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segunda-feira, 17 de maio de 2010

Aviões presidenciais esbanjam luxo e segurança, são verdadeiros palácios voadores


Aviões presidenciais esbanjam luxo e segurança, são verdadeiros  palácios voadores

Em 11 de setembro de 2001, data em que terroristas islâmicos jogaram aviões comerciais contra alvos civis e militares dos Estados Unidos, o lugar mais seguro para se estar era justamente dentro de uma aeronave. Neste caso, o Força Aérea Um, que transportava o então presidente George W. Bush.

Com a cidade de Washington e, especialmente, a Casa Branca sob ameaça, Bush passou o dia inteiro voando. Com exceção de algumas poucas aeronaves militares, seu avião era o único autorizado a voar. O presidente só pousou para fazer um breve discurso à nação (prometeu caçar os terroristas), mas voltou para o ar logo em seguida.

O episódio mostrou a importância que as Forças Aéreas do mundo todo dispensam às aeronaves que transportam os chefes de Estado e de governo. De dentro do Força Aérea Um, Bush podia ordenar ataques militares, comunicar-se com o alto comando de guerra dos Estados Unidos ou falar com o comandante de um submarino ou um porta-aviões no golfo Pérsico. De fato, o presidente poderia até mesmo autorizar um bombardeio nuclear de dentro de seu avião. Ironicamente, no entanto, não podia transmitir um discurso à nação.

Embora seja o avião presidencial mais conhecido do mundo, o Boeing 747 adaptado utilizado pelo chefe de Estado dos EUA – repleto de medidas secretas contra ataques vindos de terra, ar e mar – não é o único Força Aérea Um. Em primeiro lugar porque os EUA têm dois 747 presidenciais que sempre voam juntos (para o caso de um deles apresentar problemas). Em segundo lugar, porque o nome Força Aérea Um é utilizado em vários países para designar qualquer avião que esteja transportando o chefe de Estado.

Brasil tem “Aerolula”, sultão do Brunei tem seis aviões

O principal avião utilizado para transportar o presidente do Brasil em viagens internacionais é um Airbus A-319CJ, aeronave luxuosa que substituiu, em 2005, o antigo Boeing 707. Apelidado de “Sucatão”, ele gerava grandes multas ao pousar em aeroportos do mundo todo por causa do barulho ensurdecedor de suas turbinas, constrangendo o governo brasileiro.

O “Aerolula”, como foi apelidado o avião, possui um moderno sistema de comunicações que permite ao presidente falar com quem quiser, quando quiser, bem como acessar a internet. O avião presidencial brasileiro também tem salas de reunião e conferência, um quarto com cama, exclusivo do presidente, e até um outro banheiro com chuveiro. Curiosamente, o modelo é o mesmo do utilizado pelo presidente da Venezuela e amigo de Lula, Hugo Chávez.

A presidente da Argentina, Christina Kirchner, também tem seu avião especial. Chamado de Tango Uno, o Boeing 757 transporta a governante principalmente em viagens internacionais. Para muitos argentinos, no entanto, a aeronave ficou mais conhecida por causa da polêmica causada quando a filha de Christina, Florência, pegou uma “caroninha” para visitar alguns amigos na Patagônia.

Em muitos casos, o avião presidencial serve como “embaixador” da indústria do país. Na Europa, a maioria dos países utiliza aeronaves da Airbus para transportar seus governantes. França e Alemanha, duas das nações com maior participação no consórcio europeu, não abrem mão dos aviões da empresa. O Reino Unido, quando não utiliza um nacional British Aerospace BAe-146, coloca a família real ou o primeiro-ministro para voar em linhas comerciais.

Já o sultão de Brunei, Hajji Hassanal Bolkiah Muhizzaddin, tem uma frota exclusiva de aviões tão extensa quanto o seu nome. Quando viaja, sua majestade pode optar por um Boeing 747, um Boeing 767, um Airbus A-340 ou três jatos Gulfstream, todos muito luxuosos, é claro. Dentro das aeronaves, há luxos como assentos de couro especial, camas individuais, detalhes em ouro e telas de LCD.

Segurança é prioridade nas aeronaves

O desastre aéreo que matou o presidente da Polônia, Lech Kaczynski, no dia 10 de abril, mostrou como incidentes envolvendo aeronaves oficiais podem ser devastadores. De uma só vez, o país perdeu não apenas seu chefe de governo, mas boa parte do comando militar e outros importantes líderes políticos. As causas da queda do Tupolev TU-154 ainda não foram esclarecidas, mas investigadores suspeitam de erro dos pilotos.

Em alguns países, a preocupação com segurança é tanta que os aviões VIP ganham medidas de defesa militares. O Boeing 747 que transporta o primeiro-ministro da Índia, por exemplo, dispõe de um aparelho eletrônico que emite ondas para confundir radares de mísseis ou aeronaves inimigas. Já o avião que transporta a rainha e o primeiro-ministro do Reino Unido pode soltar “flares”, bolas de fogo que confundem mísseis guiados por calor.

Já o Força Aérea Um dos Estados Unidos, o avião mais seguro do mundo, dispõe de todos esses recursos e outros, não informados pelos militares, para defender um dos alvos mais cobiçados pelos terroristas. Mesmo assim, se as coisas derem errado, o presidente conta com um médico e uma mesa de cirurgia a bordo.

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