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segunda-feira, 29 de abril de 2013

Infraero adia abertura da lanchonete popular em Congonhas


A lanchonete popular do Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, não tem mais data para sair do papel. A Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) prometia a loja para este mês, mas rescindiu na semana passada o contrato com a CD Plan, vencedora da licitação, que não cumpriu as exigências estabelecidas em contrato, segundo informou o jornal O Estado de S. Paulo.

 A lanchonete popular vende lanches e alimentos com preços tabelados, semelhantes aos cobrados no comércio normal da cidade e geralmente muito abaixo dos valores cobrados nas demais lanchonetes dos aeroportos.
Com a rescisão, a estatal convocou a segunda colocada na concorrência, a RA Catering, dona de outras lanchonetes em diversos aeroportos do país (até em Congonhas) e também responsável por serviço de refeições a bordo de algumas companhias aéreas. Com isso, o processo de apresentação e aprovação recomeçou e o prazo para que a lanchonete seja instalada está indefinido.

Segundo o jornal, a CD Plan alega que a Infraero foi “intransigente” na rescisão e teria entregue uma área menor do que a prometida em contrato. “A área licitada no edital é de 68,57 metros quadrados, mas, quando chegamos lá, vimos que o lugar tem 56,4 metros quadrados. São 12 metros a menos”, reclama o advogado da empresa, Paulo Solano. “Isso impacta toda a operação, a quantidade de equipamentos que vamos conseguir colocar e nossa remuneração. Só que, em vez de tentar renegociar, eles preferiram rescindir.”
A Infraero cobraria da empresa um valor de aluguel mensal de R$ 67 mil pela lanchonete. Segundo Solano, a CD Plan queria uma revisão do valor do aluguel, de acordo com a nova metragem, mas não houve conversa. “Temos total know-how do processo, mas houve uma certa intolerância por parte da Infraero. Vamos recorrer”, diz Solano. A empresa é a mesma que opera a primeira lanchonete popular a entrar em funcionamento, a do Aeroporto Afonso Pena, em Curitiba. Também tem quiosques de comida instalados em estações da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), em São Paulo.

Os 12 metros de área a menos não foram o único entrave à construção da lanchonete. Dos três projetos elaborados pela CDPlan – arquitetônico, elétrico e hidráulico -, o último foi reprovado pela Infraero. Para a estatal, a inaptidão da empresa nesse quesito foi o principal motivo que levou à rescisão. “A empresa apresentou projetos incompletos, o que comprometia a estimativa de execução da obra”, disse a Infraero.
Sobre a área menor, a estatal admitiu que houve um “equívoco na informação da metragem”, mas todos os esclarecimentos foram dados à empresa. Diz ainda que a CD Plan teve tempo suficiente para, antes da assinatura do contrato, ir até o espaço e fazer uma vistoria em relação à área da futura lanchonete. A Infraero afirma também que quem fixa o preço do aluguel é o concessionário, e o valor é cobrado pelo ponto, não pela metragem da área.


Restaurante
Enquanto São Paulo enfrenta problemas, o Aeroporto de Confins, na região metropolitana de Belo Horizonte, deve receber o primeiro restaurante self-service com preços controlados. De acordo com a Infraero, o estabelecimento terá o peso por quilo e uma lista de produtos com preços diferenciados, determinados por meio de pesquisa no mercado local. Além dos preços, o edital define também as variedades mínimas de opções de comida disponíveis no buffet.
O edital prevê a concessão de uma área de 104,82 metros quadrados no terraço do terminal de passageiros e dois outros espaços no subsolo para o estoque de suprimentos.  O prazo máximo previsto em edital para o início do funcionamento do restaurante é de cinco meses, contados a partir da assinatura do contrato. A abertura da licitação está marcada para o dia 22 de abril.

De acordo com a Infraero, o modelo da loja é uma variação do conceito das lanchonetes populares. A intenção é oferecer uma opção mais acessível de alimentação para os usuários de aeroportos e estimular a competição. A Infraero prevê a instalação de estabelecimentos com preços controlados em todos os aeroportos das cidades-sede da Copa do Mundo.

Com informações do Estado de São Paulo e do Terra

‘Fumaça’: pilotos treinam em simuladores de voo do Super Tucano


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A equipe de quinze pilotos do Esquadrão de Demonstração Aérea (EDA) participa, durante a semana de 15 a 19/04, de atividades operacionais em simuladores de voo da aeronave A-29 Super Tucano. O treinamento é realizado em Bases Aéreas da Força Aérea Brasileira (FAB) que operam o avião, localizadas em Campo Grande (MS), Boa Vista (RR) e Porto Velho (RO). O Capitão Aviador Ubirajara Pereira Costa Júnior, responsável pela doutrina e instrução no EDA, explica que as atividades “têm como objetivo adaptar os novos pilotos aos procedimentos normais e de emergência na aeronave e simular exercícios e manobras que serão feitos na fase de Adaptação Diurna e Instrumento Avançado, a serem realizados em sede, na área de instrução da Academia da Força Aérea (AFA), em Pirassununga (SP)”.
Segundo o Capitão Costa, a fase de simulação é de grande importância para os pilotos. “As emergências simuladas ou treinadas elevam o nível de segurança na operação da aeronave que está sendo implantada no EDA. Tenho a plena certeza que todos agora estão aptos a começarem a nova fase, voando no novo avião”. Em uma próxima etapa, os pilotos darão início à fase de pré-solo, que consiste na parte prática nas aeronaves. A retomada das demonstrações com o novo avião do EDA, o A-29 Super Tucano, ainda não tem data definida.
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FONTE:PODER AÉREO

Azul cria índice para avaliar pilotos por economia de combustível

 

Pilotos chamam de 'índice de perigo'; é incentivo a uso consciente, diz Azul.

 


Gol criou bônus em dinheiro para tripulações que reduzirem querosene.


ìndice de performance azul (Foto: Divulgação) 
 
Documento implantando o "índice de performance" foi enviado
a pilotos em abril (Foto: G1)
 
 
A companhia aérea Azul criou um boletim mensal para  avaliar seus pilotos. Entre os critérios que compõem a nota estão pontualidade dos voos e redução do combustível buscando maior “eficiência operacional” da empresa, segundo confirmou a companhia em nota ao G1.
O “Índice de Performance” (IP), que será enviado individualmente e de forma reservada, está sendo chamado de “índice de perigo” por pilotos da empresa no blog anônimo "Pilotos da fusão".
O índice é visto também com preocupação pelo Sindicato dos Aeronautas e por especialistas do setor, que acreditam que, indiretamente, ele pode gerar uma competição não saudável entre os pilotos e implicar em riscos à segurança. A companhia conta atualmente com 1.300 pilotos e copilotos.

Em uma das denúncias enviadas anonimamente ao Sindicato dos Aeronautas, um funcionário da Azul diz que o índice "fará com que os pilotos, acuados e com medo de perderem seus empregos, optem por encurtar rotas, evitem desvios, encurtem procedimentos, não arremetam quando não estabilizados, abasteçam a menos as aeronaves para melhorar seu índice de performance e não colocar seu emprego em risco”.

O alto custo que a querosene de aviação representa para as operações – 43% do custo das passagens, segundo a Associação Brasileira das Empresas Aéreas – fez as companhias pedirem à presidente Dilma Rousseff a redução do preço. Em janeiro, após prejuízo de R$ 1,5 bilhão em 2012, a Gol implementou um sistema de bonificação em dinheiro para pilotos que economizarem combustível.

