado a atenção da Boeing.
Com a instalação de todas as empresas no Polo de Asas Fixas e o início da produção da aeronave, a expectativa é que sejam criadas 4 mil vagas diretas e indiretas, o que deve significar forte restruturação no formato da cidade. Atualmente são apenas 23 mil habitantes e a implantação dessas empresas deve atrair moradores da região, além de garantir maior qualificação. Nos próximos cinco anos, a previsão de investimento é superior a R$ 600 milhões.

DESÁSTRES AÉREOS

Pareceria Embraer e Boeing mira o FX-2 ?




Segundo a avaliação de especialistas do setor aeronáutico, a parceria anunciada pela Embraer e a Boeing na produção do cargueiro KC-390, encomendado pelo governo brasileiro, pode ser uma estratégia para facilitar a companhia norte-americana na concorrência dos jatos militares FX-2. O acordo foi assinado na semana passada, mas ambas as direções das empresas se esquivaram de informar condições contratuais como a divisão dos lucros e percentuais de nacionalização.

De maneira genérica, o acordo prevê o compartilhamento de conhecimentos técnicos específicos e a avaliação conjunta de mercados no segmento de aeronaves de transporte militar de médio porte. A Boeing tem a tecnologia do cargueiro C-17, utilizado pelas forças armadas de vários países, principalmente dos EUA. E nesta parceria a Embraer conseguiria investir pouco se comparado às ações de pesquisa e desenvolvimento do produto.

“A Boeing tem grande experiência em aeronaves militares de transporte e reabastecimento em voo, assim como profundo conhecimento de clientes potenciais para o KC-390, em especial nos mercados não incluídos no nosso plano de marketing original”, disse o presidente e CEO da Embraer Defesa e Segurança, Luiz Carlos Aguiar. “O acordo reforçará a posição de destaque do KC-390 no mercado global de transporte militar”, afirmou.

A aproximação da Embraer com a Boeing tem ocorrido desde meados da década passada, quando o capital da ex-estatal brasileira foi aberto e ingressou na bolsa de valores dos EUA. Os entendimentos com a gigante europeia Airbus foram abandonados, inclusive com a saída de acionistas europeus como a francesa Dassault. A aproximação é tanta que a Boeing inaugurou escritório em São Paulo em outubro de 2011 e criou um cargo de alta direção para a Boeing do Brasil.

A cooperação para o programa KC-390 é parte de um amplo acordo assinado pela Boeing e pela Embraer em abril deste ano, quando as empresas anunciaram cooperação em diversas áreas, que incluem novos sistemas para aeronaves comerciais que aumentem a segurança, eficiência, pesquisa e tecnologia, como o uso de biocombustíveis sustentáveis para aviação.

Segundo representantes da Boeing e da Embraer, a parceria analisará o mercado de aeronaves militares de transporte de médio porte e possíveis parcerias comerciais. Essa avaliação incluirá potenciais clientes  não considerados nas projeções iniciais de mercado para o KC-390.

“A Embraer é líder global em inovação e ambos reconhecemos o valor de trabalhar em parceria para fornecer soluções acessíveis e de alta qualidade para os clientes. A colaboração combina a excelência da Boeing em aeronaves de transporte militar com as realizações do KC-390 da Embraer, de forma a avançar ainda mais com esta aeronave”, disse presidente e CEO da Boeing Defense, Space & Security, Dennis Muilenburg.

O KC-390 é um projeto da Força Aérea Brasileira e com grande interesse por parte dos Correios e diversos países sul-americanos. Apesar de não dispor desta tecnologia, a Embraer foi contratada para desenvolver a aeronave em abril de 2009. Trata-se do maior avião a ser produzido pela indústria aeroespacial brasileira e estabelecerá novos padrões para aeronaves de transporte militar de médio porte em termos de desempenho, capacidade de carga, flexibilidade e custos de operação. 
 
hangar do vinna

terça-feira, 3 de julho de 2012

Você acredita que este F-16 voltou a voar?


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Força Aérea Israelense divulga nota sobre primeiro voo de F-16 biposto que, sete anos depois de um grave acidente, foi recuperado e decolou para voltar ao serviço

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Segundo nota divulgada no domingo, 1º de julho, a aeronave da foto acima foi recuperada e voltou a voar, sete anos após ser acidentada. “O pessoal da Manutenção Aérea realizou algo que apenas poucos no mundo conseguem”, disse o coronel Oded, comandante da unidade. “Ainda que já tivéssemos muita experiência em reconstruir aeronaves ‘machucadas’, nós nunca lidamos com esse tipo de caso trágico antes”, completou o coronel.

