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segunda-feira, 15 de março de 2010

Análise: o Poder Aéreo nas Malvinas


A-4 avariado e C-130 nas Malvinas - Carlos A Garcia

A Guerra das Malvinas (ou Falklands), ocorrida em 1982 entre a Argentina e a Inglaterra, colocou em evidência a disputa e interdependência do Poder Naval e do Poder Aéreo.

Ficou demonstrado que navios de guerra e aviões de ataque têm vantagens e desvantagens no alcance de objetivos estratégicos: navios se deslocam a 500 milhas por dia e aeronaves de ataque a jato a 500 milhas por hora, mas enquanto as aeronaves só podiam cumprir suas missões num período de horas de cada vez, os navios permaneciam na área de conflito durante semanas.

Pucará nas Malvinas 2 - Carlos A Garcia Pucara nas Malvinas - Carlos A Garcia

As grandes distâncias das bases aéreas do continente atrapalharam bastante as operações aéreas argentinas sobre as illhas e a impossibilidade de usar a pista de pouso das Malvinas pelos jatos tornou obrigatório o reabastecimento em voo. Mas as principais aeronaves de combate argentinas, Mirage IIIEA e Dagger, não possuíam a sonda para REVO, diminuindo sensivelmente o tempo de combate desses caças sobre as ilhas.

Ataque à HMS Broadsword - Carlos A Garcia

A superioridade naval da Inglaterra quase foi colocada em xeque pelo poder aéreo argentino, mas a aviação embarcada britânica garantiu a superioridade aérea, mesmo com aeronaves de combate subsônicas (Sea Harrier) enfrentando os jatos supersônicos (Mirage, Dagger).

Mais uma vez o navio-aeródromo teve papel decisivo na história e por pouco, o NAe argentino 25 de Mayo, não conseguiu atacar o corpo principal da Força-Tarefa britânica.

Sea Harrier Malvinas

O melhor treinamento dos pilotos ingleses e seu armamento (míssil ar-ar AIM-9L Sidewinder) possibilitaram 21 vitórias em combate aéreo.

Ataque dos Super Etendard ao HMS Sheffield

O míssil antinavio AM39 Exocet, disparado pelos Super Étendard da Aviação Naval Agentina foi uma das armas de destaque do conflito e se os argentinos tivessem mais mísseis disponíveis, a Guerra poderia ter tomado um rumo diferente.

Falklands,_Campaign,_(Distances_to_bases)_1982Baseando-se nos dados disponíveis sobre as ações do Poder Aéreo argentino nas Malvinas em 1982, dê sua opinião sobre os principais erros e acertos da Argentina na Guerra.

Explique como a Força Aérea Argentina, que tinha quase 200 aviões de combate (entre eles 19 jatos Mirage IIIEA, 26 Dagger, 68 A-4 Skyhawk, 9 Camberra e 45 Pucarás) foi derrotada por um número muito menor de jatos subsônicos Sea Harrier da Royal Navy. Quais foram os principais fatores que levaram o maior Poder Aéreo do continente, na época, à derrota?

ARTE: http://www.aviationart.com.ar

NOTA DO EDITOR: Alguns leitores solicitaram a criação de um tópico sobre as Malvinas, para discussões táticas de um possível novo conflito. Mas acreditamos que antes de discutirmos como seria uma nova guerra, é preciso analisar o que aconteceu em 1982, já que existem muitos fatores que influenciaram fortemente a derrota do Poder Aéreo argentino, mesmo com uma aparente superioridade numérica e geográfica.

Poder Aéreo

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