Um documento da Azul obtido pelo G1 e assinado pelo gerente de qualidade de operações da Azul, comandante José Jacques Cardeal de Godoy Júnior, diz que a prática de avaliar funcionários "é comum nas grandes corporações" e que a coleta de dados já começou. "Divulgaremos relatórios individuais fornecendo indicadores de desempenho a partir das métricas obtidas em seus voos”.

O documento cita três recomendações para que pilotos otimizem operações. A primeira é “solicitar proa direta” que significa que o piloto deve pedir aos controladores se pode pegar um caminho direto, sem seguir determinada aerovia, que tem pontos previamente fixados pelos quais o avião tem de passar e em muitos casos obriga o avião a fazer curvas e desvios.
Outras sugestões são “utilizar o nível ótimo” (buscar a maior altitude compatível com a aeronave para que o voo seja feito de forma mais rápida) e aplicar o “idle descente”, reduzindo a potência dos motores para uma aproximação em marcha lenta em direção ao aeroporto.

 

“O que adianta o piloto fazer tudo para encurtar o tempo de voo se, quando chega ao aeroporto, tem que ficar dando voltinhas no céu porque o fluxo é intenso, não há espaço para pouso. O sistema todo é falho e focar no piloto me parece uma medida incoerente que representa risco à segurança", diz Gelson Fochesato, presidente do Sindicato dos Aeronautas.

Questionada sobre o índice de performance, a Azul disse apenas que "essas avaliações contribuem para a implementação de melhorias nesse processo" e que "incentiva tripulantes a fazer o uso consciente do combustível". (veja mais abaixo)


Como funciona a avaliação
Pilotos da Azul ouvidos pelo G1, e que pediram para não serem identificados, possuem opiniões diversas sobre o sistema que, segundo eles, foi implantado em abril. Alguns acham que a medida pode gerar competição devido ao medo de demissões. Outros salientam que os pilotos são responsáveis e que nunca colocariam a vida em risco.
“Tenho mais de 20 anos de profissão e não vou economizar combustível apenas pela empresa ou para fazer um voo mais rápido, mas porque sou consciente que posso poluir menos o ar para o futuro dos meus filhos. A minha segurança também está em jogo e eu sou responsável por todas as vidas lá dentro”, diz um comandante da empresa. “O que a empresa está fazendo é exigir racionalidade. Aquele piloto que era acostumado a pegar um nível e seguir sempre no mesmo, achando que era o caminho mais fácil e não se preocupava com combustível, terá que programar melhor o voo”, acredita.
O meu medo é de alguém, atrás do índice perfeito, faça loucuras"
Piloto anônimo ouvido pelo G1
Segundo pilotos, ao planejar um voo, o despachante operacional analisa a rota e, ao perceber problemas no percurso, como previsões meteorológicas ruis, coloca carga extra de quersone para que o avião possa seguir para outro destino ou tenha a possibilidade de aguardar no ar por mais tempo. Todo avião comercial decola com adicional para voar de 30 a 45 minutos a mais do que o tempo previsto para a jornada. Mas, agora, ao invés de colocar automaticamente a querosene adicional, o despachante deixará nas mãos do piloto pedir ou não a margem de segurança.
Ainda segundo os pilotos, no fim do mês, a empresa irá comparar a previsão de combustível para as etapas e quanto o comandante gastou. Se ele gastou a mais do que previsto, terá um “IP baixo”. “O meu medo é de alguém, atrás do índice perfeito, faça loucuras”, afirmou um piloto ouvido pelo G1.

Competição entre as tripulações
O brigadeiro Jorge Kersul Filho diz que “não vê a prática como saudável” e que “pode gerar uma competição entre as tripulações”. Ele pondera, porém, que o fato da empresa obrigar o piloto a pensar antecipadamente sobre a rota é uma forma de valorizar o piloto responsável.
“Os passageiros têm de saber que os profissionais que estão na cabine são responsáveis, treinados para comandar máquinas no último estágio da evolução. Temos que valorizar estes profissionais. Eles são competentes e não vão quebrar regras de segurança ou entrar em uma competição por dinheiro”, acredita.
A Azul está sempre avaliando a performance de suas operações. Essas avaliações contribuem para a implementação de melhorias nesse processo, tornando suas atividades mais sustentáveis e eficientes"
Nota da companhia ao G1
Oficialmente, o Cenipa informou que “não possui incumbências acerca das políticas operacionais das empresas aéreas desde que essas mantenham conformidade com as regras de tráfego aéreo e com os princípios da segurança de voo”.
A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) diz que, como no caso da Gol, não tem competência para avaliar se a política da empresa é correta, “tendo em vista que não há quebra de requisitos de segurança operacional”.

A Azul não confirmou as informações fornecidas pelos pilotos sobre o funcionamento do programa e não respondeu às perguntas enviadas pela reportagem.

Sobre o boletim mensal, a companhia diz que "incentiva os seus tripulantes a fazer o uso consciente do combustível, assim como também adota outras medidas para manter a excelência de suas operações”.

Às 15h10 desta sexta-feira (26), a Azul enviou por e-mail uma nota sobre a reportagem do G1: "Segurança. Esse é o primeiro valor da Azul Linhas Aéreas Brasileiras. A companhia nega, veementemente, que incita ou adota quaisquer práticas que coloquem a segurança de suas operações, clientes e tripulantes em risco. A Azul, a exemplo das melhores práticas de eficiência operacional adotadas pelas maiores companhias aéreas do mundo, trabalha para manter um nível elevado de excelência e eficácia operacional, prezando por questões como pontualidade, regularidade e uso consciente do combustível. Por esta razão, desenvolve ações que visam alcançar tais objetivos".
veja também
 
G1

MPT pede bloqueio da conta da Gol







O Ministério Público do Trabalho (MPT) solicitou na ação que reintegrou os trabalhadores demitidos da Webjet, o bloqueio das contas bancárias da Gol para o pagamento do salários de março dos trabalhadores que totaliza R$ 9 milhões .

 Para Sindicato Nacional dos Aeronautas (SNA), a medida solicitada pelo MPT parece ser a única alternativa em função do descumprimento pela Gol da decisão judicial de reintegração.

"É inaceitável que a GOL continue descumprindo a lei. O pagamento dos salários do mês de março de cerca de mil trabalhadores da Webjet demitidos, deveria ter sido feito no quinto dia útil do mês, mas a companhia não realizou o pagamento", ressaltou o Sindicato.

A empresa descumpriu a decisão dada pela Justiça do Trabalho, em 14 de março, que exigia da companhia que reintegrasse os funcionários demitidos da Webjet e pagasse R$ 1 milhão por dano moral coletivo, decisão que atendeu à ação civil pública do MPT-RJ.

Agora, o juiz da ação deve analisar o pedido de bloqueio. Se confirmado, o bloqueio os trabalhadores esperam ver cumprida a decisão de pagamento desses salários.
SNA

sexta-feira, 12 de abril de 2013

Viajar de avião pode ficar (bem) mais turbulento e caro



As chances de uma aeronave atravessar uma turbulência aumentarão entre 40% e 170% até 2050
 
 
São Paulo – Se você já não curte muito viajar de avião, é bom se preparar. Um estudo publicado na revista científica Nature Climate Change sugere que o aquecimento global deve tornar as turbulências em voos transatlânticos mais frequentes e graves em 2050. E os aviões que quiserem fugir do problema precisarão realizar rotas mais longas, o que por tabela aumentaria o consumo de combustível - e a passagem.
A indústria aérea é uma das fontes de crescimento mais rápido de emissões de dióxido de carbono, uma dos gases vilões do efeito estufa, mas essa é a primeira vez que os efeitos da mudança climática sobre a turbulência são estudados.