No acidente de 2005, a roda direita da aeronave (o F-16 “041″) soltou-se quando estava a frações de segundo de tocar o solo, obrigando seus tripulantes a ejetarem. Quando a equipe responsável por reconstruir o caça recebeu o “041″, havia grandes dúvidas se seria possível realizar o trabalho, já que a frente estava completamente destruída, a cauda estava quebrada, as asas curvadas e o motor repleto de lama. Representantes da empresa fabricante também não tinham esperança e acharam que seria um desperdício de tempo consertá-lo. Porém, a perspectiva israelense é de que cada avião conta.



Após reparos e troca de centenas de componentes, o F-16i 041 finalmente decolou de volta ao esquadrão “Valley”, e nele voaram os tripulantes ejetados em 2005. Agora na reserva, o major Ofer, que pilotava a aeronave na ocasião, lembrou-se de agradecer ao mecânico que examinou a cadeira de ejeção e os técnicos que testaram o sistema: “Se apenas um componente não funcionasse, eu não estaria aqui.”


FONTE / FOTOS: Força Aérea Israelense

NOTA DO EDITOR: versões bipostas de aeronaves de combate costumam ser mais “valiosas” para as Forças Aéreas, levando a decisões de recuperar aviões acidentados, como foi o caso do F-16 israelense da matéria acima e do F-18 finlandês dos três primeiros links abaixo. O principal papel dessas versões é a conversão de pilotos provenientes de outros modelos de aeronaves (normalmente vindos de jatos ou turboélices de treinamento).
No caso da FAB, onde o F-5 modernizado forma a espinha dorsal da frota de caças supersônicos, os bipostos também são muito valiosos, tanto que a compra de modelos usados da Jordânia visava principalmente ampliar o número de apenas três modelos bipostos em serviço, sendo recebidas mais três células de versões F-5F (e oito do modelo E, monoposto, numa relação aproximada de “três por um” que é praticamente um “imposto” a se pagar para quem quer adquirir bipostos).
Como sinal dessa prioridade, as células bipostas adquiridas da Jordânia entraram na frente da fila de revisão / recuperação dos F-5 adquiridos, o que você pode conferir em matérias exclusivas do Poder Aéreo a partir do quarto link abaixo. Aproveite também para navegar nos links disponíveis nas próprias matérias clicadas, que trazem mais reportagens exclusivas sobre os caças F-5, seus detalhes e os trabalhos de manutenção, entre dezenas de artigos  já publicados aqui no site.

PODER AÉREO

Avião com banda do cantor Amado Batista faz pouso de emergência em estrada

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O monomotor Cessna Caravan prefixo PR-ARZ que transportava 11 integrantes da banda do cantor Amado Batista foi forçado a fazer um pouso de emergência, na manhã desta segunda-feira, na BA-262, entre as cidades de Vitória da Conquista e Aracatu, no sudoeste da Bahia.


De acordo com informações da assessoria de imprensa do cantor, que não estava a bordo, o avião seguia de Itiruçu, 329 quilômetros a oeste de Salvador, onde Batista havia se apresentado domingo, com destino a Montes Claros (MG), onde seria abastecido para continuar viagem até São Paulo. O piloto teria percebido uma queda de potência no motor e decidido pelo pouso na estrada, que não tinha tráfego de veículos no momento.
Ninguém ficou ferido e o avião, que ficou estacionado no acostamento da rodovia, não sofreu avarias. Uma equipe de mecânicos foi enviada de Goiânia (GO) ao local do pouso para reparar o monomotor. Os integrantes da banda seguiram para São Paulo em um voo comercial.
ÚLTIMO SEGUNDO