Segundo os pesquisadores das Universidades britâncias de Reading e East Anglia, responsáveis pelo estudo, as sacudidelas nas aeronaves vão se tornar mais fortes e recorrentes se as emissões de CO2 realmente dobrarem até 2050 conforme prevê a Agência Internacional de Energia. O aumento das concentrações de CO2 eleva a temperatura média global e acaba mudando a atmosfera por onde passam as rotas aéreas, tornando-a mais instável para os aviões.
Num primeiro momento, a pesquisa focou na travessia transtlântica entre Europa e América do Norte, realizada diariamente por cerca de 600 aeronaves. Usando simulações computacionais para avaliar os efeitos do aquecimento sobre as condições de voo, os cientistas descobriram que as chances de uma aeronave atravessar uma turbulência aumentarão entre 40% e 170%. Já a intensidade da sacudidela poderá aumentar entre 10 e 40%.
Como consequência, advertem os pesquisadores, trajetos mais turbulentos poderão aumentar o desconforto do voo e os riscos de acidentes para os passageiros e a tripulação. Para evitar o problema, os aviões precisarão mudar a rota, realizando trajetos mais longos e, por tabela, consumirão mais combustível, o que em última instância acabaria por elevar o preço da passagem.
INFO ABRIL

Ladrões roubam 26 kg de ouro de avião em aeroclube de Manaus

A Polícia Civil de Manaus (AM) informou que 26 quilos em barras de ouro foram roubados de uma aeronave na última quarta-feira. Segundo a polícia, uma dupla rendeu os tripulantes de um avião de pequeno porte, que aterrisou no aeroclube da cidade, e retirou a carga, fugindo em um automóvel. As barras de ouro são avaliadas em R$ 2,5 milhões.

A carga pertence a uma empresa de São Paulo e seria levada em um carro blindado para o aeroporto de Manaus, onde seria embarcada para a capital paulista. Imagens do circuito interno de vigilância do aeroclube serão analisadas. Por enquanto, não há suspeitos.
TERRA

Piloto americano e seu avião desaparecem na região de Libreville



Libreville- Um pequeno avião de tipo Beeschcraft e o seu piloto americano desapareceram ao largo de Estuaire (região de Libreville) domingo, durante uma tempestade, segundo um comunicado da Embaixada dos Estados Unidos no Gabão divulgado hoje (quinta-feira), noticia a AFP.

Durante a tempestade um pequeno avião desapareceu,  domingo (dia 7 de Abril), ao largo de Estuaire (região de Libreville). Ele tinha dois motores com hélices e um piloto á bordo", anuncia o comunicado.

O piloto é de nacionalidade americana, segundo o conselheiro encarregado da informação da Embaixada dos Estados Unidos, que lançou um apelo para toda pessoa com discernimento de destroços  "de um avião que se despenhou em terra ou no
oceano " para informar a embaixada.

Acidentes desse tipo ocorrem regularmente no Gabão. Em Março de 2012, duas pessoas morreram na queda de seu helicóptero no sudoeste do país.

Um ano mais tarde, um avião de carga trabalhando para a empresa de transporte DHL Express despenhou-se na água, não longe da beira-mar, em Libreville, e os quatro ocupantes ficaram feridos.

Em 2009, oito soldados franceses morreram na queda de um helicóptero Cougar pouco depois de descolar de um navio francês.
 ANGOLA PRESS

PF apreende avião com 400 kg de cocaína no Interior de SP

A Polícia Federal (PF) apreendeu na tarde de terça-feira (9) em Serrana (229 quilômetros de Bauru) um avião que transportava 400 kg de cocaína proveniente do Paraguai.
A aeronave pousou em uma pista clandestina em meio a um canavial. Três homens que esperavam o desembarque da droga também foram presos.
Segundo informou a Polícia Federal, o trio aguardava em uma picape o desembarque da droga. Nenhum nome dos suspeitos foi informado.
Ao avistar o comboio policial, um dos suspeitos chegou a atirar com uma pistola nove milímetros - ninguém ficou ferido.
A picape que seria utilizada para transportar a droga também foi apreendida.
Outros dois homens, que estavam no interior da aeronave, se esconderam no canavial e conseguiram escapar. Os suspeitos foram localizados.
O avião apreendido foi levado para um galpão do aeroporto Leite Lopes, em Ribeirão Preto (222 quilômetros de Bauru), na manhã desta quarta-feira (10).
A PF informou por meio de nota que dará prosseguimento às investigações. A suspeita é que mais pessoas estejam envolvidas com o transporte da droga para a região.
jcnet

Companhia de aviação de Chipre à beira da falência

Governo procura investidor privado que injete dinheiro na empresa.
Auxílios do Estado à Cyprus Airways estão a ser investigados pela Comissão Europeia AFP PHOTO/JANINE HAIDAR 
 
Uma das mais recentes vítimas da crise que se instalou em Chipre é a companhia de aviação estatal Cyprus Airways. Depois de ter apresentado prejuízos de 55,8 milhões de euros, relativos ao exercício de 2012, o Governo admitiu que a operação da empresa só será assegurada até ao final do período de Verão. Até lá, a intenção é encontrar um investidor privado que recapitalize a transportadora.
“O objectivo é encontrar um comprador o mais brevemente possível”, afirmou um porta-voz do executivo cipriota, Christos Stylianides, citado pela AFP. A imprensa local tem noticiado que a administração da transportadora aérea está em conversações com investidores do Médio Oriente e da China.
Além de dinheiro fresco, a ideia é pôr em marcha uma reestruturação que passa pelo despedimento de 650 trabalhadores (mais de 60% do quadro de pessoal) e cortes salariais que rondam os 17%. Além disso, a intenção será reduzir a frota para seis aviões. No entanto, os sindicatos estão contra este plano e organizaram um protesto, onde estiveram presentes cerca de 300 pessoas. “O Governo tomou a decisão menos dolorosa”, disse nesta quinta-feira o ministro das Comunicações, Tasos Mitsopoulos.
A Cyprus Airways tem vindo a perder receitas nos últimos anos, fruto da queda no tráfego de passageiros, à medida que as companhias de aviação low cost vão ganhando terreno nas ligações aéreas ao país. Tem sido o Estado a ajudar financeiramente a empresa a suportar as perdas, através de auxílios que a Comissão Europeia está a investigar.
Bruxelas anunciou em Março deste ano que abriu um inquérito à empresa por causa da injecção de 100 milhões de euros, por via de subsídios do Estado, proibidos à luz das regras comunitárias.
 público pt

Aviação Civil pede para BNDES e Anac estudarem ajuda a cias aéreas

RIO DE JANEIRO - A Secretaria de Aviação Civil pediu ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e à Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) estudos para ajuda às companhias aéreas, afirmou nesta sexta-feira o novo ministro à frente da pasta, Moreira Franco.
Em entrevista à Reuters durante evento no Rio de Janeiro, Franco afirmou que além de aeroportos eficientes, o setor precisa de companhias fortes.
"Já pedi para que BNDES e Anac façam estudos para ver o que a gente tem que fazer. Estou olhando para esse problema porque precisamos de empresas robustas", disse Franco. "Do que adianta buscarmos ter aeroportos sensacionais e não termos empresas?", acrescentou.
Secretaria de Aviação Civil pediu ao BNDES e à Anac estudos para ajuda às companhias aéreas (Getty Images)
Secretaria de Aviação Civil pediu ao BNDES e à Anac estudos para ajuda às companhias aéreas (Getty Images)
A Gol e a TAM, duas maiores empresas do setor no Brasil, fecharam 2012 com resultados desanimadores. A Gol teve um prejuízo de 1,5 bilhão de reais, e, a Latam (resultado da união da chilena LAN e da brasileira TAM), lucro de apenas 11 milhões de dólares, 97 por cento inferior ao de 2011.
As empresas reclamam de aumento de custo do querosene de aviação e alegam que reduziram os preços das passagens nos últimos anos, o que pressionou suas margens. Medidas como recomposição de malha e redução de frequências estão entre as adotadas para melhorar a lucratividade.
Questionado se poderia haver uma ajuda financeira do BNDES ao setor aéreo, Moreira afirmou que só poderia se posicionar após a conclusão do estudo.
Na bolsa de valores, a ação da Gol, que chegou a cair mais de 6 por cento nesta sexta-feira, inverteram o sinal e fecharam na máxima da sessão, em alta de 2,67 por cento, após as declarações de Franco.
O ministro voltou a defender o aumento participação das empresas estrangeiras nas companhias aéreas nacionais. Para ele, o limite previsto em lei --de 20 por cento-- é ultrapassado.
"Hoje já há mecanismos no mercado que permitem uma empresa com uma participação menor ter uma forte influência sobre uma companhia", declarou. "O mais importante é que a empresa seja sediada no Brasil, respeite as leis brasileiras e os regulamentos da Anac e do Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica)."
SLOTS
Franco disse também que espera receber na próxima semana um estudo do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea) sobre a situação dos slots no aeroporto de Congonhas (SP).
As companhias aéreas querem mais direitos a pousos e decolagens, e sugerem a transferência de slots de voos executivos para os comerciais. Franco espera uma definição sobre o tema em breve.
"Estamos esperando o relatório do Decea, que vai dar um parecer técnico e, em cima desse parecer técnico, vamos tomar definição política."
O ministro disse ainda que o governo vai se empenhar para que os aeroportos brasileiros passem a funcionar na liberação de cargas 24 horas, 7 dias por semana.
Na próxima semana, Franco vai se reunir com representantes das categorias e dos órgãos que atuam na liberação de carga dos terminais brasileiros para tentar um acordo.

Lei que permite soltura de balões coloca em risco aviação no Rio

Numa região metropolitana densamente povoada, o prefeito de Nova Iguaçu (RJ), Nelson Bornier (PMDB), pode liberar por lei a soltura de balões artesanais sem cangalhas ou fogos – apenas com ar quente –, e colocar em risco a aviação.
Os aviões com rota para o Aeroporto Santos Dumont passam a apenas 1.200 metros de altitude sobre a área. A Aeronáutica se mostra preocupada para alertar as autoridades e empresas aéreas, através do Cenipa – Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes.
O risco torna-se maior porque os balões movidos a ar quente serão ‘invisíveis’ sem os
fogos aos olhos dos pilotos, principalmente num dia nublado.
Pilotos e especialistas sabem que qualquer impacto com um balão, por menor que seja, pode derrubar um avião. Com desastre sem precedentes.
A proposta, do vereador Maurício Morais (PMDB), foi aprovada na Câmara de Vereadores e espera sanção. Às vésperas das festas juninas, quando muito se solta balões tradicionalmente na região, a lei visa atitude ambiental para evitar queimadas em florestas, mas os edis se esqueceram dos… aviões e dos moradores em risco.
primeira edição

Pousada/Pensão Aeroporto de Congonhas São Paulo

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terça-feira, 9 de abril de 2013

Ex-clube de funcionários da Varig vai virar parque municipal em SP

Concluída licitação para parque no Campo Belo que custará R$ 17 milhões.
Área verde ficará na Avenida Jornalista Roberto Marinho, na Zona Sul.


Área antes frequentada por funcionários da Varig (Foto: Divulgação/Prefeitura de São Paulo) 
Área antes frequentada por funcionários da Varig (Foto: Divulgação/Prefeitura de São Paulo)

A Prefeitura de São Paulo concluiu a licitação para a implantação do Parque do Chuvisco, no Campo Belo, Zona Sul de São Paulo, e as obras deverão começar em até 90 dias. 

A empresa Lemam Construções e Comércio foi homologada a vencedora em publicação no Diário Oficial da quinta-feira (4) e terá 12 meses para concluir a instalação do parque a partir do início das obras.

O terreno tem 35 mil metros quadrados, o equivalente a mais de quatro campos de futebol, e fica na beira da Avenida Jornalista Roberto Marinho. A área verde abrigava anteriormente o Clube do Chuvisco, que era frequentado por funcionários da extinta empresa aérea Varig e foi doada à prefeitura.

Os espaços remanescentes serão reformados para a construção de um núcleo de vivência que abrigará uma gibiteca, brinquedoteca, sala de jogos, área de estar, sala de computadores, café e varandas, além de um auditório para 60 pessoas. Os visitantes terão ainda uma pista de patinação, parede de escalada para crianças, quadras poliesportivas, praças, quiosques, ciclovia e equipamentos para idosos, entre outras estruturas.
Segundo a SPObras, empresa da Prefeitura responsável por intervenções de infra-estrutura na cidade, a implantação do parque acontece por meio de recursos advindos da Operação Urbana Água Espraiada. O custo estimado é de R$ 17 milhões. Caso não haja recursos administrativos de empresas contestando o resultado da licitação, o parque deverá estar funcionando no meio de 2014.

A nova área também integrará a Creche Jardim Aeroporto, situada na Avenida Dr. Lino de Moraes Leme e terá um playground de apoio à creche. Todo o quarteirão situado nessa avenida, entre a Rua Ipiranga e a Avenida Jornalista Roberto Marinho, será anexado ao projeto do novo parque.

Túnel
A criação do Parque do Chuvisco é uma das intervenções que a área irá receber. Atualmente o governo do Estado constrói na Avenida Jornalista Roberto Marinho a linha 17-Ouro do Metrô, que funcionará em sistema de monotrilho.
 A linha vai interligar as regiões do Morumbi, Jabaquara e o aeroporto de Congonhas.
A Prefeitura também tem outros projetos para a região. Entre eles está a construção de um túnel ligando a Avenida Jornalista Roberto Marinho à Rodovia dos Imigrantes e um parque linear que ficará sobre o túnel. A obra terá forte impacto social, já que milhares de famílias que moram em favelas na região terão de sair do local.
g1

 

SNA cobrará os salários na Webjet



A empresa VRG Linhas Aéresa S/A ficou obrigada, judicialmente, a realizar o pagamento dos salários de todos os tripulantes da Webjet reintegrados. O pagamento deve ser realizado, na conta usual, e até o 5 dia útil do mês, como manda a Lei.


Assim para apurar o descumprimento da decisão e tomar as medidas cabíveis, o Sindicato solicita que todos os tripulantes verifiquem a sua conta corrente e caso não identifiquem o depósito, da folha de março, enviem essa informação ao SNA.

Esse procedimento é apenas para os tripulantes que não optaram, de livre e espontânea vontade, pela homologação da rescisão do contrato de trabalho.

Solicitamos que enviem um e-mail com o texto abaixo para webjet@aeronautas.org.br

"

Comunico ao Sindicato Nacional dos Aeronautas que até a data de 08 de abril do ano de 2013, a VRG Linhas Aéreas S/A não depositou, na conta corrente habitual, a quantia correspondente ao salário do mês de março do ano em curso, conforme decisão prolatada pelo MM Juízo da 23a. VT/RJ.