Investigadores provam que é possível 'hackear' drones


Um grupo de investigadores da Universidade do Texas, em Austin, conseguiu provar que é possível controlar drones, um tipo de avião sem piloto bastante utilizado pelo exército dos EUA, através de uma técnica de hacking. 
A investigação foi feita no âmbito de uma competição promovida pelo Departamento de Segurança Interna dos EUA, onde a equipa de investigadores daquela universidade conseguiu controlar um drone, avião sem piloto normalmente utilizado em missões militares, recorrendo a uma técnica denominada 'spoofing'. 
Através desta técnica os investigadores conseguiram aceder ao sistema de GPS do avião, e levar o drone a receber os seus sinais em vez dos sinais enviados por satélite, utilizados para controlar o drone a distância. 
Segundo informação avançada pela BBC, esta técnica é a mesma que terá sido utilizada no passado ano de 2011 para destruir um destes aeroplanos no Irão. 
Os resultados desta investigação estão a ser vistos por analistas como uma prova de que há alguns riscos em utilizar este tipo de aviões.
No teste levado a cabo pelos investigadores foi utilizado um drone civil, que utiliza sinais GPS não encriptados, o que os torna mais vulneráveis a um ataque de 'spoofing', explica à BBC um especialista do International Committee for Robot Arms Control.
Noel Sharkey considera que isto é algo «muito perigoso. Se um drone é direccionado para um local através do GPS, [o atacante] pode levá-lo a pensar que está noutro lugar e manda-o contra um prédio ou fá-lo cair noutro lugar qualquer ou apenas rouba-o e enche-o de explosivos e direcciona-o para outro local». 
Para o co-fundador do International Committee for Robot Arms Control «a maior preocupação é que isto também significa que não seria muito complicado para [alguém com muitos conhecimentos] conseguir dar a volta um drone militar e controlá-lo, e isso pode ser muito perigoso porque então eles iriam virá-lo contra as pessoas erradas».
DESÁSTRES AÉREOS

Passageiros e tripulantes impedem sequestro de avião na China, diz governo

Passageiros e tripulantes frustraram uma tentativa de seis pessoas de sequestrar um avião comercial que sobrevoava a região autônoma chinesa de Xinjiang, no oeste da China, disseram autoridades locais nesta sexta-feira.
Depois de dez minutos do início do voo da empresa Tianjin Airlines às 12h25 locais (1h45 de Brasília) entre as cidades de Hotan e Urumqi, a capital regional, os seis supostos sequestradores a bordo do avião tentaram tomar seu controle "por meio de violência", indicou um policial provincial em um comunicado.
Os passageiros e os tripulantes conseguiram render os supostos sequestradores. Segundo a agência estatal Xinhua (Nova China), dois guardas a bordo do avião ficaram gravemente feridos na luta contra os sequestradores, enquanto um comissário de bordo e sete passageiros sofreram ferimentos leves.
Ligações para a polícia e o governo regional de Xinjiang não foram atendidas. Depois da ação contra os supostos sequestradores, o avião voltou para Hotan, área turbulenta de grande presença da etnia muçulmana uigur e assolada nos últimos tempos pela violência separatista.
Do tamanho da Europa Ocidental, a região de Xinjiang é povoada por uigures e outras etnias muçulmanas há séculos e, segundo o governo chinês, nela operam grupos separatistas e terroristas que reivindicam a independência da zona.
Assim que a aeronave pousou, a polícia levou os suspeitos sob custódia. Autoridades disseram que o caso está sendo investigado. Eles não revelaram imeadiatamente a identidade dos seis detidos.
Em março de 2008, autoridades chinesas relataram ter impedido um plano de uma mulher uigur de derrubar um avião procedente de Xinjiang, onde a vigilância aeroportuária supostamente é muito rigorosa.
O governo, temeroso de qualquer ameaça à estabilidade do país ou ao controle do Partido Comunista, costuma acusar grupos separatistas e extremistas religiosos de Xinjiang por ataques a policiais e outros alvos governamentais.
Em setembro, tribunais da província sentenciaram à morte quatro envolvidos em incidentes que aconteceram meses antes em duas cidades - incluindo Hotan -, nos quais 32 pessoas morreram. O governo disse que os responsáveis por esses ataques eram radicais islâmicos que pretendiam transformar Xinjiang em um Estado independente chamado Turquistão Oriental.
*Com Reuters e EFE

Avião foi incendiado após cair em canavial do Paraná, conclui perícia


Após uma vistoria pericial, técnicos da Aeronáutica concluíram que o avião encontrado queimado em um canavial de Itaúna do Sul, no noroeste do Paraná, foi incendiado. O mono motor caiu na noite de sábado (30) e a suspeita é de que os ocupantes transportavam drogas e fugiram.
As dúvidas em relação ao acidente foram geradas porque a aeronave, completamente queimada, foi encontrada sem passageiro algum. Buscas na região e em hospitais foram infrutíferas. Por determinação da Aeronáutica, a área foi isolada e policiais se revezaram para garantir que nada fosse alterado até a perícia.
A polícia trabalha com a possibilidade de que os suspeitos tenham incendiado o avião após a queda, mas nenhuma peça que identificasse a aeronave foi localizada. Até as 12h30 desta segunda (2) ninguém havia sido preso.
Avião caiu em canavial de Nova Londrina e fogo se espalhou pela plantação (Foto: Reprodução/ RPC TV)Avião caiu em canavial e fogo se espalhou pela plantação (Foto: Reprodução/ RPC TV)
G1

Caças quebram vidros do STF