Atenciosamente,


NOME:

MATRICULA:
BANCO:
AGÊNCIA:
CONTA:
CPF:

" 
O Sindicato Nacional dos Aeronautas, junto com o comitê de trabalhadores da Webjet, convoca todos os demitidos para na próxima terça-feira, dia 09/04, realizarem um protesto pela solução do caso Webjet, em frente ao Tribunal Regional do Trabalho da 1º Região, na cidade do Rio de Janeiro, com concentração prevista a partir das 10:00.
A sede do Tribunal fica na rua Lavradio, 132, Bairro Centro, Rio de Janeiro.

SNA

Escorregador de avião




Pegue um velho avião russo Tupelov TU-124 prontinho para virar morador de algum cemitério no deserto. Então faça uns ajustes aqui, coloque uns postes acolá, dê uma transformada geral, adicione um enorme e colorido escorregador e pronto! A antiga aeronave virou um divertido brinquedo - e que brinquedo - numa base aérea ucraniana. Assim como aquele post de uma escolinha na Georgia (lembram?), este aqui é mais um jeito bem legal de manter um antigo jato dando asas à imaginação da molecada. E dos adultos também. "Aterrissadamente legaus"!
 
BEM LEGAUS

Será Ele o Pai da Aviação...?



O médium Chico Xavier revelou que Santos Dumont, o pai da aviação, reencarnou na cidade de Campos, em março de 1956, como filho de Clóvis Tavares e de Hilda Mussa Tavares, com o nome de Carlos Vitor. Aos nove meses de idade, Carlinhos caiu de um carrinho de bebê e com o tombo deslocou a vértebra cervical, ficando tetraplégico, vindo a desencarnar aos 17 anos de idade, em fevereiro de 1973. Como se sabe, Santos Dumont, ao ficar deprimido quando presenciou mineiros e paulistas a digladiarem-se pelo céu, usando o avião como arma de guerra para matar e destruir, enforcou-se no dia 23 de julho de 1931.

Antes de reencarnar, o espírito Santos Dumont, segundo informações de Chico Xavier, decidiu expiar a sua morte como suicida através de uma vida curta como paraplégico. A queda acidental sofrida por Carlos Vitor, aos nove meses de idade, deslocou a sua vértebra cervical. A um programa de TV, o médium mineiro declarou que a vértebra de Carlos já estava deslocada no perispírito, isto é, no corpo semimaterial que envolve o espírito, por ter sido lesada quando se enforcou em sua vida passada. Esse fato consta do livro "Jesus e nós".

O médico homeopatia Flávio Mussa Tavares informou que seu pai, o professor Clóvis Tavares, manteve em sigilo as revelações feitas por Chico Xavier sobre as reencarnações anteriores de Santos Dumont. Chico revelou a seu pai que Santos Dumont vivera duas reencarnações em inesgotável pesquisa sobre a aviação: como Bartolomeu Lourenço de Gusmão (1685-1724), padre brasileiro,  e como Joseph Montgolfier (1740-1810), balonista francês.

Bem antes disso ele também se dedicara à navegação marítima nas personalidades dos navegadores italianos Marco Polo (1254-1324) e Cristóvão Colombo (1451-1506), sempre com a ânsia de descobrir novos caminhos. Todavia, em suas biografias encontramos semelhanças de suas trajetórias evolutivas, sempre na busca de encurtar distâncias entre os povos. Era, portanto, o mesmo espírito tomando diferentes personalidades a cada reencarnação (Marco Polo, Colombo, Bartolomeu de Gusmão, Montgolfier, Santos Dumont).

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In: http://espiritismocristao.blogspot.com.br/2009/07/as-reencarnacoes-de-santos-dumont.html
 
WINGS OF ANGOLA

Trabalhadores do Táxi Aéreo aprovam proposta

Os trabalhadores aeronautas reunidos em assembleia, nos dias 3 e 4 de abril, nas cidades do Rio de Janeiro, São Paulo, Macaé, Belém e Brasília, aprovaram a proposta de Convenção Coletiva negociada junto ao Sindicato Nacional das Empresas de Táxi Aéreo (SNETA).
Na proposta, já assinada pelo Sindicato Nacional dos Aeronautas (SNA), há a previsão da correção do salário em três etapas, ao londo de quatro meses, mais um abono salarial correspondente a 13% do salário de novembro, corrigido em 5,95%, e limitado a R$ 1.000,00.
Os pisos salariais e as demais cláusulas econômicas também foram reajustadas, os retroativos referentes a estes valores também seguirão a sistemática escalonada prevista para os salários.
Para a direção do SNA, o acordo firmado não foi o pretendido mas o possível, em função das dificuldades de mobilização da categoria, na conjuntura atual.

Protesto de funcionários da Gol complica voos do aeroporto de Ezeiza, em Buenos Aires

BUENOS AIRES - Um protesto de funcionários da companhia aérea Gol que reclamavam das demissões na empresa complicou os voos da tarde desta segunda-feira no aeroporto de Ezeiza, em Buenos Aires.

A greve começou esta manhã, segundo o jornal argentino Clarín, porque "sexta a empresa decidiu demitir 18 companheiros, entre os quais uma grávida", afirmou Edgardo Llano, secretário-geral da Associação de Pessoal Aeronáutico (APA), que participou do protesto no terminal internacional.

O telão que informava as chegadas e partidas sugeria aos passageiros que verificassem o status dos voos da companhia para deveriam partir para Porto Alegre e São Paulo. Llano disse ainda que a previsão era de que os voos de hoje não iriam ser realizados e sustentou que a paralisação continuará até "ministério edite alguma medida ou a empresa reincorpore os funcionários".

Segundo o representante do sindicato, na própria sexta-feira enviaram uma queixa ao Ministério do Trabalho da Nação "que afirmou que vai atuar mas ainda não agiu". Comentou, ainda, que pela manhã a Polícia de Segurança Aeroportuária (PSA) ameaçou detê-los.
- Se acontecer alguma coisa, vamos fazer uma paralisação de todas as atividades a partir do dia 15 - reiterou.
  Yahoo! Notícias

PILOTO DA AVIANCA AVISA PASSAGEIROS QUE O COMBUSTÍVEL VAI ACABAR

Avianca Boeing 767-200 parked at El Dorado Int...
 (Photo credit: Wikipedia)


5 de abril de 2013 às 10:44 — 
Relato do advogado e ex-deputado Ney Lopes, que tinha uma filha e uma neta neste voo da Avianca que decolou ontem em Natal e se destinava a Brasília:

O drama dos passageiros, no voo Natal/Brasília da Avianca, ontem, 4


Por mais que o governo anuncie medidas de proteção ao usuário de companhia aérea há muito que fazer, ainda.

Ontem, 4, um avião da “Avianca” decolou por volta de 15.30 horas de Natal para Brasília. Voo direto. Previsão de chegada ao DF às 18.30 hs.

Como chovia torrencialmente em Brasília, o avião sobrevoou a cidade mais de uma hora.
Em seguida colocou os passageiros em pânico, ao avisar que o combustível disponível somente daria para chegar em Anápolis.

Não havia combustível para Goiana, que fica, mais ou menos na mesma distância.
Trocando em miúdos: se não fosse possível aterrissar em Anápolis, o avião cairia, por falta de combustível!!!!
Finalmente, o avião aterrissou na base militar de Anápolis, da FAB.
Ao desligar os motores, os passageiros foram avisados de que não poderiam descer. A base aérea não dispunha de escadas para aviões maiores, como o Air Bus da Avianca.
Todos os passageiros ficaram a bordo, com risco de asfixia. Pânico geral. Crianças queriam beber água e começou a faltar.


Circula a notícia de que na Base Militar de Anápolis não seria possível abastecer o avião, por inexistir posto de venda e a FAB não forneceria o combustível, em razão de ter sido adquirido para uso próprio, através de licitação.
O que fazer?
22 horas e nada se resolvia.
Os passageiros que saíram de Natal estavam a bordo e fechados, a mais de 7 horas.
Finalmente, após verdadeira via crucis, o aviso de que fora autorizado o abastecimento do avião, que seguiu para Brasília, lá chegando depois de 23 horas.


Post scriptum- Perguntas que ficam no ar, aguardando uma “aterrissagem” lógica, que explique os abusos como os de ontem, 4, no voo Natal/Brasília, da Avianca.
Por que o comandante da Avianca, sabendo que o combustível era escasso, passou tanto tempo sobrevoando Brasília?
Por que a ANAC e o Ministério da Defesa permitem que uma aeronave, cheia de passageiros, com autonomia de até 8 horas de voo, decole com o tanque sem disponibilidade de combustível para enfrentar uma situação como essa de ontem, a caminho de Brasília?
Será por economia das empresas aéreas, que gastam menos combustível, se o avião voar mais leve?
Caso verdadeiro esse argumento, haverá cumplicidade neste abuso dos órgãos do Ministério da Defesa. Não poderiam permitir tal situação. Qualquer dano ocasionado aos passageiros, esses órgãos teriam que responder civil e criminalmente, pela omissão.
No artigo 21, XII da Constituição, letra “c” está claro que compete a União – e não a Avianca ou empresas privadas – explorar, direta ou indiretamente, a navegação aérea e a infraestrutura aeroportuária.
O Código Brasileiro de Aeronáutica (CBA), aprovado pela Lei nº 7.565, de 1986, complementado pela Lei nº 11.182, de 2005, repete a responsabilidade da União, através do Ministério da defesa.
Diante de regra legal claríssima, como se explica que o Ministério da Defesa permita que, uma Base Militar como a de Anápolis, a menos de cem quilômetros do Distrito Federal, não disponha de uma escada de desembarque e de fornecimento emergencial de combustível, para casos de urgência com um avião comercial, ou militar?
Se o avião presidencial decolar de Brasília e for levado a um pouso forçado em Anápolis, o Presidente da República ficará confinado, por falta de escada de desembarque?
Um verdadeiro absurdo.
Inexplicável.
Espera-se que o “drama” da Avianca, nesta quinta, 4, sirva de alerta para providências urgentes e imediatas do Ministério da Defesa.
Pelo menos, dotar a Base de Anápolis e outras similares, de escadas de desembarque para aviões maiores e autorização de abastecimento de combustível, em urgências.
E também exigir que as companhias aéreas, permissionárias da aviação civil, abasteçam os tanques das aeronaves, com combustível suficiente para enfrentar mais horas voando, em casos emergenciais.
É o mínimo que se pode pedir.

fonte/http://www.thaisagalvao.com.br/2013/04/05/piloto-da-avianca-avisa-aos-passageiros-que-o-combustivel-vai-acabar/

IFR ONLINE

Novas regras permitem facas e tacos em voos nos EUA e geram polêmica

Algumas lâminas e objetos esportivos poderão ser levados na mala de mão.

Comissários de bordo protestam contra mudança e alegam insegurança.
Canivetes e facas dobráveis apreendidos no aeroporto de Atlanta - Foto: Gene Blythe/AP
Uma mudança nas regras sobre itens permitidos na bagagem de mão em voos nos Estados Unidos está gerando protestos de pilotos, comissários de bordos e outros funcionários de companhias aéreas.
A Transportation Security Administration (TSA), o órgão responsável pela segurança de transportes do país, anunciou recentemente que a partir do dia 25 de abril, passageiros poderão carregar nos aviões canivetes e facas de tamanho reduzido, bastões de beisebol, tacos de golfe e outros equipamentos esportivos.
Segundo a Associated Press, um comunicado da agência afirmou que a nova política coloca os padrões de segurança americanos de acordo com os internacionais, e permite que a TSA concentre energia em ameaças mais sérias.
O anúncio gerou uma reação negativa imediata de associações que representam comissários de bordo e outros trabalhadores da aviação. Para elas, esses itens são perigosos nas mãos dos passageiros errados. 
Comissários de bordo protestam segurando cartaz com os dizeres 
"Não às facas em aviões", nesta segunda (1º) - Foto: Frederic J. Brown/AFP
Uma das entidades, que representa 10 mil comissários de bordo, afirma que a nova política é "perigosa" e "míope" e que foi criada para tornar a vida da equipe da TSA mais fácil em detrimento da segurança da tripulação.
"Apesar de concordarmos que um passageiro que leve uma pequena faca ou um taco de golfe não representa uma ameaça ao piloto que está trancado na cabine, eles são uma ameaça aos passageiros e aos comissários", afirmou a associação em um comunicado.
A mudança foi baseada em uma recomendação de um grupo de trabalho interno da TSA, que decidiu que esses itens não representam nenhum perigo real, afirmou David Castelveter, um porta-voz da agência.
As mudanças
A nova política permite facas dobráveis com laminas de no máximo 6 cm de comprimento e menos de 1,3 cm de largura. Canivetes, saca-rolhas com pequenas laminas e outros tipos de utensílios entram na lista.
Os passageiros também poderão carregar a bordo tacos de baseball que tenham menos de 61 cm de comprimento, bastões de plástico de brinquedo, bolas de sinuca, esquis, tacos de hockey e de golfe. 
Panfleto mostra os objetos cortantes que serão permitidos - Foto: AP Photo/TSA
Padrões de segurança adotados pela Organização Internacional de Aviação Civil, ligada à ONU, já recomendam que esses itens sejam permitidos na bagagem de mão. Muitos países seguem essa recomendação.
Estiletes, lâminas de barbear e facas que não sejam dobráveis continuam proibidos.
Para o consultor em segurança da aviação John L. Sullivan, os itens permitidos pela nova política não trazem maior risco que outros itens que os passageiros carregam sempre e que podem ser convertidos em armas. Uma caneta, uma escova de dente ou um copo de vidro podem ser transformadas em uma faca, afirma. 
Panfleto mostra os tacos de beisebol permitidos pelas novas regras (à esquerda) 
e os proibidos (à dir.) - Foto: AP Photo/TSA
Douglas Laird, ex-diretor de segurança de uma empresa aérea e agora consultor nessa área, afirma que a segurança deve focar mais no perfil do passageiro e menos no que ele carrega."A TSA tem coisas melhores para fazer do que focar em um cara que carregue um canivete”, disse.
Brasil 
As novas regras se aplicam aos voos dentro dos EUA. Segundo a Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), elas não anulam a regulação brasileira e, portanto, não valem para aviões que saem do Brasil com direção aos Estados Unidos.
As normas brasileiras já permitem levar saca-rolhas, assim como facas e canivetes com lâminas de comprimento inferior a 6 cm, na bagagem de mão – mas tacos de beisebol, golfe e outros esportes são proibidos.
 
DESÁTRES AÉREOS

Novo dono da Fokker vai abrir fábrica em Goiás


O Brasil pode se tornar o lar da nova geração dos aviões Fokker. A empresa holandesa Rekkof Aircraft, que comprou todas as licenças e projetos da antiga Fokker, declarada falida em 1996, já assinou com o governo de Goiás os termos do contrato de instalação, na cidade de Anápolis, de uma fábrica de peças para aviões. A planta começa a ser construída em agosto e deve iniciar a produção até julho de 2014.
Num primeiro momento, os aviões serão produzidos na Holanda, com 35% das peças fabricadas no Brasil - entre elas fuselagem, asas e outros componentes. No início da operação, essas peças vão fazer parte dos primeiros 60 aviões a serem fabricados na Europa. Em 2019, no entanto, a Rekkof pretende que o primeiro avião decole da fábrica brasileira, já com 75% de nacionalização de seus componentes.
As informações são do consultor-geral da empresa e responsável pela implantação da Rekkof do Brasil, Paulo Almada. O secretário de Indústria e Comércio de Goiás, Alexandre Baldy, que participou da assinatura do protocolo de instalação da empresa, também falou da importância do projeto para o Estado e para o País e comemorou o investimento que a Rekkof Aircraft fará, da ordem de R$ 1,23 bilhão. Baldy disse que, de início, serão gerados 1,8 mil empregos diretos, que segundo ele se transformarão em pelo menos 5 mil indiretos.
Almada disse que o Brasil foi escolhido para receber o projeto ?pela segurança política, econômica e jurídica que o País oferece?. Antes de se decidir pelo Brasil, foram feitas negociações com outros países, como China, Turquia e Argentina. 
DESÁSTRES AÉREOS

Thatcher dispensou show aéreo em funeral para evitar gasto público


Euforia e tristeza tomaram as ruas de Londres após o falecimento da "Dama de Ferro".
Euforia e tristeza tomaram as ruas de Londres após o falecimento da "Dama de Ferro".
REUTERS/Suzanne Plunkett

A Grã-Bretanha prepara o funeral de Margaret Thatcher, morta ontem aos 87 anos. Ainda em vida, Thatcher pediu que fossem dispensadas demonstrações aéreas para evitar gasto desnecessário de dinheiro público. O funeral da "Dama de Ferro", como ficou conhecida, foi marcado hoje para quarta-feira 17 de abril.

A primeira e única mulher a ter governado o Reino Unido terá um funeral cerimonial, ou seja, abaixo do funeral de Estado na nomenclatura do protocolo britânico. O funeral de Estado, mais pomposo, é reservado aos monarcas. A cerimônia fúnebre, definida por ela ainda em vida, será realizada na Catedral Saint-Paul com honras militares.
Na noite dessa segunda-feira, o caixão com o corpo de Thatcher deixou o hotel Ritz, em Londres, e foi levado para um local desconhecido. De acordo com o desejo da ex-premiê, seu corpo será cremado em cerimônia íntima familiar.
Personalidade controversa, mas de influência determinante na história do século 20, o desaparecimento de Thatcher provoca reações diversas em seu próprio país. A política conservadora foi responsável pela mais longa administração do Reino Unido, e suas reformas liberais criaram prejudicados e beneficiados pelas medidas de privatização, desregulamentação do mercado financeiro e corte de benefícios sociais. Thatcher dividiu o país, governou impondo uma visão sem nuances, preto e branco, dos problemas e soluções para o Reino Unido.
RFI

Margaret Thatcher morre na Inglaterra


Morreu nesta segunda-feira (8) aos 87 anos Margaret Thatcher, primeira mulher a se tornar primeira-ministra britânica, cargo no qual ficou por três mandatos consecutivos, entre 1979 e 1990.
Ela foi uma das figuras dominantes na política inglesa no século XX, ao dirigir um governo que reduziu o tamanho do Estado e transformou o Reino Unido.
Sua política neoliberal, que entrou para a história com o nome de “thatcherismo”, ainda influencia líderes mundialmente e é criticada e elogiada até hoje.
O porta-voz da família de Thatcher informou ela morreu em consequência de um acidente vascular cerebral, após meses debilitada.
"É com grande tristeza que Mark e Carol Thatcher anunciam que sua mãe, a baronesa Thatcher, morreu em paz depois de um derrame, esta manhã," disse o Lorde Tim Bell, o porta-voz.
Repercussão
Após sua morte, o atual premiê britânico, o conservador David Cameron, disse que o Reino Unido "perdeu uma grande líder, uma grande primeira-ministra e uma grande britânica".
O premiê voltou ao Reino Unido, interrompendo uma visita a países europeus. Ele estava em Madri, capital da Espanha, para encontrar seu colega Mariano Rajoy, quando soube da morte. Ele iria depois a Paris, para conversar com o presidente Francois Hollande.
A Rainha Elizabeth II também lamentou a morte de Thatcher. "A rainha recebeu com grande tristeza a notícia da morte da baronesa Thatcher", comunicou o palácio de Buckingham.
Doença
Thatcher havia sido internada pela última vez em dezembro de 2012, quando passou por uma cirurgia na bexiga.
Ela não falava em público desde 2002, quando os médicos desaconselharam a presença diante de audiências após uma série de pequenos derrames que deixaram como sequela confusões ocasionais e perdas de memória.
A filha Carol escreveu em suas memórias, publicadas em 2008, que, nos piores momentos, Thatcher tinha dificuldades para terminar as frases e esquecia que o marido, Denis, havia morrido em 2003.
Cerimônia fúnebre e cremação
O governo britânico anunciou que Thatcher, cujo nome completo era Margaret Hilda Thatcher, terá um "funeral cerimonial", com honras militares, mas não um "funeral de Estado". Ele será realizado na Catedral de Saint Paul, em Londres.
O funeral cerimonial está abaixo do funeral de Estado, realizado pela última vez no Reino Unido para alguém de fora do círculo da monarquia em 1965, por ocasião da morte de Winston Churchill.
Os últimos funerais do mesmo tipo reservado a Thatcher foram realizados pela morte da rainha Elizabeth, a "Rainha-mãe", em 2002, e de Diana, princesa de Gales, em 1997.
Ainda não foi definida uma data, e mais detalhes serão divulgados nos próximos dias.
"Uma ampla e diversa variedade de pessoas com grupos e ligações com Lady Thatcher vai ser convidada", disse o escritório do premiê.
"O serviço vai ser seguido por uma cremação privada. Todos os preparativos estão sendo tomados em linha com os desejos da família", diz o texto de Downing Street.
Vida
Margaret Hilda Roberts nasceu em 13 de outubro de 1925 em Grantham, Lincolnshire.
Seu pai era pastor e membro do conselho da cidade, além de comerciante.
Na casa da família, a missa era obrigatória, e o trabalho, em casa ou ajudando o pai no comércio, era uma segunda religião, razão pela qual a jovem saía pouco.
Por conta disso, ela se tornou uma "viciada em trabalho".
Pessoas próximas contam que ela costumava dormir quatro horas diárias e trabalhava "o resto do tempo".

Maggie graduou-se em química em Oxford em 1947 e depois também estudou direito, formando-se em 1954.
Desta época, data o seu interesse e sua aproximação da política
Em 1951, casou-se com Denis Thatcher, um rico homem de negócios, com quem, dois anos depois, teve dois filhos gêmeos, Carol e Mark.
Além de lhe dar seu nome, Denis a acompanhou e apoio durante mais de 50 anos de casamento, até morrer em 2003.
Carreira política
Thatcher se tornou membro dos Tories, como é chamado o Partido Conservador, no Parlamento de Finchley, ao norte de Londres, em 1959, onde cumpriu mandato até 1962.
Seu primeiro cargo parlamentar foi como ministra-assistente para previdência no governo de Harold Macmillan.
De 1964 a 1970, quando o Partido Trabalhista assumiu o poder, ela ocupou diversos cargos no gabinete de Edward Heath. Heath se tornou primeiro-ministro em 1970, e Thatcher, sua secretária de Educação.
Durante o período que ocupou a pasta, ela aumentou o orçamento da educação no país, mas foi criticada por abolir o leite que era gratuito em escolas para crianças.
A medida polêmica lhe deu o apelido de “Thatcher the Milk Snatcher”, algo como “Thatcher, a Ladra de Leite”.
Após os conservadores sofrerem nova derrota, em 1974, Thatcher concorreu com Heath pela liderança do partido e, para surpresa de muitos, venceu a indicação. Em 1979, o Partido Conservador venceria as eleições gerais, e ela se tornaria primeira-ministra, aos 54 anos.
Cinco anos antes, ela havia declarado: "Serão necessários anos - e não verei isso de novo durante a minha vida - para que uma mulher dirija este partido ou se torne primeiro-ministro".
‘Thatcherismo’
Com ideias arrojadas, ela criou uma nova expressão no dicionário inglês: “thatcherismo”, que significa uma política que privilegia a liberdade de mercado, as privatizações, preconiza menos intervenção do governo na economia e mais rigor no tratamento com os sindicatos de trabalhadores.
Suas políticas conseguiram reduzir a inflação, mas o desemprego aumentou dramaticamente no período.
Durante seu governo, os sindicatos foram amordaçados, setores inteiros da economia (telecomunicações, ferrovias, aeronáutica) foram privatizados, e o chamado "Estado de bem-estar social" foi desmantelado.
Os impostos e os gastos públicos foram reduzidos. Veja o legado econômico do governo Thatcher.
Adversários diziam que Thatcher havia criado uma nação dividida entre o sul, mais rico, e o norte, mais pobre.

Os círculos empresariais a veneravam, mas sua revolução também se chocava com fortes resistências, uma divisão vigente até hoje na avaliação de seu legado.

Nos primeiros anos de seu mandato, foi superada a marca de três milhões de desempregados, nível inédito desde os anos 1930, pós-Grande Depressão.
Cresceram o mal-estar social e os confrontos com os sindicatos, contra os quais declarou uma guerra sem quartel. Não por menos, alguns britânicos foram às ruas celebrar a morte da ex-premiê.
No início dos anos 1980, os mineradores em greve se chocaram com a intransigência da Dama de Ferro, diferente do modo de atuar dos governos anteriores. Seus aliados afirmam que ela evitou que o país caísse vítima de  uma crise energética.
Nova vitória
Apesar dos confrontos e polêmicas, o sucesso militar na guerra com a Argentina pelas Ilhas Malvinas, em 1982, e uma oposição trabalhista rachada ajudaram Thatcher a conquistar uma nova vitória nas eleições de 1983.
Em 1982, quando as tropas argentinas desembarcaram no arquipélago austral das Malvinas, sob dominação britânica desde 1833, Thatcher enviou uma força naval que em dois meses, facilmente, recuperou as ilhas, chamada de Falklands pelos britânicos.
A vitória encaminhou sua reeleição em 1983.
Atentado
Em 1984, Thatcher escapou por pouco de um atentado do IRA (o Exército Republicano Irlandês, com quem foi intransigente), que instalou um carro-bomba numa conferência do Partido Conservador em Brighton. Cinco pessoas morreram e vários ficaram feridas, inclusive colegas dela.
Horas depois do atentado, cumprindo a agenda, ela fez o pronunciamento de encerramento da conferência anual do Partido Conservador, prometendo não fazer concessões na luta contra o terrorismo.
Fim da Guerra Fria
Thatcher cultivou uma relação muito próxima e pessoal com o então presidente dos EUA, o republicano Ronald Reagan, e o reformista líder soviético Mikhail Gorbachov, o que a fez ter um papel importante no fim da Guerra Fria, que opunha os blocos capitalista e comunista.
Por conta disso, nessa época, recebeu, da imprensa soviética, o apelido de “Dama de Ferro”. Era para ser uma crítica, mas ela gostou e "adotou" o apelido.
"Margaret Thatcher era uma grande personalidade política e uma pessoa brilhante. Ela permanecerá na memória e na história", disse Gorbachov sobre a morte, citado pela agência russa Interfax.
Ceticismo europeu
Ao nacionalismo de Thatcher, somou-se uma desconfiança em relação à União Europeia. Suas críticas aos "burocratas de Bruxelas", gestores do bloco, entraram para a história.
A União Europeia (UE) lamentou nesta segunda a morte da ex-primeira-ministra britânica , que será recordada por suas "contribuições e por suas reservas ao projeto europeu".

O presidente da Comissão Europeia, José Manuel Barroso, destacou que a ex-dirigente foi "uma pessoa-chave, e também circunspecta" em relação à construção do projeto europeu.

Terceiro mandato e queda
Nas eleições de 1987, Thatcher ganhou um inédito terceiro mandato. Mas suas políticas controversas, como a adoção de novos impostos (a famosa "Poll Tax", que provocou protestos de rua) e a oposição a qualquer integração mais próxima com a Europa, levaram sua popularidade a cair para o nível mais baixo desde que ela havia assumido o poder, em 1979.
A política interna da primeira-ministra começava a fracassar. Com a inflação alta, o país caminhava para a recessão, e sua liderança começou a ser questionada dentro do próprio Partido Conservador.
Em novembro de 1990, ela concordou em renunciar ao cargo e à liderança do partido, sendo substituída por John Major. A renúncia ocorreu em 22 de novembro.
Ela foi a recordista de tempo de permanência no poder no século XX, com 11 anos.
Aposentadoria
Após sua saída em prantos de Downing Street, residência oficial do premiê britânico, a baronesa Thatcher se refugiou no elegante bairro londrino de Belravia, onde continuou preparando lucrativas conferências e redigindo suas memórias.

Em fevereiro de 2007, ela tornou-se a primeira ex-chefe de Governo a ser homenageada com uma estátua no Parlamento ainda em vida.

Na época, já havia uns cinco anos que ela não falava e praticamente não era vista em público, depois de ter sofrido dois acidentes vasculares cerebrais leves e devido ao aumento de sua demência senil.

Mas ela viveu o suficiente para ver outro conservador, David Cameron, no poder, depois, depois de 13 anos de governos trabalhistas, embora Cameron tenha sido obrigado a formar uma inédita coalizão com os liberais-democratas.
Em um de seus primeiros discursos importantes, alguns meses depois de sua eleição, em maio de 2010, Cameron, que se apresenta como mais moderado que sua predecessora, definiu Thatcher como "a melhor primeira-ministra em tempos de paz do último século".
Suas radicais posições direitistas alteraram tão profundamente a política britânica que os governos trabalhistas que a sucederam aceitaram muitas das suas políticas, criando o chamado "Novo Trabalhismo", sob os governos de Tony Blair e Gordon Brown.

Em 2011, ela voltou a ser notícia ao ser lançado, no cinema, o filme "A Dama de Ferro". A polêmica produção rendeu a Meryl Streep seu terceiro Oscar de melhor atriz.
Meryl afirmou que Thatcher foi uma pioneira para as mulheres.
Personalidade
Thatcher notoriamente ignorava seus críticos.
"A senhora não é de recuar", disse ela num célebre discurso de 1980 a membros do seu Partido Conservador que pediam mais moderação no seu governo.
Outros que cruzaram seu caminho, particularmente na Europa, estavam sujeitos a violentas diatribes, frequentemente chamadas de "bolsadas", numa alusão à bolsa de couro preto que ela invariavelmente carregava.
"Uma tirana brilhante, cercada por mediocridades", foi como o ex-premiê Harold Macmillan a descreveu. "Aquela mulher sanguinária", foi o veredicto menos complacente de outro ex-premiê, Edward Heath, seu antecessor como líder conservador.
Thatcher deixa dois filhos, os gêmeos Carol, que é jornalista, e Mark, que é empresário.
 
HANGAR DO VINNA